OEsquema

O lance mais feio da Copa

Fica a pergunta: qual tecnologia ou super câmera corrigiria essa injustiça contra Gana?

Os africanos foram punidos pela falta de esportividade do uruguaio Suárez, que tirou com a mão uma bola que estava entrando no gol,  no último lance do jogo e que determinaria a vitória de Gana.

O juiz marcou pênalti e expulsou o uruguaio. O peso do mundo recaiu sobre as costas de Gyan, obrigado a REFAZER o gol que já estava feito. O cara tremeu e deu no que deu: o infrator se deu bem.

Se o argumento pró tecnologia é evitar injustiças, esse lance trouxe muito sobre o que se pensar. Sim, a punição aplicada está dentro da regra, mas apenas porque ela não prevê uma distorção desse tamanho.

Talvez fosse o caso de se criar um dispositivo na regra que permitisse ao juiz validar um gol numa situação dessas, o que certamente geraria mais e mais discussão.

O lance foi uma das maiores injustiças das história do futebol e mancha o esporte mais do que o erro de um juiz que não vê uma bola entrar.

78 Comentários
por: Bruno Natal postado em: Urbanidades tags: , , , , , , , , , , ,

78 Comentários

Comentário por Bruno
2 de julho de 2010 às 19h51

Drama em excesso.Coisas desse tipo acontecem, e são completamente normais.Que mania besta de querer que a tecnologia traga “precisão científica” pra um negócio que sequer necessita disso pra ter a sua graça.

Responder

Comentário por Leo
2 de julho de 2010 às 19h53

Já diria o Arnaldo, a regra é clara: nada impede o Suárez de cortar a bola assim. Cabe ao juiz expulsá-lo. E isso foi feito. Falar de justiça no futebol é sempre complicado, e frequentemente distorce a história. Lances isolados, mesmo sendo os mais decisivos, nunca refletem o jogo todo.

Responder

Comentário por Jef
2 de julho de 2010 às 19h58

Não acho q seja o momento mais feio da Copa, nem vergonha ou mancha para o esporte ou coisa parecida.
No basquete, na minha opinião um dos esportes mais legais de se ver justamente pq se atualiza constantemente, existe a validação dos pontos mesmo seguida de falta, mas é diferente. A falta é algo usado justamente como último recurso. E aí vale o psicológico do atleta, de mandar ver num lance livre com o cronometro zerado, ou num pênalti como esse. Não sei se consegui me expressar mto bem, mas…

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Comentário por Paulo César
2 de julho de 2010 às 20h01

Desculpa aí, mas não há injustiça nenhuma. A regra foi aplicada corretamente.

Se o jogador de Gana tivesse acertado o pênalti, será que alguém estaria choramingando?

Responder

Comentário por Márcio K
2 de julho de 2010 às 20h01

Sorry, Bruno: não. É uma jogada, passível de punição (como aliás o foi). E o jogador de Gana perdeu.

Qual a maior punição que poderia ser feita? O jogador foi expulso. A bola ia entrar? Ia. Mas se uma pomba batesse na bola? Improvável? Muito. Impossível? Não.

Os juízes lidam com FATOS, e o juiz interpretou o fato. 1 jogador a menos, e pênalti. Mesmo que não perdesse, haveria toda a prorrogação para Gana fazer um gol, com um jogador a mais. Não fez.

E na hora das garrafas pra vender, Loco Abreu (longe de ser uma sumidade) bateu com a frieza da segurança. Jogo histórico. Segundo as regras. A vida é assim.

Responder

Comentário por Tiago Dias
2 de julho de 2010 às 20h05

Sinceramente, eu discordo.

Não acho que o lance tenha sido anti-desportivo, conforme você disse, até por ele ter cometido uma infração e ter sido punida por tal. O basquete tem muito disso quando um jogador comete uma falta no finalzinho do jogo ou erra um lance livre propositalmente. O Suarez apenas pesou as consequencias e trocou um gol por um quase gol (o penalti, no caso). Tenho certeza que numa situação dessas a maioria dos jogadores faria isso. Me arrisco a dizer que todos. Comparar um lance que foi punido de acordo com as regras com um lance em que o juíz não vê algo ocorrido e erra favorecendo um dos lados é algo que eu considero temerário…

Abraço.

Responder

Comentário por Dudu Fraga
2 de julho de 2010 às 20h06

É por isso que futebol não futebol americano.
Não entendo pq seria uma injustiça. O uruguaio fez uso da regra, fez o que se faz numa pelada, Pode-se usar a mão para evitar uma jogada, assim como pode-se puxar a camisa do adversário na hora que ele vai chutar para o gol sem goleiro, qual a diferença?
Sou contra a tecnologia para anular gols, juiz erra e isso, para mim, é uma das coisas legais do futebol.
O lance ‘mais feio da copa’ foi pilar essencial do melhor jogo da copa até agora. Garra e o inesperado que toda decisão de mata-mata deveria ter.

Abraços.

Responder

Comentário por Daniel P
2 de julho de 2010 às 20h12

Quando ele jogava por aqui não me lembro de ser um jogador imprudente, violento.
Talvez jogando na Europa tenha se tornado desleal.
Pelo passe que deu para o gol, não se trata de mal jogador, tem suas qualidades, vinha até fazendo uma boa Copa.
Ele mereceu ser expulso, se bem que na hora eu ri a beça, ri pra não chorar.
“Meu amigo, eu sou volante”

Responder

Comentário por Fabio Schaffner
2 de julho de 2010 às 20h13

Na boa, Bruno, não fode. A regra manda expulsar e dar pênalti. Foi o que ocorreu. Só é gol quando a bola entra. Viva o Uruguai que teve raça, futebol e, vá lá, até dotes de jogador de volei. É a alma castelhana! Gana jogou bem, mas não o suficiente. Avante, orientales. De resto, teu blog é bom pra caralho. Mais sobre a epopeia uruguaia em http://escarceu.wordpress.com/

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Comentário por Rogerio
2 de julho de 2010 às 20h13

Um dos argumentos mais ingênuos que já vi em toda a história da humanidade!

Responder

Comentário por Cássio Yamamura
2 de julho de 2010 às 20h15

O cara botou a mão sabendo que a consequência seria a expulsão dele e um pênalti que tinha 90% de chance de anular a tentativa dele de salvar o time. Se o juiz decide validar o gol, isso seria mudar a regra do jogo e seria tão injusto como mudar qualquer outra regra (como, por exemplo, decidir do nada que quem faz gol pontua pro adversário). É uma brecha do regulamento? Até é, mas brecha sempre vai ter de um jeito ou de outro.

Além disso, o lance foi fantástico. Ele foi, ao mesmo tempo, bonito e feio, premeditado e impulsivo, covarde e heroico. Foi um golpe de sorte que fez a própria sorte e uma grande trapaça que acabou funcionando dentro das regras. Foi pura mágica.

Justiça por justiça, tem muitos times que mereciam ter ganhado jogos no qual não fizeram nenhum gol. Futebol não é justiça. Futebol é futebol.

Responder

Comentário por Diego Souza
2 de julho de 2010 às 20h30

De fato nenhuma tecnologia ou super câmera corrigiria essa injustiça, mas a implementação de tais métodos poderia evitar muitas outras de acontecerem.

Responder

Comentário por Ronaldo
2 de julho de 2010 às 20h32

esse lance é a prova de que o futebol prima pela “malandragem” e não pela beleza e justiça do jogo…
triste para os amantes do futebol bem jogado. mais um lance da era “Dunga” de jogar bola…

Responder

Comentário por Bruno
2 de julho de 2010 às 20h35

Feio, nada. Lances como estes dão sobrevida ao futebol ser o esporte mais emocionante do mundo por 300 anos. É fantástico. Esta mão na bola é quase – ou mais que – poética. A “mano de dios”, versão 2010. Vai, Uruguay!

Responder

Comentário por Ricardo
2 de julho de 2010 às 21h15

Você já jogou futebol na sua vida?
Nunca li um comentário tão sem noção na minha vida. Não existe distorção. O Uruguai levou a punição máxima. Há que se lamentar a incompetência de Gana na hora de bater o penâlti. Só isso.
O que você propõe? Mão na área vira gol pro adversário?
Faça-me o favor…

Responder

Comentário por Bruno Natal
2 de julho de 2010 às 21h32

Muita gente aqui esta embaralhando duas coisa, a regra e o fato. Foi dentro da regra? Foi. É justo? Não, não é. Uma punição que pode privilegiar o infrator não parece correto.

Em todo caso, se não ficou claro, sou fã das polemicas do futebol. E não quero câmera n chip. Só que tem muita gente que acha esse lance normal, mesmo com a clara distorção da regra num caso extremo desses, e quer câmera pra medir cm nas linhas do campo.

Responder

Comentário por Thiago Hirai
2 de julho de 2010 às 21h37

Concordo com o Bruno. Esse lance foi lamentável. Se vocês definem o futebol como o conjunto de regras que o rege, então concordo que não houve nada fora das regras. O jogador infringiu uma regra e o árbitro aplicou a punição que estava escrita lá.

Agora… Pra mim, o esporte vai além das regras. As regras só estão lá pra ajudar as pessoas a jogarem o esporte. E futebol é um esporte que se joga com os PÉS. Esse lance foi totalmente contra o espírito do esporte. O Suárez não soube perder e a vitória não foi merecida. Tivesse sido do Brasil, eu estaria agora envergonhado.

Responder

Comentário por Marcelo Araripe
2 de julho de 2010 às 21h49

“Uma punição que pode privilegiar o infrator não parece correto”. Qq falta pode privilegiar o infrator. O cara vai fazer o gol, sofre falta ou penalti e perde. E aí? O infrator foi privilegiado, não? A falta é um recurso legal, isso é o óbvio ululante. Um time de basquete está ganhando por 91 a 90 e vai pro ataque e recebe uma falta. O jogador acerta um lance livre apenas e nos momentos finais o que estava perdendo faz uma cesta de três e ganha o jogo. A falta que fez, recurso do jogo, o privilegiou o infrator. No caso do jogo de Gana e Uruguai, a diferença é que foi algo incomum, e por isso fantástico. Na boa, seu texto é um dos argumentos mais ingênuos que já vi na história de toda a humanidade.

Responder

Comentário por Liv
2 de julho de 2010 às 21h51

Mas Bruno, o que o Suarez fez foi A MESMA COISA que um jogador de um time empurrar o atacante do outro prestes a marcar gol: uma falta. E a falta é prevista no futebol, pronto, não tem injustiça nenhuma se o jogador foi punido com expulsão e o adversário beneficiado com um pênalti. Ou você vai reclamar de cada puxão de camisa/empurrão/pisão que impedem gols futebol afora?

O absurdo (no sentido de “inesperado”) da jogada parece ter te confundido.

Responder

Comentário por João
2 de julho de 2010 às 22h06

Como alguns já disseram: futebol não deve ser justo, futebol deve ser emocionante.

O lance de hoje (um dos mais belos – e insjustos – dessa copa do mundo meia-boca) não pode ser comparado com o gol não-marcado da Inglaterra contra a Alemanha). O primeiro foi de acordo com as regras, o segundo não.

O Suarez tirou a bola que estava prestes a entrar no gol com a mão para salvar o Uruguai da desclassificação, sabendo que daria em penalti e ele seria expulso. Foi exatamente o que aconteceu. Não deixa de ser futebol por causa disso.

No caso do gol da Inglaterra, a bola quicou no meio do gol e voltou. Incompetência total do árbitro, que não marcou o gol, e dos assistentes, bandeirinhas, sei lá de quem mais.
Nesse caso, o uso da tecnologia (seja com a instalação de um chip na bola ou de uso do replay) com certeza contribuiria para o bem do jogo. Não me agrada o fato de que o resultado do jogo dependa tanto da visão do árbitro.

Abs.

Responder

Comentário por João
2 de julho de 2010 às 22h13

aliás, eu não acho uma boa idéia colocar chip em bola pra marcar cada detalhe do jogo. Mas acho que em lances como o do gol não marcado, deveria haver alguma forma de tira-teima.

Responder

Comentário por Bernardo
2 de julho de 2010 às 22h26

Eu não achei esse o lance mais feio da copa. Achei bem mais feio o gol anulado da inglaterra em que a bola entrou 30cms. Ou até o gol da argentina contra o méxico em que o Tevez tava mais de um metro adiantando.

Sobre mudanças nas regras, lances em que a dúvida é sobre impedimento ou se a bola entrou podem ser medidos com intrumentos eletronicos, e com uma medida exata são incontestáveis. Falta é diferente, apesar das regras há uma subjetividade envolvida para interpretar a intenção do jogador e outros fatores da jogada. Então enquadrar esse lance do Suarez com uma regra que valide o gol, envolve que o juiz avalie subjetivamente a intenção do jogador ou até se a bola realmente ia entrar no gol. E como na realidade todo lance desse tipo que surgisse seria diferente, a regra poderia muitas vezes ser usada em momentos que o jogador não tinha a intenção, ou até que a bola não ia entrar – a bola poderia ser tirada por outra pessoa por exemplo.

Responder

Comentário por Tomás Andrade Ramos
2 de julho de 2010 às 22h38

Se fosse com o Brasil você taria idolatrando o cara…
Não acho injusto.. o futebol é injusto… isso é muito mais injusto do que o gol não marcado da Inglaterra? de que forma então?…..
E de longe macha o futebol… esse lance é o q da Emoção a um futebol chato como o jogado pela seleção brasileira…

Responder

Comentário por Davi Grillo
2 de julho de 2010 às 22h38

Concordo, nada de feio no lance. É a mesma coisa quando o goleiro faz o penalti no atacante, falta de jogo. Expulsa e continua. Feio é perder penalti, Gyan deu mole, culpa dele.

Responder

Comentário por Bruno Natal
2 de julho de 2010 às 22h53

Liv, concordo, o absurdo inesperado da jogada foi o que motivou meu comentário. E é também por ter sido um absurdo inesperado que não cabe comparações com outros lances corriqueiros do jogo (e certamente não com basquete, como estão fazendo aqui. Ou então comparemos com o curling, one os próprios atletas denunciam as própria infrações e o juiz só é consultado se precisar decidir algum impasse). Futebol deve ser jogado com os pés, num caso como esses deveria haver uma punição específica, não sei. Não estou tentando criar uma regra, apenas comentando um lance muito polemico e, a meu ver, infeliz.

Tomas Ramos, vc esta enganado, não ia não. O gol do L. Fabiano pra mim não foi golaco prq teve a mão. Golaço seria fazer aquilo com os pés.

Marcelo Ararielpe, ta precisando ler mais, hein. :)

Responder

Comentário por kelson diego
3 de julho de 2010 às 0h36

acho esse uruguaio mo filho da puta.

Responder

Comentário por Tomás Andrade Ramos
3 de julho de 2010 às 1h12

Só lembrando que não é a toa que o nome completo de penalti seja: penalidade máxima…. Ou seja, não ah penalidade maior do que essa no futebol para um lance irregular na área.

Responder

Comentário por Felipe
3 de julho de 2010 às 6h06

pior texto sobre um dos momentos mais intensos de uma copa do mundo, Suarez foi héroi, não pensou, apenas salvou sua nação. faça um favor e desista de escrever.

Responder

Comentário por gutolopes
3 de julho de 2010 às 9h00

Parabéns pela coragem e lucidez do artigo. Embora para muitos pareça polêmico, é clara a distorção de valores. Para quem tem costume de “se dar bem” em cima dos outro esse fato é normal, onde colocam a regra com clara. Claro que isso nos mostra o quanto nossa sociedade está desorientada em seus valores. Tipo, foda-se não foi no meu tá valendo.
Como diria paulinho da viola,…não sou eu quem me navega quem me navega é o mar.
forte abraço.

Responder

Comentário por David
3 de julho de 2010 às 9h25

É, e esse é o pior texto da Copa.

Responder

Comentário por Eduardo
3 de julho de 2010 às 9h32

Alguns falaram em basquete mas não mencionaram aquela regra que em inglês se chama goaltending .

Ela determina que: se um jogador altera o curso de uma bola arremessada, quando ela se encontra em movimento descendente, os pontos são computados automaticamente.

Seria uma solução para uma aberração como a que vimos ontem.

Não é preciso xingar o Suarez , que fez o que quase todo mundo faria no lugar dele naquele momento, até por reflexo .

Responder

Comentário por Eduardo
3 de julho de 2010 às 9h43

Faltou dizer uma coisa.

O lance que deu origem a toda a confusão na área do Uruguai no último minuto da prorrogação foi uma falta a favor dos africanos onde o jogador ganês se jogou ao chão sem ter se sofrido qualquer contato do adversário. O juiz marcou uma falta inexistente.

Então , o desenrolar dos acontecimentos não foi lá uma grande injustiça como muitos acham.

Responder

Comentário por PH
3 de julho de 2010 às 10h34

Na boa, esse texto foi imbecil. Só entrei aqui para dizer isso. Obrigado.

Responder

Comentário por Arnaldo César Coelho
3 de julho de 2010 às 11h48

a regra é clara Bruninho, pessoal não perde uma oportunidade pra alfinetar e discordar do seu semelhante.

Responder

Comentário por bruno reis
3 de julho de 2010 às 11h57

discordo muito, cara, desculpe. essa patrulha moralista que encheu o saco com a história do Henry não pode ganhar mais esse capítulo. foi um lance normal do futebol, punido como precisava ter sido. dramático, no final de uma prorrogação, mas normal. e não dá pra colocar na mesma conta da bola da Inglaterra que entrou e não deram. são coisas completamente diferentes.

Responder

Comentário por mabrito
3 de julho de 2010 às 12h04

Grande Bruno.
Não acho que tenha sido injustiça! Injustiça são jogadas desleais, com intuito de prejudicar um time… O cara meteu a mão na bola, foi expulso, Gana perdeu penalti…tudo na regra do jogo! Ele trocou uma expulsão por um penalti contra. E deu certo!
Acho que o que estraga é a violência e o despreparo dos juizes.
Isso deixa o futebol feio e chato, muitas vezes.

Abr.

Responder

Comentário por Marcelo Araripe
3 de julho de 2010 às 12h04

O Rogério também precisa. Mas se tivesse uma biblioteca robusta tal qual a dos sonhos de Borges, da mesma forma catalogaria seu texto na estante: argumentos mais ingênuos da história da humanidade. Não acho que esporte deva ser justo. Esporte é um simulacro de uma batalha, uma batalha com regras, claro. Onde se expressam todos os sentimentos e antíteses humanas. Mas lembrem-se, façam esporte, não façam a guerra.

Um abraço.

SOY CELESTE, CELESTE, YO SOY. http://www.youtube.com/watch?v=fIS5-m_r9VI

Responder

Comentário por Gustavo
3 de julho de 2010 às 12h07

Como muitos aqui, discordo que foi o “lance mais feio da Copa”. O gol não estava feito, ao contrário do chute de Lampard contra a Alemanha. A bola ainda estava em jogo e havia um uruguaio disposto a impedir que ela entrasse. Não se trata de se dar bem em cima dos outros – a mão de Luís Fabiano foi absolvida e celebrada enquanto o uruguaio ficará de fora do resto da Copa. Não se trata de levar vantagem – a marcação correta da penalidade legislava a favor dos ganeses. Se trata de sacrifício pelo time, pela seleção, pelo país. É disso que uma Copa é feita.

Responder

Comentário por Igor
3 de julho de 2010 às 12h39

Entendo que não foi “justo” (talvez ético seja a melhor palavra) e foi feio, mas o que não entendi foi o gancho pra falar da introdução da tecnologia no futebol. A tecnologia age justamente pra deixar o jogo mais “justo” mas nunca vai acabar com lances como esse, ou lances de jogadores pisando nos outros etc.

Imagina teu time perder uma final porque a bola quicou dentro e o juiz não viu? Não vejo argumento que justifique tal fato. Se a tecnologia nos permite corrigir isso acho bobagem ficar romanticamente preso ao passado. Sou a favor de fazer como no rugby, em que há um segundo juiz lá em cima com um monitor e os lances polêmicos são decididos por ambos via conversa por rádio.

abs,

Responder

Comentário por _Zeke_Against_
3 de julho de 2010 às 12h56

Nao vai ter chip que elimine esse tipo de coisa, vamo jogar futebol de robo entao, pra ser tudo correto ne? :P

hahahahahahah

O cara foi punido, expulso, se Gyan nao fez o gol, a culpa é dele, nao do infrator, nem do juiz, nem da fifa, etc…

Injustiça faz parte do futebol, nesse caso nao foi injustiça, porque a regra foi aplicada. E a injustiça seria o nao comprimento da regra ne?!

Acontece, futebol!

Responder

Comentário por Tiago Dias
3 de julho de 2010 às 13h26

“Muita gente aqui esta embaralhando duas coisa, a regra e o fato. Foi dentro da regra? Foi. É justo? Não, não é. Uma punição que pode privilegiar o infrator não parece correto.”

Sim, foi dentro da regra, e concordo que tenha privilegiado um time em relação ao outro, claro. Porém, não foi injusto pois foi uma regra que se aplicaria a ambos, se o jogador que tivesse posto a mão na bola fosse ganês, ocorreria o mesmo… A regra é algo, como a lei, que deve ser aplicada igualmente a todos, e ambos os times sabem que não pode por a mão na bola, ambos jogaram pela mesma regra. Portanto, não considero injustiça, apenas um lance que entrará pra história do futebol :)

Responder

Comentário por rosangela
3 de julho de 2010 às 13h29

Tudo dentro da regra. Cade a injustiça?

Responder

Comentário por André
3 de julho de 2010 às 14h37

Cara, discordo muito.
Concordo com as comparações com basquete, por exemplo. E qual a diferença desse lance de parar o jogo fazendo faltas no meio campo, revezar jogadores para fazer faltas no mesmo jogador. Estão usando a regra e o arbitro tá lá pra punir. Nesse caso foi punido. Infelizmente pra Gana o cara bateu 4 penalties na copa e perdeu o único que não podia perder. Foi injusto? Talvez. Futebol é justo? Às vezes. A vida é justa? Às vezes…

Responder

Comentário por Marcus
3 de julho de 2010 às 15h16

Pensa assim, se o lance acontece da exata mesma maneira – Suárez pondo a mão na bola, sendo expulso e Gyan combrando o pênalti no travessão – não no último minuto da prorrogação, mas aos 2 do primeiro tempo, seria uma injustiça com Gana? Não. Teria um jogo inteiro pela frente com um jogador a mais. E se mesmo assim perdesse para o Uruguai, seria considerado injusto? O que marcaria mais o jogo: a bola tirada com a mão de dentro do gol ou o fato de Gana não ter tido o mérito e a competência de, mesmo com uma penalidade máxima a seu favor e um jogador a mais, ganhar do Uruguai?

Foi injusto de um ponto de vista moral, ético, etc? Foi. Mas não foi injusto de acordo com as regras às quais os jogadores se submetem quando entram em um campo de futebol. Você pode discordar à vontade, mas o lance foi, na medida do possível, limpo.

Responder

Comentário por Antonio
3 de julho de 2010 às 16h01

Bruninho, eu bem que te avisei… (no fcbk) :-)

abs

Responder

Comentário por Bruno Natal
3 de julho de 2010 às 17h38

Discussão dividida, como toda questão polemica, Antonio. Bons argumentos, boa colocação Andre aqui em cima, Eduardo lembrou do goaltending, mas o lance aconteceu como aconteceu, não adianta comparar com outras situacoes. E da maneira que aconteceu foi feio, antidesportivo e covarde e, pra mim, foi injusto com Gana.

Fico impressionado com a quantidade de gente que leva numa boa uma entortada na regra, mesmo que descaramente canalha. Pode chamar de ingenuidade, romantismo, o que quiser. Injustiça não tem a ver com legalidade.

Responder

Comentário por Guilherme Fassy
3 de julho de 2010 às 18h04

Eu particularmente achei histórico. Torci por Gana e não gosto de lance com mão em um esporte para jogar com os pés. Mas tem muita coisa pra ser rever. Jogando pelada com amigos, sem juiz, é nego chutar bola na sua mão que o jogo para, sem ninguém para interpretar. Não achei nada bonito o lance do Luis Fabiano e concordo com o Bruno. Eu mesmo entendendo que foi um lance histórico e pra mim o jogo que mais valeu assistir nesta copa, não acho que as coisas se resolvam assim. As pessoas que falam que o futebol evolui muito, sinto muito, mas comparem com o vôlei, com os outros esportes e verá que tudo no futebol é mais moroso, mais complicado, mais difícil e é por isso que temos lances horrorosos como os da Inglaterra e México, porque dependemos de pessoas e ignoramos o que o homem inventou para melhorar. Não me venham com este papo de que tecnologia tira a maior emoção, fosse assim vôlei, basquete, tênis, etc, etc já estariam anunciando o retorno aos tempos sem tecnologia, o que não se vê acontecendo não é mesmo? Fica a lembrança de que apesar de um jogo lindo, terminou como a marca de uma copa em que vale mais o jogo feio, privilegiado pela regra ou pela atuação errônea de uns. O jogo com auxílio de tecnologia eliminaria essas cenas que foram marcantes para mim mais que em qualquer outra copa. Até o momento, só um jogo foi realmente emocionante pra mim, e foi esse. E a copa que vai ficar marcada por jogadas feias, que poderiam não existir na minha memória se a tecnologia estivesse lá, aplicada para fazer valer a César o que é de César. Triste para os que entendem que faz parte, então que não chorem a catimba da Holanda pra cima da gente, catimba só vale quando é o Brasil fazendo nos outros não é mesmo? Viva a lei de Gérson. O pior é que isso se reflete no resto, me permitam a distorção,no raciocínio de eleitor. Voto no fulano sim, que é péssimo, mas é meu amigo, hora dessas posso precisar de um favor não é verdade? Façam-me o favor… Reflitam, se a vida fosse resolvida apenas por regras, não precisaríamos de advogados, peritos, tecnologia. Os fatos e as regras resolveriam tudo sozinhos. Negar isso é negar uma evolução. Em nome de que é que não entendo, sinceramente.

Responder

Comentário por ronaldo
3 de julho de 2010 às 18h55

e a andadinha para fora da area que o nilton santos deu?
ai foi a nosso favor…..

Responder

Comentário por Fernanda Ribeiro
3 de julho de 2010 às 21h13

Bruno, entendo seu ponto de vista, mas discordo.
Uma análise do jogo em sua totalidade revelaria que ambas as equipes jogaram de maneira digna, demonstravam vontade de defender não só suas equipes mas suas nações. A raça apresentada por Gana e Uruguai ainda não havia aparecido nessa copa, excessão feita ao time italiano em sua eliminação e ao time paraguaio em igual situação.
Aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação não se pensa nas consequências de uma atitude “anti-desportiva”, a vontade inexplicável e arrebatadora de evitar uma derrota falta se assemelha à vontade de salvar um rebento das garras de um lobo. Suárez personifica a a garra demonstrada durante o jogo, arrisco dizer que um ganês, nas mesmas circunstâncias teria feito o mesmo.
Apelar ao argumento da justiça é apelar à um conjunto de regras e sob os dizeres das regras futebolísticas, justiça foi feita.
Futebol jogado com emoção e com raça só pode ser considerado o mais bonito dos “futebóis”.

Responder

Comentário por Bruno Natal
4 de julho de 2010 às 4h47

Concordo, Fernanda, Gana teria feiro exatamente a mesma coisa! Mas seria tao feio quanto. Qualquer brasileiro também, aposto. Mas cpntinuo achando feio e injusto com Gana, nas circunstâncias que foram.

Responder

Comentário por Eduardo
4 de julho de 2010 às 9h47

Foi justiça divina . Veja que não houve falta antes, o jogador de Gana se jogou ao chão sem sofrer contato do uruguaio : http://www.youtube.com/watch?v=HUwhRR5HKuY

Responder

Comentário por Bruno Natal
4 de julho de 2010 às 15h03

“Lance de Suárez contra Gana lembra jogada da Copa de 1978.
No Mundial disputado na Argentina, atacante Kempes também usou a mão para salvar os donos da casa de sofrer um gol”

http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/uruguai/noticia/2010/07/lance-de-suarez-contra-gana-lembra-jogada-da-copa-de-1978.html

Responder

Comentário por Gabriel
4 de julho de 2010 às 17h29

Vergonha é o q o Peru fez em 78. O que Suarez fez foi no maximo uma jogada antidesportiva, mas até ai, a moral e a etica nao sao prioridades no meio esportivo. O cara de Gana teve outra chance e desperdiçou, agora so falta quererem botar a culpa no Suazo.

Responder

Comentário por Fabrício Cardoso
4 de julho de 2010 às 18h08

É o típico comentário bicho-grilo, este. O Uruguai foi punido com pênalti, expulsão e suspensão do infrator. O que mais queriam? Toque de recolher em Montevidéu? Fuzilamento?

Responder

Comentário por rodrigo terra
4 de julho de 2010 às 20h33

entendo seus argumentos, mas acho que isso faz parte da graça e a magia do futebol. Se o defensor tava próximo o bastante da bola para defendê-la, mesmo com a mão, não é injusto, a regra foi aplicada: o pênalti, “meio gol”, se o atacante não converteu o erro foi dele.
essa ideia de transformar o futebol em algo racional e exato é que não concordo, futebol é emoção, é o esporte q nem sempre o melhor vence.
esse jogo foi um dos mais emocionantes da copa, graças a esse lance, que no mesmo instante transformou Suárez de vilão a herói

Responder

Comentário por Mattoso
4 de julho de 2010 às 21h07

Desculpa Bruno, mas achei o lance o MAIS EMOCIONANTE da Copa. Suárez fez a coisa certa na hora certa. Coloque-se no lugar dele. Se a bola entra… acabou tudo pro Uruguai. Ele só tinha uma chance: impedir o gol de qq forma.

Acho que vc estava na torcida por Gana e se deixou levar pela frustração africana ao escrever o post… ;)

Responder

Comentário por Raul
5 de julho de 2010 às 3h31

último a chegar, ninguem lendo mais… mas vai lá.

Eu achei lindo! Não foi ilegal nem imoral.

Foi uma medida desesperada! Que deu certo contra todas as probabilidades! Isso é o drama! futebol, pra mim, é bonito por ser dramático!

Agora imagina, o uruguai deve um dos menores países a terem seleção na copa (não é nada rico, deve ter uns 3 milhoes de habitantes) mas chegou nas semis (e pode chegar a final) por conta de muita raça, só um gol sofrido e o desespero total de um jogador em cima da linha. no último minuto.

Dá filme, hein?

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Comentário por André
5 de julho de 2010 às 9h58

Pô, Bruninho! Achei que tivesse rolando o maior debate. Mas, assim como eu, ninguém concorda com sua opinião! eheheheh

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Comentário por bruno
5 de julho de 2010 às 11h37

Discordo.

foi o lance mais Emblemático da hist´roia.. tu n deve entender nada de futebol pelo jeito

o cara fez uma falta e foi punido..se o Gyan nao fez o penalti. problema de Gana.

é a mesma coisa que um zaguero fazer falta pra impedir q um atacante va na cara do gol. tipo a mão do Juan.

e futebol nao é uma coisa etica é malandragem..e o Suarez é HEROI..ele se sacrificou e tardou o gol..

E tu Bruno nao teria colocado a mão naquela bola pra defender o Brasil?

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Comentário por Roger
5 de julho de 2010 às 11h59

Ufa!!!! Esse blog realmente é bom… pensei q soh ia ter gente concordando com a sua opiniao… pra mim Suarez foi muito inteligente. O herói do jogo.

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Comentário por Suarez
5 de julho de 2010 às 13h14

Discussão dividida não. A maioria não concorda com você. Está deturpando os fatos. E na boa, forcação de barra do caralho isso de falar que quem achou o lance heróico e tudo mais são pessoas sem valores morais, de caráter duvidoso etc. Menos gente, menos. Que discurso mais tolo, Roberto da Matta feelings total. A verdade é que seu texto foi destroçado por nós.

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Comentário por Livia
5 de julho de 2010 às 14h37

Bruno, para ajudar na sua argumentação, com a qual concordo plenamente, dá uma pesquisada aí sobre o jogo Austria e Alemanha na Copa de 82.

Em resumo: a Algéria, inesperadamente, jogou um bolão contra a Alemanha, franca favorita em 82, e venceu o jogo. Os alemães ficaram irados. Com a vitória, a Algeria perigava passar para as oitavas, só precisava que a Alemanha e a Austria (outro time em seu grupo, junto com o Chile) não empatassem durante o último jogo do grupo. Naquela época, os últimos jogos de grupo da primeira fase não eram jogados simultaneamente. Voce já pode prever o que aconteceu, né? A Alemanha acertou com a Austria de não jogarem nada, empataram num zero a zero miserável e assim impediram que a Algéria prosseguisse. O furor que se seguiu foi imenso. Alemães, austríacos, algerianos e o mundo todo ficaram furiosos com o que os dois times fizeram – tudo dentro da regra, claro. Não havia como punir o feito. Esse sim foi o lance mais feio da história do futebol. E o lance foi tão absurdo que fez com que a FIFA mudasse a maneira como se jogam os últimos jogos da primeira fase. Hoje, como sabemos, eles são jogados simultaneamente.

Eis um caso no qual regras não foram suficientes a partir do momento em que jogadores (e técnicos) aprenderam a abusar delas e a corrompe-las. As regras tiveram de ser mudadas.

Espero que a atitude imoral do Suarez contra a Gana, assim como os lances contra a Inglaterra e o México, sirvam para uma alteração necessária nas regras do jogo. Apenas o futebol, jogadores e torcedores têm a ganhar com isso. Como tem acontecido desde 1982.

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Comentário por Fernanda Ribeiro
5 de julho de 2010 às 18h50

Dizer que o Bruno não é um “sabe tudo” de futebol é dizer o óbvio! O cara só tava deixando a impressão dele sobre um lance polêmico da copa, um lance que devido sua relevância foi comentado nos mais variados círculos de discussão.
Voltando à discussão, me espanta ler em alguns comentários que ética e moral não são importantes para o futebol. Suárez claramente atentou contra a ética futebolística, tanto que recebeu uma punição por isso e tamanha a gravidade de seu ato a Fifa estuda estender a punição por mais um jogo. Entretanto continuo acreditando que esse foi o lance mais bonito até agora.

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Comentário por Antonio
5 de julho de 2010 às 19h59

mas bruninho, não houve “entortada na regra”.

o cara fez uma falta (mão na bola para evitar o gol).

o juiz aplicou a regra: deu o pênalti e expulsou.

pronto.

o que resultou disso é outra história.

se gana tivesse feito o gol e conseguido a classificação, vc não teria escrito este post. mas o fato em si — a mão na bola para evitar o gol — teria acontecido do mesmo jeito. ou seja: vc está discutindo a suposta injustiça advinda de um lance faltoso, e não o lance em si mesmo.

e please, lances faltosos no futebol não tem nada a ver com moral. do contrário, teríamos que considerar um canalha todo zagueiro que fizesse penalti num lance de clara chance de gol, por exemplo.

enfim, concordo com alguem aí em cima: vc se deixou levar pela torcida pra gana e acabou metendo os pés pelas mãos (perdoe o trocadilho). :-)

abs

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Comentário por Nicola
5 de julho de 2010 às 20h40

Camarada, tô contigo nessa. Foi muito feio, e quem acha isso normal provavelmente faz terremoto no WAR quando está perdendo. Ou leva a SUA bola para casa quando não concorda com os amigos da pelada. Só que as consequências ali eram bem mais sérias.
Agora, não vejo como uma mudança de regras poderia melhorar isso. Mas defendo uma punição maior para o Suarez, tipo suspensão por alguns meses ou até banimento do futebol.

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Comentário por Bruno Natal
5 de julho de 2010 às 21h00

Roger, aqui todas as opiniões tem espaço.

bruno e demais que foram na mesma onda: em nenhum momento me coloquei como autoridade em futebol ou de qualquer coisa. esse blogue é um espaço em que compartilho a minha opinião, apenas isso. no entanto, estou credenciado a falar de futebol tanto qualquer pessoa que está escrevendo nesse espaço. aliás, especialista em futebol é uma das coisas mais furadas que já se viu.

Suarez, destroçado? Era uma competição e eu nem sabia? Respeito seu ponto de vista, mas a minha opinião continua a mesma. Não estou deturpando os fatos, está cheio de comentários que concordam com o meu argumento, muito menos

Mattoso, estava torcendo por Gana sim, acho que isso está claro, né. Mesmo se fosse ao contrário minha leitura do fato teria sido a mesma.

Antonio, são duas coisas. Uma é a legalidade do lance (sim, foi legal), a outra é a justiça da sua consequência (pra mim, foi injusto). Todo zagueiro que faz uma falta é sim canalha, ou no mínimo brucutu de espírito. Zagueiro bom — e são muitos, o Juan fez UMA falta na Copa toda – não precisa de falta como recurso.

É como o sinal amarelo. Tem punição para quem passa? Não, não tem. É certo passar? Não, não é. Mas tá cheio de gente que aproveita a lei e acelera pra pegar o amarelo e não parar no sinal.

Nicola, uma coisa que pensei hoje foi a seguinte: como falei por aqui outro dia mesmo, um gol vale mais que mil cestas, não defendo que um gol seja dado gratuitamente em hipótese nenhuma. a punição para lances antidesportivos como esse poderia ser: mão intencional dentro da área (cabendo ao juiz julgar) seria punida com um pênalti batido sem goleiro. e vc pode apostar, por mais improvável que pareça, em alguns anos surgiria alguém pra perder uma cobrança dessas. o problema é que para isso acontecer teria que se mexer em uma das regras sagradas do futebol, a penalidade máxima passaria a ser essa. ou seja, impossível de acontecer.

Parabéns a todos! Recorde absoluto de comentários do saite, hahaha! A prova de que o lance foi sim polémico.

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Comentário por Antonio
5 de julho de 2010 às 23h57

então vc concorda comigo: não houve “entortada de regra”, como vc diz. o lance foi legal. a regra foi quebrada, e punida de acordo com o regulamento.

agora, todo zagueiro que faz falta é sim um canalha? peralá, bruninho! vc foi longe demais. se o zagueiro faz uma falta, isso não diz nada sobre o carater dele — diz, no maximo, sobre sua habilidade enquanto atleta. obviamente que, se o sujeito entra com as travas da chuteira no joelho do adversário com a intenção de mandá-lo para uma mesa de operação, poderíamos dizer que houve uma canalhice ali, ou que foi um ato etica/moralmente reprovável. mas parar a jogada apenas para evitar a derrota do próprio time? o que tem de eticamente condenável nisso? o que isso diz sobre o carater ou a personalidade do zagueiro enquanto ser humano, e não como atleta?

novamente, vc confundiu as coisas…

abs

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Comentário por Bruno Natal
6 de julho de 2010 às 1h14

“parar a jogada [com falta] apenas para evitar a derrota do próprio time? o que tem de eticamente condenável nisso?”

na minha opinião, se as punições previstas no esporte passaram a ser utilizadas como tática, há algo errado com as regras, que precisam ser atualizadas, como tudo na vida.

Responder

Comentário por Antonio
6 de julho de 2010 às 1h52

cara, isso é outra discussão.

eu perguntei uma coisa e vc respondeu outra. eu perguntei sobre esta relação supostamente direta que vc aponta entre lance faltoso e canalhice, e vc me responde sobre a necessidade de atualizar as regras do futebol como um todo. e então?

mas pegando o seu gancho:

corner, por exemplo. se a regra do futebol fosse valer de verdade, todo corner acabaria em penalti, pq eh um agarra-agarra dos infernos.

ou a famosa “cera”. o cara participa de uma dividida e cai no chão simulando dor. claro, ha casos obvios e ridiculos, em que o ator inclusive toma cartão amarelo. mas a maioria eh de dificil interpretação, e o corpo estendido no chão acaba ganhando um tempinho.

ou ainda o “jogo de corpo”: o limite entre o jogo de corpo faltoso e o normal é muito tênue, de dificil interpretação.

indo mais além: só existe “infração” pq existe “regra”. o fato de os jogadores quebrarem as regras eventualmente, transformando-as em “táticas”, não quer dizer que há algo de errado com elas, as regras. ao contrário: as “faltas” ou o uso tático delas são uma decorrência natural do próprio fato de haver regras!

pode-se argumentar que as punições talvez sejam brandas demais (o que é correto em alguns casos e discutível em outros) mas culpar as regras? como vc poderia culpas as regras do futebol pelos casos que listei acima? futebol é um esporte de contato físico viril, ué. é justamente por causa disso que existem as punições.

então a discussão deveria ser: “zagueiros que tiram a bola em cima da linha com a mão devem ser punidos mais severamente, devem pegar mais do que um jogo de suspensão?”. alguém aí nos comentarios já sugeriu que sim. eu não vejo como fazer isso sem abrir espaço para o contraditório: pois um goleiro que faz um penalti no atacante cara a cara tem o mesmo impacto na jogada… e alem disso acho uma medida ineficaz. supondo que o sujeito ficasse um ano inteiro sem poder jogar — ainda assim, é copa do mundo, caraio, o cara ia fazer a mesma coisa!

agora vou dormir.

abs

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Comentário por Flaviano
6 de julho de 2010 às 9h37

O pisão do Felipe Melo então não foi anti ético??

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Comentário por Ricardo
6 de julho de 2010 às 22h51

É um erro dizer que o uruguaio fez algo dentro da regra (a regra não permite usar a mão os infratores é que o fazem) este tipo de raciocinio revela uma distorção ou perda da ética algo típico dos tempos atuais (na verdade o ser humano é por natureza anti ético) Gana não tinha que ter competencia para converter o penalty para merecer vencer por que já havia feito o Gol…mas futebol é cheio de injustiças efalta de ética mesmo

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Comentário por Antonio
7 de julho de 2010 às 12h01

flaviano,

alguns comentarios antes eu havia dito o seguinte:

“obviamente que, se o sujeito entra com as travas da chuteira no joelho do adversário com a intenção de mandá-lo para uma mesa de operação, poderíamos dizer que houve uma canalhice ali, ou que foi um ato etica/moralmente reprovável. mas parar a jogada apenas para evitar a derrota do próprio time? o que tem de eticamente condenável nisso? o que isso diz sobre o carater ou a personalidade do zagueiro enquanto ser humano, e não como atleta?”

acho que isso responde sua pergunta, não?

abs

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Comentário por Bruno Natal
7 de julho de 2010 às 13h14

Só pra esclarecer: nunca falei que ninguém era canalha na vida pessoal, fora do campo. Agora, esse jogador que vc descreveu aí, Antonio, é um jogador canalha sim!

E concordo muito com o que o RIcardo escreveu logo acima.

Responder

Comentário por Bruno Natal
8 de julho de 2010 às 1h17

Revista americana coloca expulsão de Kaká como um dos atos condenáveis da Copa de 2010. Na posição 4:

O final do jogo entre Uruguai e Gana, pelas quartas de final, quando Suárez colocou a mão na bola, dentro da área, foi expulso e, na sequência, o atacante Gyan perdeu o pênalti para a seleção africana.

http://oglobo.globo.com/esportes/copa2010/mat/2010/07/07/revista-americana-coloca-expulsao-de-kaka-como-um-dos-atos-condenaveis-da-copa-de-2010-917094155.asp

Responder

Comentário por Suarez
8 de julho de 2010 às 12h44

Uma coisa é certa. O futebol dos sonhos do Bruno Natal jamais produziria uma discussão e um lance como esse. Isso é fato. Seria chaaatooo. Acho que nem ele ia gostar…

Responder

Comentário por Antonio
8 de julho de 2010 às 22h21

caceta, ate teorias sobre natureza humana brotaram na discussao… quem diria, hobbes sendo evocado num papo sobre futebol! sensacional…

eu só não entendo como o ser humano pode ser anti-ético por natureza, se “ética” é uma construção cultural, ou seja, é um conceito que não está dado na natureza.

mas aí o papo descambaria para a antropologia/filosofia, e eu não quero encher o saco de vcs.

abs

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Comentário por Aldair
9 de julho de 2010 às 11h50

Para mim o lance mais espetacular da copa; vontade de fazer um poster e botar na sala; melhor exemplo de dedicação e raça; o jogador que tivesse a chance de faze-lo e nao fazer merecia uma boa surra; depois disso torci apaixonadamente pelo Uruguai e vou faze-lo sempre

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Pingback por URBe, sete anos - Trabalho Sujo - OESQUEMA
10 de fevereiro de 2011 às 19h23

[...] O lance mais feio da Copa. Nunca fui tão xingado. Mas continuo pensando exatamente da mesma forma. [...]

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