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Díptico da auto-ajuda

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Pornô para cegos

Um saite com descrições em áudio de trechos de filmes de sacanagem. Sim, existe, é uma ONG e chama-se Porn For The Blind.

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Lúcio Flávio e seus amigos


foto: Felipe Hanower/Agência O Globo

Sinto que esse pode ser meu novo “O lance mais feio da Copa”. Mesmo assim, fica um comentário sobre essa história dos funcionários do Cervantes que acertaram a Quina com um bilhete comprado em sistema de bolão,  20 funcionários embolsando 635 mil reais cada.

Era pra ser 21 ganhadores, só que Lúcio Flávio, que organizava os bolões, não participou, pela primeira vez, justo nessa semana. No dia da aposta ele precisou dos seus 10 reais para pagar o ônibus pra casa. Ficou sem uma mariola.

Se o prêmio fosse dividido por 21 pessoas, em vez de 20, incluindo o Lúcio Flávio, cada um dos ganhadores levaria 604 mil, em vez dos 635 mil. Claro que 31 mil reais é muito dinheiro, mas nesse contexto, não é tanto assim. Que fosse dividido de maneira desigual, premiassem Lúcio Flávio, o organizador dos bolões, com “apenas” metade do prêmio.

Sem julgamentos nem cobranças, não existe obrigação de nada e vai saber os bastidores disso tudo. Só sei da pena que dá do sujeito, tão perto e tão longe de mudar a própria vida. Pode até ser que tenha se dado bem. O tempo dirá.

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“Estacionar não é um direito constitucional”


foto: Ramiro Furquim/Sul21

Descontando que um político num palco é um político num palanque, onde falar é muito mais fácil do que fazer, o ex-prefeito de Bogotá, o urbanista Enrique Peñalosa, falou alto sobre transporte público num evento em Porto Alegre (não achei o nome do evento), semana passada:

“Uma boa cidade não é aquela em que até os pobres andam de carro, mas aquela em que até os ricos usam transporte público”

O assunto da mobilidade urbana vai se tornando urgente e as alternativas não precisam ser mirabolantes, simplesmente priorizadas – em relação as bicicletas, por exempolo, assunto bastante abordado por aqui, como na recente entrevista com prefeito sobre isso.

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Livres Interpretações

Homenagem ao dia dos namorados, só pra destoar, porque poema bom tem que ser sofrido. Cata essa no contra pé.

Postei primeiro lá no Tumblr. Inaugurando a tag “livre interpretações”, nome do jornal literário que editei nos tempos de faculdade com o Felipe, Eduardo e Antonio (impresso, que naquela época não tinha essas frescuras de auto-publicação online), vai que pinta mais…

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (completa)


agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado
agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann,
Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram
questões através do Facebook.
transcriçãoGabriel Mistuáureo

O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).

Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.

Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.

Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.

Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas e o patrocínio do Itaú, a estrutura da cicade para o ciclismo, bicicletas elétricas, a geografia da cidade, urbanismo, campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres.

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 3/3)

Finalizando, a terceira e última parte da entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte e segunda parte), falando sobre bicicletas do sistema Bike Rio e o patrocínio do Itaú.

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 2/3)

Continuando a entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte), agora falando sobre bicicletas elétricas, a geografia da cidade e urbanismo. Na quinta-feira vem a terceira e última parte, sobre as bicicletas laranjas.

(Matutando sobre as campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres, pensei que seria legal se houvesse um selo oficial, recebido após um curso ou oficial, de repente até online, pra colar na bicicleta ou no carro e atestar que o ciclista ou motorista estão inteirados. Simbólico, claro, porém já é alguma coisa, já que não há um placa na magrela.)

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 1/3)


agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado
agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann,
Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram
questões através do Facebook.
transcriçãoGabriel Mistuáureo

O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).

Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.

Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.

Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.

Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas.

Abaixo, a primeira parte, de um total de três, da conversa do URBe com o prefeito, falando da estrutura da cidade para bicicletas.

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O jornalismo robô

Quando verbetes da Wikipedia viram livros vendidos na Amazon e estatísticas policiais da madrugada viram reportagens no LA Times no dia seguinte. Leia os textos do Mini e do Doria pra sacar o que está acontecendo.

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