Muito legal esse vídeo de Nova York feito pelo fotógrafo Sam O’Hare, utilizando a técnica fotográfica conhecida como tilt-shift. O termo é utilizado para descrever fotos de cenas em tamanho real que geram a ilusão de serem miniaturas.
Há diversos tutoriais sobre como executar a técnica, o próprio Sam explica como fez o seu trabalho, além de zilhões de fotos com esse efeito no Flickr e um saite que faz todo o trabalho pra você nas suas próprias fotos.
Vídeo promocional dos 10 anos da Record Makers, com trilha do Sebastien Tellier. Hipnótico.
A empresa Bloom Energy desenvolveu um aparato, a Bloom Box, capaz de gerar energia diretamente no local onde vai ser utilizado, através de combustíveis fósseis, bio-combustível ou energia solar. Uma revolução. O programa “60 Minutes” fez uma reportagem sobre o produto, que já está sendo utilizado por gigantes como Google, FedEx e WalMart.
Via @fcontinentino.
Sob encomenda da vodka Absolut, Spike Jonze fez um curta sobre robôs. “I’m Here” estreiou em Sundance e passou pelo Festival de Berlim esse ano.
Haverá exibições em Londres, Manchester e Edimburgo (se for estar na área, os ingressos ainda serão sorteados) antes da estréia, online.
Via Viceland.
Sorteio: Um kit com um ingresso individual + um CD para os cinco primeiros a escreverem pro jocavidal@gmail.com dizendo “quero ir!” (cinco ganhadores no total).

João Brasil, na CALZONE
foto: valeopenair
Morando em Londres, a lenda João Brasil fez uma passagem relâmpago pela terrinha para tocar nas edições do Vale Open Air da Dancing Cheetah e da CALZONE (bombástica, 3.300 pessoas, mais sobre a festa depois).
De brinde, deixou o EP “Party Mashups 2009″, feito especialmente para viagem. São quatro novas colagens musicais:
“Poker De Floor” (Major Lazer X Lady Gaga)
“Popozuda Dreams” (Edu K X Beyonce)
“Short Dick Caetano” (20 Fingers X Caetano)
“We will rain you” (Calvin Harris X Queen)
Um dos favoritos da casa, o Late Of The Pier anda meio sumido. O novo single, “Blueberry”/”Best In The Class”, será lançado somente em fevereiro de 2010, porém dia desses o produtor Erol Alkan tocou o lado A do compacto em seu set no programa BBC 6 Mix.
Via IM//UR.
O Modeselektor e suas grosserias. Essa “Art & Cash” não é das melhores, mas tá valendo.
Essa é imagem é uma das versões criadas para o desafio para remixar um pôster feito para prefeitura de Muenster, na Alemanha. O original era uma boa idéia destruída pela fonte Comic Sans, dizem os designers.
Via @FabiaSoares.

Bancado pela cerveja mais tradicional da Jamaica, a Red Stripe, vem o EP “It Was Written”, com cinco faixas de uma parceria entre a queridinha da ilha Terry Lynn e Johan Hugo (uma das metades do Radioclit) celebrando a influência da música jamaicana no mundo. Belezura.
“JAMAICAN GIRLS” TERRY LYNN & JOHAN HUGO of RADIOCLIT from phred on Vimeo.
Via Dancing Cheetah.

Caranguejo: a capa foi feita pelo DJ Dolores
Pra comemorar os 15 anos do lançamento desse que foi o disco brasileiro mais influente dos anos 90, “Da Lama Ao Caos”, do Chico Science & Nação Zumbi, o Leo Lichote convidou uma penca de gente pra dar depoimentos sobre o disco no blogue MPB Player.
Só a diversidade da lista de depoimentos já dá idéia de como o disco atingiu praticamente todo mundo: Arthur Dapieve, Mauro Ferreira e John Ulhoa (Pato Fu), Silvério Pessoa e MV Bill, Kassin e Tom Leão, Bruno Levinson e Rodrigo Lariú, Adilson Pereira, Pedro Sá e Berna Ceppas, Jam da Silva, Esdras Nogueiras (Móveis Coloniais de Acaju) e Henrique Portugal (Skank).
Toda vez que lembro que tive a sorte de ver a banda com essa formação ao vivo dou graças a Deus. Convidado para falar do disco, abaixo está o texto que escrevi.
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O disco que apresentou Chico Science e Nação Zumbi para o mundo saiu em um ano que a música brasileira passava por uma renovação forte. Foi em 1994 que os Raimundos, O Rappa e Mundo Livre S/A lançaram seus primeiros trabalhos, o Skank estourava com seu segundo disco e o Planet Hemp estava as vésperas de chocar os mais sensíveis com seu discurso pró-legalização.
Foi também um ano agitado no país, com a morte do Senna, o tetra da Seleção e o início do Plano Real. O fato de “Da Lama ao Caos” ter se destacado em meio a tanta coisa fala muito da força da mistura de rock, maracatu, hip-hop, dub e música eletrônica proposta pelo CSNZ.
Difícil acreditar nisso hoje, mas numa época em a internet engatinhava e as mudanças no cenário musical ainda era ditadas pelas gravadoras e grande mídia, “Da Lama ao Caos” ter saído pela Sony foi um acontecimento importante tanto para o incipiente movimento mangue beat, quanto para toda geração que estava chegando a cena.
A lenda (confirmada por alguns integrantes da banda) conta que a gravadora acertou sem querer, pois ao contratar uma banda comentada de Recife esperava ter encontrado uma resposta ao fenômeno É o Tchan!, estouro de vendas do axé.
As marcas deixadas pelo disco são visíveis até hoje. “Da Lama ao Caos” envelheceu muito bem, soando moderno e contemporâneo mesmo 15 anos depois. Mais do que isso, a inovadora proposta sonora trouxe luz para longe do desgastado eixo cultural Rio-São Paulo.
Acelerou-se um processo em que artistas de outras regiões não mais dependem de estar em uma das duas cidades para acontecer nacionalmente, o que por si só é um grande mérito e uma evolução incalculável. Como dizia Chico Science: “um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar”.
Esse projeto Orquestra Brasileira de Música Jamaica tinha tudo, tudo pra dar errado. Mas não deu. O disco “OBMJ”, de versões ska, rocksteady, reggae e dub de clássicos da música brasileira, funciona que é uma beleza.
O formato do projeto lembra bastante os da Easy Star Records (responsáveis por “Dub Side of the Moon” (Pink Floyd), “Radiodread” (Radiohead) e “Easy Star’s Peppers Lonely Heart Dub Band” (Beatles), entortando de “Carinhoso” (Pixinguinha) a “Águas de Março” (Tom Jobim) e “O Guarani” (Carlos Gomes).
Nesse sábado eles tocam no Circo Voador, dentro do festival Mola.
A orquestra é formada por: Ruben Marley no trombone, Marcelo Cotarelli (Funk Como Le Gusta) no trompete e flugel, Fernando Bastos (Orquestra Paulista de Soul, Banda Cara de Pau) no sax tenor e flauta e Igor Thomaz no sax barítono e alto, Fabio Luchs na bateria, Rafael Toloi no Baixo, Lulu Camargo (Karnak, Pato Fu) nos teclados, além de Pipeta (Sapo Banjo) no trompete e flugel e Sérgio Soffiatti (Skuba) nas guitarras e vocais.
Quando começou o papo de um disco solo do Julian Casablancas pouca gente apostava que o líder e principal compositor do The Strokes surgiria com algo muito diferente do que faz na banda nova-iorquina.
Alguns aperitivos depois e agora que “Phrazes For The Young” surgiu na rede um pouco antes da data “oficial” de lançamento (ohhh…), tem-se a resposta, e os que esperavam mais Strokes acertaram. Mas…
“11th Dimension”
O “mas” aqui é importante. Se a temática das letras, as melodias e o formato das canções remetem a sua banda original, os arranjos e que Julian escolheu para embalar seu trabalho solo ajudam a distanciar as duas coisas.
Com apenas oito músicas, a pegada oitentista escancarada, de baterias eletrônicas e sintetizadores, resulta num disco mais sintético que os do Strokes. Sem ter que contemporizar com o resto da banda, Julian sai em busca outras referências.
“River of Brakelights”
Imaginar que o Strokes talvez pudesse ter caminhado por essa mesma linha não é algo totalmente improvável, existem similaridades referenciais o suficiente entre os dois grupos.
A resposta definitiva sobre o quã necessário era esse disco ter sido feito solo só virá quando o próximo disco do Strokes aparecer e se puder ouvir os caminhos sonoros que os quinteto escolheu seguir.
Até lá, o disco do Julian segue sendo isso mesmo: o disco do Julian. Um bom disco.
Julian Casablancas fala do disco
Legal o teaser em vídeo do disco de cumbia do Douster, da ZZK Records.
Para gravar o novo disco, “Love 2″, o Air construiu seu próprio estúdio e o Guardian te leva pra dar uma volta nele.
Fiquei feliz quando vi o nome do Raymond Salvatore Harmon assinando o novo clipe do Thom Yorke, mesclando imagens de Londres com grafites do Banksy.
Conheci o sujeito, um americano morando em Londres, num festival de documentários na Suécia, o Music Doc, onde “Dub Echoes” estava sendo exibido, assim como o seu “Chronicle”, sobre o Chicago Underground Trio.
Não demorou muito e a notícia de que não se tratava de um vídeo oficial começou a correr. A confusão foi proposital, Raymond fez o vídeo e soltou uns e-mails ambíguos pra ver no que dava. O resultado foi que o clipe correu o mundo.
Os agentes do Banksy entraram em contato com Raymond, questionando um suposto uso indevido das obras. Como se isso fosse possível. Os grafites (uma arte ilegal, por definição) estão nas ruas, não tem dono. E por se tratar de um artista anônimo, é difícl até se creditar a autoria.
As instalações do fotógrafo Georges Rousse cria ilusões de ótica através de intervenções gráficas em ambientes vazios (máqueporra de frase complicada… mal aê, assiste que fará sentido) e o documentário “Bending Space” mostra os bastidores de uma exposição que mobilizou uma cidade.
Via @rafaelsalim
Falando em Dancing Cheetah, João Brasil parte amanhã para uma temporadas de no mínimo um ano em Londres (ele fala em dois), onde vai fazer um mestrado em artes visuais.
Largar tudo nesse momento é uma decisão arriscada e corajosa, daquelas que costumam render bons frutos quando acertadas.
Quero só ver o que um dos maiores GÊNIOS da música do planeta vai arrumar lá fora. Vai com tudo, meu irmão!

Um dos tecladistas mais importantes da música brasileira, fundador do Azymuth (com o baterista Ivan “Mamão” Conti e o baixista Alex Malheiros), José Roberto Bertrami também desenvolve um trabalho solo. Em “Aventura”, Jose Roberto Bertami & His Modern Sound passeia pelo acid jazz com toques latinos.
Via Kingston.
De acordo com a descrição do vídeo, para Mick Jagger essa versão de “Satisfaction”, feita em 1974 por Jonathan King, é a melhor depois da original do Rolling Stones. Não conferi a info, independente disso a versão é bem boa mesmo.
“Rios, Pontes e Overdrives”, no Hollywood Rock 1996. Perdi uma clássica apresentação no Ballroom, mas graças ao bom Deus, essa eu vi.
Quem perdeu tem ao menos a chance de baixar o áudio do show.
Que belo clipe esse do “Squeeze Me”, do Kraak & Smaak.
Outra dica do Salim.
Da janela do avião, o músico Dave Carrol assistiu incrédulo, junto com outros passageiros, os funcionários da United Airlines arremessarem sua guitarra seu violão de 3.500 dólares de um lado para o outro na pista de decolagem.
Em seu último telefonema para companhia, após um ano de tentativas frustradas de conseguir uma compensação pelo prejuízo, Dave prometeu que faria três músicas e clipes sobre o episódio e divulgaria no YouTube.
A primeira delas é essa pérola acima, na melhor escola Flight of the Conchords, entitulada simplesmente “United Breaks Guitars”. Em um mês o vídeo foi visto mais de 700 mil vezes.
É sexta-feira e Calvin Harris avisa que está “Ready For The Weekend”.
Parada de outro mundo esse “Township Funk”, house sul-africano do DJ Mujava. Pra festejar a Copa do Mundo.
Semana passada, para surpresa de alguns, o Pirate Bay foi vendido para uma empresa sueca por 7,7 milhões de dólares, uma bela soma para um saite dito altruísta.
O choque se dá pelo fato do saite, sinônimo de troca de arquivos utilizando o protocolo bit torrent, pregar, muitas vezes de maneira infantil, contra quem lucra com a venda de conteúdo de entretenimento.
A discussão sobre verdadeiras motivações do Pirate Bay já vinha esquentando. Se até um partido político foi fundado para defender a filosofia da livre troca de arquivos foi feito, o fato do saite lucrar com a venda de anúncios já gerava desconfiança, por ser no mínimo incoerente com seu discurso.
Questões parecidas atormentam o YouTube. Criado para hospedar conteúdo gerado pelo usuário, o que realmente gera acesso são vídeos ripados de programas de TV, clipes, músicas e filmes protegidos por direito autoral e disponibilizados no saite sem compensação financeira para os autores.
Não apenas as sociedades arrecadadoras de direitos autorias não concordam com os valores de pagamento propostos pelo YouTube, como também não está claramente definido os direitos e compensações sobre o uso de conteúdo inédito gerado pelos usuários.
A polêmica sobre quem paga essa conta é uma das principais discussões do setor. Fala-se muito sobre como a troca de arquivos é uma excelente forma de divulgação, de maneiras com as quais saites podem monetizar a rede que criaram e até como compensar os usuários que fazem os arquivos girarem.
Fala-se pouco sobre quem vai pagar a conta da produção dos conteúdos disponibilizados. Fala-se menos ainda sobre uma questão mais espinhosa: e quem não quiser fazer parte disso, por não enxergar essas trocas gratuitas como algo vantajoso?
Ao menos em teoria, deveria caber aos criadores de cada obra a decisão sobre a maneira como a quer ver circulando. Embora existam muitos artistas (músicos e cineastas) que espontânemente disponibilizam suas obras gratuitamente, porém, tudo indica, o que circula forte nas redes são conteúdos protegidos.
Agora que os novos donos do Pirabe Bay começam a apresentar o plano de negócios, totalmente baseado na comunidade construída no saite, fica a sensação de que os usuários eram na realidade ativos de uma empresa.
Mais do que isso, mesmo para quem não é contra a troca dos arquivos, fica agora um gosto amargo. Falo de cadeira, pois tenho vários filmes que produzi e dirigi espalhados por bit torrents, sem ver maiores problemas nisso.
Entretanto, uma coisa é ver o seu trabalho distribuído livremente, chegando a milhares de pessoas gratuitamente. Outra, totalmetne diferente, é ver gente lucrando bastante com isso.
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