4 de dezembro de 2009 às 12h00
Espaço, ontem e hoje

Projeto para Rua Jardim Botânico. Já pensou?
Uma visita a exposição “Glaziou e os Jardins Sinuosos”, em cartaz no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, desperta melancolia. Conhecer os projetos do paisagista francês é passear por um Rio de Janeiro que poderia ter sido.
Se é triste constatar o abandono em que se encontra suas realizações que sobreviveram, o que dizer dos projetos que sumiram no tempo? Pior ainda é lembrar da degradação de áreas onde estão localizadas jóias arquitetônicas cariocas.
Entre imagens de época para serem vistas com aqueles óculos 3D de papel e instalações de vídeo, o visitante faz uma passeio virtual por um Rio que já passou. Pode também fazer um programa que há muito deixou de ser tranquilo: sentar num banco de parque e observar o vai e vem no Campo de Santana.
Num lugar em que cada palmo de terra desperta a ganância da construção de um prédio, nota-se que no Rio que conquistou o título de Cidade Maravilhosa havia, sobretudo, espaço.
Enquanto isso, no domingo passado a Revista (do jornal O Globo) publicou uma idéia interessantíssima, parte da série Rio na Cabeça, que convidou alguns cariocas a imaginarem melhorias para cidade.
O livreiro Rui Campos e a arquiteta Bel Lobo propõe a transferência do trânsito do Jardim do Botânico para um mergulhão, uma polêmica desapropriação do Jockey Club e a criação de uma área pública que iria do parque Jardim Botânico até a Lagoa Rodrigo de Freitas.
Seria, sem dúvidas, um dos mais lindos espaços da cidade mais linda do mundo. Um parque gigantesco, uma área de lazer privilegiada, um lugar para shows e eventos, para passear, para espairecer, para respirar.
Difícil é imaginar esse local, se fosse possível existir, recebendo o cuidado adequado, principalmente depois do oba-boa de uma inauguração.
Essa cidade precisa de espaço. E precisa ainda mais de espaços que possam existir mesmo quando estão vazios. Tremendo desafio.
6 Comentários



Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.


















4 de dezembro de 2009 às 13h38
acho a ideia foda. se for do ajrdim botanico ate o muro do joquei tb ja seria lindo. so tem que construir direito para o “mergulhao” nao virar um “alagao” na epoca de chuvas….
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4 de dezembro de 2009 às 15h45
Só tenho dúvidas em relação à execução dessa maravilha… mas não custa nada sonhar. A matéria é realmente muito bacana. Bel Lobo rocks e Glaziou tambem.
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6 de dezembro de 2009 às 13h57
Senhores: Não consegui entender os que os senhores desejam, será o fato único da desapropriação do Jockey, um clube particular que cuida do verde e dá trabalho para muita gente? Fazer hotéis numa área residencial, como fica o trânsito que vocês já enxergam saturado? Fazer museus quando os museus que existem no Rio estão precisando conservação? Porque não ajudar na revitalização da área portuária? Não vêm que os clubes do entorno da Lagoa são um respiradouro para essa região? Que intelectual e arquiteta são vocês que não vêm isso, ou só o dinheiro produzido para desocupação MST da cidade imaginando viver o resto da vida do rendimento do hotel? E onde fica a consciência vendo que o trânsito vai crescer na proporção do crescimento das edificações que farâo? Pensem, pernsem e não digam tanta besteira……
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6 de dezembro de 2009 às 13h59
horror, horror, rorror!!!!!!!
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7 de dezembro de 2009 às 23h38
Valeu, Bruno, pela visita ao Glaziou. bjs
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7 de dezembro de 2009 às 23h39
Parabéns pela bela expo, Anna!
Bjs,
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