Chegará o dia em que nenhuma cena será filmada sem exigir algum tipo de composição em pós-produção, até vídeo de festa de aniversário.
Dá uma olhada na amplitude do uso do fundo azul/verde no cinema — técnica conhecida como chroma key, onde imagens e cenários são inseridos digitalmente — em tomadas que você nem pensaria que ele estivesse sendo usado.
A maior dificuldade da técnica é balancear a luz (temperatura de cor, intensidade, direção) de duas situações gravadas em ocasiões e/ou lugares diferentes, principalmente se uma for uma externa e a outra um estúdio.
Via @6D_estudio.
Tungado do Ryot Tiras, dica do Arnaldo.
Bem que essa exposição do Tim Burton no MoMA podia pintar por aqui, hein.
ATUALIZAÇÃO: E o CCBB vai trazer!
Via @regianeteixeira.
Um Wiimote hackeado para produzir um efeito de três dimensões muito além do que se vê em uso hoje. E pensar que esse sujeito colocou esse vídeo no YouTube em 2007.
Via @fcontinentino.
Em algum ponto o autor confundiu procastinação com DDA e até mesmo diversão, ainda assim, um bom vídeo.
Via @antoniopedro.
Um documentário sobre o Dr. Alexander Sasha Shulgin, químico que descobriu os efeitos do ecstasy e de 200 outras substância psicoativas, o que obviamente lhe ocasionou problemas com a lei.

“Claude Monet De Chapéu Vermelho”
Desde que apareceu na rede, sabia que “Logorama”, melhor curta de animação do Oscar 2010, parecia familiar. Não tinha o frescor de uma novidade.
“Logorama”
Com uma execução trabalhosa de doer, o conceito é muito próximo daquelas batidas camisetas das barraquinhas de Camden Town com logos famosos transformados em mensagens subversivas (McDonalds x Marijuana, Puma x Pimp, etc), campeãs de vendas desde mil novecentos e minha vó de saia.
Em termos de inovação, o vencedor da mesma categoria em 2009 , “I Met The Walrus”, esbarrou na mesma questão. A animação feita em cima de uma entrevista inédita em áudio John Lennon utiliza uma linguagem tipográfica pra lá de batida — embora tenha sido muito bem aplicada no filme, o que faz relevar o “problema”.
Voltando ao “Logorama”, além das camisetas de Camden, sabia que já tinha visto um trabalho muito parecido em algum lugar. E não foi muito longe. Em 2008, o brasileiro Fernando Levi havia deixado nos comentários um link para seus trabalhos e as colagens com logos foram publicadas aqui no URBe. Hoje ele mandou mais uma leva, que são essas imagens que ilustram esse texto.
Muito próximo tanto conceitualmente quando visualmente, o trabalho do cineasta argentino Nicolas Schmerkin e do Fernando tem relação. Ambos emprestam novos significados a marcas conhecidas, combinando uma ou várias delas de maneira criativa.
Via @felipeguga
Realizado pelo coletivo dublab.com, “Secondhand Sureshots” conta com participação dos produtores Daedelus, J-Rocc, Nobody e Ras G falando da arte de garimpar discos em sebos. O assunto é batido, porém o projeto parece interessante. No saite oficial do doc tem alguns clipes do filmee detalhes do super pacote de lançamento, incluindo capas disco customizadas com trabalhos exclusivo da dupla Hit+Run. Dica do Goiabada.
Assim que saiu “All my friends”, do LCD Soundsystem, fiz essa gambiarra acima (que depois virou lugar comum) pra poder publicar a música no URBe.
Até hoje é um dos vídeo com mais visitas e mais comentados na minha conta no YouTube. Vez por outra, aparecem coisas legais:
I predict that 30 years from now, this WILL be looked upon as a classic and one of the defining songs of the 00’s. the same way “Like A Rolling Stone” was for the 60’s. The lyrics are so meaningful, the build up is immense, it’s strikingly beautiful through it’s repetition.
AND THIS SONG DOESN’T GET FIVE STARS?
That is just sad. I would rather lose both thumbs than forget about this song.
O sujeito deve estar certo.
A chegada ao Camboja engana. A recepção fria e seca dos militares assusta e não passa uma imagem fiel do país ou de seu povo.
Preocupados apenas em coletar o dinheiro dos vistos, os responsáveis pela função dão atenção especial para tarefa de sobretaxar o valor de 20 dólares, arredondando para cima o que ja é redondo, roubando 5 dólares por turista. O lucro é alto agora que o pais é bastante visitado.
Pra completar, a taxa de saída são mais outros extorsivos 25 dolares, mais do que se cobra pra entrar!
Tal comportamento não chega a ser surpresa num país conhecido por uma guerra civil recente, quando o sanguinolento Khmer Vermelho dizimou a própria população com o apoio dos militares. A paz é ainda muito nova.
Apesar de descarado (o valor real do visto fica a mostra num luminoso e vem carimbado no passaporte), nem passa pela cabeça reclamar do golpe. Atrás do guichê ficam um dezena de militares: um para pegar o passaporte, outro pra levar, um terceiro pra receber o dinheiro, outro pra dar o troco, mais um pra devolver o documento… Melhor não, deixa pra lá.
Uma vez dentro do Camboja, descobre-se um povo muito amigável, educado, solícito e organizado. As ruas são limpas, diferente do que se espera encontrar em um dos países mais pobres da Ásia. Os hotéis e bares, principalmente em Siam Reap, são arrumados e contemporâneos, provavelmente pertencentes a europeus ou cambojanos repatriados.
As pessoas são alegres, brincalhonas e mesmo os pedintes ou vendedores de rua não são tão insistentes como na Índia ou Tailândia (tirando os de Angkor Wat, batendo recordes mundiais, podendo ser considerados chatos até pelos indianos).
Outra grande surpresa são os preços. O Camboja não é barato. Seria exagero dizer que é caro, mas é bem mais caro do que os seus vizinhos. Nada custa menos de 1 dólar e geralmente as negociações de coisas pequenas começam logo em 2 dólares, valor mágico nas ruas.
Parte da culpa é exatamente o dólar ser a moeda oficial do comércio, encarecendo tudo ao arredondar valores. São preços irreais, que não condizem com os custos do pais, mesmo considerando-se que o Camboja não possui indústria e quase tudo é importado. Eles cobram o que você pagaria em qualquer outra cidade, o que não é a matemática correta em nenhuma economia.
Nas duas principais cidades, a pequena Siem Reap ou a capital Phnon Penh, os motoristas de tuc-tuc ou de motos (transporte muito utilizado, levando até três pessoas) não sabem o nome das ruas ou onde fica nada. E não se trata de golpe, uma vez que o preço é fechado e eles perdem tempo e combustível com a confusão.
Na noite que chegamos em Phnom Pehn, a ida ao melhor restaurante da cidade foi uma saga. Era perto do hotel, havia um mapa com o local marcado, além do endereço. O motorista se perdeu, ninguém sabia informar como chegar e foi tanto desencontro que saímos andando, sem nem pagar pela corrida.
Ao ligar para o restaurante de um outro lugar, o próprio dono foi nos buscar de moto. Era numa esquina das duas principais ruas da cidade, a entrada marcada com um luminoso gigante.
O melhor de andar por Phnom Pehn e caminhar de um templo para o outro, observando a vida local. Os meninos fazendo altinha com peteca, as meninas com raquetes, e gente de toda idade dançando em grupos numa grande praça.
No final de tarde, diversos aparelhos de som são montados pela praça. As velhinhas fazem aulão de aeróbica, os jovens criam e executam coreografias para sucessos do pop internacional, sendo seguidos por quem quiser chegar junto. Difícil é não participar, já que se você fixar olhando muito será convidado a se juntar.
Os campos de extermínio do Khmer Vermelho são para muitos a grande atracão da cidade. Todo motorista vai propor uma corrida pra lá (também pela distancia, é claro) e o local é sempre citado em panfletos e sugestões de passeio. Tô fora desse tipo de visita baixo astral. Fui a Aushwitz uma vez, contrariado, pra nunca mais.
Em todo caso, levanta a mão quem não ouviu falar do Camboja justamente pela guerra civil, Khmer Vermelho, as minas terrestres, a legião de amputados… Talvez por serem recentes, esses fatos são comentados muito mais até do que os templos de Angkor Wat.
Goste ou não disso, são um dos pontos de venda do pais como destino turístico. A quantidade de livros sobre o regimes suas atrocidades disponíveis na loja de livros do aeroporto confirmam que essas histórias são também um amargo souvenir.
Deve ter sido isso que o ministro haitiano queria dizer quando declarou que o terremoto avassalador seria bom para o pais. É uma desgraça sem tamanho, mas colocara o país no mapa e no centro da mídia até mais do que sua própria guerra civil. Isso pode trazer apoios governamentais, ONGs, etc.
Taí o Camboja pra provar. Sem falar na adoção de crianças orfãs por famosos, a moda da vez.
Na estrada de Phnon Penh para Siam Reap dá pra ver um pouco do lado rural do pais. Dentro do ônibus, a usual hospitalidade cambojana: lanchinho, explicações num inglês esforçado que você não encontra, por exemplo, na Tailândia, e sorrisos.
O povo do Camboja é generoso. Todo lugar que você sentar te oferecem água, se você comer lhe dão frutas ou alguma sobremesa local sem cobrar por isso. Além disso, como os brasileiros, fazem piada e se zoam sem parar, estão sempre rindo.
Mesmo quando uma barganha deixa um vendedor enfezado - eles não gostam muito do esporte - uma piadinha qualquer arranca risadas e zera qualquer mal entendido.
A área por onde se espalham os templos de Angkor é enorme, por isso fretar um tuc-tuc é indispensável e ter um guia, aconselhável. O total não é barato: 20 dólares para entrar, 15 pelo tuc-tuc e 25 pelo guia. Os dois juntos agilizam o passeio, possibilitando ver o essencial em um dia. Para se ver tudo, aconselha-se três dias.
O parque é muito bem cuidado e as construções impressionam pelo tamanho e principalmente pelos detalhes. Templo hindu transformado em budista, Angkor foi saqueado durante guerras, depredado por vândalos e fanáticos religiosos hindus, que rasparam o rosto dos budas talhados nas paredes de pedra e destruíram estátuas.
Durante seu regime Maoísta, o Khmer vermelho destruiu os mais de 3 mil templos budistas do país e matou milhares de monges, considerelados parasitas. Felizmente, deram pouca atenção a Angkor, apesar dos buracos de bala na parede. Ainda bem. Podia ter sido bem pior.
Mais um belo trabalho da turma da Pleix. A trilha é “Poney Part 1″, do Vitalic.
Dica da @vanessitcha, comentando sobre esse outro vídeo de cachorros em câmera lenta.
Já que o assunto é Pleix, dá uma olhada nessa instalação:
E nessas peças publicitárias feita pelo grupo:
Editado por Skiz Fernando, do selo WordSound, o livro “The Mind’s Eye” reúne os trabalhos como artista visual do produtor e baixista Bill Laswell, editado exatamente no trabalho de um LP.
O vídeo do Tostitos é OK. Agora, clica pra assitir na página do Vimeo pra você ver só que maneiro.
Dois saite para quem trabalha com audiovisual e está procurando frilas: Poptent e Filmaka. O primeiro é o mais interessante, funcionando como uma espécie de classificados de idéias, com pagamentos de até 7 mil dólares para os selecionados.
Logicamente, não é pra levar a sério. O último, no entanto, é a mais absoluta verdade.
O British Film Institute restaurou a primeira versão cinematográfica de “Alice No País Das Maravilhas”, filmada em 1903. Dirigida por Cecil Hepworth and Percy Stow 37 anos após a publicação do livro, foi realizada apenas oito depois do nascimento do cinema.
Nada como um país com memória.
Atualização: O Rodrigo deixou a dica nos comentário de que dá pra assistir o filme no The Auteurs.

É pra pensar.
No saite Future Me você pode escrever um email pra você mesmo, escolhendo uma data no futuro para que ela seja entregue. Escrevi a minha, agora estou tentando esquecer totalmente disso pra ter uma surpresa em fevereiro de 2015.

Bangkok foi uma grata surpresa, a cidade é mais organizada e tem mais atracões do que se costuma comentar. Sempre descrita como um lugar caótica, talvez pelo baque na Índia, comparando parecia até bem calma.
Os templos são lindos, perfeitamente conservados. São tantos que não falta opção, o problema é que mesmo se for perto do hotel, chegar até lá nunca é muito simples.
Como no Brasil, quase ninguém fala inglês nas ruas e com um alfabeto próprio fica bem complicado se guiar por placas em tailandes. A melhor opção são os tuk tuks e taxis, com os quais é preciso ficar atento pois estão sempre tentando aplicar um golpe, desde preços extorsivos até oferecer pechinchas para te “seqüestrar” para um tour forçado por lojas onde eles recebem comissão apenas por levar turistas até lá.
Visitando tantos templos, aproveitei pra botar a meditação transcendental, o que não fazia há há alguns anos. Surpreendentemente foi bem intenso, é igual andar de bicicleta. A energia gasta na meditação somada a duas noites de pouco sono, má alimentação a dias e mudança de clima (na Índia estava frio e Bangkok é um forno) me derrubaram.
Mesmo me sentindo cansado, o passeio continuou, afinal o tempo era curto. O Wat Pho, onde fica o gigantesco Buda deitado, é também é um importante centro e escola de masagens. A de corpo inteiro parece uma surra, estalando as articulações e pressionando todos os nós. Você urra e os massagistas só riem.
Com tanta distração, indo de um lado pro outro, na Tailândia não dá tempo de se analisar tanto as coisas como na Índia. Além do problema da língua, a cidade apresenta menos problemas. O que, estando de férias, foi ótimo, relax total.
No Grand Palace, onde está o cultuado Buda de esmeralda, é curioso notar a placa na entrada, alertando os turistas para ficarem atentos aos seus “valiosos pertences”. Talvez uma ponta de ironia, já que o budismo prega o desapego dos bens materiais e o entendimento da nossa própria insignificância enquanto seres.
De qualquer maneira, também é interessante que as mais cultuadas imagens de Buda são de metais ou pedras preciosas e se destacam pela opulência. Doações de dinheiro são abundantes nos templos e tem grande destaque, com as notas ocupando boa parte dos altares.
Ainda deu tempo de conferir o buxixo da Khao San Road, conhecida como central dos mochileiros, com suas hospedagens baratas, quinquilharias, agências de viagem e comidas. Mesmo nesse clima tumultuado dá pra se conseguir uma fantástica massagem no pés, confirmando a lenda de que na Tailandia qualquer opção é tão barata quanto boa. Por cerca de R$6 (seis Reais) recebe-se 40 minutos de massagem nos pés, é o paraíso.
De Bangkok para Koh Phi Phi, para umas férias dentro das férias. Pra chegar lá, voa-se para Krabi, no Sul da Tailândia, de onde se pega um barco até Railey, indo para Koh Phi Phi na manhã seguinte. O lugar era apenas ok e mesmo assim já era bem bonito.
Foram três dias sem fazer absolutamente nada, pulando de praia em praia e matando o tempo na varandinha do quarto. Demais. A única “atividade” foi um passeio barco, passando pela ilha onde foi filmado “A Praia” e uma parada para mergulhar de máscara e snorkel, cercado de peixes, como se estivesse dentro de um aquário de água salgada. A água totalmente transparente.
Tava dando até preguiça de partir para o Camboja.
Essas e muitas outras animações no saite da PES.
Essa carta foi escrita por Harvey Weinstein, chefe da Miramax, para o documentarista Errol Morris logo após conferir a entrevista horrorosa na época do hoje clássico “The Thin Blue Line”.
Que aula.
Abaixo, a transcrição, em inglês:
MIRAMAX FILMS
August 23, 1988
Errol Morris
c/o The Mondrian Hotel
8440 Sunset Blvd.
Los Angeles, CA
Dear Errol:
Heard your NPR interview and you were boring. You couldn’t have dragged me to see THE THIN BLUE LINE if my life depended on it.
It’s time you start being a performer and understand the media.
Let’s rehearse:
Q: What is this movie about?
A: It’s a mystery that traces an injustice. It’s scarier than NIGHTMARE ON ELM STREET. It’s like a trip to the Twilight Zone. People have compared it to IN COLD BLOOD with humor.
Speak in short one sentence answers and don’t go on with all the legalese. Talk about the movie as a movie and the effect it will have on the audience from an emotional point of view.
If you continue to be boring, I will hire an actor in New York to pretend that he’s Errol Morris. If you have any casting suggestions, I’d appreciate that.
Keep it short and keep selling it because that’s what’s going to work for you, your career and the film.
Congratulations on all your good reviews. Let’s make sure the movie is as successful.
Best Regards,
(Signed)
Harvey Weinstein
Via Letters of Note.
Uma instalação do francês Celeste Boursier-Mougenot.
Via BBC.
Falando em Felipe Astolfi, fui conferir os trabalhos do sujeito no Flickr e encontrei essa foto sensacional.
Isso dava um belo projeto, com pantones de cidades por todo mundo.
Designers espalhados pelo mundo, alguém topa? Podem mandar as fotos pra mim que vou reunindo pra publicar aqui no URBe. Seria demais.
A encenação com fantoches do livro “1984″, de George Orwell, feita pelo brasileiro Felipe Astolfi, foi parar no Boing Boing.
É tão engenhoso e simples que no There, I Fixed It seria considerado uma peça rebuscada de design.
O Chatroulette explicado num documentário muito bem executado.
O artista de rua conhecido como Banksy resolveu se aventurar pelo mundo dos documentários, envolvendo-se num filme sobre ele mesmo e outra ramificações, “Exit Through The Gift Shop - A Banksy Film” (algo como “saída pela loja de souvenirs”).
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