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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (completa)


agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado
agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann,
Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram
questões através do Facebook.
transcriçãoGabriel Mistuáureo

O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).

Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.

Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.

Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.

Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas e o patrocínio do Itaú, a estrutura da cicade para o ciclismo, bicicletas elétricas, a geografia da cidade, urbanismo, campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres.

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 3/3)

Finalizando, a terceira e última parte da entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte e segunda parte), falando sobre bicicletas do sistema Bike Rio e o patrocínio do Itaú.

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 2/3)

Continuando a entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte), agora falando sobre bicicletas elétricas, a geografia da cidade e urbanismo. Na quinta-feira vem a terceira e última parte, sobre as bicicletas laranjas.

(Matutando sobre as campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres, pensei que seria legal se houvesse um selo oficial, recebido após um curso ou oficial, de repente até online, pra colar na bicicleta ou no carro e atestar que o ciclista ou motorista estão inteirados. Simbólico, claro, porém já é alguma coisa, já que não há um placa na magrela.)

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 1/3)


agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado
agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann,
Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram
questões através do Facebook.
transcriçãoGabriel Mistuáureo

O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).

Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.

Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.

Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.

Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas.

Abaixo, a primeira parte, de um total de três, da conversa do URBe com o prefeito, falando da estrutura da cidade para bicicletas.

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O jornalismo robô

Quando verbetes da Wikipedia viram livros vendidos na Amazon e estatísticas policiais da madrugada viram reportagens no LA Times no dia seguinte. Leia os textos do Mini e do Doria pra sacar o que está acontecendo.

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O melhor Programa Furado de todos os tempos

Momento clássico, publicado hoje, nessa que é a melhor coluna do jornal O Globo.

Se o Thiago, proprietário do café, escreveu a carta da “cliente” é um gênio do marketing.

 

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OEsquema: melhor site de 2011

OEsquema foi eleito “melhor site de 2011″ pelo júri convocado pelo Scream & Yell (o Trabalho Sujo ainda levou melhor blogue).

E estamos apenas começando ;)

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Proibido dançar: o “Footlose” da vida real, polícia, estudantes e a liberdade de expressão

Isso foi ano passado, no Jefferson Memorial, um dos principais monumentos a liberdade dos EUA – e de repente um remake de “Footlose” não parece tanta viagem assim.

Como diria o funk, “ah, que isso, a polícia está descontrolada!”, em São Paulo, em Teresina e em toda parte.

“Sou polícia!”

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Galeano e a utopia

A participação do Eduardo Galeano no “Sangue Latino”, do Canal Brasil.

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Quando a diversão vira trabalho: o manifesto de Dane Reynolds

Apontado por Kelly Slater como o melhor surfista do mundo, o californiano Dane Reynolds abandonou as competições. Sem conseguir moldar o que mais gosta de fazer na vida as necessidades do mercado, ele pulou fora.

A decisão está rendendo discussões acaloradas – e o centro da questão vai muito além do universo do surfe.

“surfing isn’t just about joy. it’s also a sport. an industry. and we must not mix business with pleasure. by accepting endorsements i assume a certain responsibility. some think that responsibility is to compete. to put on a jersey and crush my opponent. despite a flimsy one dimensional criteria and an inconsistent playing field that causes the end result to rarely come down to performance alone. maybe that’s the fun of it. i don’t know. i do enjoy it. but do i believe in it? enough to dedicate the better part of my life to it? or is that irrelevant because it’s my responsibility? i didn’t have to answer this question because knee surgery in january answered for me. by the time i was healing i was already gone. three buttons to the wind. adventure over responsibility. career suicide! blowing my potential. wasting my talent. i heard the buzz.”

Leia a íntegra no blogue do surfista.

Dica do @cbstampa.

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Transcultura #067: Novas Frequências // Grooveshark, Rdio

Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Em outras frequências
por Bruno Natal

O festival Novas Frequências já acabou e continua ecoando por aqui. Com uma proposta bastante ousada, o evento reuniu alguns dos principais nomes da nova música eletrônica experimental em cinco noites: Com Truise, Sun Araw, Murcof, Andy Stott e os brasileiros Pazes e Psilosamples, uma escalação difícil de se ver até em festivais no exterior, como o próprio Com Truise comentou.

A entortada nos ouvidos foi tamanha que não tem como torcer para o repeteco ano que vem. E metendo o bedelho onde não foi chamado, ficam cinco dicas de nomes que fariam bonito no festival. Bom, isso hoje, né. Até lá aparece muito mais coisa.

Ducktails

Lançado pelo comentado selo Not Not Fun, Ducktails é o projeto solo do guitarrista do Real Estate, Matt Mondanile. Nele, se afasta um pouco do chillwave e envereda por canções assobiáveis, mantendo os aspectos que caracterizam o pop hipnagógico, como sons filtrados, gastos, sugerindo o passado não muito distante das fitas demo.

Peaking Lights

Também afiliado ao selo Not Not Fun, os californianos do Peaking Lights descrevem seu som como “dub pop psicodélico”. Então já sabe o que vem: graves pesados, efeitos e chapação filtrada pelo lo-fi. O disco “936″ tem pintado em listas de melhores do ano e a versão com remixes traz reconstruções de nomes como Adrian Sherwood, DaM-FunK, patten e outros.

Washed Out

Uma das grandes estrelas do chillwave, ao lado do Toro Y Moi, Ernest Greene foi surpreendido pelo sucesso das próprias canções, feitas no quarto de casa e disponiblizadas online. “Feel It All Around” é a trilha de abertura do seriado “Portlandia”, aumentando ainda mais o alcance de suas músicas contemplativas, para ouvir esticado na praia ou olhando pras árvores.

Emeralds

Um dos integrantes da banda, o guitarrista Mark McGuire, estava originalmente escalado para o Nova Frequências com o seu projeto solo, mas acabou cancelando sua vinda. O Emeralds não tem planos para lançar um segundo disco, mas se viessem seria uma boa oportunidade para McGuire também se apresentar.

Chet Faker

Só pra manter uma atração com trocadilho no nome, sai Com Truise, entra Chet Faker (já falamos dele aqui na coluna, assim como do Eltron John). O australiano classifica sua música como “future beat, downtempo, post-dusbstep, sex”. Pra entender, tem o atalho dos remixes: ele já produziu versões estranhíssimas de “Nude” (Radiohead) e “No Diggity” (Blackstreet).

Tchequirau

Enquanto o Spotify, melhor serviço de assinatura de música por streaming, não desembarca por aqui, temos os gratuitos Grooveshark, seguindo forte (com visual melhorado) e a versão brasileira do Rdio.

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Tipos de pomba

Justo agora que o Tipos de Pomba estava engrenando, morre a fundadora

Veja um exemplo do primoroso trabalho dessa pesquisadora:

 POMBA TRUQUE

(Pombus dissimuladus)

Apontemos para uma espécie nociva nessa nossa fauna tão diversificada, que tal?

A Pomba Truque não é do tipo que seja identificada imediatamente. É necessário estudo e tempo para que tão curioso exemplar se revele. Ou que ele simplesmente lance dejetos em sua direção. A primeira vista dócil, em pistas de boates irá cumprimentar a todos com indistinta simpatia “Preciso fazer a social, né?” diz enquanto acena para o conhecido que ataca de DJ hoje na Dorothy. Mas não se engane: a primeira oportunidade que tiver de usar, enganar, usurpar e até mesmo trair, a Pomba Truque o fará. E mesmo assim continuará jurando solene amizade e culpando o destino, o tempo, a chuva e até mesmo as falhas na rede telefônica para justificar suas artimanhas.

Galerias e lojas conceito são também conhecidos como habitats principais deste curioso tipo “tô divugando o trabalho de uma amiga minha, ela é fotógrafa em BH. Usei meu mailing para armar esse gathering, foi rapidinho…” ri e infla o peito, característico em momentos de grande prestígio social.

Territorialista, é capaz de atacar os demais, expulsando-os de seus próprios apartamentos. Dotada de capacidades miméticas, a Pomba Truque consegue ainda se disfarçar em momentos de perigo, escondendo-se do predador e confundindo-o com ligações perdidas, e-mails pseudo-enviados e docs bancários devolvidos “Não te ligaram?! Peraí, vou falar com a minha assistente, ela deve ter esquecido” enquanto maquina seu próximo ataque “hoje tem festa no Challet, vamo aí, vai ter um pessoal de um projeto que eu to cuidando…só quem importa na cena”.

Nome: Tom Magalhães
Idade: 31
Profissão: Jornalista, assessor de imprensa e cicerone nas horas vagas
Lugar: Tag And Juice e Micasa
Drink: Bellini
Ídolo: Dudu Bertholini e Maria Callas
Filme: O Sol por Testemunha

Trabalho importante. Fará falta.

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Brian Eno e o papel do curador

Trechinho do livro “Retromania”, do Symon Reynolds:

Trecho do “Retromania”, do Simon Reynolds, tungado do Instagram do @tomaspinheiro

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Mais novos blogues n’OEsquema

Mais uma leva de blogues entram n’OEsquema, e a família segue crescendo: Camilo Rocha e seu Bate-Estaca, o blog do Bracin e os Caracteres Com Espaço da Helô. Como de costume, só coisa fina. Bem-vindos!

 

Para visitar, basta tocar o mouse em BLOGS no cabeçalho ou visitar a página inicial d’OEsquema, compilando as principais notícias de todos os blogues do portal. O Matias escreveu um pouco mais a respeito de cada um dos novos vizinhos.

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Agora em português: os “faça” e “não-faça” das assessorias de imprensa

Atendendo ao pedido, o @EduAzedo fez a gentileza de traduzir (valeu!) o texto em inglês sobre a, por vezes, difícil relação entre assessorias de imprensa e jornalistas.

Um festival de obviedades para quem está do lado de cá de um blogue, uma aula indispensável para quem está do lado de lá. Assessoria de imprensa não é mole não.

Cansada de ser bombardeada por mensagens indesejadas enviadadas por assessores preguiçosos, a jornalista Lindsay Robertson escreveu um pequeno guia, um manual de comportamento para o relacionamento dos divulgadores com jornalistas.

O que fazer e o que não fazer na divulgação online, por alguma razão

[Isto é longo e óbvio, mas tem me deixado louca por anos. Então aqui está meu Guia Para Publicidade Online (para novatos)]

Há uma questão que me incomoda por anos: por que 99% dos jornalistas e pessoas relacionadas a promoção/marketing são completamente inúteis quando se diz respeito a blogues e ferramentas online? Eu sigo esperando que a indústria perceba as coisas e se toque, mas isso não parece acontecer nunca. Então eu estou gastando um pouco do meu tempo para escrever este guia. Se você trabalha com relações públicas online ou conhece quem trabalhe, deve ler isto – NÃO porque minhas observações aqui não são outra coisa que óbvias para blogueiros e editores que você está visando, mas porque elas claramente não são óbvias, ou sequer conhecidas, para aparentemente grande parte da sua indústria. Então aqui estão algumas coisas que são verdade, pelo menos neste momento, e se você incorporar estes conceitos ao seu trabalho, eu prometo, você terá bem mais sucesso. E nós iremos parar de rir de você e de encaminhar seus e-mails por aí embasbacados com sua competa falta de aptidão (sim.)

(Nota: como alguém que posta em blogue na maioria das vezes sobre cultura pop, este guia provavelmente possui um forte viés para esta área, mas a maior parte des conselhos é, de novo, óbvia para blogueiros e isso vale para todos os tópicos. Além disso, eu uso minha própria experiência como exemplos, não porque eu ache que seja uma expert – estes conselhos são algo em nome de todos os blogueiros.)

Primeiro, o que NÃO fazer:

1. PARA PUBLICAÇÃO IMEDIATA significa PARA DELETAR IMEDIATAMENTE para qualquer blogeiro.

Ponto.

2. Não divulgar o conteúdo errado

Eu recebo no mínimo 40 emails por dia me pedindo para escutar uma banda, ou anunciar um álbum ou uma turnê. Estes emails frequentemente são escritos em uma maneira convincente e pessoal. A despeito de alguns posts pessoais no blog sobre Neutral Milk Hotel e Mountain Goats e a banda do meu ex-namorado, eu nunca escrevi sobre música nem trabalhei para um blogue sobre música. Só porque você me viu na lista de blogs do Stereogum não significa que eu escreva sobre música, e a pesquisa mais simples já faria isso óbvio. Abuse desta lição para todos os assuntos, por favor, especialmente se sua empresa publica coisas sobre as quais o blogueiro REALMENTE se interessa. Coloquei várias empresas de promoção em um filtro do Gmail “direto para a lixeira” por causa deste erro. Prefiro perder um item por ano a ter minha caixa de emails lotada de coisas que não me interessam.

3. Não Mentir, Parte 1

De modo semelhante, este tipo de coisa (que eu recebi ontem de uma companhia genuína de assessoria de imprensa) não deveria jamais ser feita. É uma porcaria, claro, mas eu destaquei as mais flagrantes mentiras:

Olá Lindsay! Como você está? Eu conferi seu site e adoro tudo o você tem colocado lá. Eu também conferi os outros sites onde você postou. Você tem muito das minhas bandas favoritas e até algumas que eu não conheço, mas descobri graças a você. Eu tenho um artista que eu espero que VOCÊ curta…”

Quando fingir que está escrevendo um e-mail pessoal é melhor que não se revele um completo farsante. (Além disso, mesmo que eu goste dessas coisas num sentido de FAIL, por favor não mande emails que comecem com “Cara Perez.”)

4. Não Minta Parte 2

Pare fazer anúncios atrasados e não tente encobrir esse fatoNão espere para anunciar algo novo – a blogosfera irá encontrá-lo por conta própria (nós temos estas coisas chamadas google alerts). Ou pior, pelo amor de deus, NUNCA nos mande um e-mail dizendo que algo acabou de ser postado (como um trailer de um filme, por exemplo – isto acontece diariamente), quando isto está na internet por mais de, digamos, uma hora. Se você manda isso para qualquer um com alguma idéia do que eles estão fazendo eles viram seu trailer (e, frequentemente, postaram no blog que você está tentando flertar) DIAS ATRÁS. E por alguma razão eles, eu não sei, tiraram um dia de folga da internet e de fato ACREDITAM em você que algo é novo e postam quando não é, eles irão odiar você e sua empresa para sempre. Para sempre.

5. Emails em Massa

Má idéia. Emails em massa em geral, EXCETO quando são do próprio artista ou são mandados para uma lista de pessoas cuidadosamente escolhidas com ambos interesse demonstrado no assunto e uma aparente falta de conhecimento prévio sobre a notícia em questão (e sim, você tem como checar), são recebidos com desaprovação. O fato de isto não ser óbvio é triste.

Então agora que isto se refere àquilo que 99% dos assessores de imprensa fazem todo dia – e agora que elas têm que parar com isso, o que eles deveriam fazer? Há alguém fazendo assessoria online do jeito certo? Posso pensar em várias pessoas que sim – e elas têm os seguintes “Faça” em comum. Uma profissional em particular me impressonou a ponto de ser a completa inspiração deste post. Não usarei o nome dela pois eu suspeito que muito do que ela faz em nome de seus clientes provavelmente quebra as duras “regras de encheção de saco institucionalizadas” que a maioria das grandes empresas obrigam em seu detrimento, mas ao longo dos anos eu vi esta pessoa fazer nada menos que mágica em assessoria de imprensa, em geral ela tem muito pouco para trabalhar, e ela tem sido promovida apropriadamente. Aqui está o que aprendi com ela.

O que fazer:

1. Pesquisar vale a pena

Um saite que demonstra interesse, ou sensibilidade parecida, com seu tópico é bem mais importante que o tráfego do site. Obivamente, isto tem mais a ver com uma fórmula (o site que ter uma certa quantidade de tráfego, obviamente, até para valer o tempo) do que com uma regra estrita, mas não saber sobre o site que você está mirando é pura perda de tempo, seu e dos outros: pode afetar sensivelmente sua credibilidade e a da sua empresa Se você seguir ignorando a necessidade deles e enviar falsos alarmes, eventualmente seus editores e blogueiros alvo irão simplesmente lhe ignorar.

2. Escolha oito blogs

Fui tomar uns drinks com a Brilhante Assessora Online uma noite, e perguntei como ela fazia um trabalho tão bom enquanto todo mundo mais falhava. Eu também estava curiosa sobre porque ela escolheu investir tanto tento no novíssimo saite focado (em parte) em TV que eu co-editava – frequentemente me mandando e-mails sobre o que estava acontecendo em um dos programas de um dos clientes dela naquele exato instante, e me perguntando se eu estava interessada em um clipe. Provavelmente na maior parte dos casos, ela cravou coisas que realmente me interessavam, mas não tinha visto, pois eu estava blogando constantemente e não poderia assistir a todo santo programa de TV. Comigo, esta assessora teve um índice de sucesso de provavelmente 60%, pois ela escolhia seu conteúdo cuidadosamente e se assegurava que ele se encaixava em minhas necessidades. Tenho certeza que ela tinha uma taxa de sucesso parecida como seus outros sete blogues. Ela era uma vidente? Não: ela simplesmente LIA MEU BLOG e sabia sobre que tipos de coisa eu gosto de escrever. Como ela tinha tempo para para dar tanta atenção às necessidades de um então relativamente pequeno saite? Ela me contou seu segredo: ela fazia serviço para somente oito blogues. Ela selecionou oito blogues que cobriam o assunto de seu cliente, TV, que ela gosta em um nível pessoal e lê religiosamente, e somente lhes mandava conteúdo que ela pensava interessar a cada blogue. Enquanto o resto dos colegas de trabalho dela estavam mandando e-mails em massa para todo mundo, esperando cativarem gente como Perez Hilton, Gawker, Huffpo, ou o que quer que seja, esta assessora se focava em um nicho com tráfego menor com a (correta) compreensão que nestes dias o conteúdo tanto é filtrado dos grandes veículos para os menores, quanto dos menores para os maiores e frequentemente saites menores, com sua habilidade de fuçar mais fundo na internet e de serem mais ágeis e agirem como referência de conteúdo para saites maiores. Um saite pode ser bastante influente sem ter visitas estratosféricas, pois nem todo par de olhos não são iguais. MUITAS vezes – eu diria quase sempre, que eu postava um item do cliente dela no meu saite, eles eram linkados de volta em horas pelos grandes veículos, que provavelmente a teriam ignorado em outro caso. Apesar disso parecer contra-intuitivo para assessores, a estratégia “dos oito blogs” é muito mais eficiente do que a teoria do “jogar tudo pro alto e ver o que cola”. Isto também dá o benefício de fazer com o que profissional se sinta útil, e que seu sucesso não seja sorte.

3. A resistência de um blogueiro a marketing/publicidade é diretamente proporcional à sua influência como blogueiro.

Blogueiros dependem da confiança de seus leitores. Assessores dependem da confiança de seus blogueiros. Se alguém publica tudo aquilo que você manda, aquele blogeiro provavelmente tem influência zero (e deve ser um spambot.)

4. Um macaco pode mandar um e-mail em massa: construa relações e compreenda o seu trabalho

Não sei porque um dos jargões mais antigos da publicidade, marketing, vendas e basicamente qualquer outro campo é ignorado pelos assessores online: o que conta são os relacionamentos! Não falo que blogueiros tenham egos frágeis – não fere meu ego quando um assessor erra a grafia do meu nome ou me escreve uma carta padrão ou cometa a gafe do “Cara Perez”. Posso encontrar meu próprio conteúdo sem a ajuda de um assessor – qualquer blogeiro que mereça sua atenção pode fazer isso. Só me irrita que meu tempo tenha sido perdido. Se um assessor mostra que sabe o que está fazendo, a surpresa do blogeiro/repórter/editor resultará em mais atenção para as ofertas do assessor. Duh. Eu não posso acreditar que eu tenha que ressaltar isso, mas assessoria de imprensa e blogues tem (ou podem ter, de modo ideal) relações simbióticas, que só serão bem sucedidas se o assessor considerar as necessidades da outra parte bem como as próprias. Um assessor não deveria se perguntar “como eu posso ter meu conteúdo em um blogue?” mas “que notícias/conteúdo eu tenho que este blogeiro irá querer, mas ainda não sabe?”. E, em especial: “O que eu tenho que é melhor que o que este blogueiro já encontrou por conta própria?”. Para parafrasear a famosa citação de Dale Carnegie: quando você vai pescar, você não coloca o que quer (peixes) no anzol, você fisga o peixe com o que ele quer (minhocas). Duh pra isso. Duh pra toda essa coisa, mesmo, mas precisa ser dita.

Se você for jornalista, espalhe. Se for assessor, leia com atenção e espalhe também.

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Os “faça” e “não-faça” das assessorias de imprensa

Um festival de obviedades para quem está do lado de cá de um blogue, uma aula indispensável para quem está do lado de lá. Assessoria de imprensa não é mole não.

Cansada de ser bombardeada por mensagens indesejadas enviadadas por assessores preguiçosos, a jornalista Lindsay Robertson escreveu um pequeno guia, um manual de comportamento para o relacionamento dos divulgadores com jornalistas.

Se alguém quiser prestar um serviço ao jornalismo nacional e se dispuser a traduzir esse texto essencial, avisa que publico aqui.

The Do’s and Don’ts of Online Publicity, For Some Reason

[This is long and obvious, but it’s been driving me nuts for years. So here is my Guide to Online Publicity (For Dummies).]

There’s a question that has been bugging me for years: why are 99% of publicists and promotion/marketing people complete useless failures when it comes to blogs and online outlets? I keep waiting for the industry to figure things out and catch up, but it never seems to happen. So I’m taking the time to write this guide. If you work in online PR or know someone who does, this is a must-read — NOT because my observations here are anything other than obvious to the bloggers and editors you’re targeting, but because they’re clearly not obvious, or even known, to seemingly most of your industry. So here are some things that are true, at least right now, and if you incorporate these concepts into your work, I promise, you will have far greater success. And also we will stop laughing at you and forwarding your emails around to each other in awe of your complete ineptitude (yep.) (Note: as someone who blogs mostly about pop culture, this guide is probably very skewed toward that field, but most of this advice is, again, so obvious to bloggers that it will probably ring true for all topics. Also, I use my own experience as examples, but not because I think I’m some sort of expert – this advice is pretty much on behalf of all bloggers.)

First, the Don’ts:

1. FOR IMMEDIATE RELEASE means FOR IMMEDIATE DELETE to any blogger with any influence. Period.

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Transcultura # 065: Pipo Perogaro, Bixiga 70 // Julio Bashmore


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Retomando a coluna depois de uma breve pausa, meu texto da sexta passada da “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Intercessões:  Pipo Pegoraro e Bixiga 70
por Bruno Natal

Envolvido com música desde cedo, trabalhando em estúdios e compondo, Pipo Perogaro fez tudo sozinho em seu primeiro disco, gravando todos os instrumentos. Trabalho solo levado ao pé da letra,”Intro” teve pouca repercussão. No segundo disco, optou por outra estética, buscando uma sonoridade coletiva, tendo como referência Gilberto Gil, Itamar Assumpção e – muito importante, você já saberá porque – Fela Kuti. Co-produzido por Bruno Morais (músico paulista do bom “A Vontade Superstar”), o segundo disco, “Taxi Imã” teve o efeito que o primeiro disco não teve: colocou o groove-bossa-afro-dub do Pipo no mapa.

Para além das composições e da produção, muito do apelo do disco está nos instrumentais. Sem saber, Pipo montou um grupo tão bom que pouco depois das gravações esse músicos formaram uma das bandas mais comentadas de 2011, o Bixiga 70, dedicado ao afrobeat (olha a presença do Fela Kuti aí).

- Eu já tocava com Marcelo Dworecki, Décio7, Cris Scabello (baixo, bateria e guitarra, respectivamente) e Daniel a mais ou menos um ano e meio antes das gravações. Quando começamos a pré-produzir o disco, eu e Bruno começamos a pensar nas pessoas que poderiam expressar o som que gostaríamos para as canções. Então, foi espontâneo que a banda “matriz” continuasse e outros músicos que admirávamos, como o Maurício Fleury, Cuca Teixeira, entre outros que hoje formam o Bixiga 70, chegassem para fazer o disco – explica Pipo.

O tecladista do Bixiga 70, Mauricio Fleury, complementa.

- A partir das composições do Pipo, começamos a conversar sobre as influências que transpareciam no trabalho, música latina, africana, brasileira, psicodelia anos 70. O diálogo seguiu após o fim das gravações. Foi quando surgiu o primeiro tema que fiz inspirado nessas conversas, “Grito de Paz”, que já apontava pra essas influências. Convidei o Décio 7 pra gravar baterias e percussão na gravação dessa faixa e ele teve o estalo: “temos que montar uma banda pra tocar esses sons”

A intercessão entre músicos de uma mesma cidade ou circuito em diferentes projetos dá a ideia de uma cena em andamento. Para Pipo, isso é mera consequência das trocas entre os artistas.

- Todos precisamos muito uns dos outros para estabelecer nossas movimentações, aprimorar idéias e para haver um amadurecimento dos trabalhos. Creio ser a troca a grande “moeda” que possuímos. Na maioria das vezes faço a mesa de som dos shows do Bixiga e o Cris, guitarrista, deles, também faz nos meus shows.

Mauricio complementa, destacando que o que importa é criar um contexto para um som instrumental, dançante para o qual ainda não tem referências diretas.

- Estamos num momento muito bom de troca entre os músicos de São Paulo e de fora e é muito legal ver como estamos conectando diferentes estilos. A cada combinação diferente de músicos, uma nova situação vai surgir. É um processo caleidoscópico, que se transforma a cada movimento.

O afrobeat tem surgido como influência forte em algumas novas bandas, tendo inspirado a criação inclusive de projetos dedicados exclusivamente ao som nigeriano, como a Abayomy Afrobeat Orquestra e o Afrika Gumbe, no Rio.

- O nosso interesse não é tocar só afrobeat, menos ainda de maneira ‘tradicional’, o que nós fazemos é seguir o hibridismo inerente ao afrobeat, a fusão de ritmos tradicionais com instrumentos elétricos e a linguagem ocidental do jazz, da música latina, etc. O afrobeat já vem sendo trabalhado de forma subliminar na música brasileira há muitos e muitos anos, no disco Refavela de Gilberto Gil ou no movimento pernambucano manguebit dos anos 90. Nos útimos anos aparece também no trabalho de artistas como Céu, Kiko Dinucci e Criolo. A poliritmia africana está muito presente no Brasil, acaba sendo natural para os artistas aliar essas influências às que nós já temos por aqui – avalia Mauricio.

Pipo concorda e amplia a zona de influência.

- Nessa caldeira musical trasbordante que nosso país possui, grandes mestres, maestros da composição que nos mostram caminhos lindos de percurso e paisagem para desfrutar a atenção à música, não consigo ficar pacato ao ouvir uma música de Gilberto Gil, Pedro Luís, Dorival Caymmi ou Luiz Gonzaga. É nessas pinturas musicais multi dimensionais que humildemente tento caminhar e apreciar a paisagem.

Tchequirau

Nascido e criado em Bristol, na Inglaterra, terra do Massive Attack e de uma cena de graves pesadíssima, o produtor Julio Bashmore faz house filtrado por influências de 2step e UK garage e funky.

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O novos blogues d’OEsquema

Começou. Depois de muitos adiamentos, problemas e soluções (valeu Arterial e Leo pela execução!), finalmente a página inicial do OEsquema funcionando (misturando o principal conteúdo de todos os blogues). E desde segunda-feira, quem estava atento, já percebeu: estrearam quatro novos blogues. E tem vários outros vindo.

Vou deixar eles mesmo se apresentarem.

Primeiro o Chico Dub, aqui do Rio, co-realizador do “Dub Echoes”, produtor do festival Novas Freqüências) e minha maior fonte e influência nos sons graves:

Por sei anos, de 2002 a 2008, tive um blog sobre dub e música jamaicana. Posso categoricamente afirmar que o “Dub Blogger” foi nos seus primeiros três anos uma das principais fontes de notícias sobre dub e os novos sons inspirados no bass jamaicano. Depois de escrever anos e anos sobre Jamaica, Londres, Berlim e afins, de ter participado da criação do principal documentário sobre o dub já produzido no mundo (junto com o mais que parceiro Bruno Natal), de ter tocado em festas a rodo, e de ter contribuído para a divulgação de uma música que é muito maior do que falam que ela é, me sinto hoje com o dever cumprido. Surgiu então, em 2009, a Dancing Cheetah, um movimento em prol de ritmos latinos, africanos, caribenhos, asiáticos. Com um foco mais contemporâneo, batizado por alguns especialistas de global guettotech (por conta das misturas com música eletrônica), a Dancing Cheetah já tem quase 3 anos de existência. Foi a primeira festa assumidamente desse estilo no país. E é muito bacana ver outras idéias como a nossa (divido a labuta com o João Brasil e o Pedro Seiler) surgindo no Brasil todo.

Bom, toda essa looooonga introdução se justifica para falar do meu blog atual, o “Chico Dub”. Criei o tamagotchizinho nos primeiros dias de 2011 para ser uma plataforma que mesclasse todas as fases musicais da minha vida recente dando prioridade ao que acontece HOJE dentro da música – os últimos lançamentos, as tendências, os festivais. Ter o blog em menos de um ano hospedado dentro do OEsquema, lugar de máximo respeito e que eu simplesmente entro todo santo dia, me enche muito de orgulho. Não poderia estar em melhor lugar e com melhores companhias.

A Rafa também é do Rio e mora Londres, de onde atualiza o seu Patchwork:

O Patchwork é uma colcha de retalhos formada por pedacinhos de informação sobre arte, ciência, fotografia, música, ecologia e o que mais me der na telha. Conexão Brasil – Londres, o blog é movido à curiosidade e admiração pela criatividade, em todas as suas formas, tamanhos, cores e texturas – sem preconceitos e com direito a algumas nojeiras e esquisitices (afinal, a beleza está nos olhos de quem vê, né não?).

A Ana esteva na Holanda e agora está de volta a São Paulo com seu Olhômetro:

O Olhômetro foi criado pra ser um observatório de coisas interessantes – na música, no showbiz, no mundo das notícias engraçadas, na internet, no dia-a-dia. A idéia é falar de tudo que acontece e o que eu acho disso, mas de um jeito pretensiosamente engraçado. Isso já tira toda a graça da coisa, mas acho que ninguém liga mais.

O blog estreou em 2007 e desde então segue meio esquizofrênico, mas isso é só um reflexo de como eu mudei nos últimos quatro anos, então nada mais natural.

Eu sempre fui péssima pra nomes, mas meu irmão diz que Olhômetro é bom, então tudo bem. Eu também gosto, mas certa vez me dei conta que poderia estar roubando um nome incrível para um blog de fotografia. Uma pena.

Pra fechar, a Babee, do Boo Monster Bop (reparou que OEsquema tá florido, né), também mora em São Paulo:

Boo Monster Bop é um blog sem firulas, feito para aqueles que amam música e procuram novidades nada óbvias. Além de vídeos e pôsteres, tem também a mixtape semanal Boombop Shuffle, criada a partir do shuffle do iPod e que traz uma sequência de músicas novas e (quase sempre) desconhecidas.

Bem vindos ChicodubPatchworkOlhômetro e Boo Monster Bop! Deem um confere nos arquivos deles, todos tem muito conteúdo bacana que merece a leitura. Aproveite!

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As fotos do Khadaffi (Gadaffi, Qaddafi, Ghadafi, Kadafi… como ficou afinal?)


Imagem do News Museum

 

As fotos do Khadaffi morto estamparam boa parte das capas de jornais pelo mundo. Até bem pouco tempo, publicar fotos desse teor era uma prática rara no jornalismo. Mudou. E como.

O artigo de Tom Heneghan (traduzido e republicado pelo Globo) fala da participação da rede nessa mudança de comportamento das redações:

“No passado, mostrar imagens de uma pessoa nos estertores da morte era um tabu nas redações de jornais, mas agora até mesmo essa reserva vem cedendo diante da pressão da divulgação instantânea na Internet e, graças às imagens feitas por celulares, a disponibilidade crescente de imagens noticiosas fortes.”

o Guardian questiona justamente o fato das redações terem se dobrado:

(…) the risk is the development of a culture of death porn. For me, as a simple moral position, Gaddafi merits as much privacy in his final extremities as did his victims in the Lockerbie bombing: a germane example from the past of a time when the media by common consent suppressed horrific images in the cause of taste and privacy.”

Sem falar na velocidade e necessidade da confirmação desse tipo de informação por fontes oficiais, sem teatros,  já que cada vez circulam de maneira mais imediata.

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Transcultura # 062: Pazes // PressPausePlay

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Paz da música eletrônica
Estudante Lucas Febraro mistura influências variadas para fazer colagens etéreas e espaciais
por Bruno Natal

Estudante da Universidade de Brasília, Lucas Febraro é um cara da paz. Gostava de tocar guitarra e MPB, era fã de Martinho da Vila e Paulinho da Viola, até conhecer a música eletrônica, interessar-se por hip-hop e compor com sintetizadores, samplers e baterias eletrônicas e no computador. Depois disso o sujeito nunca mais foi o mesmo. Tudo mudou. Ou quase tudo. Mesmo chafurdado no temido mundo da música eletrônica, Lucas continuou na paz.

Limbo by Pazes

Tanto é que seu projeto se chama simplesmente “Pazes”. As colagens são etéreas e espaciais, soando como um Flying Lotus dopado. Bom exemplo é a releitura que fez de “Do sétimo andar”, do Los Hermanos. Da original, apenas o vocal de Rodrigo Amarante resistiu, envolto em camadas de teclado, empurradas por um bumbo pulsando de maneira irregular, sem batidas, apenas um contratempo aparecendo aqui e ali. A melancolia da música saltou uns sete andares.

Sétimo Andar by Pazes

- Os vocais em “Do sétimo andar” tiveram algo de Toro Y Moi como inspiração, mas qualquer semelhança fora isso não é intencional. Minhas influências mais fortes são a beat scene de Los Angeles, do Flying Lotus, Teebs, Jeremiah Jae e Matthewdavid, e o dubstep do Burial, James Blake e Blue Daisy – diz ele. – Ando ouvindo também discos muito interessantes de percussão de umbanda e de órgão dos anos 1950 e 60, tipo André Penazzi.

Lucas jogou “Do sétimo andar” e outras faixas on-line e acabou lançando um EP pela Exponential Records, gravadora fundada e gerida pelo Ernest Gonzales, do Mexican With Guns. Após entrar em contato com eles em 2010, em fevereiro deste ano saiu “Pazes, The Southpaw EP”. No mesmo mês da estreia, Lucas se inscreveu na disputada Red Bull Music Academy – evento itinerante que reúne, a cada ano, 30 instrumentistas, DJ, produtores e outros profissionais da música, para oficinas, palestras e apresentações – e foi selecionado para o encontro deste ano, em Madri, de 23 de outubro a 25 de novembro.

- Pretendo lançar outro EP ou LP em breve, antes ou logo após a academia, acho que já amadureci muito musicalmente desde o EP na Exponential e que ele não serve mais de base pra mostrar onde estou. Estou prestes a começar a me apresentar ao vivo, estou me preparando pra tocar en Madri, onde, além das oficinas e atividades, vou me apresentar à noite – fala o produtor.

Com tantas referências estrangeiras, Lucas diz não encontrar muitos pares na cena brasileira, embora admire alguns artistas.

- Nunca ouvi nada muito parecido com o que eu faço no Brasil, os artistas de música eletrônica aqui tendem a ser muito influenciados por gêneros como house, jungle, drum’n'bass, coisas que eu nem sei distinguir muito bem em sonoridade. Ou então fazem coisas tipo electrobossa, principalmente os mais >ita

Tchequirau

“Press pause play”, documentário sobre a revolução digital, o consequente impulso criativo e os efeitos dessa democratização da cultura, cujos trechos pipocaram na rede ao longo do ano, já pode ser visto na íntegra na página do filme.

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Operação Peyzac: a falsa loja de discos da polícia londrina

Como disse Chico Dub ao comentar a matéria que leu na The Wire, parece coisa de filme: a polícia de Londres montou uma loja de discos no norte da cidade, chamada Boombox, e a manteve aberta por um ano, no intuito de criar um ponto de encontro de gangues e gerar flagrantes. Conseguiram 37 prisões.

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Cerveja e sangue no UFC Rio


foto: UFC

(…) o estereótipo, disse Barthes, é o vírus da essência. Sim, o esporte é violento – e no entanto, há mais mortes no Boxe do que no MMA. Do mesmo modo, é difícil não reparar na aparência dos fãs hardcores, de quem a maioria das pessoas prefere guardar distância segura. Ainda que façamos o esforço de suspender pré-conceitos a fim de observar participando – e reparar na orelha estourada o símbolo máximo de pertença ao grupo, espécie de “você sabe com quem está falando?” não-discursivo; na predileção metonímica por cães da raça pitbull; ou na homofobia que decorre do fantasma que lhes persegue secretamente a (in)consciência: o fato de sentirem prazer em agarrem-se a homens suados –, ainda que procuremos percorrer com um olhar ingenuamente curioso os corredores que dão acesso ao camarote de número 6 do HSBC Arena, a agitação nervosa da atmosfera do lugar e a ansiedade de achar os assentos que nos cabiam impedem maiores vôos. Perdoem. Eu não estava lá para fazer antropologia. Eu estava lá para ver porrada.

O sociólogo Antonio Engelke conferiu o UFC Rio e publicou o relato na revista Pittacos. Lendo assim nem parece que se trata de um dos maiores fissurados no esporte no Brasil.

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