28 de julho de 2009 às 12h09
Vai entender a macaca…

João Brasil ladeado pelos anões que levaram seu bolo de aniversário
+ fotos da festa no Flickr
Existem coisas que são inexplicáveis. O recente sucesso da Dancing Cheetah é uma delas. Complicado entender como uma noitada dedicada aos sons mais esquisitos do planeta conseguir ter conseguido fazer sucesso.
Turbinada pelo efeito “férias escolares”, a atual temporada da festa tem levado em média 350 pessoas para bailar ao som do global ghettotech, as batidas eletrônicas terceiro mundistas. O encerramento é hoje, na Casa da Matriz.
O começo foi difícil. Quem esteve na temporada na Matriz viu muita gente perdida pelas duas pistas, curiosa, mas sem realmente entrar numa com o som. O baile funk do João Brasil e Sany Pitbull enchia a pista 1, mas o tecnobrega do Pedro Seiler e as cumbias do Chicodub na pista 2 causavam estranhamento.,
Some a isso a infeliz idéia de fazer uma segunda temporada no horripilante 69 e a festa parecia fadada a acabar, mesmo com a boa recepção do convidado argentino El Remolón.
Eis que em sua terceira e atual temporada uma combinação de fatores jogou a favor da macaca. As já citadas férias e até mesmo a falta de opções as terças feiras fizeram com que muita gente resolvesse dar uma chance para festa esquisita. O boca-a-boca fez o resto.
O convidado da abertura Edu K não agradou quase ninguém com um som passando do limite da farofa (house com apitos de samba não era bom nos anos 90, certamente não melhorou com o tempo), na semana seguinte o La Rica levou público próprio e o Chernobyl arregaçou a pista semana passada.
Um pequeno detalhe fez a diferença: as esquisitices da pista 2 começaram a cair no gosto da rapaziada. Ao menos as terças na Matriz, é possível ouvir gente comemorando quando ouve cumbia e até mesmo pedidos de tecnobrega para os DJs.
Por mais que se fale que a noite no Rio está morta, ou no mínimo bem devagar, a Dancing Cheetah mostra que com um pouco de insistência e paciência se pode encontrar um público curioso e disposto a experimentar.




Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.


















28 de julho de 2009 às 13h52
festão indeed.
eu que day essa blusa “puliça” pro joão, hahahahaha
mó presentão
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28 de julho de 2009 às 22h58
Insistência e paciência. Tem que ter temporada pra formar público, é o que eu acho.
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29 de julho de 2009 às 13h52
Mesmo sem nunca ter ido numa festa deles, sou fã e parabenizo o mérito dos organizadores. Há um ano tenho tentado fazer uma festa similar aqui em São Paulo e a parada não decola. O público quase não comparece e as casas tem um puta cagaço em arriscar em algo novo.
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1 de agosto de 2009 às 12h56
público curioso disposto a experimentar ou público que segue qualquer hypezinho, por menor que seja sua simpatia com o som que rola?
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3 de agosto de 2009 às 11h12
Não sei, Lucas… Sua resposta pode estar na inversão da sua própria pergunta. Quem não foi é um herói anti-hype ou só não gosta de experimentar nada mesmo?
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