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Arquivo: Música

mario maria, “Boltbolts”

O mario maria segue experimental, agora se afastando das canções, como ele mesmo explica:

“Nos últimos meses me dediquei mais a experimentar formas novas de tocar violão em público (ou pra mim mesmo), com efeitos e outras afinações, do que gravado canções da maneira que vinha gravando. O “Boltbolts” é o resultado disso, da gravação de um show na Audio Rebel em novembro, e de samples, principalmente samples de metais que fui achando. São montagens que formam raios, frases bem unas e sem finalidade; fendas, passeios, parafusos – de onde veio a idéia de “bolt” (raio ou parafuso, em inglês). Essas montagens foram muito motivadas pelo curta “Amsterdam”, do André Mielnik, que estou trilhando com o mesmo material. É capaz de as músicas entrarem no filme.”

Basicamente música chapada.

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“Everlong” no piano

Um recital emo.

Dica do @danielferro.

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“Eccentric Breaks & Beats, Volume 2″ (mixtape)

Só agora esbarrei com o segundo volume da série “Eccentrics Breaks & Beats”, do selo de relançamentos obscuros Numero Group, de Chicago. O primeiro, uma coleção de samples de ouro mixada pelo Shoes (sem autorização em cima do catálogo do selo, depois oficializado), é bom demais e você pode ouvir abaixo. Pra baixar o Volume 2, mixada pelo Parallel Thought, basta informar um email e cep válidos.

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Transcultura #071: Mickey Moonlight // “Garoto Nacional”

Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

A volta da maciota: gravadora Ed Bangers suaviza estilo
por Bruno Natal

Dono da francesa Ed Banger Records, Pedro Winter ainda era mais conhecido no meio musical como empresário do Daft Punk quando sua gravadora tornou-se referência após a explosão mundial do maximalismo do Justice, apoiado pelos visuais do So-Me. A dupla de robôs ficou para trás e logo outros nomes do selo (Mr. Oizo, SebastiAn, Uffie) começaram a ganhar destaque. Sem atingir o mesmo êxito comercial da cruz espacial, a Ed Banger se viu refém do próprio estilo que impôs ao universo da eletrônica. O segundo disco do Justice até tentou ser diferente, trocando o metal pelo hard rock, porém, ainda assim, sem se distanciar tanto do que já vinham fazendo. Era hora de mudanças.

Aos poucos o perfil está se suavizando, o som do Breakbot é um bom exemplo disso. Para surpresa de muitos, até o produtor de techo/deep house Laurent Garnier, um dos críticos mais ferrenhos da Ed Banger no auge do maximalismo, lançará um EP pela gravadora. Essa nova fase está sedimentada com o disco do Mickey Moonlight, lançado no final de 2011, sem muito alarde.

Em “The Time Axis Manipulation Corporation” o produtor inglês Mike Brit fez um disco conceitual, sem estar preso a estilos (tem house, disco, baladinhas). Com BPMs preguiçosos, o que mais interessa são as texturas e ambiências. Entre caixas filtradas, influência dos anos 90, do chillwave e vinhetas sobre viagens interplanetárias, são as timbragens contemporâneas que ajudam a atualizar o som.

Música mais voltada para pista, “Close To Everything” tem participação de George Lewis Jr (Twin Shadow), a lentinha “We’ll Meet Again” conta com Maria Gasolina (ex-Bonde do Rolê) nos vocais e é irmã gêmea de “I’ve Been Thinking”, do Handsome Boy Modeling School (cantada pela Cat Power) e “Buckaroo Banzai” faz pensar em Kraftwerk. Uma das melhores músicas do disco, é impossível não pensar em Daft Punk ao escutar “Diamonds in the Mind of Talula”.

A citacão ao o Daft Punk não é totalmente aleatória. Thomas Bangalter e o Guy-Manuel de Homem-Christo andam se reunindo com Nile Rodgers, do clássico grupo de disco music Chic, para o que podem ser sessões do novo disco da dupla, sem lançar uma bolacha de inéditas desde 2005. Quando o disco finalmente chegar, do jeito que vai, pode sublinhar e confirmar justamente Ed Banger está tentando apontar: a maciota está voltando.

Tchequirau

Primeiro lançamento audio-visual do seu novo selo, o carioca Penetra Records, Strausz viu o clipe da sua “Garoto Nacional”, dirigido por Julio Secchin, ir parar no badalado site BoingBoing e causar polêmica entre os puristas do anime no Japão. E a música ainda é boa.

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LL Cool J, “Back Seat”

Essa música já tem quase 20 anos… Montei um set de hip hop “das antigas” e aceito convites para tocar em casamentos, festa de formatura, batizados e churrascos.

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Liv Tyler, “Need You Tonight”

Propaganda de moda, vale pelo visual, nem tanto pela versão do INXS.

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MaLiKA, “Get Together”

A cantora Claudia Dorei caiu dentro do dubstep e assim nasceu MaLiKA. O Calbuque conta a história no Rio Fanzine.

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Super Mario Bloco

Grande ideia.

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Black Alien, “Homem de Família”

Pedaços do aguardado “Babylon By Gus, Vol. 2″ começam a surgir. No ano passado Gustavo mostrou três músicas, essa era uma delas. Nenhuma empolgou tanto quanto qualquer uma do seu primeiro disco.  Só esperando sair pra saber.

E em abril ainda tem DVD ao vivo do Mr. Black:

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O melhor cover do Iron Maiden de todos os tempos

Medo dessa versão, isso sim.

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Doc trailer: “Marley”

Finalmente, um documentário sobre Bob Marley. “Marley” é dirigido por Kevin MacDonald, após Martin Scorsese ter abandonado o projeto. Produzido pela família Marley, conhecida por “proteger” o mito em torno de Bob, o filme corre o risco de ser bastante chapa branca (no trailer só dá os parentes falando). Seria uma pena. E se não tiver entrevista com o Lee Perry já começa devendo.

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Hoje tem: Festival Rio Sound System

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Kassin, “Sonhando Remixes” (2012)

Maurício Takara, Strausz, Waldo Squatch, Gabriel Muzak e Artificial meteram a mão em cinco faixas do “Sonhando Devagar”, do Kassin, para produzir o “Sonhando Remixes”. O hit dormente “Calça de Ginástica” ganhou três versões. Dá pra baixar de graça em troca do seu endereço de e-mail.

 

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Off carnaval: opções pra fugir da folia

Agora que os blocos viraram o que viraram, um guia pra curtir o carnaval nas agradáveis sub-frequências.

Sábado: Digitaldubs no Arco do Teles

Domingo: Só Pedrada Musical em Santa Teresa

Segunda: Festival Rio Sound System no Leme

Segunda: Do Dub Ao Jungle na Lapa (DJs Calbuque e Marcelinho da Lua [Febre], Fat is my Bassline [Wooble] e Marcus MPC [Digitaldubs])

Terça: Apavoramento na Lapa

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Strausz, “Garoto Nacional”

Pra marcar o lançamento da sua Penetra Records, barço fonográfico do Party Busters, o Strausz estreou o clipe de “Garoto Nacional”, dirigido por Julio Secchin, do curta “Copyright Cops”.

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NZCA/LINES, “Compass Points”

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Thurston Moore, “Benediction”

Música produzida pelo Beck. E dizem que o Thurston vem aí, hein.

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Pharrell apresenta Yuna

Mais um teaser de música, uma das idéias mais idiotas desse século. Mesmo assim, as vezes funciona.

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The Kleptones, “Perfect”

O Kleptones, na ativa desde antes de mashup se chamar mashup, está de volta e explica a mistura “The Perfect Drug” (NIN) e “Do-Wah-Doo” (Kate Nash):

“I’m probably the last person on the planet to advocate Valentine’s Day, but when you’re in the midst of demoing new things and a pairing like this comes along on 14th Feb (about three hours ago to be precise)… well, you’ve got to do it, haven’t you?

“Yes, it’s very silly.

“No, the album won’t sound anything like this.

“I hope.

“Thanks to everyone who is following. Much goodness coming your way this year.

“Happy chocolates and flowers day!”

Rolou bem.

Via @fabianomoreira.

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Jorge Ben suingando

Que beleza…

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Digitaldubs no Vidigal

Sábado passado fui conferir o Digitaldubs tocando na Casa Alto Vidigal, no alto do morro, na região conhecida como Arvrão. Sound system completo, visual nota dez, mesmo com uma chuvinha fina.

Estava lotado, muitos gringos, a começar pelo dono do lugar. Tirando o tempo que se leva pra subir e pra descer, é um programão. E é um programão, repetindo, por conta do visual, do som e do astral. Não por ser numa comunidade, mesmo que para muitos esse pareça o principal apelo.

É muito bom ver que as comunidades estão mais calmas, embora ainda repleta de problemas sérios (saneamento é só um deles), e com as pessoas podendo circular livremente. Esses eventos ajudam a quebrar estigmas, a aproximar a cidade.

O grande passo porém será quando o “na favela” deixar de ser algo extraordinário. A gente chega lá.

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Mark Ronson e o som das Olímpiadas de Londres 2012

O produtor Mark Ronson gravou os sons dos esportes de cinco atletas olímpicos para criar a base de uma música, com vocais da Katy B, para campanha de um refrigerante.

Base e vídeo ficaram bem bons, mesmo a ideia não sendo nova ;) Pena não dar pra mutar a cantora.

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Céu, “Caravana Sereia Bloom” (2012)

Duas coisas são extremamente estimulantes quando o assunto é ouvir música, pela ordem: conhecer um bom som (novo ou antigo) e ver um artista que gosto tentar novos caminhos – mesmo quando dá errado (mesmice é um saco).

Em “Caravana Sereia Bloom” Céu atende ambos os quesitos. A menina tímida dos primeiros shows vai dando lugar a uma cantora corajosa, amadurecendo como compositora, sem medo de tentar. Além de ter tomado a frente e escrito algumas das canções, ela também produziu e tocou as vinhetas no Garage Band.

Mais ambientada com os parceiros e com o próprio processo de feitura de um disco, a influência do reggae continua forte, porém dessa vez Céu resolveu passear por outros lugares. Em entrevista para o Diginóis, Céu fala do “Caravana Sereia Bloom” como um road disco, uma viagem – sempre as viagens – pelas estradas da vida dos artistas.

O tema não determina a sonoridade, acabou sendo mais subjetivo e pode facilmente ser ignorado na audição, o que é bom. Mais determinante foi a troca de produtor. Sai o estilo mais polido de Beto Vilares, responsáveis pelos seus dois primeiros discos, entra a crueza e ambientação cinematrográfica de Gui Amabis, seu marido.

A vontade e em casa, o que deve ter ajudado a deixar passar algumas moduladas vocais ficarem “sem conserto” (o que é ótimo), Céu assina seis das 13 faixas. Sai a chanteuse, entra a artista, se expondo mais.

Essa ausência de um lugar fixo, o movimento conceitual, se reflete nas influências musicais do disco. Antes mais presa a groovezeira, dessa vez Céu dá um volta pela psicodelia do rock setentista (“Retrovisor”), a estética lo-fi (o visual do vídeo das gravações publicado no YouTube antes do lançamento já dava a dica), as programações terceiro-mundistas, sem deixar pra trás o rocksteady (“You Won’t Regret”, Lloyd Robinson e Glen Brown) e o afrobeat (“Contravento”).

O caldo tem Dustan Gallas, Fernando Catatau, músicos da Nação Zumbi (Lúcio, Dengue e Pupillo) puxando a sonoridade para o Norte/Nordeste, Bruno Buarque, Curumin e Lucas Martins pro Sudeste, versões de Nelson Cavaquinho e parcerias com Lucas Santtana (“Contravento” e “Streets Bloom”) e Jorge Du Peixe (“Chegar em Mim”).

Se fosse um vinil, o lado B seria mais interessante. Se na primeira metade do disco que Céu experimenta outros sons, é na segunda que as misturas estão mais bem resolvidas e onde também estão as duas jóias do disco. A dobradinha que fecha os trabalhos, “Streets Bloom” e “Chegar em Mim”, são Céu em seu melhor. Chapada, hipnótica, se descobrindo e, principalmente, se permitindo.

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Strausz, “Fita Mixada #3″ (mixtape)

Lá vem o Strausz outra vez. A mixtape está cheia de músicas de artistas comentados na coluna que escrevi sobre a volta do grave ao centro das produções (Mosca, Julio Bashmore, Martyn), um remix de “Calça de Ginástica” (Kassin) e uma faixa própria.

1. Addison Groove – “Minute Of Funk”
2. Mosca – “Orange Jack”
3. Julio Bashmore – “Battle for Middle You”
4. Maetrik – “The Entity”
5. Boddika – “Acid Battery”
6. Phonogenic & Sasse – “High Gee” (Jesper Dahlback Remix)
7. Christian Smith – “Get it Done”
8. Blawan – “What have I got to do make you love”
9. Fergie – “The Edge”
10. Gaetano Parisio – “Needing Chords”
11. Joseph Capriati – “Spring Sprouts”
12. Instra Mental – “Pyramid”
13. Chateau Flight – “Chichi Devils”
14. Noob – “Protein”
15. ZZT – “Zzafrika” (Gesaffelstein Remix)
16. Strausz – “Ad Infinitum”
17. Brodinski – “Let the beat control your body”
18. Zombie Nation – “Tight” (Etienne De Crecy Remix)
19. Attaque – “Moderate”
20. Zoo Brazil – “The Kill”
21. Dave Spoon and DJ Zinc – “Ghost Train” (Lee Mortimer Remix)
22. DJ Zinc – “Nexx”
23. Scuba – “Feel it”
24. Kassin – “Calça de Ginástica” (Strausz Remix)
25. Julio Bashmore – “Um Bongo’s Revenge”
26. Sasse Stelios Vassiloudis – “The Z” (Steve Bug Remix)
27. Renaissance Man – “What Do You Do When You Do What You Do”
28. Boys Noize – “Adonis”
29. Christian Smith – “Cabeçudas” (Vox Mix)
30. Martyn – “Masks”

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Doc trailer: “Just Like Being There”

Um filme sobre pôsters de show. O trailer não anima muito não, mas vai saber.

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