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27 de julho de 2011 às 12h02
Amy Winehouse, “Tears Dry on their Own” (Organized Noize Dungeon Family Remix)

Versão chapada do Big Boi (estou desde o ano passado dele devendo falar do disco dele, que fui ouvir depois da dica do Hugo) desse clássico da Amy, homenagem póstuma.
Amy Winehouse – “Tears Dry on their Own” (Organized Noize Dungeon Family Remix) by Big Boi
Tungado do INMWT.
23 de julho de 2011 às 16h12
DEP: Amy Winehouse, 1983-2011

foto: Karen Robinson/The Observer
Amy Winehouse, 1983-2011.
27 anos, uma menina, triste demais isso. Ficam os dois discos que honram o soul, retorcidos de amor e de inquietude.
Infelizmente, sua passagem pelo Rio ficará marcada exatamente por essa tristeza, já tão presente em Amy.
Obrigado pelas músicas!
O Matias fez uma edição especial do podcast Vida Fodona em homenagem a Amy, incluindo alguns dos seus passeios pelo ska, em “Monkey Man” e “You’re Wondering Now”. Só apertar play.
16 de janeiro de 2011 às 14h51
Amy Winehouse, cercada de gente e sozinha no palco
Para alguns, o sofrimento de Amy Winehouse tomou a frente da música e em sua passagem pelo Brasil não foi diferente. Marcas criaram promoções em cima da desgraça, uma simples perda de equilíbrio no palco virou notícia e os “fãs” celebravam os goles na caneca misteriosa (sempre seguidos de um forte golpe com a cabeça para trás) durante o show. Amy tranformou-se num personagem de si mesma e seu sofrimento é o maior espetáculo.
Para quem realmente gosta de música, é de se lamentar assistir tanto talento se desmanchando. Não bastasse o teto de zinco e a estrutura de metal e concreto fazendo o som ricochetear, durante todo o show Amy enfrentou um inimigo maior na última terça (e em toda turnê): seus próprios demônios. Durante quase todo show ela abraça a si mesma, num esforço enorme para executar seu trabalho.
A expressão triste, o olhar perdido, o esforço para lembrar as letras, a despreocupação com o péssimo uso que fazia do microfone, a vontade de sair do palco a todo instante indicam que, apesar de estar lá em carne e osso, Amy não estava presente de alma. Para um artista de soul, isso é a morte.
A ótima banda segurou a onda, os vocais de apoio fazendo a cama para que Amy pudesse, na maior parte do tempo, fazer vocalizes e arremedos de letras, enquanto olhava entediada, enfadada para pista VIP (não é curioso que os ingressos milionários tenham surgido justo quando a classe C começa a ter algum crescimento econômico?).
A voz ainda está lá, o timbre inconfundível, lindo, quase intacto, sem potência. A cabeça de Amy estava a milhares de quilômetros dali. Dadas as circunstâncias, até que o show não foi terrível. Foi apenas triste.
Antes da diva, a performática Janelle Monáe mostrou que é muito boa de fantasias, de pintar quadros enquanto canta (se lançasse laranjas ela faria malabares) e de referências, porém, muito prejudicada pela péssima acústica da HSBC Arena e pelo blá blá blá de quem paga R$ 700 para conversar em frente ao palco, foi muita presepada para pouco som.
9 de janeiro de 2011 às 12h57
Esquenta Amy 03: “Love Is a Losing Game” (ao vivo em Floripa)
5 de janeiro de 2011 às 18h54
Esquenta Amy 01: Janelle Monáe, “Many Moons”
Amy Winehouse está na área para os shows no Brasil, e numa fase saúde, dizem. No Rio a abertura será de Janelle Monáe, cujo disco entrou numa pancada de lista de melhores do ano. Ainda tem ingressos para o show extra (que acontece dia 10, um dia antes da data “oficial”). Tem como perder isso não.
15 de setembro de 2010 às 13h07
Rehab – Amy Winehouse, “Rehab” (The Jolly Boys modern mento version)
Classe.
11 de junho de 2010 às 11h41
Amy Winehouse e o brasileiro
A história do brasileiro Rodrigo Lampreia, que tocava com a sua banda num pub londrino e acabou dividindo o palco com ninguém menos que Amy Winehouse, vai parar no Fantástico. Meio avariada, ela cantou uma versão de “Garota de Ipanema” e ainda ficou pra “Samba Sofisticado”, do próprio Rodrigo.
Essa história vai perseguir o Rodrigo o resto da vida. Tipo aquela do Serguei com a Janis Joplin.
12 de março de 2009 às 11h18
Aquecimento Coachella ’09 12
Etienne de Crécy e seu cubo, ao vivo
Dia agitado na produção do Coachella. Um dos shows mais aguardados do festival, Amy Winehouse cancelou sua participação.
Pra compensar, algumas boas notícias. Foi lançada a revista online Coachella Digital e novos nomes foram adicionados a escalação, entre eles Etienne de Crécy e seu cubo luminoso, Chemical Brothers (DJ set), Devendra Banhart e The Orb.
Saíram também os nomes da tenda Dome, dedicada a música eletrônica. Estarão lá Flying Lotus, Kode 9, Daedelus, entre outros. Só falta mesmo o Metronomy ser incluído.
Flying Lotus, “Tea Leaf Dancers”
23 de fevereiro de 2009 às 3h06
Carnaval Pop ’09








fotos: Bruno Natal/URBe Fotos
Do politicamente incorreto a homenagem, o escracho é a única regra das fantasias dos blocos de carnaval, grande termômetro de popularidade de nomes e assuntos em evidência.
No Cordão do Boi Tatá, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Amy Winehouse eram onipresentes, além da Paula Oliveira, Padre Adelir Antônio, o Coringa de Heath Ledger e da pirataria.
11 de outubro de 2008 às 10h59
Rolling Stone, Setembro/2008

foto: proline00
Uma análise da cobertura da imprensa britânica dos passos da Amy Winehouse, escrita para acompanhar a matéria de capa sobre a cantora. Não tenho certeza se acabou não sendo publicada.
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Procura-se Amy
Seja bem vindo ao fabuloso mundo das celebridades inglesas. Conheça Lilly Allen, a jovem beberrona que não está nem aí pra nada. Divirta-se com as constantes trocas de namorado (quase sempre músicos) da ex- super modelo Kate Moss. Ferva de raiva com Heather Mills, a interesseira ex-mulher de Paul McCartney. E, finalmente, acompanhe as agruras da cantora e viciada Amy Winehouse e seu companheiro de aventuras, o garoto problema Pete Doherty.
Isso é um bom resumo do clima de circo de horrores montado pela imprensa que cobre as notícias – melhor dizendo, fofocas – do mundo do entretenimento em Londres. Mais do que noticiar, os jornais locais – ou um segmento específico deles, os tablóides – exercem um papel de entretenimento, parecido com o das novelas no Brasil.
A cada dia, a tarefa é entregar novos desdobramentos das principais histórias aos leitores, como se fossem capítulos, com uma nova revelação a cada dia e um gancho para o seguinte. Não é difícil imaginar que, nesse cenário, vários fatos sejam extrapolados (quando não, tirados de contexto), na obrigação de alimentar esse ciclo.
É curioso o fato de que em diversos cursos de jornalismo da Inglaterra, os estudantes tenham aula de como escrever roteiros de ficção. Basta ler os jornais para constatar o uso da técnica no forte uso da estrutura narrativa na forma de relatar as notícias.
Mesmo nos jornais considerados sérios, esse tipo de estrutura também é utilizado. O caso da menina Madeleine McCann é um bom exemplo. Dia após dia, as novidades (e providenciais enchimentos de lingüiça) eram liberadas a conta-gotas, prendendo a atenção dos leitores.
No jornalismo de celebridades essa estratégia é potencializada. O palco principal desse universo são os jornais gratuitos distribuídos nas entradas do metrô, todas as manhãs e tardes, um dos principais passatempos para as longas viagens.
No reino de faz de contas das celebridades, o trabalho dos artistas (ou dos poucos que realmente são artistas) pouco importa. Não interessa a música, ninguém está nem aí para o filme. Cada um deles entra no jogo – por vontade própria ou não – para desempenhar um papel pré-estabelecido.
Para Amy, coube o da jovem talentosa e drogada. Afinal, todo elenco pop que se preza, precisa ter sua diva do rock aprisionada no inferno dos tóxicos. Se isso corresponde fielmente a realidade é difícil dizer. As notícias e fotos, cuidadosamente escolhidas para parecerem o mais bizarras possível, não deixam espaço para interpretações. Cabe a Amy seguir o roteiro escrito para ela.
Seus discos estão entre os mais vendidos e suas músicas entre as mais executadas nas rádios. No entanto, pouco se lê a respeito do seu trabalho. As resenhas dos shows são um análise de seu comportamento, suas performances são medidas por seu nível de sobriedade.
A desgraça de Amy Winehouse não são seus vícios. O problema maior são os milhões de pessoas que acompanham os seus passos, secretamente desejando sua morte para saciar a curiosidade de saber o final da história.
Encurralada, Amy entrega o que dela esperam: escândalos atrás de escândalos, quem sabe imaginando que consiga aplacar o desejo insaciável por mais detalhes da sua vida.
Uma pobre coitada? De maneira nenhuma. Atitudes irresponsáveis e um estilo de vida explosivo, cedo ou tarde costumam cobrar seu preço. Triste é ver uma pessoa ser explorada dessa forma, em vez de socorrida de uma tragédia anunciada. Porém, o público pagou o ingresso, é natural que espere um espetáculo.
O maior problema da Amy talvez seja, simplesmente esse: ter um problema.
18 de setembro de 2008 às 12h55
Pra montar
O papo é que além da Amy Winehouse, a Lego lançará bonequinhos da Madonna, David Beckham e do casal Brangelina. Como a imagem é um modelo em 3D, só quando sair pra saber se é verdade.




Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.

















