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Arquivo: Música

Mais um Coachella

É hexa! Ainda essa semana, a resenha do Coachella 2012. Todo ano é uma história diferente, impressionante.

Enquanto isso, tem as fotinhos que fui publicando no Instagram ao longo do evento na página do URBe.

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OQuadro, “Balançuquadro”

 

Rap baiano, produzido por Buguinha Dub.

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Dança, Lana Del Hater

Muito mais no Tumblr dedicado ao assunto.

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James Murphy propõe nova trilha para o metrô de NY

Cansado dos apitos das roletas do metrô de Nova York, o líder do extindo LCD Soundsystem se ofereceu para escrever arranjos para transformar os bips em uma sinfonia, criando uma assinatura musical para cada estação. A ideia é boa, hein.

Via @lucasbori.

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Transcultura #077: Guia Coachella 2012 // Figure

Meu texto de hoje da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

A farra do deserto
Dez atrações menos disputadas que podem surpreender no Coachella

por Bruno Natal

Esse ano o Coachella vem em dose dupla: os três dias de shows que acontecem de hoje a domingo, se repetem no final de semana seguinte, de 20 a 22 de abril, dando chance de se assistir quase tudo do festival. Com a pressão de lotar duas vezes o campo de polo no deserto, esse ano a escalação tendeu mais para o pop. Além das atrações principais Black Keys (surpreendente escolha), Radiohead e Snoop Dogg & Dr. Dre, das voltas do At The Drive In e Mazzy Star e shows do The Rapture, Miike Snow, Justice, Feist, Explosions in the Sky, Flying Lotus e até Jimmy Cliff, quem se organizar direito poderá também conferir algumas atrações menos disputadas – e de onde, muitas vezes, vem os melhores momentos.

Real Estate – Formada em Nova Jersey e com um som ancorado no baixo marcado pela guitarra melódica de Matthew Mondanile (Ducktails), o Real Estate está, com seu segundo disco, “Days”, começando a experimentar algum sucesso. É um guitar pop que induz ao transe. Os melhores momentos são os intrumentais, algo que deve crescer ao vivo.

Ouça: “Out Of Tune”

SBTRKT – O produtor mascarado fez o que muita gente tentou e não conseguiu: pegou elementos do dubstep, rearranjou e construiu uma versão pop radiofônica do gênero (adicionando r&b, Miami bass, drum n bass), sem que isso signifique farofada. Repetir ao vivo produção caprichada, sem os cantores convidados é o grande desafio. Pelo que se fala até aqui, no entanto, segura ao vivo.

Ouça: “Something Goes Right”

Frank Ocean – De volta com toda força, o r&b tem sido umas das influência mais recorrentes na produção eletrônica contemporânea. Parte do polêmico coletivo de hip hop Odd Future, Frank Ocean simplificou e faz o “básico”, r&b tradicional sobre bases modernas. Sua mixtape “Nostalgia, Ultra” chamou atenção da crítica e do público, que aguarda o lançamento seu disco de estreia ainda esse ano.

Ouça: “Thinking About You”

The Weeknd – O canadense Abel Tesfaye botou seu nome no mapa há um ano, quando o disco “House of Ballons”, do seu projeto The Weeknd, caiu no gosto dos blogues e se espalou pela rede. Ao longo de 2011 vieram mais dois, “Thursday” e “Echoes of Silence”, firmando o nome do produtor como uma das novas caras, adivinha, do r&b contemporâneo, ainda que seja uma versão mais sombria e eletrônica do gênero.

Ouça: “The Party & The Afterparty”

A$AP Rocky – Rapper de Nova York em ascensão, sua mixtape cantando sobre maconha e o dia-a-dia no Harlem sobre bases chapadsa, rapidamente despertou o interesse de uma grande gravadora que, dizem, firmou um contrato milionário para garantir o lançamento do seu primeiro disco. Uma discussão online com integrantes do Odd Future, com quem é bastante comparado, e a pancadaria com o público durante seu show do SXSW só fizeram aumentar sua fama.

Ouça: “Purple Swag”

GIRLS – De um primeiro disco que voava a meia altura para vencer o desafio do segundo disco com sobras, o Girls deu uma das maiores reviravoltas da cena independente recente. Mesmo que o primeiro disco não fosse ruim, certamente não indicava o colosso que viria em seguida. Respaldado pelas críticas positivas e sucesso das músicas de “Father, Son, Holy Ghost”, Christopher Owens e Chet White retornam ao festival em condições bem diferentes: passando de mais uma novidade da vez, para uma banda que muita gente quer ver.

Ouça: “Vomit”

Lissie – Com um EP produzido por Bill Reynolds (Band of Horses), o hit “Whem I’m Alone” no primeiro disco e o sucesso de versões de “Bad Romance” (Lady Gaga) e “Go On Your Way” (Fleetwood Mac) logo na sequência, Lissie se firmou como um dos principais nomes femininos no cenário folk – ou pop folk.

Ouça: “When I’m Alone”

M83 – O descendente de franceses e espanhóis Anthony Gonzales faz shoegaze tirando a ênfase das guitarras e colocando nas camadas de sintetizadores e efeitos. A banda não é nova, o disco duplo “Hurry Up, We’re Dreaming”, que trouxe notoriedade e prêmios para o M83 é o sexto da carreira. A música “Midnight City” pode ser considerada com responsável pela virada na sorte da banda.

Ouça: “Midnight City”

Neon Indian – Assim como o parceiro Com Truise, o som do mexicano radicado nos EUA Alan Polomo pode ser enquadrado no synthpop e no chillwave, fortemente influenciado pelos anos 80 embora suas músicas soem sujas demais para o primeiro caso e barulhentas demais para o segundo. Ainda assim, seu disco “Era Extraña” traz ao menos uma música com potencial de hit, “Polish Girl”.

Ouça: “Polish Girl”

Andrew Bird – Seja com o folk, indie, rock ou misturando todos esses, Andrew Bird tem nas letras seu forte. Seu sexto disco, “Break It Yourself”, saiu esse ano e o show de Andrew pode propiciar a trilha pra um belo pôr-do-sol.

Ouça: “Lazy Projector”

Tchequirau

Desenvolvida pela Propellerhead, responsáveis pelo programa de edição de música Reason, o aplicativo Figure transforma programar uma música eletrônica num jogo, possibilitando, para o bem e para o mal, qualquer um criar uma base eletrônica .

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Entrevista – Lucas Santtana

Antes de escrever uma resenha, preferi ouvir o disco novo do Lucas Santtana mais vezes e dar um tempo para ver o que surgia . Depois de algumas audições de “O Deus Que Devasta Mas Também Cura” (oferecido gratuitamente pelo próprio artista, fato cada vez mais comum no Brasil), percebi que valia mais uma conversa do que uma crítica – eram muitas questões e observações, de um disco que a cada volta oferece mais conteúdo.

Convidei ele para uma conversa e, além da produção do disco, Lucas acabou falando também da indústria fonográfica, as abordagens da sua geração e “sofisticação musical”. O resultado você lê abaixo.

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Queremos! Tony Allen

 

Imperdível, certamente. Só depende do público confirmar pro show acontecer. Vamos nessa.

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SBTRKT e Rockie Fresh, “Never Never”

Assim como Drake fez com “Wildfire”, sampleando a base toda do SBTRKT para criar a sua própria versão, o rapper Rockie Fresh ripou “Never Never” para sua faixa de mesmo nome. No vídeo acima, o produtor inglês recebe o rapper americano para uma versão ao vivo da parceria.

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A programação de clássicos da 808

Encontrando uma bateria eletrônica 808, é só repetir as programações dessas ilustrações minimalistas.

Via Flavorwire.

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Mr. Catra e Exaltasamba

Sério, onde o Catra não tá hoje em dia.

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Obama é sexy e sabe disso

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Hip hop Rio, passado e presente: música nova do BNegão, clipe novo do ConeCrewDiretoria

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Doc trailer: “Rock ‘n’ Roll Exposed: The Photography of Bob Gruen”

Esse fotógrafo clicou gente graúda.

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Transcultura #076: Apps de imagem // Leo Uzai

Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Em fones e redes sociais, a imagem além do Instagram
por Bruno Natal

Passando dos 27 milhões de usuários somente no iPhone, com um ano e meio de vida o Instagram continua sua trajetória ascendente. Na semana que o aplicativo finalmente chegou a plataforma Android, prometendo ampliar – e muito – sua base de usuários, é uma boa hora para falar de alguns aplicativos de fotografia e imagem que andam enfeitando os celulares e as redes sociais.

Decim8 – “O filme está morto”, assim o Decim8 se apresenta. Dizendo-se na contra-mão das dezenas de aplicativos emulando estéticas fotográficas do passado, a onda desse são os efeitos digitais.

Highlight – Não tem nada a ver com foto, mas vai deixar muita gente preferindo ser flagrado num clique a usar esse aplicativo. Apontado no último festival SXSW como o próximo destaque das redes sociais, o Highlight torna realidade um dos piores pesadelos dos críticos ao excesso de exposição no mundo digital: com o programa ligado, através de geolocalização, ele te informa os amigos que estão por perto e até interesses em comum com estranhos ao redor.

Picle – Uma ideia muito boba as vezes pode tornar-se uma grande sacada e esse é o caso do Picle. Além de tirar fotos e organizar em álbums por assunto, programa grava alguns segundos de áudio, adicionando uma outra dimensão aos registros do dia-a-dia

Postagram – Fotos digitais são muito divertidas, porém não dá pra comparar receber um email com uma imagem com a sensação de cartão postal enviado pelo correio. Juntando os dois mundos, por 1 dólar o Postagram envia uma versão impressa da foto que você escolher para um endereço físico.

Draw Something – Com mais de 35 milhoes de usuários, é atualmente o aplicativo mais baixado na App Store. Trata-se de um jogo: você desenha algo, compartilha com seus amigos e eles tem que adivinhar do que se trata. Bobo que só, mas pegou.

Ugly Meter – We você se acha “feipa”, esse aplicativo é para você. Através de uma análise detalhada dos seus dados biométricos (ahã…), chega-se a um resultado de feiura, num índice de 0 a 10, em que quanto mais alta for a nota, mais feia é a pessoa. Uma arma pra pilhar amigos.

PicFrame – Publicar fotos em tantos aplicativos envolve escolhas. Você não pode sair compartilhando todas os registros, sob o risco de perder seguidores pela malice, no entanto, as vezes, uma história precisa de mais de uma imagem para ser contada. É onde entra o PicFrame, aplicativo que permite montar mosaicos de até seis fotos, resolvendo a questão. Seus amigos agradecerão.

Action Movie FX – Desenvolvido pela Bad Robot Interactive, do J.J. Abrams (criador da série “Lost”), o aplicativo ficou ainda mais famosos após o filho do diretor do documentário da polêmica campanha “Kony 2012″ aparecer no filme brincando com os efeitos especiais da ferramenta, onde você filma uma cena e pode aplicar efeitos de explosão sobre a imagem. Besteirada sem fim.

Cinemagr.am e Kinotopic – Apesar do Facebook continuar não autorizando suas publicações, GIFs animados são um dos grandes sucessos da rede. De olho nesse filão, esses dois aplicativos (já comentados aqui na Transcultura) permitem criar animações em cima de imagens captadas com o celular .Dá um certo trabalho para montar os loops, selecionando áreas que permanecerão estáticas e áreas animadas, só que quando dá o certo o resultado é viciante.

Tchequirau

Radicado em São Paulo e longe dos muros cariocas, Leonardo Uzai começou a dialogar com si mesmo pela tela do computador. O resultado ele vem publicando na série “Diálogos”, com retratos de situações explicadas em títulos como “discussões internas” e “convefsas paralelas”.

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Figure: app transforma qualquer um num produtor

Aplicativo desenvolvido pela Propellerhead, responsável pelo Reason e outros programas de edição de música, o Figure transforma produção musical num joguinho, um passatempo para o ônibus ou metrô. Muito intuitivo e divertido, simplifica o processo ao ponto de qualquer um criar uma base eletrônica em poucos minutos – o que abre a discussão sobre isso ser algo bom ou ruim.

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Rustie, “BBC Radio 1 Essential Mix” (mixtape)

Gravada dia 07 de abril, o BBC Radio 1 Essential Mix do Rustie é uma esculhambação. Lone, Hudson Mohawke, Surkin e também Nicki Minage e Destiny’s Child (ah, o velho Timbaland…), além de várias produções próprias e hip hop, crunk, r&b, dubstep, 8 bit, auto tune, efeitos, maximalismo e o que mais precisar ser espremido para dar um panorama da músical eletrônica atual – ao mesmo tempo, note-se.

The Friends of Distinction – “Impressions” (Dialogue)
Rustie – “Gilded Jewel Case”
Dreams – “Bloodsport”
The Blessings – “Whoopi”
Hudson Mohawke – “Gooo”
Rick Ross – “MMG The World is Ours”
Rustie – “All Nite” (Demo Version)
Clams Casino – “Im God”
Juicy J – “Geeked Up Off Them Bars”
Obey City – “Work Move”
Love Shy – “That First Kiss”
Xcuse – “All Right” (Shiftee Remix)
Asap Twelvy – “Our World
Rustie – “Eyezz”
S-Type – “Billboard”
Surkin – “Gold Island”(Bok Bok & L-vis 1990 Remix)
Kavsrave – “No More” (Slow Jams)
Lunice – “Cant Wait To”
Nightwave – “Night Bird”
Rustie – “City Star” (vip)
Baauer – “Harlam Shake”
Hudson Mohawke – “Push”
My Dry Wet Mess – “When We Were Wrong”
Skeletone 3
Rustie – “Reflector”
Lone – “Dream Ache”
Rustie – “Love Frequency”
Surkin – “White Knight” (Jackson & His Computer Band Remix)
Fox Gut Daata – “Throb Black Map”
Rustie – “Crakk Squirrel”
Rustie – “Prizm”
Cashmere Cat – “Mirror Maru”
Destinys Child – “Get on the Bus”
Rustie – “Shifft”
Lucky Beard – “Shake Your Nipples”
Krystal Klear – “Pistol Chauffeur”
Obey City – “Fallin”
Cid Rim – “JazzJazzJazz” (Dorian Concept Remix)
Big Sean – “Marvin & Chardonay”
Manix! – “Feel Reel Good”
Heezy Baby – “Logobi Heezy International”
Cassie – “King of Hearts” (Kanye West Remix)
Rustie – Hover Traps”
Wiz Khalifa – “Guilty Conscience”
Rustie – “Mint Lotus”
Rustie – “Gold Likk”
Danny Brown – “Witit”
Rustie – “Frazzle”
Rustie – “Ooompa”
Rustie – “Cat Nip”
Rustie – “Sawdust”
Drake – “Lord Knows”
Tnght – “R U Ready”
Baauer – “Dumdum”
Nicki Minaj – “I Am Your Leader”
Eprom – “Regis Chillbin (Machinedrum Remix)
Dorian Concept – “Toothbrush”
Rustie – “Teen Souls Burning”
Rustie – “444Sure”
The Friends of Distinction – “Impressions” (Dialogue)

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Ellen Allien, “Take Me Out”

eletechno está de volta. E com Ellen Allien não tem erro.

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Database sabota Skrillex (agora, cozinheiro)

Não basta envenenar pelos ouvidos, tem que ser pela boca também: Skrillex abriu uma tenda móvel de comida em Los Angeles, o Grillex, diz o LA Times.

Você viu o que o Database aprontou pra cima dele no SXSW, desligando seus equipamentos durante a transição do set dos brasileiros para o destruidor do dubstep? Tão dizendo que foi não bem assim.

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Lana Del Duck

Dica do @thepedrogarcia.

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Um resumo da 1a edição do Novas Frequências

Demorou mas pintou o vídeo do primeiro Novas Frequências – que já teve sua segunda edição garantida. Ótima notícia.

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Promo Chromeo, Mogwai, James Blake e Little Dragon

Para aliviar o sufoco, já que foram muitas mobilizações e muitos ingressos do Queremos! sendo vendidos ao mesmo tempo, está tendo uma promoção para os que curtem Chromeo, Little Dragon, James Blake e Mogwai. Os ingressos serão limitados e a promo termina até sexta.

Depois não reclama que acabou. Garanta logo o seu.

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Joy O, “Sicko Cell”

Bom esse projeto de house/techno do Joy Orbison, chamado simplesmente Joy O.

Via Eu :) Techno.

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Transcultura #075: Beach House // Rocket Juice & The Moon

Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Melancolia na casa de praia
por Bruno Natal

Uma casa na praia num vibrante dia de verão não é exatamente a imagem que vem a cabeça ao escutar o dream pop do Beach House. Substitua um dia ensolarado por um final de tarde tendendo ao nublado na costa de Baltimore e o cenário começa a se aproximar mais da atmosfera melancólica proposta por Victoria Legrand e Alex Scally. O quarto disco, “Bloom”, com lançamento previsto para maio pela gravadora Sub Pop, é também o mais aguardado da dupla.

Isso porque “Teen Dream”, o disco anterior, foi um marco na carreira da dupla. Os teclado e vocal de Victoria, a guitarra de Alex e a programação de bateria eletrônica finalmente aproximou-se de um público maior, fazendo a carreira da banda crescer e levando-os a tocar em alguns dos principais festivais do mundo. Victoria ainda colaborou com Grizzly Bear (na trilha de “Crepúsculo”) e participou de uma faixa no mais recente disco do Air. Como numa boa estreia (ainda que fosse o terceiro disco), o sucessor certamente colocaria uma pressão na banda.

Como não podia deixar de ser, as músicas de “Bloom” já circulam pela rede antes da estreia oficial. Novamente produzido por Chris Coady (TV On The Radio, Yeah Yeah Yeahs), “Bloom” mostra que o Beach House conseguiu, ao menos, manter o mesmo nível do anterior, ainda que tenha cedido um pouco no lado sonhador e feito mais concessões pop

O som continua atmosférico, com texturas etéreas e psicodélicas servindo de base para o doce vocal de Victoria e o fraseado da guitarra de Alex. Está menos enfumaçado e, até onde o Beach House se permite – e mais pra cima. Ou talvez seja tudo questão do ambiente. Se já é primavera no hemisfério norte quando “Bloom” começa a dar suas primeiras voltas, é outono daqui que melhor se encaixa nessa casa de praia.

Tchequirau

E lá vem mais um projeto do Damon Albarn, do Blur, dessa vez com Flea (Red Hot Chilli Peppers) e Tony Allen (lendário baterista do Fela Kuti, a caminho do Brasil), com participações do Hypnotic Brass Ensemble e Erykah Badu: Rocket Juice & The Moon  (página criada por fãs). Pode ir sem susto que é quente.

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Ai, se o Djokovic te pega…

O hit do Teló chega aos EUA, através do campeão do torneio aberto de Miami, Djokovic.

Dica do sogrão.

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Kassin analisa lacuna geracional na música brasileira

Intrigante:

“O que é ser produtor? Sou chamado de o produtor do momento, o moderninho e o não sei o que lá, mas, pô! Estou com 37 anos! [risos]. Não sou tão novo assim, né? Estou fazendo discos há duas décadas. O problema é que não tem outro! Há dez anos eu sou o moderninho! [gargalhadas]. E acho que não vai mudar muito. E, daqui a pouco, vou ser o moderninho de cabelos brancos! [risos]. É um pouco como a cena de hoje em dia. Se você analisar com certa frieza, a maioria dos artistas está acima dos trinta. O que é bem esquisito… Existem hoje algumas bandas no Rio em que os caras têm menos de vinte, como a Dorgas. Mas quando comecei, todos tinham menos de vinte! Há um problema de continuidade. Há um gap real. Mallu Magalhães, Romulo Fróes, Hurtmold e o Cidadão Instigado fazem parte de uma mesma geração e há, entre eles, uma diferença de idade de 20 anos!”

Ele continua suas análises, falando sobre outras questões da cena independente, como a falta de casas de show e no (cada vez mais capenga) jornalismo sobre música na grande imprensa na boa entrevista para o Banda Desenhada.

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