11 de janeiro de 2012 às 10h04
AM & Shawn Lee, “Somebody Like You”
Projeto conjunto do AM e do Shawn Lee, Ping Pong Orchestra. A música finalizada ficou assim:
Dica do Léo.
Projeto conjunto do AM e do Shawn Lee, Ping Pong Orchestra. A música finalizada ficou assim:
Dica do Léo.
O Maga Bo está tentando tirar do papel seu disco misturando afro-brasilidade, graves e batitdas – ou como ele mesmo explica” “Caxambu sobre bumbos 808, alfaias pontuando dancehall, ecos enroscados filtrados circulando tamborins”.
Ouvi essa música do Tommy James and the Shondells outro dia, numa seleção feita pela Lykke Li no Spotify. Soou extremamente familiar e, lendo sobre “Crimson & Clover”, descobri que a música está na trilha do “Alta Fidelidade” (na versão da Joan Jett). Não era bem isso.
O que matou a charada foi as semelhanças com “Ride Into The Sun” e “Sweet Jane”, do Velvet Underground. Por isso fiquei lembrei do “Natural Born Killers” quando ouvi pela primeira vez, não do filme do livro do Nick Hornby.
The Velvet Underground, “Ride Into The Sun”
Texto que escrevi para coluna Transcultura, que acabou engavetado porque a mesma pauta saiu antes na revista do Globo.
Obra do ilustrador, diretor e videastasta argentino Federico Lamas, “Vá para o Diabo” oferece, literalmente, uma visão alternativa dos personagens condenados e auto-condenados do dia a dia. Os desenhos têm sempre um sentido subliminar, escancarado quando se utiliza a lente vermelha que acompanha o livro. Ao filtrar os traços da mesma cor e ressaltar apenas o que está riscado em azul, o artefato apresenta outra perspectiva para as ilustrações. É o que o autor chama de “visão-infernal”. O rei fica nu, um lobisomem oculto surge diante dos seus olhos, levando o leitor além das primeiras aparências.
O livro está sendo lançado por aqui pela recém lançada A Bolha Editora (abolhaeditora.com.br) faz a ponte entre a literatura independente, quadrinhos e arte dos EUA e do Brasil.
- Numa visita a livraria Printed Matter, em Nova York, vi pela primeira vez o livro, numa edição espanhol/inglês. Cheguei ao hotel e mandei um e-mail para o Federico, interessada em comprar exemplares para vender n’A Bolha. Ele me disse que estavam esgotados e falei que tinha interesse em fazer uma edição brasileira do livro. Só fui conhecê-lo pessoalmente quando fui buscá-lo no aeroporto, para o lançamento – explica Raquel Gontijo de Araújo, fundadora da Bolha.
Em meio a tanta coisa digital, o trabalho de Federico se destaca justamente pelo caráter analógico e contemplativo, sem deixar de ser interativo.
O líder do Devotos do Ódio, Cannibal juntou-se ao DJ Bruno Pedrosa num projeto influenciado por dub e ragga, mixado por Victor Rice.
Essa primeira música não empolgou muito não. Tem que ver o resto.
Ontem a chapa esquentou no #OccupyWallSt. O Lucas esteve no Foley Park, onde a massa se reuniu, e clicou algumas fotos.
Foto tirada no Brooklyn, um dia antes de removerem os manifestantes do #OccupyWallSt da praça. Fiz um vídeo por lá na última noite da ocupação.
“Terra Incognita”
Nem sabia que o Atlas Sound estava pra lançar disco novo, boa surpresa descobrir que “Parallax” está pra sair e já dá pra escutar várias músicas.
Descobri a banda de um homem só bem atrasado, muito por conta de achar o Deerhunter, trabalho principal do Bradford Cox, chato demais. O Atlas Sound, tido como um dos precursores da atual onda lo-fi, é outra onda. Ao vivo é bacana também, pena que cancelou o show que faria na festa da Vice esse ano. É esperar pra marcar outro.
Ouça mais músicas do disco depois do pulo.
Esses dias o produtor Tom Caruana juntou Wu Tang com Jimi Hendix na mixtape “Black Gold: Wu Tang and Jimi Hendrix”, com capa escolhida pelos fãs entre várias opções.
Agora Caruana misturou os rappers com Beatles em “Wu Tang vs. The Beatles: Enter The Magical Mystery Chambers”, fitinha que foi retirada do ar, porém tá espalhada pela rede.

fotos: URBe Fotos (via Instagram)
Que noite. No dia do aniversário exato do lançamento do “Screamadelica” (fato que passou despercebido pela banda), o Primal Scream fez uma apresentação histórica no Circo Voador. Na correria da turnê, os integrante só souberam do formato do Queremos após o show, antes do bis, na verdade. E piraram.
A princípio estava indefinido se iriam descer para tradicional sessão de autógrafos nos posters distribuídos gratuitamente, mas no minuto que ouviram a história e souberam que os fãs estavam aguardando, Bobby Gillespie convocou o resto da banda e desceu correndo para atender a galera, um tempão assinando e tirando fotos.
Interessante notar como as duas mais entusiasmadas reações ao projeto vieram das duas bandas mais veteranas que trouxemos até aqui, através do James Murphy, do LCD Soundsystem, e agora o Primal Scream (vídeo em breve). Todas bandas se empolgam, mas essas duas ficaram realmente tocadas.
Com o público na mão e um repertório infalível debaixo do braço, o show foi perfeito. Uma grande demonstração do que acontece quando o dub encontra o rock via MDMA. Duas décadas depois, assusta como o disco soa atual. No papo depois do show (publico a íntegra do vídeo em breve), Bobby explicou que para banda é também uma turnê especial, pois na época do lançamento eles não fizeram muitos shows desse disco.

foto: I Hate Flash, várias outras ótimas por lá
Senti falta apenas de ouvir um pouco mais o baixo, principalmente nos momentos chapação. Não parecia problema de volume e sim uma questão mixagem, a bateria sempre a frente. Sempre vou querer mais grave, então está tudo certo.
O Calbuque falou isso aqui, no Globo:
“Em momento de distorção de conceitos, o zumbido nos ouvidos serve de lembrança: às vezes basta só um palco, só uma banda, só um disco e mais nada. Isso foi o suficiente, por exemplo, para que o Circo Voador vivesse, nessa sexta-feira, uma noite sem igual com a estrondosa apresentação do Primal Scream, tocando o clássico disco “Screamadelica” na íntegra. Foi um daqueles raros, raríssimos casos em que tudo contou a favor: o som (alto e claro), a luz (precisa, climática), as projeções (hipnóticas, envolventes) e, acima de tudo, a arrepiante interação entre banda e público. Vai ser fácil não esquecer do que aconteceu ali. (…) o desembarque dessa turnê no Rio teve um toque especial, um tapete vermelho estendido pelos próprios fãs, que se mobilizaram para trazer o grupo à cidade, na mais feliz das iniciativas do coletivo Queremos.”
Histórico, sem nenhum exagero.

Um microfone aberto e um púlpito em Nova York para qualquer dizer algo bacana.
Ariel Pink’s Haunted Graffiti, “Bright Lit Blue Skies”
Circo Voador
Ariel Pink’s Haunted Graffiti + The Pains of Being Pure at Heart + Dorgas
+ DJ Gordinho na festa pós-show
16 de setembro (sexta)
22h
R$ 70 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que levarem doações, confirmarem presença no Facebook ou no nome na listaamiga)
Ah, os políticos brasileiros… O que eles não fazem pra levantar um cascalho para si? Se aprovada a divisão, serão criados mais dois Estados, com governos, funcionários, cargos… Já viu, né.
Só pra lembrar que a data do plebiscito desse absurdo está chegando. Adivinha quem vai pagar a conta?
A Coqueiro Verde enviou uma sacola de lançamentos. Se a intenção era impressionar, conseguiu, porque veio muita coisa boa junto: disco novo do Domenico, “Cine Privê”, disco novo do Kassin (o projéto gráfico 3D, com óculos e tudo, tá sensacional), Filhos da Judith (esse nem sei é novo), “Radiodread” e “Easy Star’s Lonely Hearts Dub Band” e os docs do Sex Pistols, Pixies, Talking Heads, Lemmy e show do Primal Scream (pra ir esquentando).
Fico sem entender como um selo faz pra sustentar tantos lançamentos físicos, ainda mais de coisas que certamente não vão estourar de vender. Por isso mesmo resolvi falar, são coisas pra guardar mesmo. Ao menos citar, porque resenhar isso tudo não vai dar não.
Belo depoimento sobre a cultura dos samples feito por Roy “Everybody Loves the Sunshine” Ayers.
Vi no mural do Iky.
A partir de hoje, todo o conteúdo do “Chico: Bastidores” está aberto a todos. Isso inclui todas as pílulas de vídeo, clipes de todas as 10 músicas e documentário que dirigi e filmei (assim como todo o resto) sobre as gravações, “Dia Voa”.
Bom pra ficar por dentro do apanhado do último ano da indústria do disco britânica.
Com o mesmo diretor do clássico “Hoop Dreams”, Steve James, “The Interrupters” relata a história de três “interrompedores de violência”, nos subúrbios de Chicago. Um problema nem tão distante do que temos aqui.
Essa foto é provavelmente uma das duas únicas coisas boas saída dos tumultos em Vancouver após a derrota do time local na final da Stanley Cup, o troféu mais cobiçado do hóquei no gelo (sendo que agora sabe-se que a foto não é nada do que parece ser).
A segunda é a mobilização da população, envergonhada, para identificar os baderneiros. Em Tumblrs como o Vancouver Riot Pics ou e páginas no Facebook como Let’s Get These People Locked Up, os próprios moradores se esforçam para identificar os que se divertiam quebrando tudo. Crowdsourcing por justiça.
O careca acima identificou a si próprio e explicou que estava defendendo o seu carro de um ataque. No vídeo abaixo, um sujeito tenta sozinho conter uma multidão e acaba juntado.
O Catapapo, muito parecido com “aquele outro que não sei falar o nome”, ama vocês também Google.
“Não importa o que vai acontecer, importa o que está acontecendo.”
O escritor uruguaio Eduardo Galeano visitou os acampamentos de Madri e Barcelona durante a #spanishrevolution.
Via @antonioengelke.
Multitarefas
Estrelado por Fred Armisen, do Saturday Night Live, Porlandia é um seriado com uma premissa bizarra: uma cidade atual (Portland) em que todas as convicções dos anos 90 vingaram.
O mais engraçado, porém, são as críticas ao modo de vida atual, como nossa maneira de lidar com a tecnologia.
E ainda toca Washed Out na abertura. Pena que foram apenas seis episódios.
A propósito, você já leu…
“Você já leu?”
A guitarra dubzada de John Martyn. Tem esse papo de que o Portishead pode estar a caminho.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo. Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.
Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.
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falaurbe [@] gmail.com
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