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25 de novembro de 2010 às 10h07
Transcultura #028 (O Globo): Gant-Man, Segredo
Texto da semana retrasada da coluna “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:
Ponte-aérea Chicago Rio
Ritmo vindo de Chicago, o juke tem muito mais a ver com o funk carioca do que aparenta
por Bruno Natal
A música opera no inconsciente coletivo. Não raro, os estilos vão se transformando e as mudanças reverberam em todas a cenas associadas directa ou indirectamente. Nesse domingo, 14, a festa Shake Your Santa, promovida pelo Apavoramento Sound System no terraço do clube náutico Santa Luzia, dá provas de que Chicago e Rio de Janeiro são mais próximas do que parecem ser.
Parte do selo Fool’s Gold, o mesmo de A-Trak e Chromeo, produtor do hit “Switchboard”, da Kid Sister e pupilo dos pioneiros do house, a principal atracão da festa é o DJ americano Gant-Man, criador do estilo conhecido como juke (o DJ Zégon também toca). Chamado de ghettohouse em Detroit, o juke nasceu em festas alternativas, cresceu nas pistas de rollerskate e se espalhou através do footworkz, uma atualização da dança break, só que muito mais acelerado.
Enquanto muita gente no hip hop olha torto para o house, sem perceber que o rap compartilha as batidas da disco como matriz, Grant-Man é um entusiasta de ambos, e o sucesso da mistura é a prova de que está dando certo. O que ele não deve saber é o quanto poderá se sentir em casa por aqui.
Espécie de houve mais safado e sacana, o Juke, como todos os bons sons, é fundado nos graves. E grave é o que não falta nas redondezas do Santa Luzia. O local fica atrás do MAM, ao lado do aeroporto Santos Dumont, na mesma área onde ficam outros três clubes esportivos com tradição de bailes Funk, o Boqueirão hospeda semanalmente o baile da CurtisomRio. Grant está nos toca-discos desde 1989, mesmo ano de lançamento do pioneiro “Funk Brasil”, do DJ Marlboro. Começam as coincidências.
Combinando a tradição antropofágica do funk, onde o Miami bass virou o pancadão, com o poder do inconsciente coletivo, o juke e o baile funk tem mais em comum do que essas meras coincidências. Os fãs de ambos sacodem na mesma pegada. Basta comparar o frenético footworkz com a coreografia campeã de acessos no YouTube, o “Passinho do Menor da Favela”, a “dancinha do frevo com funk”.
A semelhança entre as danças é impressionante e o Apavoramento está prometendo levar um grupo de dançarinos para festa, para a ponte ser testada no único lugar que importa: a pista de dança.
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Tchequirau
Você sabe guardar segredo?
14 de novembro de 2010 às 12h01
Hoje tem: Shake Your Santa – DJ Gant-Man, Apavoramento e Zegon)
13 de abril de 2010 às 12h05
Apavoramento, “Wooles Mixtape 01″
Também conhecido como John Woo, Juan Wooles, vulgo João, mandou o recado sobre a sua “Wooles Mixtape 01″, reproduzido na íntegra por absoluta incapacidade de explicar melhor do que o próprio:
“Tae um mixtape nuevo que gostaria de enviá-los em primera mão inglesa. Entro com o pedido em 2 vias mais DUDA pago de avaliação do tape por mentes brilhantes do Natal ou Matias.”
“Como hoje em dia existem várias técnicas de gravar um dj set, testei modos de mixar os beats e tocar os pontos (samplers cortados) com o que eu tinha aqui. Pra não ter enigma, mixei no Ableton e no Traktor usando a Akai ApC-40, gravei os pontos com os pads do Trigger Finger e soltei os scratches com o cdj da Technics, que é brabo pra isso.
“Nade de caixinha de PC tipo mosquito! O importante no tape é a neurose, então escutem alto por favor. Pra isso, tá montado tracks de Ghettotech, houses velozes que chamam de Juke, faixas de baile dos amigos e do Apavoramento que saíram na coletênea gringa “Pancadão do Morro”, uns Dubsteps que tão viciando a rapeize ,bases clássicas do Freestyle e chamadas dos MCs Marcelo Neuorse, Laine e Catra.”
WOOLES Dj – tape1 by APAVORAMENTO SND SSTM
Tendeu?
25 de junho de 2009 às 14h05
Bastidores no URBe
A cobertura do programa “Bastidores”, do Multishow, da festa de seis anos do URBe — captado toscamente filmando a tela da TVcom a câmera fotográfica, a maneira mais rápida de digitalizar qualquer coisa.
A entrevista foi feita durante o show do Lettuce, quando muita coisa ainda estava dando errado em termos de produção, faltando equipamento… Atenção para minha expressão bién relaxada, hahaha!
23 de junho de 2009 às 15h34
Um grito de liberdade
Mais um vídeo da festa de 6 anos do URBe, com trechos das apresentações do Boss in Drama, meu set, Apavoramento e um grito de liberdade. Presente do Millos.
22 de junho de 2009 às 16h02
URBe, 6 anos
Um mês antes da festa, olhando a escalação fechada, bateu uma paranóia de esse ano ter misturado coisa demais. O pop do Boss in Drama com o terror do Apavoramento, os agitados Os Ritmos Digitais e o show calmo do Letuce.
Sem falar que o Cine Glória é tão novo que as pessoas mal sabem onde fica. Ou não desconfiam que embaixo da cabeça do Getúlio, na antiga praça do Russel existe um espaço subterrâneo, com cinema e bar. Pra muita gente a ilustração da filipeta (feita pela Arterial) só deve ter feito sentido uma vez lá.
Porém bastou lembrar que é justamente a mistura o sistema nervoso central do URBe. “Tem regra não, lesque”, diria o poeta. É um saite sobre qualquer coisa que seja interessante, e disso a festa estava abarrotada.
E exatametne por isso a festa deu muito certo, sem dúvidas a melhor edição até aqui. Mais de 500 pessoas passaram pela festa e, com a casa lotada, as três horas da manhã ainda havia uma fila gigante de pessoas aguardando, no esquema sai-um-entra-um.
Foi uma pena ver tantos amigos e colaboradores ficarem de fora. Quem esteve do lado de dentro viu uma bela festa.

A instalação da L’Phant
Se tudo deu certo no final, o começo foi caótico. Um festival de lambanças quase botou tudo a perder. A passagem de som estava marcada para as 21h, mas as 21h40 ainda havia uma sessão rolando no cinema, o que atrasou tudo.
Fosse só esse o problema, tudo bem. O lance foi que as três listas de equipamento solicitadas pela atração enviada com antecedência para produção da Matriz (responsável pela casa) foram solenemente ignoradas. Faltando uma hora pra hora marcada pra festa começar, não tinha sub-woofer ou mesmo cabos para ligar os equipamentos na casa!
Por sorte, se ninguém trabalha no escritório, a galera do pesado deu um gás absurdo e conseguimos colocar tudo em pé, minimizando o atraso para 40 minutos — o que é pésssimo e pelo o qual peço desculpas.
Fica o MUITO obrigado ao Pedro Seiler (que esse ano produziu a festa comigo), João Brasil emprestando equipamentos, a Ana e ao Leandro (da Matriz), ao Flavio (chamado na última hora pra resolver galhos), a rapaziada que montou o som e aos funcionários do CIne Glória. Vocês salvaram a festa.
E chega de pitanga que eu prometi que só escreveria um parágrafo sobre isso e já passei da conta.

Projeção da L’Phante na nuca do Getúlio
Montada na entrada, do lado de fora, a exposição da L’Phante pode ser visitada até por aqueles que não conseguiram entrar na festa. Antonio Bokel e Peu Mello montaram uma instalação, composta por um casinha de madeira repleta de trabalhos de novos artistas e uma projeção de fotos.
O espaço fez sucesso e ficou cheio a noite toda. Enquanto em Londres a equipe de remoção de pichações tem aula para reconhecer um Banksy e não fazer besteira, por aqui a Guarda Municipal não entendeu o espírito da coisa e ameaçou remover o “barraco” algumas vezes. Conquistar o respeito e entendimento dos trabalhos de novos artistas é um dos principais objetivos da L’Phante.
A casinha é um aperitivo do que vem por aí. O saite está no ar, a revista impressa é o próximo passo, finalizando com uma galeria para poder expor os trabalhos de maneira permanente.
Lettuce
Marcado para as 23h, o show do Letuce começou pouco depois da meia-noite. A princípio o horário preocupou, pois as músicas da banda são calmas e a apresentação no cinema, com o público assistindo sentado. Pra mim, depois de tanta confusão, foi até bom dar uma parada pra respirar.
A carismática Letícia Novaes e parceiro e namorado Lucas Vasconcellos, acompanhados por uma boa banda, resolveram a questão. A decoração com luzes e as trocas de olhares e carícias dos dois no palco foram dando o clima.

LETTUCE
O LETTUCE é uma declaração de amor do casal feita em cima de um palco. Performática, Letícia levou a platéia no bico, lendo seus poemas, interagindo com o divertido telão, apagando as luzes e atuando em frente a uma luz negra.
Deu gosto ver a Letícia tão a vontade . Seus muitos projetos anteriores não refletiam sua criatividade com exatidão. Tentando fazer letras de uma maneira formal, as loucuras escritas e postadas em seu fotolog continuavam melhor que as bandas. Essa equação começa a ser solucionada com o LETTUCE.
Os Ritmos Digitais
Acabado o show, o trio responsável pela festa Os Ritmos Digitais abriu a pista e imediatamente o lugar começou a sacudir. Variando entre 20 e 22 anos, os rapazes tem feito os sets mais bacana que tenho escutado pelo Rio em bastante tempo.
Sem se prender a nenhum gênero, tocam de baile funk a disco music, de remixes da vez a clássicos da música eletrônica — o que não exclusividade deles. O diferencial aqui, como em tudo que presta, é o bom gosto e a capacidade de contextualizar as músicas sem que fique parecendo um balaio de gato.

Milos, Salim e Yugo: Os Ritmos Digitais
É característica dessa geração, que já cresceu na internet. Tem gente que chama de geração DDA, prefiro ver como pessoas que tem capacidade de enxergar em 360 graus. Gente boas demais, Millos Kaiser, Rafael Salim e Yugo são a ponta de uma turma que inclui cineastas, fotógrafos e designers. Todos começando, sim, mas bastante promissores.
Com a pista do jeito que ia, deu trabalho tirar os três dos toca-discos. Vinda de longe, a atração seguinte estava seca pra tocar e já montava os equipamentos.
Boss in Drama
O paranaense Péricles Martins vem chamando atenção com suas produções pop há algum tempo. Recentemente foi citado por Justin Timberlake em seu blogue, com direito até a vídeo do hit “My Favourite Song”. O momento é do Boss in Drama.

Boss in Drama: a pista pega fogo
Péricles já havia tocado por aqui duas vezes, ambas no Dama de Ferro, uma como DJ e outra com o rascunho do seu projeto ao vivo. Essa foi a primeira apresentação oficial do Boss in Drama no Rio e, como pedia a ocasião, ele veio com tudo.
Além do laptop e dos controladores Midi, Péricles canta ao vivo, toca baixo e o também o zaralho, jogando confete, spray de espuma, estourando serpentinas, acendendo velas faíscantes e passando boa parte do set dançando no meio da pista.
O som funkeado, dançante e pop agradou em cheio, sobretudo as meninas, soltando as cinturinhas. Devido as mudanças de horário, coube a mim a ingrata tarefa de tocar em seguida.
O aniversário do URBe tem um elemento mágico, que faz com que tudo dê certo. Como tenho tocado mais com os parceiros da CALZONE na própria festa ou em eventos com dois ou três deles junto, fazia tempo que não tocava tanto tempo.
Ando meio cansado desses sets de revezamento, porque não dá tempo de evoluir muito. Dessa vez, com tempo, lembrei inclusive que sei mixar. Há bastante tempo não saia das carrapetas tão satisfeito. Como em uma hora ninguém veio pedir nenhuma música, imagino que a pista se agradou também.
Apavoramento Sound System
O gran finale da noite ficou por conta do Apavoramento Sound System, parceiros de longa data e sempre presentes nas celebrações do saite. Integrantes do ASS já tocaram com seus diversos projetos paralelos em várias festas.
Dessa vez eles vieram com o projeto oficial, o live mais aterrorizante do planeta. Só faltou o DJ Nepal, tocando em outra festa, mas fora ele, o ASS veio com tudo: dançarinas, MC, telão, o kit completo.

Blunt e John Woo aka Juan Wooles
Infelizmente, o ASS foi o mais prejudicado com os problemas de produção da festa. Tocando dentro do cinema sem um PA de apoio decente, o som não saiu com a pressão de costume, e também não estava sendo reproduzido na pista de dança.
Isso atrapalhou um pouco o começo da apresentação, mas rapidamente as pessoas perceberam que era pra entrar na sala e o baile começou.
Foi uma espécie de ensaio aberto do novo show do grupo. De dentro da cabine de projeção, John Woo e Blunt comandavam o telão e os graves, enquanto no palco o MC Neurose e as dançarinas faziam a frente, interagindo com a platéia.
O set foi curto (e encurtado pelos próprios), então logo depois a festa foi entregue novametne aos Ritmos Digitias. As 4 e blau eles começaram tudo outra vez, enchendo a pista e dando continuidade a festa, que foi até, veja só que emblemático, as 6h.

Isabel entrevista Woo
Pra quem perdeu, há ainda uma chance de ao menos ver como foi. A equipe do programa “Bastidores” do Multishow, apresentado pela Isabel Wilker, passou por lá pra fazer uma matéria, entrevistando os artistas e contando um pouco da história da festa. Quando for ao ar eu aviso.
Do lado de cá, em meio a correria e diversão, tirei poucas fotos e, obedecendo ao ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”, mais uma vez não produzi um vídeo decente da festa. Seis festas, sei lá quantas atrações e pouquíssimos registros oficiais. Péssima visão comercial…
Tudo certo, o intuito não é mesmo esse. Quem estava lá curtiu, vai lembrar e contar para os amigos. Como sabemos, o que vale é o boca-a-boca. E ano que vem tem mais.
17 de junho de 2009 às 14h52
5 perguntas – Juan Wooles (Apavoramento)
Os integrantes do Apavoramento Sound System já se apresentaram várias vezes nas festas do URBe, tanto com projetos paralelos (Neskal, Ba$$ Commando) como individualmente (DJ Nepal). Na festa de 6 anos do saite pela primeira vez eles tocam com a formação oficial, estreiando a nova apresentação do grupo.
Por e-mail, Juan Wooles, também conhecido como John Woo ou simplesmente João, fala do que o Apavoramento está preparando para festa desse sábado.
*** PROMO: Qual foi a melhor dica que você conheceu via URBe (um bom texto, um disco, etc)? A oitava pessoa a responder nos comentários leva um par de ingressos para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo).
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A quantas anda o Apavoramento SS? Faz tempo que não surgem novidades.
John Woo – Andamos de Redley viemos pegar mulher. O tempo é relativo, Natal. O DJ Nepal sempre tem novidades em seus sets e eu , Juan Wooles, ando viajando com live pa Ba$$ Commando e o selo Rio Neurotic Bass, em que o DJ Blunt faz o corre de lançar clipes, tapes e novas tracks.
Quem são os integrantes atualmente? Quem entrou, quem saiu…
John Woo – Nunca se sabe ao certo quem é do Apavoramento SS. Para esse set da festa de 6 anos do URBe foram recrutados o DJ Nepal, o médium Marcelo Neuorse e DJ John Woo.
Como é novo live que estréia na festa do URBe?
John Woo – Estava falando no meu rádio Nextel quando entrou uma interferência e senti pela sequência que era uma linha de scratch. Consegui gravar rapidamente no computador e ao reproduzir a sequência inúmeras vezes, acelerando o range pra 140 BPM, percebi que se tratava do dizer: “Juntem seus vídeos e seus f-f-f-funks que te d–d-d-d-diremos o que fazer”.
Como não quis essa responsabildade do além sozinho, chamei de volta o Nepal, que tem o corpo fechado, e o MC Neurose, que já é possuido mesmo, para subirmos ao palco. Vamos estrear esse chamado por lá.
E na parte de vídeos, o que a produtora Apavoramento anda fazendo?
John Woo – Estamos fazendo um programa erótico no Multshow, o Sexshake.
Em termos de som, quais novidades andam influenciando o Apavoramento? O que tem rolado de aterrorizante pelo mundo que só vocês sabem?
John Woo – Você me perguntou isso na festa de três anos do URBe e na época te respondi alguns artistas e estilos do momento. Hoje, humildemente, passo por uma questão que nos orgulha de certo. Vejo que o que fizemos no submundo durante anos, acerta uma influência em novos artistas e novos projetos. Copiem o copyright. E também as musicas dos bailes funk que sempre renovam e influenciam nóis.
14 de novembro de 2008 às 9h10
Cabide
Tutorial com DJ Cabide, com edição e grafismos a la So-Me caprichados do Apavoramento.
2 de setembro de 2008 às 12h02
Sacode
O Apavoramento está produzindo para o Multishow o criativo “Sex shake”.
Voltado para o onanista com déficit de atenção, o programa faz montagens visuais misturando imagens de arquivo e depoimentos, num esquema funk norótico.
4 de junho de 2004 às 13h40
Festeeenha!

cliques: Joca Vidal + Felipe Continentino
Como se não bastasse ser uma quarta — o dia mais falido da noite carioca — tinha jogo do Brasil. E logo contra a Argentina. Pra completar, choveu. Nem mesmo essa combinação de fatores destruidora foi capaz de anular o poder de atração do line up assassino da festa de lançamento do URBe. Aproximadamente 400 pessoas foram ao 00 conferir o evento. Histórico. Um pouco depois do final do jogo, a fila na porta assustava, era gente que não acabava mais.
Os horários determinados na filipeta foram cumpridos com apenas meia hora de atraso. A festa começou as 22h30 com uma aula de 80′s reggae do Calbuque, fazendo quem tava lá esquecer da pelada contra os hermanitos. O cara sacou uma coleção de versions de músicas da Tracy Chapman (“Fast car”), Marvin Gaye (“Sexual healing”), George Michael (“Never gonna dance again”), Alphaville (“Forever young”) e até Michael Jackson (“Billie Jean”), além de uns raggas cheios de balanço.
Quase meia noite, quando a casa começou a encher pra valer, o mestre Calbuque passou as carrapetas para Chicodub, fazendo sua estréia, um tanto atrapalhada, na discotecagem.
O telão feito pelo VJ Mateus Araújo, recheado de samples de filmes jamaicanos e outras referências, se encaixou perfeitamente nos sets. Quando Berna Ceppas & Kassin iniciaram o aguardado live pa de Gameboy, foi a vez das imagens 8 bits (só clássicos do Atari) e mensagens contra a guerra dominarem o cenário.
Enquanto a dupla tocava, as pessoas se amontoavam ao redor, tentando entender como aquelas duas maquininhas cuspiam tantos pancadões. A apresentação começou mais experimental e seguiu num crescente, até desembocar em duas bases bem dançantes, preparando o terreno para o que vinha na sequência.
John Woo desceu a mão, estabelecendo um Apavoramento geral e irrestrito. A pista teve que se entortar bastante para acompanhar a quebradeira e os grooves elásticos do samurai da pick ups. Inna kung fu style. Em seguida foi a vez do robótico Spark domar os presentes com um set pra lá de classudo.
Dizem por aí que, lá pelas 4h, o padrinho do saite invadiu a cabine e botou um som para os que ainda resisitiam bravamente.
A julgar pela quantidade de mails perguntando “quando é a próxima?”, pode-se dizer que a festiva realmente foi bem bacana. Muitos papos, vários amigos, coleguinhas, colaboradores e ainda conheci três dos meus quatro leitores.
Preciso arranjar um motivo pra fazer outra dessa.











Documentarista, jornalista, carioca, boto som mas não sou DJ e provavelmente passo tempo demais online.

















