Alguns pedalinhos em forma de cisce foram customizados por Leonardo “Nhozias” Uzai, Mate Lelo e diversos outros artistas no evento Arte Interativa na Lagoa, organizado pela Mini Galeria.
Via Vista.

Passeando por NY, após degolar o Daft Punk o Decapitator lançou um desafio: existem cópias da revista Rolling Stone com a Shakira sem cabeça na capa escondidas na sessão de revistas da livraria Barnes & Noble da Union Square. Se alguém achar, avisa.
Uma propaganda do jogo DJ Hero após um leve retoque feito pelo Decapitator, em NY.
Preguiçosamente apelidado de “Banksy espanhol”, SpY merece mais atenção do que isso.

Esse e vários outros bons trabalhos no saite do próprio artista, Questionmarc.
Mais uma brincadeira de analogisar o processo digital, nesse projeto de Filippo Minelli.

Resgatando uma imagem antiga, adaptação de uma imagem do encarte do disco “Renegades”, do Rage Against the Machine. Tá na hora de botar mais umas notas dessas pra circular.
Segundo consta, o Secret Wall Tattoo é um projeto iniciado por Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age. Em vez de simplesmente destruir o quarto do hotel, como os roqueiros das antigas, Josh optou por intervenções um pouco mais inteligentes, fazendo pinturas atrás de quadros e espelhos.
Vi na sessão de arte urbana do Blog de Guerrilha, muito boa, por sinal. Gostei tanto do termo que vou mudar o Street Art daqui, que estava incomodando, para Arte Urbana. Não pega nem bem alguém que escreve saite e blogue utilizando termos sem tradução.
Por conta de suas intervenções em painéis publicitários da cidade, Poster Boy era procurado pela polícia de Nova York. Mesmo assim, anunciou sua presença num poster e filipeta de um evento de uma galeria de arte. Foi preso.
Street Art e publicidade, uma união duradoura.
De Nova York, conheça o Poster Boy.
É o East London Decapitator fazendo escola, sendo citado inclusive na matéria do Guardian sobre o trabalho do americano.

foto: Daniel Berehulak/Getty Images
Rapidamente apelidado de “Banksy Verde”, um sujeito invadiu uma estação de energia movida a carvão, desligou uma das turbinas e saiu.
Foi um protesto ambientalista silencioso, cujo efeitos práticos — uma redução nas emissões de gases — é nulo. A mensagem, no entanto, é forte.
A bola estava quicando na área e alguém chutou: um mashup das táticas do grafite e street art com a postura ecologicamente correta. Isso vai dar caldo.
Recentemente, o artista plástico e fotógrafo francês JR fez uma de suas intervenções na comunidade da Providência, a primeira favela do Rio.
JR — que também participou da mostra de street art na Tate Modern — teve sua primeira exposição solo, na Lazarides, em Londres, misto de galeria e panelinha que cuida dos trabalhos de Banksy e Space Invaders.
Como seus trabalhos normalmente são grande demais para uma galeria (ele envelopa prédios inteiros com suas fotos), do lado de dentro está sendo exibido um documentário feito por JR durante o trabalho na Providência.
As imagens dos moradores da favela, em condições precárias, eram recebidas com “how beautiful” e “amazing” pelos que visitavam a exibição.
Nada como a distância.
Semana passada o Decapitator atacou de uma maneira diferente. Em vez de alterar um anúncio existente nas ruas de Londres, o sujeito colou uma impressão holográfica na entrada do pub Foundry, um dos mais bacanas de Old Street.
Umas das três cópias existentes da peça, mostrando o Decapitator em ação sobre uma propaganda da Chandon, vai a leilão na Phillips de Pury, no dia 18 de outubro.
Além de estar sendo feita através de uma das mais respeitadas casas de leilões do mercado, a venda acontece numa das semanas mais importantes do ano, exatamente antes do início da Frieze Art Fair, tida como uma das principais feiras de arte contemporânea do mundo.
Estima-se que “Be fabulous” saia por algo ente 4 e 6 mil libras, mais de 20 mil reais.
O Decapitator voltou a atacar pelas ruas de Londres. Fazia um tempo que o sangue não jorrava nos anúncios.
Enterrado até o pescoço na crise financeira que promete quebrar todas as bolsas do mundo e estourar em cima das nossas cabeças, o alvo foi o banco Halifax, um dos principais da Inglaterra. Não é que os gravatinhas acharam apropriado anunciar empréstimo para compra de imóveis numa hora dessas?
Meu trabalho de conclusão de mestrado foi um curta de 20 minutos sobre o trabalho do Decapitator. Assim que der aparece por aqui.
Abaixo, um trecho do filme:
Andar pelas ruas e ver as paradas mais absurdas em termos de street art, de cartazes a batatas coloridas no teto dos pontos de ônibus. Divertido, até quando é ruim.
Uma passeio pelo Cans Festival
vídeo: URBe TV
O Cans Festival, ou Festival das Latas, uma corruptela com o nome do festival de cinema de Cannes, transformou um túnel de acesso desativado ao antigo terminal do Eurostar (linha de trem que liga Londres a Paris e que atualmente sai de King’s Cross) numa gigantesca galeria de obras feitas utilizando a técnica de estêncil.
Organizado pelo grafiteiro conhecido como Banksy, o espaço exibe diversos trabalhos do próprio, além de artistas convidados de todo o mundo, incluindo os brasileiros Altocontraste, Anda Nahu, Daniel Melim e Izolag. Existe também um espaço onde outros artistas podem acrescentar suas obras a mostra.
Programado para acontecer durante um final de semana apenas, a procura foi tão grande que a visitação ao Cans Festival deve ser extendida por mais seis meses.
A exposição de street art da Tate Modern, em Londres, está “aberta”. Como os artistas foram convidados para pintar fachada do museu, basta passar pela porta para conferir.
A partir dessa sexta, 23 de maio, a fachada da Tate Modern se transformará numa gigante exposição gratuita de street art.
Já se vão cinco anos da mais recente onda de intervenções urbanas (não, não é uma novidade) e essa será a primeira mostra desse tamanho numa instituição do porte da Tate.
Os trabalhos já começaram. Entre os artistas convidados, estão os brasileiros Os Gêmeos e Nunca. A ausência mais sentida é a de Banksy, que recentemente organizou sua própria mostra, o Cans Festival.
Prezando pelo anonimato, provavelmente ele não toparia agir com data e hora marcada, ainda mais na Tate.
Banksy já grafitou os degraus de entrada da Tate Gallery com os dizeres “Mind the crap”, ou “Cuidado com a bosta”, fazendo trocadilho com o clássico alerta do metrô londrino “Mind the gap”, sobre o espaço entre os trens e as plataformas.
O degolador de Londres atacou novamente. Dessa vez a ação foi registrada em vídeo e o alvo foi um pouco diferente.
Em vez de outdoors e anúncios em pontos de ônibus, The Decapitator escolheu um anúncio do London Paper, jornal de grande circulação e distribuído gratuitamente todo final de tarde nas entradas das estações de metrô.
O interessante é que uma das pessoas que recebeu uma cópia do jornal aleatoriamente, reconheceu o trabalho, guardou, tirou uma foto e publicou no seu Flickr no mesmo dia, antes mesmo do autor.

Batizado pela imprensa como The East London Decapitator, esse artista gráfico anônimo tem decapitado personagens de peças de publicidade nas redondezas do mesmo bairro onde Jack, O Estripador cometeu suas barbaridades.
Apesar de estar acontecendo na região de Londres onde — dizem — a concentração de artistas é maior que a soma do resto da Europa, a ação tem chamado atenção da imprensa. As cabeças rolaram e foram parar nos saites da Wired, Complex, Wooster Collective e até em um vídeo da alemã Der Spiegel.

A escalação
Demorou mais saiu. O aniversário “oficial” é dia 28 de abril, mas a festa de 2 anos do URBe só aconteceu na quarta passada. No entanto, a escalação caprichada fez a espera valer a pena. Mais diversificada do que em 2004, misturou show de rock, live pa de breakbeat, sets the tech-house e reggae e uma exposição de arte.
Bastante gente, entre leitores, coleguinhas, amigos e até alguns perdidos passaram pelo 00 para conferir as atrações, dar os parabéns, tomar uma cerveja, trocar idéias ou fatura um adesivo do URBe (aliás, quem quiser um, dá um toque por e-mail). É sempre bom sair do mundo virtual e encontrar pessoas no plano físico. Só por esse motivo já valeria a pena fazer a festa, mas teve muito mais.

Yeah rock!
A tarefa de abrir as comemorações ficou para o Moptop, às 22h30. Gabriel Marques (voz e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria) fizeram uma apresentação enxuta e precisa, de apenas 40 minutos.
Apesar do lugar não possuir estrutura para shows, a qualidade do som estava boa (um obrigado à Lontra Music pelo PA e mesa de som!), o que ajudou bastante. No repertório, músicas da demo “Yeah rock!” (disponível para baixar no saite) e covers de White Stripes (”Seven Nation Army”) e Kinks (”You really got me”).
Após o show, foi minha vez de dar aquela tapeada no som. O set teve de tudo: Radio 4 (”Party crashers”), Bloc Party (”Banquet”), Les Rythmes Digitales (”What’s that sound”), Technotronic (”Pump up the jam”), Daddy Yankee (”Gasolina”), Chemical Brothers (Believe”), M.I.A. (”Galang”)… A mistureba segurou a pista direitinho por uma hora.

Exposição “Vice Versa”
A essa altura, meia-noite, a festa já estava cheia e bastante gente ficou do lado de fora batendo papo e conferindo a exposição conjunta de telas de Antonio Bokel e TOZ, intitulada “Vice-versa”. Amigos desde os tempos de faculdade, a dupla exibe trabalhos complementares em sua simbiose.
Enquanto TOZ aproxima o grafite do universo das galerias, Antonio leva suas telas para respirar o ar das ruas. A exposição foi o encontro de dois caminhos, duas respostas para a mesma questão: como enxergar a cidade através da arte.

Muchachas na pista
Enquanto isso, do lado de dentro, Spark, destaque da primeira festa e único repeteco desse ano, não decepcionou. O catarinense mandou um set irretocável de tech-house, breaks e electro. Classudo demais.

Nepal entrando, Spark saindo
No auge da festa, 1h30, Nepal assumiu o comando. Era a estréia do Neskal, live pa da dupla Nepal e Fiskal. Infelizmente, por problemas pessoais, Fiskal não pôde se apresentar, deixando tudo a cargo do Nepal. O novo projeto com a marca do Apavoramento Sound System promete breakbeat com influências do funk de George Clinton e companhia. Promete e cumpre. Cheias de balanço, as produções agradaram em cheio, congestionando a pista quase imediatamente.
O Neskal mal começou e já está dando resultados. A primeira música de trabalho, “Don’t push”, recém-lançada pelo selo Groovemasters, do DJ espanhol Nitro, e está figurando no top 10 da Streetwise Music, uma das principais lojas do estilo.

MPC e Cristiano Dubmaster
Finalizando a festa, MPC e Cristiano Dubmaster (Nelson Meirelles faltou), mais conhecidos como Digitaldubs, purificaram o ambiente alternando graves chapados do reggae setentista e pedradas de dancehall e ragga. Deve ser a tal chave de ouro.
Rumo ao ano 3!
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