22 de fevereiro de 2010 às 14h06
Uma volta pelo Chatroulette
Famosos, punheteiros, anônimos e num grande chat.

Imagens de alguns participantes do Chatroulette
Você já deve ter ouvido falar (provavelmente no twitter) do Chatroulette. Se não, com certeza irá em pouco tempo. O saite que promove automaticamente encontros aleatórios através da webcam entre pessoas em qualquer lugar do mundo é a brincadeira da vez na rede.
A navegação é bem simples. Não é preciso se cadastrar e, uma vez conectado (apertando “play”), há apenas duas opções: ou você conversa com seu novo amigo ou pula para o próximo. E pular para o próximo é justamente a principal atividade no Chatroulette.
É impressionante a velocidade com que acontecem os julgamentos sobre com quem vale ou não vale a pena falar. Mal a pessoa aparece na tela e uma das partes clica “next”, em menos de um segundo, movimentando a tal roleta.
É como uma daquelas cenas do filme “American Graffiti”, de George Lucas, que mostra jovens no início dos anos 60 passeando de carro por uma longa avenida, trocando olhares e tchauzinhos pelas janelas. O intuito é apenas ver e ser visto.
Para muitos, a grande expectativa é encontrar alguma celebridade. Dia desses, enquanto estava no Rio, a patriçoca Paris Hilton foi vista dando as caras. Ontem tenho certeza que vi o Moby. No reflexo, pulei rápido demais e não deu tempo de registrar a imagem.
Com uma média de 30 mil usuários conectados em qualquer momento, a julgar pela proporção apresentada nos cliques 90% dos usuário são homens.
Não é nenhuma surpresa que o serviço esteja rapidamente sendo adotado por onanistas e exibicionistas em geral. Lamentavelmente, uma volta pelo quarto das pessoas no Chatroulette é intercalada por imagens de homens se masturbando e outras imagens pornográficas (mesmo nas nterpretações mais liberais do termo). Há um botão para denunciar esse tipo de comportamento, porém raramente dá tempo de clicá-lo antes da pessoa sumir da tela.
Com tanta gente logada, tenta-se qualquer coisa para prender a atenção em um milésimo de segundo. Felizmente, a maior parte das pessoas está fazendo bom uso da ferramenta, seja apenas para passear ou para testar sua criatividade.
De fantasias e mensagens por escrito a campanhas debochadas pedindo para as mulheres mostrarem os seios para neutralizar a quantidade de pênis na tela, tem de tudo. Alguns usuários estão transmitindo documentários, desenhos animados e shows, como se fosse um canal de televisão, num mundo onde existe a mesma quantidade de canais do que de habitantes.
É só esperar pra ver as histórias que vão sair desses encontros randômicos. Não vai demorar muito e vai pintar casamento, banda grande fazendo clipe “visitando” os fãs, música, criações coletivas, acões colaborativas… As possibilidades são infinitas, para o bem e para o mal.
7 Comentários



Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.


















22 de fevereiro de 2010 às 14h28
Parece que já ta rolando também uma campanha ‘Boobs for Haiti!’
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22 de fevereiro de 2010 às 21h16
Não conhecia não, Bruno!
Bem maneiro!! abs
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22 de fevereiro de 2010 às 22h12
Hahha! Não conhecia tb não! Viciei! hahah!
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23 de fevereiro de 2010 às 20h18
Segundo o Pitchfork, as bandas Nurses e Dead Oceans vão transmitir uma apresentação de 45 minutos no Chatroulette. Quem quiser assistir terá que ir passando de usuário até achar a transmissão. Está começando a ficar interessante…
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25 de fevereiro de 2010 às 8h43
Viciei nessa parada!
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27 de fevereiro de 2010 às 21h24
descbrir por acaso…e muito bom…adorei…..so tem gente doida
!!!!
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2 de março de 2010 às 23h38
Foda, a cara da Internet!
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