OEsquema

Funk proibido

A Resolução 013 está, em termos práticos, proibindo os bailes funk nas comunidades. Participe do abaixo assinado do Meu Rio para tentar mudar essa distorção da lei.

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A transformação pela yoga

Que história.

Via BoingBoing.

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Um homem a caminho da História

Você conhece a histórica foto original, agora preste bastante atenção na imagem acima.

A dica está depois do pulo.

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Insta câmera

Projeto conceitual de um estúdio de design, a Instagram Socialmatic Camera serviria como câmera digital integrada as redes sociais e também imprimiria fotos instantâneas.

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O mistério de Rhye

Desde que chamou atenção com a belezura “Open”, o Rhye tem ouvido basicamente três coisas: comparações com The xx e Sade; sensação como novo r&b; e especulações sobre quem são os integrantes da banda. O veeeeeelho truque do anonimato triunfa mais uma vez.

Tudo que se sabe é que se trata de uma dupla e de que ambos são parte de bandas conhecidas, tendo lançado 10 discos, somado os trabalhos dos dois. Não se tem certeza nem do sexo. Nem pela voz dá pra chutar. Ou é uma areinha engrossando o agudo feminino ou um falsetto afinando o grave masculino. Faça sua aposta.

Nas poucas entrevistas, eles ou elas dizem que querem que as pessoas ouçam as músicas (por enquanto só as três do EP e suas acapellas, o disco cheio está prometido pra breve) sem se distrair com suas bandas mais conhecidas. Faz até sentido, mas todo esse segredo está apenas gerando mais especulação e… tirando atenção da música.

O clipe é bem massa e levemente NSFW.

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Doc curta: “In Bed With Invader”

Uma noite em Paris com o Space Invader.

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Vídeo da noite histórica do Tony Allen no Circo Voador

Que noite.

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Desenhos de pano

Que ideia sensacionalmente simples esse Child’s Own. Tem muito mais.

Vi no FB de alguém, se foi no seu, avise.

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Gil gravando “Refazenda”

Imagens em 16mm feitas durante as gravações do disco “Refazenda”, no Rio, em 1975.  Direção do Marco Antonio Bichir, de acordo com os créditos do YT.

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No céu com a Céu no Circo


foto: Dustan Gallas

Em noite de super lua, todos os olhos estavam no céu, só que o brilho mesmo foi visto olhando pra Céu dentro da tenda do Circo Voador.

O que se vê no palco é exatamente o que o ótimo “Carava Sereia Bloom” indica: uma cantora e compositora segura, a vontade. Fazia bastante tempo que não a assistia ao vivo. Acompanha sua carreira (ela fez parte da coletânea “OViolão” aqui do OEsquema, com uma versão de “Cangote”), porém, tirando a participação no show da Martina Topley-Bird, que me lembre só vi sua estréia em palcos cariocas, seis anos atrás.


foto: URBe

Antes dela, a abertura ficou a cargo da Anelis Assumpção – filha do Itamar, mulher do Curumin e grande amiga da Céu. Compartilhando alguns músicos com a atração principal (Lucas Martins e Bruno Buarque, além de Zé Nigro, Kiko Dinucci e Meu Pregnolato), Anelis acertou mesmo da metade pro fim, principalmente depois que desviou de covers bobas de Bob Marley e foi pelos próprios caminhos, como a versão dubwise de “Not Falling”.


foto: URBe

A receita continua a mesma, pop, reggae, afrobeat, trip hop. Acompanhada por Dustan Gallas, DJ Marco (além de Lucas Martins e Bruno Buarque), Céu dividiu o show em dois atos, com troca de figurino inclusive, misturando músicas dos três discos. Ao longo do show ela toca um teclado, ou tentava tocar no caso, já que o equipamento apresentou bastante defeitos.

No primeiro, mais soltinha e iluminada, tocou as músicas de pegada mais ensolarada, com referências de samba, rock steady e jovem guarda. No segundo, com um vestido de noite, brilhoso, enveredou pelas influências mais soturnas, do trip hop e chapações. Em ambas as metades, Céu está segura no palco. Dança, faz charme, se ajoelha no chão, coisas que ante a timidez não permitiria. E não tem nada melhor para um artista do que se permitir (diz aí, Lulu, hahaha!).

Só  versão matadora de “É preciso dar um jeito, meu amigo”, do Erasmo Carlos, já valeria o show. Faz falta ela citar os autores das versões que toca ou os parceiros de suas canções. É meio chato pontuar a apresentacão com créditos, mas deve haver um jeito.

Com a casa cheia, 1.400 pessoas cantando todas as letras, numa reação hermânica, e clamando por um bis e um tris, Céu finalmente chegou ao Rio.  Ou então eu que só estou vendo agora. Pouco importa, logo mais ela volta – e quem não foi, não perde.

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Transcultura 80: O fator diversão // Phoenix

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O fator diversão
É pra ouvir música ou pra zoar?
por Bruno Natal

Não é incomum no Rio shows e festas muito bons terem um público aquém do que a atração merece. Qualidade musical e sucesso comercial não andam sempre juntos. Não é um problema exclusivo dessa cidade, acontece também em São Paulo e em festivais badalados pelo mundo, como por exemplo, o Coachella.

Nas seis edições do festival que fui, sempre encontro um grande amigo que mora em Los Angeles e não perde um. Suas motivações são bem diferentes das minhas. Enquanto vou atrás de bandas que dificilmente vão tocar por aqui e conhecer outras tantas, passando o dia inteiro debaixo do sol vendo shows, ele, bem menos ligado em música independente, vai pra encontrar os amigos na área VIP (que é paga) e assistir a atração principal, como Coldplay, The Killers, Red Hot Chilli Peppers ou Dr. Dre.

Não é só ele. O grosso do público do festival não está atrás de música, está atrás de diversão, seja na área VIP, no show principal ou na tenda Sahara, onde tocam alguns dos DJs mais populares(cos) do planeta e é o epicentro da parte noturna do evento. Somente na última edição consegui tirá-lo da zona de conforto e levá-lo para ver os shows. O resultado? Nas palavras dele: “not fun”, não foi divertido.

Para meu amigo, o mais legal foi a oportunidade de passar o dia colocando o papo em dia, não as atrações. “Not fun”… Fez pensar. Algumas das bandas mais bacanas da atualidade, uma penca de gente que adoraria estar assistindo aquilo tudo e ele achando um tanto sacal. Por que?

Pra começar, vejamos as definições de duas palavras relevantes a discussão, frequentemente tidas como sinônimos, só pra ilustrar.

“Fun”segundo o Dictionary.com:

fun (fn)
n.
1. A source of enjoyment, amusement, or pleasure. [Fonte de satisfação, diversão ou prazer]
2. Enjoyment; amusement. [Deleite; divertimento/distração]
3. Playful, often noisy, activity. [Atividade brincalhona, normalmente barulhenta]

“Diversão”, definido no Aurélio:

diversão (sf.)
Entretenimento, distração.

Perceba uma diferença, sútil, porém importante entre as definições das palavras em inglês e português: enquanto em português fala-se em “distração”, em inglês aponta-se para uma “atividade brincalhona, normalmente barulhenta”. Se esse é o sentido de “fun” que meu amigo buscava, está bem além de uma “distração”, está mais próximo de outro termo, bastante utilizado no Brasil.

“Zoar”, de acordo com Dicionário Informal:

1. zoar
bagunçar, se divertir [sic], brincar, debochar, atrapalhar, tirar, tinir, trincar, zunir

Zoar, eis a chave do sucesso. Muita gente sai de casa e não está afim de pensar ainda mais, quer simplesmente… zoar. O Funny or Die listou os sete tipos de frequentadores do Coachella e, mesmo de brincadeira, dá uma dimensão dessa ideia: um sétimo dos frequentadores está lá para ouvir música, o resto vai atrás de farra.

Grande parte das bandas mais interessantes musicalmente não tem mesmo o fator “fun”, ao menos não nesses termos, em sua essência. Por esse ponto de vista, meu amigo está certíssimo. Radiohead, com todo seu aparato visual, não é “fun”, Bon Iver também não. Swedish House Mafia, David Guetta e M83 são.

Vivemos a era da hiper-estimulação: diversas abas abertas; vídeos e músicas tocando ao mesmo tempo; mashups; “Os Vingadores” (já tido como um dos melhores registros cinematrográficos de super-heróis da história) misturando diversos personagens numa mesma história; Skrillex, um dos principais nomes da ascendente música eletrônica atual, embola e entrega diversos aspectos de outros gênerosao vivo ou numa só faixa (que de tão frenéticas, estouram “pra trás”, desacelerando o BPM e diminuindo a quantidade de elementos, como que para descansar o ouvinte – chapar é o novo êxtase).

Nesse contexto, não é de se surpreender que a sutileza vá perdendo espaço. As coisas mudam – ou sempre foi assim. Imaginar que um evento de música vá se sustentar simplesmente com introspecção e cabecismos é ingenuidade. O que leva qualquer festival pra frente é o “fun”. As pessoas querem zoar e não há nada de errado com isso.

Tchequirau

A página do Phoenix exibe apenas uma arte, com uma palavra: Thermidor (11° no calendário da Revolução Francesa). Antes do lançamento do “Wolfgang Amadeus Phoenix” foi a mesma coisa, o nome do disco ficou na página por um bom tempo. O blogue da banda diz que estão gravando o sucessor em Nova York. Dever vir novidade por aí logo, logo.

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Beach Boys toca música nova, “That’s Why God Made the Radio”, no Jimmy Fallon

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