OEsquema

É de lei


Teaser do doc “Cidade do funk”, ainda em produção, de Sabrina Fidalgo
(o vídeo tem 4 minutos, apesar de estar marcando 9 no contador)

Os assuntos continuam a se misturar. Agora ocupada pela Polícia Militar, estão proibidos os bailes funk na Cidade de Deus.

Independente de qualquer ilegalidade que cerque esses bailes, mesmo os que são (eram?) oferecidos pelos traficantes, uma coisa é certa: a culpa não é da música.

Respondendo a um comentário no texto falando do projeto de lei que pretende definir o funk como “forma de manifestação cultural popular”, sugeri a leitura de um texto sobre a relação entre violência e funk que havia escrito em 2005, após uma visita ao baile da Formiga.

Como o assunto se torna outra vez relevante, republico o texto. Fica aqui um trecho e o link para quem quiser ler a íntegra:

Sábado, 1h30 da madrugada, Praça Saes Pena, Tijuca. O aparente marasmo da praça deserta esconde muita coisa. Definitivamente, um péssimo lugar para ficar parado de bobeira, ainda mais carregando equipamentos de vídeo e fotografia. Abre o gás, risca o fósforo. A chapa vai esquentar.

O destino da noite era o morro da Formiga, para onde o “guia” DJ Marlboro levava um grupo de jornalistas para registrar um baile funk (eu e o fotógrafo Lucas Bori para uma revista, os outros da produção de um programa de TV). O objetivo das duas equipes era o mesmo: conseguir imagens de um baile de verdade, sem maquiagem. A galera que curte o som desde sempre, se divertindo à vontade. (clique para continuar lendo)

3 Comentários
por: Bruno Natal postado em: Música, Urbanidades tags: , , , , , ,

3 Comentários

Comentário por João Brasil
22 de dezembro de 2008 às 16h07

Mais uma vez a mistura das coisas! Mais uma vez o Marlboro vai ter que ir na TV explicar que o cú não é as calças.

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Comentário por DJ Kaos
23 de dezembro de 2008 às 14h33

Adorei, muito bom o teaser! Quando é que Cidade do Funk estreia?

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Comentário por Justiceiro
23 de dezembro de 2008 às 15h44

Se ficar provado que um baile é realizado para financiar o tráfico de drogas, ele deve ser proibido. Simples assim. É a lei, não vale papinho de arte marginal que faz a classe média passar a mão na cabeça dos favelados e falar, “que bonitinho”. Se, sei lá, o Bruno Chateubriand faz uma festa no Edifício Chopin com algum objetivo ilícito, ela também deve ser proibida. A questão cultural-antropológica-hermano viannista do funk é uma coisa. Outra é a questão policial. Ah, e comparar a realidade do samba no início do século com agora é de uma ingenuidade atroz.

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