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Arcade Fire vs Fox


O anúncio em questão

“Uso efêmero”. Esse é o nome do dispositivo legal (nos EUA) pelo qual a rede de televisão Fox estaria autorizada a utilizar, sem pagar e sem pedir oficialmente, um trecho da música “No cars go”, do Arcade Fire, em uma de suas chamadas para o Super Bowl, como vem sendo comentado.

A grande final do futebol americano é conhecida por ter o minuto comercial mais caro do mundo, chegando a 100 mil dólares cada segundo de transmissão.

Resumindo bastante, a lei permite o uso de um trecho desde que não seja intencional ou fundamental na peça audio-visual, somado ao fato do trâmite legal tornar inviável para o produtor realizar seu trabalho.

Exemplo: repórter grava entrevista ao vivo na rua e, no fundo, um sujeito com um rádio a pilha toca alguma música protegida por direito autoral. Nesse caso, seria impossível, em tempo real, conseguir autorização para transmitir a música. E de qualquer maneira, a música estava lá, não foi um uso premeditado.

No caso da Fox, em se confirmando a história, a música do Arcade Fire foi utilizada na edição de um clipe, montado previamente e exibido diversas vezes na rede de TV para divulgar a transmissão da temporada de futebol americano. Está longe de ser um uso inocente.

Fui parar nessa história, um tanto atrasado, via SobreMusica. O assunto já havia repercutido no chatonildo Pitchforkna afetada NME.

Não é o primeiro caso desse tipo, o Minor Threat já passou por algo parecido. Alguns artistas também roram incluídos, a revelia, em um úncio da empresa de ônibus norte-americana Greyhound. Há bem pouco tempo algo semelhantes se passou com bandas brasileiras.

Até agora, a banda não se manifestou oficialmente. Ao que parece, a conclusão de que trata-se de uso não-autorizado é baseado na crença de que a banda não permitiria esse uso. Pode ser que tenham sim negociado os direitos de uso, o que certamente vai despertar outra discussão em torno dos canadenses.

Fala-se que Arcade Fire deve processar a Fox, invertendo o fluxo que acompanhando até aqui, em que as grandes corporações processam os nanicos. Interessante os caminhos do mundo.

Se a história for exatamente essa que está circulando e houver de fato um processo, qualquer que seja a solução desse caso abrirá uma jurisprudência fundamental para os assuntos digitais.

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Videolândia

O Metallica bota peso na pérola de Beto Barbosa, “Adocica”.

órgão marítimo de Zadar, na Croácia.

Da série “Matinês do Resumo da Ópera, Noel e o crááássico de “Silent morning”. Tem “Like a child” também.

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Sangue

O uso da trilha sonora em “Sangue negro” (“There will be blood”) é um dos pontos fracos do filme de Paul Thomas Anderson — “Onde os fracos não têm vez” (“No country for old man”), clássico instântaneo dos irmãos Coen, deve varrer o tal do Oscar.

Exageradamente alta e intrusiva, em vez de ajudar, as músicas atrapalham a ambientação. Surpresa foi descobrir, após assistir, que a trilha é assinada por Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead.

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Vale por um bifinho

Handle with care (Manuseie com cuidado) é uma campanha mundial para tentar acabar com o transporte cruel de animais a caminho do abate.

Alguns, como as vacas brasileiras em direção ao Líbano, chegam a viajar sete dias espremidas em navios antes de encontrar a ponta da faca do outro lado do oceano.

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CFC mini mix

Mini-mix to Carioca Funk Clube, capitaneado por Sany Pitbull.

Músicas:

Sany Pitbull – “Amazônia”
Phabyo DJ – “Jungle Bass”
MC Xana & Rio Ba$$ Commando – “Seduzir Você”
MC Loura & Sany Pitbull – “Troca-Aplica”
MC Funkero & DJ Juninho Carioca – “Piloto de Fuga”
Phabyo DJ – “Electro Base
Phabyo DJ – “One Dos Quatro”
Sany Pitbull – “Faroeste”

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Vale-tudo


Todo o sadismo de um grupo de crianças crescidas em playground condensado em um programa: Japanese Bug Fights.

Vem fazendo tanto sucesso no Japão que já começam a surgir similares, como o Gladiator Bugs.

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Nintendo power

Pronto, nem bem o ano começou e já acabou. Daqui até dezembro vai faltar tempo pra jogar praticamente todos os jogos do Nintendo 8 bits, o glorioso Nintendinho, on line.

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Visão interna

“Perdemos os talheres e voltamos a comer com as mãos. Temos de nos educar, pois assim fica feio.”
Wado, falando sobre downloads

Catarinense radicado em Maceió, Wado recentemente disponibilizou toda sua discografia para download gratuito no seu saite. Agora, indo além, faz o lançamento do seu novo disco, “Terceiro mundo festivo”, da mesma maneira.

O trabalho também será vendido fisicamente, por R$ 5 (em SMD) e espera-se que, quem baixar e gostar, compre sua cópia. Não é barato produzir cultura e vai chegando a hora do público se conscientizar que participar ativamente do processo digital não se resume a simplesmente usufruir de suas vantagens.

Aproveitando o lançamento, reproduzo abaixo a entrevista que Lucas Sattana fez com Wado para o seu próprio saite, o Diginóis.

A conversa entre os dois é interessante porque Lucas Santtana lançou seu disco mais recente, “3 sessions in a greenhouse”, da mesma forma (é só baixar). Não é todo dia que se pode conferir papo de dois dos músicos mais bacanas da cena atual.

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LUCAS SANTTANA ENTREVISTA WADO:

Lucas Santtana – Quanto tempo de produção até finalizar o disco?

Wado - Este disco começou quando voltei a morar em Maceió, eu fechei um time (banda) por volta de março do ano passado dai aos poucos fomos arranjando as canções buscando a sonoridade. O processo de gravação envolve muitas ferramentasmidi mas ao mesmo tempo quase tudo foi tocado e arranjado nos ensaios.

Considero este um disco mais ensolarado, por consequência de estarmos aqui. Ná prática eu Pedro Ivo Euzébio e Dinho Zampier concebemos e captamos e a bolacha foi mixada e masterizada pelo Sérgio Soffiatti em São Paulo.

LS – Esse título dá a impressão de um disco temático. Há realmente um conceito que amarra o disco? E se existe, como você chegou a ele?

W - Existe um conceito que é como o terceiro mundo lida com a música eletrônica, é um disco do hemisfério sul, desses ritmos subversivos e destas linguagens subversivas, tem muito de funk carioca e reggaeton, mesmo quando as referências vão pra Timbaland, MIA e Afrika Bambaataa é a forma como estes caras estão diluindo a África e as Américas.

LS – Como será feita a distribuição?

W – O disco é independente e poderá ser downloadeado sem restrições. Fora isso prensei [uma tiragem] em SMD, mídia que tem o preço final pro consumidor a R$ 5. Estou conversando com a Tratore pra ver se rola de distribuir e manter este precinho.

LS – A questão da distribuição digital já é uma realidade positiva para essa geração, pois aumenta o público ouvinte. Por outro lado gasta-se algum dinheiro para se produzir um disco. Como fazer para despertar no público a consciência de que, no mundo digital, só comprando o disco haverá esse retorno?

W – Eu acho que agora é um momento de transição em que perdemos os talheres e voltamos a comer com as mãos, temos de nos educar pois assim fica feio. Acho que todo trabalho deve ser remunerado, e acredito que aos poucos isso vai se reestabelecer.

LS – Esse disco não é mais com a banda Realismo Fantástico, quem participa dele?

W – O disco foi gravado pela banda que me acompanha a quase um ano: Dinho Zampier (teclados) Rodrigo Peixe (bateria) Bruno Rodrigues (baixo) e Pedro Ivo Euzébio (eletrônicos). Já viajamos bastante e a liga tá linda, Estivemos nesse tempo duas vezes em Brasília, três vezes em Pernambuco, Salvador, Ceará, Paraíba e São Paulo, fora os shows aqui em Alagoas. A cantora Cris Braun, que se radicou aqui em Alagoas, também participa no disco, com voz emocionante.

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Aquela hora

A dupla de comediantes da Nova Zelândia Flight of the Conchords transforma observações do dia-a-dia em piadas em forma de música. Ficaram conhecidos pelos clipes, parte do seu programa de TV nos EUA.

E pra eles, quarta-feira a noite é a hora.

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Ilha solitária

Animação feita pelo trio The Lonely Island, saite de comédia onde o atual queridinho do Saturday Night Live, Andy Samberg, começou.

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Charque

Depois da versão dub dos nova-iorquinos do Easy Star All Stars, os paraenses do La Pupuña aparecem com esse The Charque Side of The Moonversão guitarradado clássico do Pink Floyd.

Via Trabalho Sujo.

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Terra em transe

Há uma grande diferença entre ver uma banda num lugar fechado ou ao ar livre. Estranhamente, apesar do nome, o Explosions in the sky funcionou melhor expremido entre paredes e teto.

Provavelmente o show no Coachella 2007, sob um sol cruel, salpicado por uma chuva de garrafas, não serva como parâmetro. Fosse um belo final de tarde, tudo poderia ter sido diferente.

Ouvindo qualquer um dos discos, é fácil acreditar que um ambiente intimista e, principalmente, sem distrações visuais, privilegie o transe provocado pelas guitarras da banda texana.

Nesse ponto, o Astoria foi uma ótima escolha. Relativamente pequeno, para duas mil pessoas, a casa não tem frescuras. As opções são assistir ao show da pequena pista ou na arquibancada, sem assentos, assemelhando-se a um conjunto de varandas.

De qualquer um dos lugares, a visão era escura, as poucas luzes do palco sendo o único ponto de referência, numa noite sem pulos, sem gritos, de apenas algumas palmas no final das músicas. A platéia havia sido absuzida.

A hipnose coletiva começou com a apresentação do Eluvium, uma das bandasindicadas pelo guitarrista do EITS, Mark Smith, em sua entrevista para o URBe, em 2007.

Acompanhando-se por uma guitarra e um teclado, Matthew Cooper é o único integrante da banda. Sobrepondo camadas e mais camadas sonoras, deixando o ar suficientemente denso para ser cortado pelo instrumental do EITS.

Como boa parte de suas músicas, o Explosions in the Sky fez um show crescente. O início foi calmo e melódico, com muitas notas de guitarra conduzindo o passeio. Com o passar do tempo, foram gradualmente pesando o som, até culminar num final esporrento e catártico.

A banda é, literalmente, de poucas palavras. O único microfone de voz no palco foi utilizado somente no ínicio, antes de começarem a tocar, quando um dos integrantes pediu palmas para o Eluvium antes de se apresentar: “nós somos o Explosions in the Sky, do Texas, EUA”.

A bandeira do Estado fica pendurada em um dos amplificadores. Após anos de Bush, a banda parece querer resistir a idéia de que o Texas seja pra sempre relacionado ao presidente. As coisas não são tão simples quanto parecem. Nunca são.

A tontura persistente, quase uma vertigem, horas após um show do EITS é uma ótima prova disso.

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Com os passos contados

Localizada em um ponto pra lá de nobre, de frente para praia de Copacabana, uma das casas noturnas mais conhecidas do Rio, altamente identificada com a prostituição, a Help terá seu terreno desapropriado pelo Estado para dar lugar a nova sede do Museu da Imagem e do Som para dar lugar a nova sede do Museu da Imagem do Som.

Um marco na paisagem do bairro, os pézinhos luminosos do letreiro, dançando noite a dentro, se apagarão após quase 20 anos.

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Super amigos


Enquanto isso, no Central Perk…

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Feijoada


Uma das melhores cenas de “Hot Rod”, atrás apenas de uma das quedas mais longas da história do cinema. Porém, no segmento besteirol-cabeça, em 2007 “Superbad” foi imbatível.

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Do lado de lá

Um fuzil AK-47, pousado sobre um objeto que se assemelha a uma tampa de caixão com os dizeres “Please, do touch” (“Por favor, toque”), colocado em cima de uma bandeira dos EUA, em frente a um espelho preso na parede.

Aparentemente simples, a instalação de Andy Link, exposta na na AA-Galleries, em Londres, vem causando controvérsia.

Mais do que a questão legal de o autor não possuir porte de arma (apesar do fuzil estar bloqueado para disparos), o desconforto maior é pelo fato da exposição gratuita possibiltar a oportunidade de qualquer um manusear um AK-47 justamente numa das regiões mais violentas da cidade.

Área favorita dos artistas e próxima da zona onde acontecerão os Jogos Olímpicos de 2012, Hackney está passando por um acelerado processo de valorização. Porém, é sempre lembrado nos noticiários pelos índices criminais, onde o grande vilão não são fuzis, e sim as facas.

Numa cidade onde a possibilidade de ser abordado por um assaltante com um fuzil em plena luz do dia tende a zero, o AK-47 ficou famoso mesmo através dos noticiários de guerras no Oriente Médio. Uma realidade distante.

Para os brasileiros — e sobretudo, os cariocas — o fuzil é um ícone. É a solidificação do pânico, o símbolo de uma cidade tão apavorada quanto perdida, sem solucão em vista para seus problemas sociais mais básicos.

Olhar-se no espelho com o fuzil em punho, é desconcertante. Desperta uma sensação oposta ao suposto poder que a arma deveria trazer. Encarando o avesso da imagem, o sentimento é um só: medo.

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Além do ringtone

As grandes gravadoras negaram terem feito um acordo com o serviço de distribuição de músicas on line Qtrax, que anunciou que disponibilizaria gratuitamente ao público cerca de 25 milhões de faixas protegidas por direito autoral, com o custo sendo pago por anunciantes – formato de negócio parecido com o do RCRD-LBL.

Enquanto isso, os video games vão se consolidando como uma plataforma comercialmente viável. A venda de pacotes de músicas de artistas com Metallica ou Oasis especialmente adaptadas para jogos como Rock Band ou Guitar Hero vãogarantindo o tilintar das moedas no caixa das grandes corporações.

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Daft

No saite da Vice dá para ouvir a entrevista que o Daft Punk concedeu para rádio Scion.

Por aqui, Thiago Lins, uma das pessoas escolhidas para entrar com câmera de vídeo (de alta definição, no caso dele) e participar do clipe do Daft Punk filmado pela platéia e dirigido pelo irmão de Michel Gondry, soltou algumas imagens na rede.

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Até


Após meros três meses, vi o Rio de Janeiro lá de cima e fiquei com o coração palpitando feito adolescente apaixonado. Com todos os problemas, não há lugar melhor que esse — nem que seja pelo simples motivo de poder chamar de casa.

Vou aproveitar os poucos dias no calor para degelar os ossos vendo o céu azul, matar saudades do amor e dos amigos. Férias, enfim.

Feliz 2008!

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* Humaitá pra Peixe 2008, Jan

Humaitá pra Peixe 2008
Todos os dias de Janeiro
Diversos horários, locais e preços. Escolhe a balinha.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

Sala Baden Powell, SHOWS (sexta, sábado e domingo, 19h)

04 – Raphael Gemal / Roberta Sá
05 – Do AmorVanguart
06 – Cabeza de Panda / Maquinado

11 – Silvia Machete / João Brasil
12 – Manacá / Frank Jorge
13 – Darvin / Strike

18 – Superguidis / Érika Martins & Telecats
19 – Songoro CosongoZ’Africa Brasil
20 – Macaco Bong / Jay Vaquer

25 – Oswaldo G. Pereira / Fino Coletivo
26 – Moyseis Marques / Diogo Nogueira
27 – Show surpresa

Cinematheque, TALK SHOWS (segundas, 21h)

07 – Toni Garrido + David Moraes
14 – Moreno Veloso + Kassin + Domenico
21 – Mar’tnália + Paulinho Moska
28 – Rodrigo Maranhão + Pedro Luis

Mofo, DEBATES (terças, 18h)

08 – Indústria Fonográfica: Presente, Passado, Futuro
15 – Festivais e Festivais
22 – Fomentando a cena
29 – Artista: Aonde estou? Para onde vou?

Estúdio Bee Happy e 304, WORKSHOPS (quartas, 18h)

09 – Dunga – Baixo
16 – Fernando Magalhães (Barão Vermelho) – Guitarra
23 – João Barone (Paralamas do Sucesso) – Bateria
30 – Chico Neves – Produção Musical

Oi Futuro, LANÇAMENTOS DE DISCOS (quintas, 19h30)

10 – Os Outros
17 – Columbia
24 – Vulgo Qinho & Os Cara
31 – Quito Ribeiro

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* CALZONE 07

Não explanem, mas nesse dia 19 de dezembro, quarta-feira, a nossa casa estará livre, pois nossos pais estarão viajando para um safari na Tanzânia. Por isso estamos planejando uma bagunça pra galera. É, vai ter festinha mesmo!

É só chegar a partir das 19hrs no endereço que está no convite.

Lembrando a todos que nosso esquema de segurança não permitirá a entrada em nossos aposentos para o povo que chegar após as 21hrs, por isso, programem-se.

Obs: quem trouxer pacote de Skiny será barrado.

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* Zion Train, 22 Dez

Espaço Live
Zion TrainDigitaldubs Sound System
22 de dezembro (sábado)
22h
R$ 40, R$ 20

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Uma pose neón

O Klaxons é hoje uma das bandas mais amadas e odiadas da Inglaterra. Ao mesmo tempo. A recente premiação no Mercury Awards serviu de motivo para se reiniciar discussões sobre a banda.

São talentosos, não há dúvida. E há de se admirar um mercado fonográfico onde algo tão barulhento quanto o Klaxons é premiado.

Entretanto, a postura blasé dos integrantes, somada a atenção exagerada que o Klaxons dá para besteiras como cunhar e espalhar um termo bobo como new rave, angaria antipatia na mesma proporção que as músicas conquistam fãs.

Justice

Antes deles, o Justice fez mais uma apresentação avassaladora, trazendo de volta a pergunta: banda de abertura?! Em cerca de um mês, a dupla abriu para Chemical Brothers, Cansei de Ser Sexy e Klaxons. A próxima data na cidade, em fevereiro de 2008, finalmente trará os dois como atração principal da noite.

Como de costume, com a classe parisiense, a dupla inseriu samples dos anfitriões da noite em seu set. E tome sirenes de “Atlantis to Interzone” sobre “We are your friends”, além da picotada aloprada de “Skitzo dancer”, do Scenario Rock (gracias pela identificação, Matias), criando um refrão melhor que o original.

O público, no princípio apenas respeitoso com os convidados especiais, parecendo desconhecer o Justice, urrava no final enquanto Gaspard e Xavier saíam do palco.

Klaxons

Era vez da atração principal satisfazer a meninada — maior parte do público. Ao vivo, o Klaxons dá justificativa para os dois lados da discussão ao seu redor.

Com algumas boas músicas, fizeram a turma dançando de olhos fechados voar através do teto e voltar. Porém, os que estavam de olhos abertos foram saudados com uma performance de fazer a dupla Slash e Axl Rose corar de vergonha.

Trejeitos, capas de couro, frases de efeito, proibição dos tubinhos de neón que antes eram tão bem vistos, a atitude “duas noites lotadas na Brixton Academy e não estou nem aí” e uma chuva de papel picado realmente tiram o foco da música. E isso só pode ter um resultado negativo.

Sem tanta purpurina ao redor, talvez seja mais fácil gostar do Klaxons. No Coachella, quando foram obrigados a tocar num palco de festival, sem direito a tanta frescura e oba-oba, o som sobressaiu e a impressão foi positiva.

O problema é que essa opção parece inexistente. O disco de estréia, “Myths from the near future”, é ruim (embora tenha gerado uma penca de remixes assassinos, de 2ManyDJs a Skream). Ao vivo, é uma banda saída de uma revista voltada para pré-adolescentes.

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“Bem melhor”


“Bem melhor”

Nessa quarta tem show de encerramento da turnê do Moptop. Rumo ao segundo disco.

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Os 5 melhores discos de 2007 – Gringolândia

Dezembro chegou, 2008 bate a porta, hora de eleger os melhores do ano.

Além de listas não serem o forte do URBe (nunca lembro exatamente o que saiu e todo ano digo que vou manter anotações que nunca faço), 2007 foi magro de bons lançamentos.

Por isso, para simplificar, serão duas listas curtas: os 5 melhores discos nacionais e os 5 melhores internacionais, começando pelos importados, aproveitando exatamente a seleção feita a pedido de uma revista.

Com os comentários novamente funcionando, o espaço está aberto para sugestões, acréscimos e as eventuais reclamações.

Amanhã a lista dos brasileiros.

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M.I.A.“Kala” (XL)

Ninguém apostava muito na continuidade do trabalho da M.I.A., principalmente no Brasil, após o fiasco de sua apresentação no TIM Fest e de ter seu trabalho classificado com mero pastiche do baile funk. Não é.

Em seu segundo disco, batizado com o nome da mãe, “Kala” (o primeiro homenageava o pai, “Arular”), M.I.A. contou com Switch na co-produção de 9 das 12 faixas, além de Diplo em outras duas. O ex-Deus do hip hop underground, Timbaland, assina outra, a pior do disco, “Come around”, no estilo fanfarrão que o tornou conhecido mundialmente.

A delicada (até onde M.I.A. se permite ser) “Paper planes”, com samples de “Straight to hell” (The Clash), subvertem os ruídos de “Money” (Pink Floyd), intercalando o som da caixa registradora com tiros de escopeta e o tilintar de moedas caindo. Em “$20 dollar” (referência a “10 dollar”, do primeiro disco), ela cita “Where is my mind” (Pixies) no refrão.

Ao explorar – e principalmente, cruzar – batidas terceiro mundistas, M.I.A. consegue criar fusões interessantes, encontros improváveis (será?) entre banghra, baile funk, kuduro, grime e o que mais for torto ou parte de alguma sub-cultura. E você só precisa dançar.

Radiohead“In Rainbows” (XL)

“In rainbows” entrará para história como “o disco gratuito do Radiohead”. Quanta injustiça. O disco é bem maior que o factóide criado ao seu redor pela discutível atitude “fura-greve” dos ingleses de deixarem o consumidor decidir quanto quer pagar pelo trabalho.

Simples e minimalista se comparado com trabalhos anteriores, como todo bom disco do Radiohead, “In rainbows” desce devagar.

Começa amargo, até o doce de canções como “15 step”, “Nude” e “Weird Fishes/Arpeggi” se espalhar pelo resto das músicas e você se flagrar, ao final de “Videotape”, querendo ouvir tudo outra vez.

Justice“†” (Ed Banger)

Vá lá, “†” não segue exatamente o conceito de um álbum, soando mais como uma coleção de singles, é verdade. Mas que singles!

A estréia dos franceses flui como um disco de “greatest hits”, o que não deixa de estar em sintonia com o mercado atual, em que cada música é vendida, distribuída ou, na maior parte dos casos, baixada, individualmente.

A dupla, porém, teve o bom senso de deixar de fora o remix do Simian, “We are your friends”, que os catapultou para fama, o que conta ainda mais pontos a favor.

Não é apenas no formato que o Justice é contemporâneo. O conteúdo é igualmente moderno. Ruídos, sons de erros de computador e distorções são organizados como uma sinfonia digital, barulhenta como a conexão de um modem antigo. O som do agora.

LCD Soundsystem“Sound of silver” (DFA)

James Murphy cometeu um discaço, já nascido com um clássico, “All my friends”. Na chuva de bandas fazendo o tal disco-punk na esteira do sucesso do LCD Soundsystem, sobrou o sujeito que iniciou o revival e seus filhotes do The Rapture. Porque quantidade, definitivamente, não é sinônimo de qualidade.

Burial“Untrue” (Hyperdub)

Burial é um produtor sem rosto. Ninguém sabe quem ele é ou como ele se parece. E ele faz questão de manter as coisas assim, o foco é a música. Seu segundo disco, “Untrue”, conseguiu superar as altas expectativas geradas por seu primeiro e homônimo lançamento. Two-step, garage e, envelopando tudo, dubstep, recortados por vocais de R&B totalmente dilacerados, esticados para caber no tempo, perdidos entre ruídos editados e flutuando no espaço.

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Bônus:

Digitalism“Idealism” (Virgin)

“Zdarlight”, “Pogo”, “Digitalism in Cairo” e “Jupiter room” são justificativas o suficiente para a estréia do Digitalism figurar em qualquer lista. Nem que seja no bônus.

+ Dicas dos leitores:

João Brasil:
Chromeo, “Fancy footwork”

Pedro Seiler:
Arctic Monkeys, “Favourite worst nightmare”
Mark Ronson, “Versions”

Christiano:
Patti Smith, “Twelve”
Deerhunter, “Cryptograms”
Akron/ Family, “Love is simple”
Liars, “idem”
Dntel, “Dumb luck”

Rodrigo:
Battles, “Mirrored”
Dan Deacon, “Spiderman of the Rings”
Ricardo Villalobos, “Fabric 36″
Jens Lekman, “Night Falls Over Kortedala”
Panda Bear , “Person Pitch”
Best Fwends, “Alphabetically Arranged”
Rodion, “Romantic Jet Dance”
Caribou, “Andorra”
Elektrons, “Red Light, Don’t Stop”

Carlos:
The Bamboos, “Raw ville”
Antibalas, “Security”
The Eternals, “Heavy international”

Rodrigo Hermann:
Arcade Fire, “Neon Bible”
The Good, The Bad & The Queen, “TGTB&TQ”
Wilco, “Sky blue sky”

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