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Arquivo: Digital

Passado digital

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Exfm (e os parênteses)

Mais uma tentativa de rede social de música, a Exfm é focada no compartilhamento entre usuários (ao contrário do Soundcloud, focado no conteúdo gerado por artistas e seguido por fãs) e descobrimento de novidades (com o We Are Haunted), agregando músicas distribuídas em blogues, saites de música (lembrando o Hype Machine), assim como outras redes Soundcloud, Tumblr e Bandcamp, através de suas APIs (e navegação é bem parecida com a do Grooveshark).

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Story wheel e as historinhas

No Story Wheel você produz uma sessão com suas fotos no Instagram e narração hospedada no Soundcloud. É uma ideia bem simples, que só erra ao restringir a fotos do Instagram, pois raras vezes os usuários publicam fotos o suficiente de um mesmo evento.

É uma criação do Soundlabs, banco de apps do Soundcloud. Com mais de 15 milhões de usuários e novo design a caminho, a ferramenta vai despontando como uma das redes sociais de música mais bacanas, uma das principais fontes de novos sons, principalmente se você baixar o app para desktop e seguir os selos e pessoas certas.

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Sarah explica: SD, HD, widescreen, aspectos

Entendeu agora?

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Makey Makey, um controlador universal

O Makey Makey transforma qualquer coisa um controlador. Demais.

Via Rafa > Ideia Fixa.

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Transmissão tempo real do seu celular

O Instagram encontra o YouTube. Liderado pelo SocialCam, o que não falta é ferramenta pra transmissão de vídeo em tempo real via celular: Qik, Color, Vlix e Klip são algumas delas. Todas com recursos parecidos e integradas as redes sociais, impressionam pela velocidade com que sobrem, processam e disponibilizam os vídeos. Segura que vem muita coisa daí ainda.

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Clock Opera, “Ways To Forget”

Esse disco de estreia do Clock Opera surpreende. Negativamente, no caso. Esperava algo menos oitentista e pra baixo e mais pista, considerando os remixes de músicas do Phenomenal Handclap BandMetronomy e Architecture In Helsinki.

Antes do lançamento do disco, o Clock Opera realizou uma interação com os fãs, solicitando e recebendo diversos sons (samples, ruídos, melodias, etc) pela rede e montando uma música original com o material.

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Kony continua, mesmo com resultados modestos

107 milhões de visualizações e muitas polêmicas depois, quem se lembra da campanha Kony 2012? O tal 20 de abril passou e os resultados, comparados com o estardalhaço inicial, foram modestos: 15 mil fotos das ações e 250 mil visualizações do vídeo divulgando os próximos passos da campanha.

Ah, e o Kony continua solto. É tipo documentário do Michael Moore, prega pro convertido. “Fahrenheit 9/11″ denunciou diversos escândalos da administração George W. Bush, foi lançada pouco antes das eleições e ainda assim  ele se reelegeu.

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Doc curta: “Band Religion, uma história real”

Montado apenas com material do seu próprio acervo pessoal, um fã faz uma declaração de amor ao Bad Religion. Cada vez mais veremos iniciativas assim.

Dica do @danielferro.

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Strausz, “Garoto Nacional” (EP, 2012)

Os clipes minimalistas do EP do Strausz, baseados em um único loop, para cada faixa são inovadores. Assista o de “Ad Infinitum” (feat. Paulo Coelho) e o do remix de Leo Justi para “Garoto Nacional” e  perceba a jogada.

Afinal, quem é que dá play num vídeo do YouTube e NÃO vai navegar em outra página pra escutar a música? Isso vai virar tendência, corte de custos, inteligência digital, tudo junto.

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O jornalismo robô

Quando verbetes da Wikipedia viram livros vendidos na Amazon e estatísticas policiais da madrugada viram reportagens no LA Times no dia seguinte. Leia os textos do Mini e do Doria pra sacar o que está acontecendo.

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Cotidiano 8 bit

Bem massa essa chamada do Canal Brasil.

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Transcultura #076: Apps de imagem // Leo Uzai

Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Em fones e redes sociais, a imagem além do Instagram
por Bruno Natal

Passando dos 27 milhões de usuários somente no iPhone, com um ano e meio de vida o Instagram continua sua trajetória ascendente. Na semana que o aplicativo finalmente chegou a plataforma Android, prometendo ampliar – e muito – sua base de usuários, é uma boa hora para falar de alguns aplicativos de fotografia e imagem que andam enfeitando os celulares e as redes sociais.

Decim8 – “O filme está morto”, assim o Decim8 se apresenta. Dizendo-se na contra-mão das dezenas de aplicativos emulando estéticas fotográficas do passado, a onda desse são os efeitos digitais.

Highlight – Não tem nada a ver com foto, mas vai deixar muita gente preferindo ser flagrado num clique a usar esse aplicativo. Apontado no último festival SXSW como o próximo destaque das redes sociais, o Highlight torna realidade um dos piores pesadelos dos críticos ao excesso de exposição no mundo digital: com o programa ligado, através de geolocalização, ele te informa os amigos que estão por perto e até interesses em comum com estranhos ao redor.

Picle – Uma ideia muito boba as vezes pode tornar-se uma grande sacada e esse é o caso do Picle. Além de tirar fotos e organizar em álbums por assunto, programa grava alguns segundos de áudio, adicionando uma outra dimensão aos registros do dia-a-dia

Postagram – Fotos digitais são muito divertidas, porém não dá pra comparar receber um email com uma imagem com a sensação de cartão postal enviado pelo correio. Juntando os dois mundos, por 1 dólar o Postagram envia uma versão impressa da foto que você escolher para um endereço físico.

Draw Something – Com mais de 35 milhoes de usuários, é atualmente o aplicativo mais baixado na App Store. Trata-se de um jogo: você desenha algo, compartilha com seus amigos e eles tem que adivinhar do que se trata. Bobo que só, mas pegou.

Ugly Meter – We você se acha “feipa”, esse aplicativo é para você. Através de uma análise detalhada dos seus dados biométricos (ahã…), chega-se a um resultado de feiura, num índice de 0 a 10, em que quanto mais alta for a nota, mais feia é a pessoa. Uma arma pra pilhar amigos.

PicFrame – Publicar fotos em tantos aplicativos envolve escolhas. Você não pode sair compartilhando todas os registros, sob o risco de perder seguidores pela malice, no entanto, as vezes, uma história precisa de mais de uma imagem para ser contada. É onde entra o PicFrame, aplicativo que permite montar mosaicos de até seis fotos, resolvendo a questão. Seus amigos agradecerão.

Action Movie FX – Desenvolvido pela Bad Robot Interactive, do J.J. Abrams (criador da série “Lost”), o aplicativo ficou ainda mais famosos após o filho do diretor do documentário da polêmica campanha “Kony 2012″ aparecer no filme brincando com os efeitos especiais da ferramenta, onde você filma uma cena e pode aplicar efeitos de explosão sobre a imagem. Besteirada sem fim.

Cinemagr.am e Kinotopic – Apesar do Facebook continuar não autorizando suas publicações, GIFs animados são um dos grandes sucessos da rede. De olho nesse filão, esses dois aplicativos (já comentados aqui na Transcultura) permitem criar animações em cima de imagens captadas com o celular .Dá um certo trabalho para montar os loops, selecionando áreas que permanecerão estáticas e áreas animadas, só que quando dá o certo o resultado é viciante.

Tchequirau

Radicado em São Paulo e longe dos muros cariocas, Leonardo Uzai começou a dialogar com si mesmo pela tela do computador. O resultado ele vem publicando na série “Diálogos”, com retratos de situações explicadas em títulos como “discussões internas” e “convefsas paralelas”.

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Armas de distração em massa

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Lomokino, a filmadora da Lomo

Lomokino utiliza filmes de foto 35mm para produzir filmetes de 144 quadros.

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Cuidado, robôs trabalhando

Que lindeza.

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Ativismo online não muda nada

É isso mesmo? Acho que não… Fosse “ativismo SOMENTE online não muda”, podia até ser.

Via instagram da Renata Simões.

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Don’t Save

Conheça o trabalho de um sujeito que entorta a rede por esporte.

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Vira o Kony

A campanha Kony 2012 começou bem. Maior viral da história da rede, o efeito foi imediato. Porém, ah, porém… As coisas complicaram, surgiram diversas acusações (e defesas, essas menos inflamadas) quanto as reais intenções e métodos da ONG por trás do projeto, culminando num surto nervoso do fundador do movimento. Tudo em menos de 15 dias.

Apesar de sustentar que foi uma aula de mobilização, comprovada pelo própria proporção tomada, as questões políticas tomaram outro rumo na minha cabeça. O que no início parecia uma ótima causa (ainda que tenha googlado Kony após 5 minutos de vídeo pra ter certeza que não era uma pegadinha), observada mais de perto – ou com mais atenção – mostrou-se uma simplificação perigosíssima.

Não concordo com os questionamentos quanto ao destino da verba da ONG – investir 2/3 nos vídeos era investir na causa e, portanto, na ONG, que ganhou notoriedade e, portanto, validou o investimento. O pior foi a presunção de resolver o problema (na realidade, consequência de problemas) dos outros sem sequer perguntar se e como gostariam de ajuda.

Um dos melhores textos a respeito do assunto foi do escritor dos EUA de ascendência nigeriana Teju Cole, para revista The Atlantic, entitulado “The white savior industrial complex” (“O complexo industrial do salvador branco”, traduzido para diversas línguas, inclusive o português, se alguém tiver, manda o link, pf) e escrito a partir da repercussão de suas tuitadas sobre o assunto.

Voltei ao assunto só pra registrar que mudei de ideia.

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O iPod de 8 bilhões de dólares

Uma análise surpreendente dos prejuízos causados pelo compartilhamento de músicas e filmes online.

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Invisible Children se defende

Para se defender das acusações em relação ao projeto Kony 2012, a ONG Invisible Children escolheu a melhor opção: botou ugandenses pra falar sobre o documentário.

Boa estratégia.Aguarde novos ataques. Essa matéria da Aljazeera, apontado pelo Antonio nos comentários, mostra outros ugandenses bastante insatisfeitos com o documentário.

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ECAD: uma outra visão

 

ECAD anda sendo espancado pelas seguidas lambanças que faz, não injustamente. No entanto, não raro recebo emails de músicos reclamando da superficialidade desses ataques. O produtor Strausz escreveu a respeito disso no Facebook, reproduzo aqui por achar interessante dar outra visão do assunto.

“Em relação a esse tópico do ECAD que tanto tem se discutido, por causa da cobrança de vídeos encorporados em blogs queria levantar um ponto. Tenho tido a impressão de que as pessoas reclamam muito do órgão e do sistema de arrecadação, então gostaria lembrar como os direitos autorais começaram:

“Era muito comum, antes mesmo da invenção do fonógrafo, que compositores tivessem suas obras tocadas publicamente em casas de shows. O que acontecia era que os músicos executantes da obra recebiam, o dono da casa de espetáculos e todos os demais envolvidos lucravam, exceto pelo compositor da obra. Começa a luta pelos direitos autorais, para que os autores da obra recebessem a sua fatia do bolo.

“Hoje em dia, existe um escritório de arrecadação, sem fins lucrativos (na teoria), que fiscaliza a execução pública e repassa para as sociedades arrecadadoras, que repassam para o autor. Dessa forma aqueles que lucram com a execução pública de uma obra devem repassar uma parte desse lucro aos autores. Essa é uma explicação supérflua de como o sistema funciona.

“O que me parece ser o problema não é o sistema, mas a ganância, falta de fibra moral, falta de ética, falta de noção de alteridade (etc) das pessoas envolvidas na execução e adaptação desse sistema ao nosso contexto, que impede resultados justos.

“Resumindo, o que eu quero dizer é, parem de culpar tanto as entidades, isso é muito fácil, se querem reclamar, procurem quem são as pessoas dentro delas que estão impedindo que os resultados sejam bons e melhor do que criticar, contribuam com informações para que melhorem. E parem com essas imagens engraçadinhas, porque o que eu vejo é um bando de rebelde sem causa.

“Quem quiser me corrigir de alguma coisa, por favor o faça.”

E aê?

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Touchscreen tátil

Inventores prometem tablets com telas sensíveis ao toque texturizadas para breve.

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O outro lado do Kony

O documentário-missão sobre o criminoso de Guerra de Uganda, Kony, produzido pela ONG Invisible Children, lavou a internet. Em apenas três dias já passa de 44 milhões de vizualizações, somando os canais oficiais no Vimeo e no YouTube, fora as versões replicadas.

Como não poderia deixar de ser, surgem vozes contrárias ao projeto, questionando as finanças da ONG e os métodos propostos, como apoiar uma campanha militar dos EUA no país africano. Existe até um movimento contrário, o Visible Children, citado em uma reportagem do Washington Post sobre a polêmica.

Até dia 20 de abril, dia D da campanha, vem muita coisa ainda.

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“Os Três Porquinhos” no Guardian

Para demonstrar de maneira mais clara o conceito de open journalism adotado pelo jornal, o Guardian produziu uma propaganda mostrando como seria cobertura da história dos “Três Porquinhos” seguindo esses preceitos. Partindo do  pressuposto que jornalistas não são os únicos especialistas em determinado assunto, o Guardian tem contado com a colaboração de pessoas de fora da redação para escrever suas histórias.

O caso mais bem sucedido até aqui foi a divisão de 40 mil documentos da WikiLeaks entre 23 mil leitores para mapear o conteúdo da papelada, trabalho esse que seria impossível ser desempenhado a tempo contando apenas com o efetivo da redação.

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