9 de março de 2012 às 11h09
doo doo doo, “Mais”
Música e clipe novos do doo doo doo, uma banda numa maré exquizita.
Música e clipe novos do doo doo doo, uma banda numa maré exquizita.
Criada em laboratório para alinhar as batidas do coração com as frequências cerebrais, sua audição enquanto se dirige não é recomendada pelos cientistas.
Reggae cambodiano com elementos Khmer é a onda do Dub Addiction.
O bom e velho Croquete a caminho do Brasil.
Alpha & Omega mixando ao vivo, com vocais do brasileiro Monkey Jhayam.
Pois bem, eu não. Ainda assim, um amigo me pediu dicas do que ver e acabei lendo toda escalação do festival. Abaixo o que vi de mais interessante e gostaria de assistir no SXSW, se lá estivesse.
ASAP Rocky
Alice Russell
Balkan Beat Box
BEACH FOSSILS
Beat Connection
Best Coast
Blackalicious
Blaqstarr
Bomba Estereo
CHET FAKER
CLOCK OPERA
COLDCUT
COM TRUISE
Cults
Daedelus
Dan Deacon
DeLorean
Dinosaur Jr.
DJ ?UESTLOVE
Drop the Lime
The Drums
Fiona Apple
Flight Facilities
Flosstradamus
FRED FALKE
GIRLS
GRIMES
Howler
Latyrx
Little Roy
Matthew Dear
Michael Kiwanuka
Miike Snow
Nas
NEON INDIAN
PEANUT BUTTER WOLF
Prodigy/Mobb Deep
QUANTIC
Rob Garza
SBTRKT
Seun Kuti & Egypt 80
The Shins
SLUM VILLAGE
SUN ARAW
TOKIMONSTA
WAVVES
Yatch
YOUTH LAGOON
Zenzile
Zuzuka Poderosa
Eis que SILVA não está sozinho no chillwave capixaba. Direto de Colatina, o We Are Pirates lançou seu primeiro EP nessa final de semana, o bem bom “Kids Practice”. Esse esquema de EP tá pegando, ao menos por lá, SILVA utilizou a mesma tática.
Menos “abrasileirado” que o amigo já mais conhecido, a eletrônica lo-fi produzida com instrumentos é a nova onda no Espírito Santo (ignore a explicação do som escrita pelos próprios no Soundcloud ou você vai acabar nem querendo escutar). Tem que ver o que essa molecada anda tomando por lá.
O pessoal do Fita Bruta gravou as três músicas novas tocadas no show de estreia do SILVA (resenhado aqui no URBe) que devem estar no próximo EP:
“Moleton”
“Posso”
“2012″
Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:
MC Brother Culture faz miniturnê pelo Brasil
por Bruno Natal
Durante o carnaval houve o Festival Rio Sound System, reunindo, na Pedra do Leme, Interferência SS (Rio), Yellow P (SP), Wladimir Gasper (o brasileiro Pedro Bernardes) e Maga Bo (EUA), sedimentando a cultura sound system no Rio. É prova de que as equipes de som de reggae vêm conquistando espaço e conseguindo até mesmo ampliar a abrangência das atrações envolvidas, apresentando músicos mais influenciados pelos sons da Jamaica do que propriamente produzindo reggae (caso de Maga Bo e Wladimir).
Sound system de reggae pioneiro no Rio, além das próprias festas, o Digitaldubs é um dos principais nomes por trás desse levante, sempre trazendo ícones do reggae para tocar no Brasil e ajudando a divulgar a cultura por aqui. Foi assim com Mad Professor, Zion Train, Twilight Dub Circus, Ranking Joe, Earl Sixteen… A lista é grande e de respeito, o suficiente pra saber que normalmente é coisa muito boa. Semana que vem, por exemplo, o coletivo traz o MC Brother Culture para uma miniturnê pelo Brasil, passando por Rio (dia 10), São Paulo, Salvador e Macaé.
Na ativa desde 1982, Brother Culture fez seu nome no Jah Revelation Muzic, sound system oficial das 12 Tribos de Israel (uma vertente do rastafarianismo) em Londres, tendo feito turnês por mais de 50 países e dividido o microfone com seu ídolo, Brigadier Jerry. Sua voz pode ser ouvida em produções de Adrian Sherwood, Mungo’s Hi Fi, Manasseh e também participando ao vivo no Trojan SS e Roots Garden SS.
Fora do universo reggae (mas nem tanto assim), participou com “Thunder” do mais recente disco do Prodigy, “Invaders must die”. Brother Culture é só sorrisos quando o assunto é Brasil. Além do trabalho com o Digitaldubs, já gravou o disco “Chillin in Brasil”, em São Paulo, com produção do Dubversão Sistema de Som.
–
Tchequirau
Técnica de áudio do Circo Voador, Marcela Vale foi atrás de influências oitentistas (Sempre Livre, Metro, Rádio Táxi, Marina) e se lançou como Mahmundi. Por enquanto há apenas uma música, “Desaguar”, produzida por ela própria em parceria com Lucio Souza, o SILVA.
Se estiver a fim de assistir o show do Friendly Fires, tem campanha do Queremos! rolando.
Em sua estreia nos palcos, o SILVA teve que enfrentar uma sequência de dificuldades: o bacana Comuna não é uma casa de shows; o calor abissal no ambiente fez com que boa parte das mais de 100 pessoas saíssem antes do fim; e, mais do que qualquer coisa, a missão de entreter a platéia por tempo o suficiente para justificar o caro ingresso de R$30 tendo apenas um EP de cinco músicas para apresentar.
O capixaba Lúcio Souza superou a tarefa ingrata graças as boas músicas de um dos melhores lançamentos de 2011. As poucas músicas do EP – mais três inéditas que devem fazer parte de um próximo EP, antes do primeiro disco sair - foram cantadas por um público composto basicamente por fãs de primeira hora (com “ôôôs” à la Arcade Fire, guardadas as proporções) , felizes de estar vendo o artista iniciar sua carreira.
A transposição para o formato ao vivo de gravações contemplativas, mais confortáveis num par de fones do que em grandes caixas de som, funcionou, ainda que prejudicada pelo PA tímido (o grave não saía). Tocando teclado na maior parte do tempo (além de guitarra e violino em duas músicas), Lúcio montou uma banda (baixo, bateria/programação e outro tecladista/efeitos), encorpando o som.
Nesse ponto o espaço diminuto do Comuna colaborou. As músicas podem ser chapadas demais para segurar um show mais longo em um lugar maior com esses arranjos – como as três mil pessoas esperadas no palco do Sónar SP em que o SILVA se apresentará. Mesmo de andamentos lentos, as músicas do EP tem elementos dançantes. Pode ser o caso de explorar e alongar esses momentos, para ajudar a dar mais dinâmica.
Ao final das oito canções o público pediu mais. O aviso de Lúcio de que não havia mais o que tocar foi recebido aos gritos de “repete!”, prontamente atendido. Exatamente como aconteceu com o curto EP, assim que acabou deu vontade de ouvir outra vez. O show poderia ter sido tocado novamente na íntegra que as pessoas não iriam achar ruim.
O “menos é mais” se provou uma boa estratégia. Num tempo em que as bandas só faltam oferecer as calças pro público, SILVA deixou todos na vontade, no EP e no show. Agora é a aproveitar e suprir as altas expectativas com os próximos lançamentos, para enfim se poder afirmar não se tratar de só mais um Silva que a estrela não brilha. É com ele.
Pra quem perdeu, hoje (domingo), tem um segundo show, de novo no Comuna.
Nascido como um projeto solo de Cadu Tenório, o Sobre a Máquina inicialmente partiu da “influência de bandas e artistas como o Throbbing Gristle, Einstürzende Neubauten, Coil, Autechre, Aphex Twin, Tim Hecker, Fennesz e Can para criar um som que passasse a intensidade de algo crítico e envolvente como o que sentia ao ouvi-los”, segundo ele próprio.
O Cadu enviou os CDs da trilogia do Sobre a Máquina que está lançando e pedi pra ele mesmo apresentar a banda:
“No inicio de 2010 o Sobre a Máquina virou um trio. Convidei os amigos Emygdio Costa e Ricardo Gameiro para fazerem parte do projeto, que logo se tornou uma banda.
“Os dois discos (‘Decompor’ e ‘Areia’) e o EP (‘Anomia’) formam uma trilogia conceitual que fecha um ciclo de idéias baseado no desgaste da vida e nas formas de auto-renovação. Mais especificamente destruição e reconstrução do ser ou, se preferir, uma maturidade forçada.
“‘Decompor’ representa a percepção de desgaste, a repetição letárgica e intensa da rotina e os conflitos que surgem com base nisso. Isso caracteriza a sonoridade arrastada e densa do disco.
“‘Areia’ representa o que sobrou. O costume com a rotina mecânica as vezes faz com que você passe a reparar melhor em detalhes que antes passavam despercebidos. Apesar das línguas negras, do engarrafamento, do cheiro de podridão de alguns rios que cruzam a cidade, ainda nos deparamos com gaivotas planando no céu e belíssimas garças imóveis através das janelas. Nesse disco as melodias passam a ficar mais em evidencia ‘costurando’ o caos.
“‘Anomia’ representa o fim do ciclo. O ponto em que, por ter adquirido uma percepção mais ampla com o passar do tempo, você percebe que precisa conhecer a si mesmo. Apesar do cansaço e da inexistência de um propósito claro, você continua. A sonoridade nesse EP é silenciosa e compacta. Levando o experimentalismo da banda o mais próximo possível de algo ‘pop’ em contraponto com o todo.
“Um novo ciclo já está em andamento e estará dentro de um disco de 12 faixas que será lançado no segundo semestre de 2012.”
Para baixar os discos é só passar no Bandcamp do Sobre a Máquina.
Essa música Real Estate será lançada na edição exclusiva do zine Smugglers Way, feito pela Domino Records para o Record Store Day 2012 e que virá com flexi discs de músicas inéditas também do Dirty Projectors, Cass McCombs, John Maus e Villagers.
Gravado durante uma apresentação para 80 mil pessoas no Marco Zero, em Recife, o novo DVD da Nação Zumbi traz para discografia oficial “Cordão de Ouro”, gravada para o filme “Besouro”.
O disco novo, produzido por Kassin e Berna, está gravado e deve sair no segundo semestre.
Campanha rolando pra rolar Thurston Moore e Kurt Vile, no Circo Voador. Só chegar junto e garantir o show no Rio.

A partir das 14h Lucas Santtana (vizinho no Diginóis) coloca seu quinto disco, “O Deus Que Devasta Mas Também Cura”, pra jogo na sua página no Facebook - e logo num link para baixar fora da rede social nesse link.
Duas músicas já estavam rodando, “Músico” (lançada aqui no URBe) e “É Sempre Bom Se Lembrar”. Estou devendo a resenha ainda, discão.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo. Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.
Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.
Leia mais
falaurbe [@] gmail.com

