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O papelão da Sky distorcendo a lei

Distorcendo totalmente a Lei 12.485, que determina uma cota mínima de conteúdo de produção nacional na TV paga (que, se deixar, só desova enlatados de qualidade questionável), a Sky lançou uma campanha agressiva. Pior que o papelão da operadora, que ao menos tem interesses comerciais em jogo, são os atletas que se prestaram a falar essa besteirada na telinha.

6 Comentários
por: Bruno Natal postado em: Destaque, Imagem tags: , , , , , ,

6 Comentários

Comentário por Eduardo Azeredo
1 de março de 2012 às 15h07

Nem o papelão da Sky (e dos seus atletas patrocinados) nem uma lei que não tem quase nenhum efeito prático.

Acho que existe outros meios para fomentar a industria audiovisual nacional ao invés de empurrar programação goela abaixo.

Comentário por Camila
3 de março de 2012 às 22h33

Nao é uma questão de “empurrar programação goela a baixo”; acredito que a lei nao diminui a liberdade de escolha das pessoas, pelo contrario, ela aumenta. pois faz com que as emissoras ampliem sua variedade de programas, e o publico passa a conhecer outras coisas além dos enlatados internacionais. além disso, ao fomentar a produção audiovisual nacional, a lei contribui não só para o desenvolvimento destas, mas para o desenvolvimento da cultura do país. Podem até existir outras coisas que precisam ser feitas pela nossa industria audiovisual, mas acho esta lei importante, levando em conta que o principal problema para a produção nacional é a falta de espaço exibidor.

Comentário por Eduardo
2 de março de 2012 às 11h39

Pelo que eu entendi os canais de entretinimento terão que dispor meia hora por dia de programação nacional em horário nobre. Pra mim isso é uma imposição inaceitável. E a cada três canais de entrenimento vai ter que ter um 100% brasileiro. Ou seja, pra ter Sony, Warner e Cartoon o consumidor será obrigado a financiar a existência de um canal com conteúdo nacional e ainda por cima cumprir a cota. Quem paga a conta? A pessoa que pagar a fatura da sua TV.
Me ajudem se eu entendi errado:
Art. 16. Nos canais de espaço qualificado, no mínimo 3h30 (três horas e trinta minutos) semanais dos conteúdos veiculados no horário nobre deverão ser brasileiros e integrar espaço qualificado, e metade deverá ser produzida por produtora brasileira independente. (Vigência) (Vigência)

Art. 17. Em todos os pacotes ofertados ao assinante, a cada 3 (três) canais de espaço qualificado existentes no pacote, ao menos 1 (um) deverá ser canal brasileiro de espaço qualificado. (Vigência) (Vigência)

E aqui explica-se os termos:
II – Canal de Espaço Qualificado: canal de programação que, no horário nobre, veicule majoritariamente conteúdos audiovisuais que constituam espaço qualificado;

XII – Espaço Qualificado: espaço total do canal de programação, excluindo-se conteúdos religiosos ou políticos, manifestações e eventos esportivos, concursos, publicidade, televendas, infomerciais, jogos eletrônicos, propaganda política obrigatória, conteúdo audiovisual veiculado em horário eleitoral gratuito, conteúdos jornalísticos e programas de auditório ancorados por apresentador;

Comentário por Bruno Natal
2 de março de 2012 às 12h40

A lei tbm não é das mais felizes não, embora a intenção – fomentar a produção nacional – seja até boa. Só que distorcer os fatos, como fez a Sky, é pior ainda.

Comentário por Fabiano Machado - Tecnotucano
19 de abril de 2012 às 0h40

Nacionalismo inutil… Que coisa ridicula o que este governo vem fazendo para obrigar o povo a seguir (parece que querem tornar você brasileiro o obrigando a assistir programas nacionais de baixa qualidade quase sempre…).

Abraços e até logo!

Comentário por Eduardo
2 de março de 2012 às 14h36

Temos muitos exemplos boas intenções que logo se tranformam numa lei ruim.

O caso clássico no Brasil é a lei da meia entrada. A causa é ótima, facilitar o acesso de estudantes a eventos culturais e de lazer. Mas isso a que custo?

Quem paga a conta é quem frequenta o evento, seja pagando a “meia” ou a “inteira”. Aí cria-se uma situação nefasta que já conhecemos bem, o preço dos eventos quase dobra porque quase todos os frequentadores pagam “meia”. E o que me assunta nisso, e nunca vi uma linha a respeito na imprensa, é que quem é pobre e não é estudante passa a ter que financiar quem está pagando meia. Para ir ao teatro um cidadão que ganha salário mínimo tem que subsidiar o ingresso de um estudante, seja este rico ou pobre. A causa é louvável o resultado prático é que a lei da meia entrada afasta grande parte da população brasileira de shows, teatros e cinemas.

Nesse caso da lei da reserva de mercado para audiovisual nacional (e em todos os casos quando se quer fazer o bem com recursos alheios) a situação é similar: alguém tem pagar a conta (o consumidor) o que vai aumentar o preço da TV paga e afastar parte da população brasileira do mercado da TV paga.

Até agora fiquei apenas na análise econômica (matemática) dessas questões. Existe ainda o fato de o governo querer decidir por mim o que devo assistir. É mais uma restrição de liberdade com consequencias economicas em busca do bem comum. Vale a pena?

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