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Doc trailer: “Chasing Ice”

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Um documentário sobre o gelo. Soa paradão? então assista esse trecho, com o maior deslocamentos de gelo já registrados.

Abaixo, o trailer de “Chasing Ice”:

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Wado, “Si Próprio”

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A música não é nova,  o clipe é.

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Yeek, “Sketchy Universe” (EP, 2014)

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A abertura é com um sample de música brasileira, porém os beats chapados são de Los Angeles, como tem sido ultimamente.

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Transcultura #134: 40% Foda/Maneiríssimo // Frankie Knuckles

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Versão integral e sem edição do texto da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Nova Porcentagem
Com lançamentos em CD-R e fita cassete, o 40% Foda/Maneiríssimo investe em sonoridades pouco usuais e começa a chamar a atenção até no exterior

por Bruno Natal

Selos de nomes pomposos e afirmativos como 100% Pure e 100% Silk tem se tornado cada vez mais importantes, principalmente no papel de filtrar, chancelar e organizar o enorme fluxo de lançamentos musicais através da rede hoje em dia. Mesmo que isso não seja novidade, hoje é normal ouvintes que seguem selos e não artistas, principalmente quando querem se atualizar sobre estilos ou sonoridades específicas de maneira mais ampla.

Fundado pelos produtores Gabriel Guerra (Dorgas) e Lucas Paiva (Mahmundi, SILVA) há um ano, o Rio entrou na onda das porcentagens com o 40% Foda/Maneiríssimo. O nome não é fruto de um surto de humildade ou de crise de baixa auto-estima.

- Existe um sujeito na cena de rock carioca chamado Leonardo Carvalho, mais conhecido como Cabelo Veludo. Ele vai em todos os shows imagináveis e usa dois adjetivos ao mesmo tempo quando categoriza algo: regular/bom; ruim/merda; ou foda/maneiríssimo. O mundo não é feito de 100%, por isso os 40% – explica Lucas Paiva.

Para Gabriel, criar o próprio selo veio como uma forma de fugir da rotina fazer música para enviar para os outros selos, algo que para ele tira o foco de diversos outros artistas.

- A cultura de selo é muito bonita, mas não muito forte no Brasil, onde a visão é sempre que o artista está acima do selo. Estamos tentando implementar o contrário, não no sentido de rebaixar o artista, mas sim de criar uma estética forte para o selo para os ouvinte e artista nos procurarem – elabora Gabriel.

A história do 40% F/M se mistura com a do Epicentro do Bloquinho, grupo de música eletrônica improvisada que toca em festas no Rio, tido como a banda da casa do selo (“Hegelianos de Direita” saiu quando ainda era um trio, agora um duo formado por Gabriel e Lucas após a saída de Sávio de Queiroz, tocando agora no Ceticências, com Cadu Tenório).

Amigos desde 2011, quando trabalharam no estúdio Visom, as afinidades musicais fizeram da dupla amigos. Além da ajuda de Nuno Valle e Carmen Alves (que com o nome artístico Ilustradora Carmen Alves lançou “Dóqui Martinhos” pelo selo) em tarefas como divulgação e queimar CD-Rs, os dois tocam o selo praticamente sozinhos.

- Usamos o selo para lançar nossas coisas e, de vez em quando, coisas legais de outras pessoas. No início queríamos só gente que usasse equipamento hardware, mas a abolimos isso pois também tocamos e gostamos de softwares. Tende mais para música eletrônica, como house e techno de um gosto um pouquinho mais esquizofrênico e esquisito do que a aura que esses estilos tem. Cada dia que passa o selo serve mais como um centro para eu e Lucas lançarmos musicas que não se encaixam no nosso padrão de canção – conta Gabriel.

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foto: Fernando Schlaepfer / I Hate Flash

Com nove lançamentos até aqui, 8 CD-Rs e uma fita cassete, os 40% que importam estão dando o que falar. Principal nome do selo até aqui, o EP do Seixlack repercutiu mundo afora. “Seu Lugar é o Cemitério” ganhou resenhas e comentários na Spin, Washington Post e Little White Earbuds, trazendo notoriedade para o 40% F/M. Entre os que compraram o disco na página do selo estão o crítico americano Philip Sherburne, o músico australiano Andras Fox, gente dos selos Mood Hut e Going Good e o fundador do Pitchfork, Ryan Schreiber.

- Sabíamos que era bom, mas não esperávamos este tipo de repercussão. Muito disso aconteceu porque nós todos resolvemos fazer um esforço a mais para promover o trabalho do Seixlack, especialmente o nosso amigo Nuno Valle que fez a maior parte da divulgação, sabendo encontrar as pessoas certas. O disco é excelente e não teria sido tão bem recebido se ele não fosse, claro – fala Lucas.

Ainda que a maior parte dos lançamentos seja online, eles se esgotam e deixam de ser vendidos. Além disso, também há versões em CD-R.

- Sempre fomos mais físicos do que virtuais, nossos “verdadeiros lançamentos” são os CD-R, existem discos no selo hoje somente disponíveis no formato físico. Esse ano ainda faremos o primeiro vinil, mas por questões de distribuição sai apenas na Europa – diz Gabriel.

Os títulos, tantos dos projetos quanto dos EPs e músicas, costumam ser divertidos: Japa Habilidoso e seu “Habilidades Eu Tenho”; DJ Guerrinha e “O Pedigree Histórico: Quem Liga Para as Misérias do DJ” e Pessoas que eu Conheço e “Uma Carta De Amor Para SEGA” são alguns deles.

- A retórica de estilos como house e techno nos últimos 20 anos pra mim é bem horripilante, parece um bando de gente a procura de algum tipo barato de escapismo, seja o típico estereótipo de alguém com o rabo cheio de ecstasy procurando “conexões espirituais” ou de algum imbecil fazendo carão, girando botões e usando alguma teoria john cageana de quinta categoria para poder se qualificar como “artista”. Queríamos quebrar o gelo dessa pretensão e fazer a coisa menos radical possível. É irônico, mas é um pouco politico também. As postulações divertidas são tão importantes quanto as sérias – pensa Gabriel.

A estética sonora que amarra os lançamentos, se é que há alguma, é resultado das experiências fora do universo da canção.

- Quando nós estamos de saco cheio de escrever canções, vamos lá e fazemos a coisa para o 40% F/M, pois geralmente elas são bem fáceis e divertidas de fazer. Nós estamos apenas manipulando máquinas, tentando fuder os sons e não dando tanta bola assim para estruturas ou progressões harmonicas. Geralmente elas não precisam ser novamente reproduzidas, é pressionar algumas teclas, mexer alguns cabos, girar alguns botões, ver se está bom, gravar e pronto. Óbvio que temos objetivos e coisas que buscamos ao fazer nossas faixas, mas nos damos liberdade para qualquer merda que acontecer se tornar essencial. Pra mim, compor musica é sempre uma questão de limitações e escolhas, e como house, techno e outros estilos da dita “música eletrônica” não envolvem quase nenhuma técnica, eles viram a epítome disso – detalha Gabriel.

De certa forma, essas sonoridades são uma resposta a cultura clubber das últimas décadas. São jovens produzindo sem obrigação de tocar e agradar em boates, uma experiência que, segundo os fundadores do 40% F/M, hoje podem ser desagradáveis, cara e ostensiva, gerando uma ressaca moral-social e motivo pelo qual coletivos como Menatol e Beatwise, de São Paulo, estão indo para as ruas tocar.

- Não estamos em Chicago em 1987, em Nova Iorque em 1991, não são mais negros, travestis, latinos. No Brasil, house e techno são feitos, na maior parte, por pessoas da classe média pra cima, é culturalmente desinteressante para nós, que nos incluímos na categoria “brancos/classe média”. Essas tradições e regras dos gêneros ligados a essa cultura clubber não passaram por nós.Nossas produções soam mal em clubes, pois as gravações são confusas e sujas, dificultam os DJ ao não dar muito espaço para a batida fluir. Lá fora é igual, garotos que também não vieram de uma cultura clubber, compraram sintetizadores e baterias eletrônica e começaram a fazer house e techno respeitando as imperfeições e limitações destes equipamentos – fala Gabriel.

Ao contrário do que possa parecer, não há um público alvo definido para os sons do 40% F/M.

- O público é quem quiser ouvir. É maneiro ver gente que a gente gosta comprando os discos, mas é maneiro também quando qualquer pessoa compra. Por mais específico que o som possa parecer de vez em quando, a gente está aberto a tocar para qualquer um que goste do que a gente está fazendo – define Lucas.

Tchequirau

Nas semana que a música eletrônica sofreu a grande perda de Frankie Knuckles, apenas o pai da house music, tire uns minutos e ouça um de seus clássicos, “You Love” (música que tem versão).

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Um resumo da 3ª edição do Novas Frequências

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Lá pelas tantas, dou minhas caras no mini-doc sobre a edição 2013 do festival Novas Frequências.

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Cody Chesnutt, “The Seed”

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foto: John Ferguson / divulgação

Empurrando a semente.

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Uma Bolex digital

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Fetiche de cineastas mundo a fora, a Bolex, câmera de 16mm, ganha uma versão digital. Quem tiver 3 mil e poucas doletas pode começar a economizar em filme.

Quem anda encantado e falou um tanto da Bolex foi o Marcelo Camelo.

Abaixo, confira imagens do SXSW 2014 (ainda esto devendo o relato de lá) feitas com a câmera.

SXSW 2014 with Digital Bolex from Digital Bolex on Vimeo.

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Lucas Santtana dá uma aula bem humorada sobre crowdfunding

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Lucas Santtana e Café Tacvba no camarim do Lolla ’14
foto: divulgação / Instagram do artista

Preparando seu sexto disco, Lucas Santtana aderiu ao crowdfunding para finalizar a bolacha, que tem participações de De Leve, Omulu, Daniel Haaksman, Letieres Leite, Rica Amabis, integrantes do Bixiga 70 e do Metá Metá e vários outros.

Lucas dá mais detalhes na página do projeto, mas o destaque mesmo é o hilário vídeo de divulgação da campanha, explicando o que é o tal do crowdang… crowdfan, crowdfandi….

“O start desse novo disco aconteceu durante a minha última turnê na Europa ano passado.

“Como era verão no continente Europeu, resolvi acresentar guitarras e outras máquinas na formação, que antes era feita com violões acústicos.  Ao lado de Bruno Buarque e Caetano Malta montamos um show bem intenso e pulsante, utilizando máquinas como MPC, Monome, Iphone, sintetizadores e muitos pedais de guitarra.

“Todo o tempo nossa preocupação era que o som ficasse ao mesmo tempo eletrônico e orgânico. Não queriamos que por conta do uso das máquinas o som perdesse o calor de uma apresentação ao vivo.

“Todo esse processo do trio acabou migrando para o disco novo e ganhando a participação mais que especial da atriz francesa Fanny Ardant, do produtor francês Vicent Segal, do Oslo String quartet, do produtor alemão Daniel Haaksman, da atriz/cantora Camila Pitanga, de Bi Ribeiro, do rapper De Leve, dos maestros Letieres Leite e Luis Felipe de Lima, do produtor Rica Amabis, de Kiko Dinucci, Thiago França, Juliana Perdigão, Ricardo Dias Gomes, Junix 11, Seco bass, Omulu, Marcelo Dworeki(Bixiga 70), Junior Boca, Klaus Senna, Zé Godoy, Zé Nigro, André Becker, Pedro Robatto, Gustavo Seal e Jeã Marques.

“A resposta do público nesses shows, tanto no Brasil quanto lá fora foi fundamental para entender que esse som queria vir a tona nesse momento.

“Sempre disponibilizei meus discos de graça na internet. Mas todo mundo sabe que disco custa caro para ser bem produzido. O que estamos arrecadando com o crowdfunding é apenas para pagar os custos básicos de finalização.”

Confira o vídeo:

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Omulu, “Bola de Meia”

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Milton Nascimento todo cortado.

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Obama no “Between Two Ferns”

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Que outro apresentador, mesmo de comédia, tem a manha de mandar um “shhh! shhh!” pro Obama? E logo no primeiro minuto. Zach Galifianaki levanta e o presidente corta. Obama pode fazer o caminho inverso do Reagan: da Casa Branca pra Hollywood.

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