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Surpresa! Lily Allen, a garota normal


Lily Allen no Rio
fotos e vídeos: URBe

A fama de ruim de palco que persegue Lily Allen não é gratuita. Quem presenciou sua primeira apresentação no Brasil, no Planeta Terra 07, diz que a menina estava tão breaca que estragou o show, errou letras… Nem ela gostou. No Coachella ela também já passou vergonha.

As expectativas, portanto, eram as mais baixas possíveis para o show da inglesinha no Rio. As coisas começaram a dar pinta de que poderiam ser diferentes quando surgiram os primeiros comentários elogiosos sobre o show de São Paulo, na noite anterior.

Em todo caso, baixas expectativas aumentam as chances de uma boa surpresa e Lily bom uso desse fator. Acompanhada por uma banda fazendo o feijão-com-arroz, sem nenhum destaque (e com a guitarra inaudível), desfilou seus hits, afinadinha (aparentemente com o auxílio de uma dobra de voz pré-gravada e auto-tunada), jogando charme e enlouquecendo a meninas e os marmanjos.


Lily Allen, “Day n Night” (Kid KuDi)” + “Womanizer” (Britney Spears)

E é exatamente tudo que precisa. O que Lily Allen tem de interessante pra oferecer não são composições elaboradas, sonzeira ou mesmo muita inovação. Apesar de bem feito — a versão de “Womanizer”, da Britney Spear, “Smile”, “LDN”, “The Fear” tão aí pra provar — o som mesmo é uma veículo para o discurso, esse sim o principal

O forte são as letras, o dia-a-dia de uma menina “normal”, que passa por coisas que qualquer menina da idade dela também passa: namorados, medos, as dificuldade de entrar na vida adulta, amadurecimento.

O que ela conseguiu fazer, seu grande mérito, foi botar isso tudo pra fora, no papel e em forma de música. E graças a internet conseguir encontrar um público pra ouvir suas canções.

Claro que sua vida mudou bastante desde que resolveu externar tanta intimidade. Com tanta exposição, Lily Allen tornou-se uma celebridade e vive nas páginas dos tablóides ingleses. O cerne das suas angústias, no entanto não muda, são comuns a qualquer menina, como prova o sucesso do segundo disco, em muitos aspectos melhor que o primeiro.

Numa entrevista que foi capa da Observer Music Monthly em dezembro de 2008, Lily falava de quanto ser chamada de gorda nos jornais todos os dias destruiu sua auto-estima, a fazendo beber ainda mais, ficando mais feia e piorando a situação. Tira o jornal da equação e qualquer menina se identifica.

Do jeito que os fãs cantavam todas as letras, a língua não deve estar sendo barreira para ela se comunicar com jovens fora da Inglaterra. Afinal, são temas universais.

4 Comentários
por: Bruno Natal postado em: Música, Resenhas tags: , ,

4 Comentários

Comentário por fabiano moreira
18 de setembro de 2009 às 16h33

isso aí, pensei o mesmo, o bacana foi ver que ela é uma garota normal
mas o hsbc é muito longe para um cover da britney, dois hits e um paga modess
beijos

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Comentário por duda
20 de setembro de 2009 às 23h27

Público presente ?
qualidade do som ?

Me disseram com 20 minutos de show o ingresso tava a 20 reais na mão dos cambistas, confere ?

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Pingback por Lily Allen – São Paulo – 16/09/2009 «
21 de setembro de 2009 às 4h25

[...] Um dos bons shows do ano por aqui, tudo bem que não vi tantos assim e 2009, mas a inglesinha mandou muito bem mesmo. Bruno Natal explica muito bem aqui. [...]

Comentário por Bruno Natal
21 de setembro de 2009 às 12h31

Não estva vazio, mas também não estava cheio não. Não sei sobre os ingressos, estava do lado de dentro vendo o show.

A qualidade do som é a de sempre daquele lugar, ruim, embora não tenha sido das piores.

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