21 de setembro de 2008 às 9h51
Do outro lado
Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, “Janta”
Quando a Mallu Magalhães surgiu já estava aqui em Londres. Foi uma tremenda inversão no fluxo de informação com o qual estou acostumado. Em vez de estar no Brasil acompanhando a cena local e ouvir falar de uma nova banda gringa, dessa vez estava acompanhando o surgimento de uma artista brasileira a distância.
Até agora, não entendi bem o motivo do alvoroço, além do fato da menina ter 15 anos e demonstrar uma maturidade acima da média (ou do que se espera da média), mesmo motivo que chamou atenção para artistas como Stevie Wonder ou de trocentos deejays jamaicanos, tal qual Barrington Levy.
Como ainda não vi o show, não tenho opinião formada. Porque pra ter certeza do que se trata, ainda mais num som intimista como esse , só vendo ao vivo. Por enquanto, só fica uma curiosidade grande de ver de perto isso tudo.
Mesmo assim, vendo o vídeo acima no Matias, é difícil não se emocionar junto com a menina. De certa forma, as lágrimas da Mallu são a cristalização do papel do Marcelo Camelo para as gerações vindouras.
Falando em Camelo, sua estréia solo, tem tomado pancada de tudo quanto é lado. Uma das principais críticas é de que soa como o “4″, último disco do Los Hermanos, como se isso fosse um atestado de má qualidade.
Apesar de estar abaixo do nível dos trabalhos anteriores, “4″ tem uma meia dúzia de músicas bem legais. Talvez não tão bem amarradas ou bem resolvidas em termos de estrutrura e de arranjo, mas ainda assim boas.
Pra mim, “Sou” é um disco bacana. Não é arrebatador, mas traz boas canções e tem onda. Ele pode ter pecado em ter engessado ou moldado demais o Hurtmold, banda de apoio, impedindo uma maior contribuição no resultado sonoro final. Pode ter sido pouco para aplacar a expectativa em torno de Camelo.
De qualquer jeito, hoje em dia é difícil agradar. Se o sujeito faz o que dele se espera, tá ultrapassado. Se inova, tá querendo inventar moda. Prefiro esperar mais um tempo, ouvir mais vezes, de preferência distante do frenesi do lançamento, pra concluir alguma coisa.
11 Comentários



Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.


















21 de setembro de 2008 às 10h31
Mas aih tu compara o disco solo do Camelo com as tres musicas do Little Joy e “Sou” soa sacal.
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21 de setembro de 2008 às 18h52
Mas os discos não tem nada a ver um com o outro, né, complicado comparar. Achei os que os dois voam a meia altura, o do Amarante também não me pegou não.
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22 de setembro de 2008 às 13h22
mais tarde e tudo passa sao duas musicas bem foda!
vi uns videos do show de recife e ta tudo limpinho, sopro, xiliphone, hurtmold bem presente.
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22 de setembro de 2008 às 19h35
a mallu magalhães pode ter maturidade nos arranjos, melodias mas no resto ela parece ter uns 11 anos, inclusive quando fala e se faz de bobinha
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23 de setembro de 2008 às 1h06
É, a Mallu faz uma onda autista de próposito.Mas afinal, isso não tá na moda?A galera do css tem o dobro da idade e tira a mesma onda nos clipes e nas músicas.
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23 de setembro de 2008 às 13h21
[...] Bruno fala sobre Mallu Magalhães. Bem, o mais perto que cheguei de um show da mina foi ouvir a passagem de som, do lado de fora do Circo Voador: a música era Beth Balanço. Pensei na hora, essa mina é a nova Cássia Eller – no que isso tem de pior, um veículo semiacústico pra poesia beat de araque. Só que a Cássia Eller era uma artista, evidentemente feita para o palco – e o que os que gostam da Mallu parecem curtir nela é alguma espécie de inadequação bonitinha. Quem viu um show inteiro fala da coisa como um Evento do Bem, com a platéia torcendo, exatamente como em um sarau, ou show de calouros. As músicas próprias são muito subproduto de folk, e longe de mim cobrar crédito de rua para alguém, mas “atirei em um cara lá em Reno só pra ver ele morrer” com voz de Rock-a-bye baby é muita supressão da descrença. Mas claro que ela vai longe, comigo na direção oposta. [...]
23 de setembro de 2008 às 16h50
peraí, que maturidade é essa que vcs estao vendo? a mallu canta mal, toca mal e as letras sao ridiculas. isso pra nao mencionar as entrevistas, nas quais ela responde 80% das perguntas com ‘ah, sei lá’ e soa COMPLETAMENTE retardada. as meninas do CSS parecem intelectuais de alcova perto dela…
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23 de setembro de 2008 às 18h43
não preciso escutar de novo, ‘sou’. na primeira vez eu já achei o cd sem graça.
sem qualquer inovação sonora, mesmo. não senti semelhança com o “4″ e olha que eu gosto dos últimos cds dos los hermanos. eu gosto de muitas músicas, mas não gostei de ‘sou’.
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3 de outubro de 2008 às 0h24
É uma pena a rapariga (Mallu Magalhães) não se dar bem. O time todo joga a favor… Talvez isso seja um fator de pressão. Infelizmente a pose q ela faz, de ingenua, de autista, de mongol, não convença. Talvez cantar ‘Tchubaruba’ não ajude, pois meu sobrinho de 3 anos faz letras muitas mais desconexas q isso e por isso ñ é genio. E ela canta com uma pretensa sensualidade Carla Bruni, mas se esquece de q se parece um menino feio, loser ou uma lésbica pré-adolescente. Aí fode com qualquer pretensão de punheta, né?
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16 de dezembro de 2008 às 3h20
Gente!! Pelamordedeus!!! Ela é fake pra caralho. Fraquinhaaa. Poderia ser boa um dia, mas já ficou mascarada e isso fode qq possibilidade de emocionar a platéia. P mim, vai longe na direção oposta (2)
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24 de julho de 2009 às 15h29
suas músicas são legais, mais não são dignas de tanta atenção, aaaah pra mim ela
ainda não se descobriu, mais ela é leca =P
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