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Arquivo: arte

Vik


“Narcissus, after Caravaggio”

A exposição Vik Muniz no MAM, Rio, foi prorrogada até o dia 22 de março.

Li isso no Idéias que Marcam e percebi que esqueci de citar a exposição por aqui. É imperdível. É uma bela antologia do trabalho do artista brasileiro que, como de costume, tem mais reconhecimento no exterior do que por aqui.

O grande barato do Vik é o uso que ele faz dos materiais, em trabalhos que reafirmam a máxima da comunicação: o meio é a mensagem.

Abaixo, a participação de Vik no Ted Talks, em 2003:

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Arte de balão

Pra quem nunca conseguiu acompanhar o Daniel Azulay, figuras de balão facinhas de fazer.

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Mashup e a cultura do remix


Steve Colbert comenta o caso AP vs Fairey

A discussão em torno do pôster de campanha de Obama, feito pelo artista gráfico Shepard Fairey (também conhecido como Obey Giant), vai confirmando a peça com uma das imagens icônicas desse início de século. A ilustração originou infinitas versões, um plugin de vídeo para replicar seu visual e até o Mussum entrou na onda.

Agora a Associated Press, proprietária dos direitos de reprodução da foto, ameaça um processo, assim como o fotógrafo Manny Garcia, detentor dos direitos autorais do fotograma. Shepard se adiantou e entrou com uma ação contra a AP, para se proteger de um processo vindouro.

O assunto está quente. No dia 26 de fevereiro a revista Wired promove um debate sobre a cultura do remix na biblioteca pública de Nova York, chamada “Making Art & Commerce Thrive in the Hybrid Economy” (“Fazendo arte e comércio prosperarem na economia híbrida”). O próprio Shepard Fairey estará presente, com Lawrence Lessig e Steven Johhson.

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Na lata

Pescado aqui.

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Blyra


ano4

Sem combinar nem nada, como é típico dos cariocas, topei com o Bruno Lyra na rua. Acabei indo visitar o seu ateliê para conhecer as novas telas, que não via fazia tempo.

Designer de formação, aos poucos Lyra vai cavando seu espaço nas artes plásticas, tanto através de exposições no Brasil e no exterior, quanto de matérias de jornal que lentamente vão descobrindo os novos talentos.

Arte abstrata com visita guiada é sempre mais interessante. Se for pelo próprio autor, melhor ainda. A imagem acima, por exemplo, faz parte de uma série feita a partir de fotos aéreas, inspirada pelo Google Earth.

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Literal


“My ass is on the line”


“The air bag”


“Chick magnet”

Em suas telas Robert Deyber interpreta expressões em inglês ao pé-da-letra.

Pescado no Sal.

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Olho

Recentemente, o artista plástico e fotógrafo francês JR fez uma de suas intervenções na comunidade da Providência, a primeira favela do Rio.

JR — que também participou da mostra de street art na Tate Modern — teve sua primeira exposição solo, na Lazarides, em Londres, misto de galeria e panelinha que cuida dos trabalhos de Banksy e Space Invaders.

Como seus trabalhos normalmente são grande demais para uma galeria (ele envelopa prédios inteiros com suas fotos), do lado de dentro está sendo exibido um documentário feito por JR durante o trabalho na Providência.

As imagens dos moradores da favela, em condições precárias, eram recebidas com “how beautiful” e “amazing” pelos que visitavam a exibição.

Nada como a distância.

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Pelo sim ou pelo não


Van Gogh, “Starry night”

Listas, sempre elas. O Guardian listou 1000 discos para NÃO ouvir e 1000 peças de arte para se admirar antes de morrer. Abra seu caderninho.

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Mandar um Cobain

Um alemão diz que conseguiu as cinzas de Kurt Cobain e que vai apertar (e fumar) um baseado com os restos mortais do líder do Nirvana, como parte de uma exibição.

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A esperança

Barack Obama ainda é apenas um candidato a presidência dos EUA, mas uma exposição em Denver, EUA, tenta tranformá-lo num ícone da esperança. Qualquer que seja o resultado, essa eleição promete mais por suas consequências no campo emocional do que no político.

Uma derrota de Obama será uma grande decepção. Obama ganhando e não conseguindo ser a força de transformação que promete ser (o que é bem provável que aconteça), uma desilusão coletive abaterá o mundo. Ou pelos menos aqueles que ainda acreditam.

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Cans Festival


Uma passeio pelo Cans Festival
vídeo: URBe TV

O Cans Festival, ou Festival das Latas, uma corruptela com o nome do festival de cinema de Cannes, transformou um túnel de acesso desativado ao antigo terminal do Eurostar (linha de trem que liga Londres a Paris e que atualmente sai de King’s Cross) numa gigantesca galeria de obras feitas utilizando a técnica de estêncil.

Organizado pelo grafiteiro conhecido como Banksy, o espaço exibe diversos trabalhos do próprio, além de artistas convidados de todo o mundo, incluindo os brasileiros Altocontraste, Anda Nahu, Daniel Melim e Izolag. Existe também um espaço onde outros artistas podem acrescentar suas obras a mostra.

Programado para acontecer durante um final de semana apenas, a procura foi tão grande que a visitação ao Cans Festival deve ser extendida por mais seis meses.

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Pronto


fotos: URBe Fotos

A exposição de street art da Tate Modern, em Londres, está “aberta”. Como os artistas foram convidados para pintar fachada do museu, basta passar pela porta para conferir.

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2 anos, a festa

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A escalação

Demorou mais saiu. O aniversário “oficial” é dia 28 de abril, mas a festa de 2 anos do URBe só aconteceu na quarta passada. No entanto, a escalação caprichada fez a espera valer a pena. Mais diversificada do que em 2004, misturou show de rock, live pa de breakbeat, sets the tech-house e reggae e uma exposição de arte.

Bastante gente, entre leitores, coleguinhas, amigos e até alguns perdidos passaram pelo 00 para conferir as atrações, dar os parabéns, tomar uma cerveja, trocar idéias ou fatura um adesivo do URBe (aliás, quem quiser um, dá um toque por e-mail). É sempre bom sair do mundo virtual e encontrar pessoas no plano físico. Só por esse motivo já valeria a pena fazer a festa, mas teve muito mais.

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Yeah rock!

A tarefa de abrir as comemorações ficou para o Moptop, às 22h30. Gabriel Marques (voz e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria) fizeram uma apresentação enxuta e precisa, de apenas 40 minutos.

Apesar do lugar não possuir estrutura para shows, a qualidade do som estava boa (um obrigado à Lontra Music pelo PA e mesa de som!), o que ajudou bastante. No repertório, músicas da demo “Yeah rock!” (disponível para baixar no saite) e covers de White Stripes (“Seven Nation Army”) e Kinks (“You really got me”).

Após o show, foi minha vez de dar aquela tapeada no som. O set teve de tudo: Radio 4 (“Party crashers”), Bloc Party (“Banquet”), Les Rythmes Digitales (“What’s that sound”), Technotronic (“Pump up the jam”), Daddy Yankee (“Gasolina”), Chemical Brothers (Believe”), M.I.A. (“Galang”)… A mistureba segurou a pista direitinho por uma hora.

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Exposição “Vice Versa”

A essa altura, meia-noite, a festa já estava cheia e bastante gente ficou do lado de fora batendo papo e conferindo a exposição conjunta de telas de Antonio Bokel e TOZ, intitulada “Vice-versa”. Amigos desde os tempos de faculdade, a dupla exibe trabalhos complementares em sua simbiose.

Enquanto TOZ aproxima o grafite do universo das galerias, Antonio leva suas telas para respirar o ar das ruas. A exposição foi o encontro de dois caminhos, duas respostas para a mesma questão: como enxergar a cidade através da arte.

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Muchachas na pista

Enquanto isso, do lado de dentro, Spark, destaque da primeira festa e único repeteco desse ano, não decepcionou. O catarinense mandou um set irretocável de tech-house, breaks e electro. Classudo demais.

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Nepal entrando, Spark saindo

No auge da festa, 1h30, Nepal assumiu o comando. Era a estréia do Neskal, live pa da dupla Nepal e Fiskal. Infelizmente, por problemas pessoais, Fiskal não pôde se apresentar, deixando tudo a cargo do Nepal. O novo projeto com a marca do Apavoramento Sound System promete breakbeat com influências do funk de George Clinton e companhia. Promete e cumpre. Cheias de balanço, as produções agradaram em cheio, congestionando a pista quase imediatamente.

O Neskal mal começou e já está dando resultados. A primeira música de trabalho, “Don’t push”, recém-lançada pelo selo Groovemasters, do DJ espanhol Nitro, e está figurando no top 10 da Streetwise Music, uma das principais lojas do estilo.

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MPC e Cristiano Dubmaster

Finalizando a festa, MPC e Cristiano Dubmaster (Nelson Meirelles faltou), mais conhecidos como Digitaldubs, purificaram o ambiente alternando graves chapados do reggae setentista e pedradas de dancehall e ragga. Deve ser a tal chave de ouro.

Rumo ao ano 3!

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O Globo, 11/02/2005

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Matéria sobre o o robô grafiteiro que escrevi para o Rio Fanzine (O Globo).

Insatisfeito com o que considera uma “monocultura visual causada pelo uso das mesmas técnicas e dos mesmos programas de computador por designers do mundo todo”, o suíço Jürg Lehni decidiu criar uma ferramenta que tivesse uma estética própria e diferente. Algo que produzisse imagens únicas, mesmo quando feitas em série. Assim nasceu Hektor, o robô grafiteiro.

A máquina funciona como uma espécie de impressora. No entanto, diferentemente das irmãs, o robô não é tão preciso porque utiliza a tinta em spray, uma ferramenta desenvolvida para o homem. O mecanismo da máquina é composto por um suporte que dispara o spray, conectado a dois motores por meio de correias dentadas. Os motores são fixados nos cantos superiores da parede e a posição da lata é controlada pela alteração do comprimento das correias.

Esses movimentos são calculados por um computador que se comunica com a máquina através de um software desenvolvido pelo próprio Lehni. O programa lê arquivos digitais e define a trajetória que o Hektor deve seguir para reproduzir a figura na parede com o spray.

Os movimentos, apesar de precisos, não são totalmente controlados, e o efeito final varia de acordo com cada caso. Exatamente o que Lehni buscava.

— As imperfeições do spray e as diferentes superfícies fazem com que nunca se tenha total domínio da situação. O Hektor sempre nos surpreende — diz Uli Franke, engenheiro elétrico responsável pela parte mecânica da máquina.

Devido a essas sutilezas, Hektor rapidamente passou a ser visto como uma instalação de arte, motivando convites para performances em galerias na Suíça, na Alemanha e na Holanda. As imagens escolhidas pela dupla para serem reproduzidas pela máquina geralmente são aquelas impossíveis de ser feitas à mão. Baseadas em círculos perfeitos, tipografias e outras formas geométricas, elas geram um resultado ambíguo: um grafite de traço muito preciso para ter sido feito por um homem e imperfeito demais para ter sido realizado por uma máquina.

Embora o mundo das galerias seja sedutor, esse não foi o objetivo que inspirou a criação da máquina. Sem fugir do espírito grafiteiro, uma das maiores preocupações da dupla era que o equipamento fosse compacto e tivesse como ser alimentado de forma independente, possibilitando ataques a lugares remotos e experiências de campo. Porque, como se sabe, lugar de grafite é em algum muro na rua.

BRUNO NATAL faz o zine eletrônico URBe mas não é robô

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