OEsquema

DJ Mag, Maio/2009

Matéria sobre o Felguk que escrevi para DJ Mag.

Trance eletrificado

Quem escuta o electro produzido pelo Felguk não demora muito para sacar um pouco do passado tranceiro da dupla. Mesmo nas faixas mais distorcidas e quebradas, os timbres remetem ao psy trance. “[Eu] frequentava as raves e festivais de trance, em especial a Universo Paralello, e o Gustavo passou anos rodando os festivais de psy em todo Brasil, como Quantica, Ypy Poty, Trancendence, Celebra e Earth Dance”, conta Felipe Lozinsky, 23.

Como tantas outras duplas, os cariocas Felipe Lozinsky, 23, e, se conheceram por acaso. Quando Felipe descolou um emprego numa produtora de áudio. “Ele entrou como meu estagiário”, explica Gustavo Rozenthal, 27. “Ele tinha acabado de voltar do Boom Festival 2006, em Portugal, bastante deslumbrado, em especial com o electro, que nessa época era um estilo que estava chegando as raves e festivais de trance. Seu entusiasmo me contagiou e logo produzimos ‘As Sample As It Is’, nossa primeira faixa”.

Os interesses musicais do Felguk no entanto vão alem do trance. Eles escutam de rock a techno, de tech house a minimal. Além de Michael Jackson, James Brown e Bjork, se declaram fãs mesmo é do Justice. “Fui no show deles no Rio ano passado e fiquei muito impressionado. Dentro do electro curtimos Wolfgang Gartner, Deadmau5 e Miles Dyson”, lista Felipe.

Ainda assim, as festas de trance continuam sendo terreno fértil para dupla. “Existem muitos eventos, como XXXperience, Tribe e Tribal Tech. Essas festas tem investido também em outros estilos, como techno e electro, pra gente isso é uma boa oportunidade de mostrar o trabalho para um público grand e já um pouco farto de psy. Nao é um caminho obrigatorio, exitem eventos grandes que não são de trance e DJs brasileiros, como Gui Boratto e Anderson noise, que fizeram sua carreira sem estarem fundamentalmente ligados a raves de trance”.

Contando principalmente com a internet para divulgar seu trabalho, o Felguk costuma lançar faixas pelos selos Plasmapool e Bugeyed Records. Recentemente abriram o próprio selo, o Savage Media, por onde lançaram dois EPs em vinil.

Uma das faixas mais pedidas pelos fãs da dupla é um remix do Daft Punk, feito por conta própria. “Nunca conseguimos a licenca para lançar, mas volta e meia tocamos no nosso live, o rebilico vem daí”, fala Felipe. Temos também mais dois remixes não-oficiais, um de “Sensation”, do Steve Angelo, outro de “Mongoose”, do Sacha. Ambos ainda sem licensa e portanto sem data prevista para lançamento”

De malas prontas para a primeira turnê internacional, seis datas nos EUA e no Canadá, a carreira no exterior é um dos objetivos do Felguk, mas não o único. “Sempre tivemos como meta muito importante tocar fora do Brasil, mas não pensamos em fazer uma carreira mais focada no exterior do que no Brasil. Queremos que o Felguk seja difundido em todos os lugares, sem fronteiras”.

4 Comentários
por: Bruno Natal postado em: Imprensa, Música tags: ,

4 Comentários

Comentário por Mura
24 de junho de 2009 às 15h01

Pergunta pros caras do Daft Punk se eles têm TODAS as licenças dos samples utilizados nas músicas deles (principalmente do Discovery)…

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Pingback por “Alô, aqui é a Madonna” - URBe - OESQUEMA
4 de agosto de 2009 às 10h07

[...] duo carioca Felguk — já comentado por aqui, em reprodução de uma matéria que fiz para DJ Mag — foi convidado pessoalmente por Madonna [...]

Comentário por mari
18 de novembro de 2009 às 15h46

nossa adorei mesmo em saber que Felguk foi convidado para remixar uma das músicas da coletania dela . e adooorei saber um pouco mais da carrera de você

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Comentário por val
6 de junho de 2011 às 23h17

Nunca vão existir dj’s melhores, em minha opinião. Sucesso!

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