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Lucas Santtana sem nostalgia com a Seleção Natural


Lucas Santtana & Seleção Natural, “Nighttime In The Backyard”
fotos e vídeo: URBe

Mesmo morando na cidade, show do Lucas Santtana no Rio é coisa rara. A turnê de lançamento do “Sem Nostalgia”, rodou o Nordeste, foi a São Paulo e ainda não tinha aterrisado por aqui.

Só isso já valeria a ida ao Vale Open Air. Some a oportunidade de ouvir ao vivo as canções do quarto disco do baiano, um dos melhores do ano, e o programa era praticamente obrigatório.

Como se não bastasse, havia ainda mais um atrativo. Para facilitar a agenda de shows e, principalmente, baixar os custos da turnê, Lucas montou três bandas diferentes: uma no Rio, uma em São Paulo e uma na Bahia.

O repertório pode ser o mesmo, porém cada formação da Seleção Natural traz sua própria pegada para os arranjos, transformando as músicas e tornando as apresentações em cada um desses lugares mais especiais.


Lucas Santtana

A escalação de cada formação é de luxo. Não tem reserva, é só titular.

No Rio, acompanhados da guitarra nervosa de  Gustavo Benjão (com o qual formam a banda Do Amor junto com Gabriel Bubu), o baterista Marcelo Callado e o baixista Ricardo Dias Gomes constróem as bases, enquanto David (efeitos e sampler) e Lucas Vasconcellos (do Binário e Letuce, nos teclados Rhodes e Mini Korg) criam as camadas e atmosferas.

Na Seleção  Natural, Marcelo e Ricardo eles podem escancarar a faceta Sly & Robbie da dupla, quando a comparação com os jamaicanos vai além do fato de serem uma das cozinhas mais entrosadas da música brasileira. Com a forte influência do dub nos arranjos, desde antes de “3 Sessions In a Green House” até, os dois podem amassar a platéia sem dó.


Monome

“Sem Nostalgia” é um disco experimental.  Inteiramente gravado utilizando apenas sons extraídos do violão, o resultado final soa como uma banda completa. Os métodos para se conseguir os mais variados sons e os processos aos quais foram submetidos é que enriquecem os arranjos.

Transpor essas músicas para o palco é complicado. Ainda mais porque algumas delas são bastante delicadas e bem resolvidas. Nesse sentido, Lucas Vasconcellos conseguiu uma façanha ao adicionar uma cama de teclados na balada “Nightime In The Backyard”, umas das melhores do disco, fazendo a canção crescer no palco.

Agora que só se apresenta totalmente sóbrio, em nome de melhorias no vocal, Lucas Santtana encontrou no Monome o parceiro perfeito. Tocando o sequenciador como um instrumento ritmico, Lucas batuca séries de programações, acompanhadas de luzes classudas.

A grande lástima é que muito provavelmente, Lucas Santtana será dos poucos que poderá conferir a apresentação com as três formações.

Seria uma beleza poder assistir o show de novo com a banda de São Paulo (Regis Damasceno – guitarra; Rian Batista – baixo; Bruno Buarque – bateria e mpc; e Dustan Gallas – Rhodes e sintetizadores) e da Bahia (Roberto barreto – guitarra; Seco – baixo; Emanuel Venâncio – bateria; Mangaio – sampler e sintetizador; e Jelber oliveira – Rhodes e sintetizador).

Num mundo ideal, haveria um show misturando todas elas. Nem que fosse para um DVD.

7 Comentários
por: Bruno Natal postado em: Música, Resenhas tags: , , ,

7 Comentários

Comentário por fabio
3 de dezembro de 2009 às 13h25

foda demais, caralho.

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Comentário por alexandre
3 de dezembro de 2009 às 13h59

Bruno,

Sabe se a TV Globo vai transmitir o jogo do mengão para o RJ?

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Comentário por Bruno Natal
3 de dezembro de 2009 às 14h21

sei não, alexandre. deveria, né?

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Comentário por Leticia
3 de dezembro de 2009 às 14h41

Muito bom o show do Lucas, nunca havia ouvido ao vivo e fiquei feliz em notar que as musicas soam igualmente ricas ao vivo, mas ainda assim supreendentemente diferentes do CD. Virei fa !
Brigado pelos ingressos Bruno ! =)

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Comentário por Bruno Natal
3 de dezembro de 2009 às 15h11

Que bom que vc curtiu, Leticia. Fico feliz quando os ingressos vão para alguém que se divertiu.

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Comentário por Chico
4 de dezembro de 2009 às 7h21

Realmente, esse teclado tá demais!

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Comentário por Beni Borja
4 de dezembro de 2009 às 11h26

Pelo contrato do Clube dos 13 com a Globo, é certo que o jogo do Flamengo não vai ser transmitido para o Rio em TV aberta. Portanto , ou se compra o pay-perview, que deve custar umas 60 pratas … ou se vai bem cedo pro boteco com PPV mais próximo, porque vai bombar!

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Comentário por letuce
5 de dezembro de 2009 às 19h03

foi demais. dvd com as 3 formações seria curioso. classudo!

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