30 de agosto de 2011 às 10h02
Doc: “The Antics Roadshow” (Banksy)
Um histórico do mal comportamento em público, segundo Banksy. Um apanhado sobre protestos criativos feitos por anarquistas e ativistas, produzido para o Channel 4 pelo artista de rua.
Um histórico do mal comportamento em público, segundo Banksy. Um apanhado sobre protestos criativos feitos por anarquistas e ativistas, produzido para o Channel 4 pelo artista de rua.
Feito em cima de uma série de gravações de áudio realizadas por uma dupla em briga com os vizinhos, “Shut Up Little Man” poderia ser a versão gringa do bom e velho, cláááássico trote do adevogado Pareto – que aliás, até hoje não tem um documentário.
“Abril de 2011. A intolerância ao diferente apoiada por uma campanha de higienização social em Belo Horizonte, assume ares de politica repressiva de caráter criminal.
“À administração municipal, policia militar e mídia se associam na tarefa de criminalizar o artista de rua, artesãos nômades portadores de um patrimônio cultural brasileiro que deriva da resignificação do movimento hippie das décadas de 60 e 70. Uma cultura com mais de 40 anos.
“Mas quem criminaliza o estado?
“Com expressões próprias na arte, na música e no estilo de vida, os artesãos são perseguidos, saqueados em seus bens pessoais e presos por desacato ao exercer a legitima desobediência civil.”
Um protesto em forma de documentário, gerando uma discussão grande na página do curta.
Sábado tem UFC Rio e a cervejaria aproveitou pra fazer uma campanha online com o Aranha.
Assisti esse vídeo tantas vezes que até esqueci de publicar aqui. Ou publiquei? Não lembro. Entrevista do ano essa da Isoléa.
O imigrante caribenho está falando de Londres, mas poderia muito bem ser algum brasileiro falando de algum grande centro do país. As vezes, prever o futuro é simplesmente ouvir o que está acontecendo em outros lugares.
O MinuteBox reúne especialista em diversas áreas para responder suas dúvidas em tempo real. O primeiro minuto é grátis, os seguinte são cobrados – em média 2 dólares por minuto, filosofia de advogado. Isso pega, hein.
Dica do @dudufraga.
Um documentário sobre o movimento negro nos EUA editado a partir de um material recém-descoberto com entrevistas com integrantes chave do Panteras Negras. Produzidas por jornalistas suecos na virada dos anos 60 para 70, só agora as imagens foram montadas, com trilha do ?uestlove e comentários de Erykah Badu, Talib Kweli e outros.
Acho que vou desistir de ler a rede toda, tô achando que não vai rolar. Mesmo com 12 horas com os olhos pregados nisso aqui (das quais retenho 4 minutos), deixei passar e só descobri o Canvas ontem.
Criado por Christopher “moot” Poole, fundador do 4Chan, fórum anárquico com 12 milhões de participantes Boa parte das pérolas das internetes saem de lá e, embora moot diga que não é bem assim, o Canvas é o 4Chan em formato amigável para negócios.
A usabilidade da ferramenta para criar, taguear e compartilhar imagens é impressionante. O WordPress vai ficando cada vez mais pra trás com sua mecânica velha de blogar. Bastava olhar para o Tumblr e seu botão “reblog” pra notar que a mudança está a caminho. Observando o Canvas, ela está bem perto.
Demonstração do projeto Swarmanoid, que desenvolve robôs que executam tarefas coletivamente.
A equipe do Instagram fez uma seleção de fotografias dos tumultos em Londres publicadas no aplicativo e reproduziu no Tumblr. Foi a forma encontrada de fazer as imagens atingirem mais gente, uma vez que além do Instagram ser uma comunidade exclusiva do iPhone, nem todos seguirem gente da cidade.
Confira mais cliques fotógrafa japonsesa Natsumi Hayashi no Yowayowa, onde ela revela até o truque das fotos levintando.
“Dear Friends,
“In 1969, John and I were so naïve to think that doing the Bed-In would help change the world.
Well, it might have. But at the time, we didn’t know.
“It was good that we filmed it, though.
“The film is powerful now.
“What we said then could have been said now.
“In fact, there are things that we said then in the film, which may give some encouragement and inspiration to the activists of today. Good luck to us all.
“Let’s remember WAR IS OVER if we want it.
“It’s up to us, and nobody else.
“John would have wanted to say that.
“Love, yoko
“Yoko Ono Lennon
“London, UK
“August 2011″
Motivada pelos recentes distúrbios em Londres, Yoko Ono disponibilizou a íntegra de “Bed Peace”, até o dia 21 de agosto.
O documentário foi filmado em 1969, quando John e Yoko organizaram um protesto pacífico pela paz mundial, direto de suas camas de hotel em Amsterdã e Montreal, conhecidos como bed-ins. Os eventos chamaram muita atenção da mídia, funcionando como palanque para propagar os ideiais do casal.
Eles queriam a paz. E os malucos são eles.
Curtir, estrelinhas, número de comentários, tuitadas e facebookadas… Ao confiar nos termômetros de popularidade digital estaríamos abandonando nosso senso crítico? É o que levanta Chris Colin num artigo para Wired:
Aprender com as experiências dos outros é uma sabedoria que não substitui nossa próprias vivências. Outro dia o James Murphy, do LCD Soundsystem, falava algo nessa linha em relação aos sistemas digitais de recomendação de músicas.
Dica do @thepedrogarcia.
“No coração da Casamance, interior do Senegal, Kabadio é um vilarejo tradicional muçulmano que se apresenta como uma espécie de ilha mística protegida pelo Islã e seus Marabous (Professores do Alcorão). Em meio a uma guerra civil entre as forças do governo e o MFDC (Movimento de Força Democrática da Casamance) – uma luta armada que milita pela independência – Kabadio também vive a realidade dos contrabandistas que fazem o trânsito clandestino de mercadorias entre as fronteiras da Gâmbia, Casamance e Guinée Bissau.”
O projeto é do brasileiro Daniel Leite e inclui, além do documentário, um livro e exposição de fotos.
Vou simplesmente reproduzir o email que recebi de um amigo:
“No reality show português “Último a Sair”, que conta com Roberto Leal (sim, aquele da “Fatamorgana”) entre os participantes, um participante tem a brilhante idéia de passar o tempo fazendo um chá com uns cogumelos trazidos da Holanda.”
Que pérola.
ATUALIZAÇÃO: O programa é um humorístico em formato de reality, só que falso. Genial.
Estava demorando: premiê inglês David Cameron sugere um controle sobre as redes sociais para conter os tumultos em Londres.
Como disseram, conflitos urbanos existiam antes das redes sociais, o que não existia era mutirões de limpeza comunitários organizados em poucas horas.
Querer culpar as redes sociais é atacar a consequência, não a causa, como foi muito bem explicado pelo sociólogo Silvio Caccia Bava no belo sabão que passou nos apresentadores da Globo News.
Enquanto isso, o coro come no Chile, aqui do ladinho. Vai vendo.
Vários links e infos desse texto foram garimpandas na excelente filtrada das notícias de Londres feita pelo Matias.
Inspirados pelas recentes mobilizações no mundo árabe e na Espanha (talvez até pelas de Londres, vai saber), os americanos do grupo Culture Jammers, através da revista Adbusters, marcaram uma ocupação de Wall Street, em Nova York.
Os próprios organizadores do #occupywallstreet sintetizaram o espírito do movimento nas palavras do manifestante espanhol Raimundo Viejo, durante os eventos na universidade Pompeu Fabra, em Barcelona:
“O movimento anti-globalização foi o primeiro passo. Antes nosso modelo de ação era atacar o sistema como uma alcatéia. Havia um macho alfa, um logo que liderava o grupo, e aqueles que seguiam. O modelo evoluiu. Hoje somos uma grande massa de pessoas”
Via @antonioengelke.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo. Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.
Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.
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falaurbe [@] gmail.com

