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Transcultura # 061: Dorgas, doo doo doo, Sobre a Máquina, Labrador, Boss in Drama

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O rock numa batida diferente
Uma nova geração de bandas começa a surgir no Rio, fazendo sons pouco convencionais
por Bruno Natal

Depois de uma longa seca e de muitas bandas no mesmo formato “rock”, novos nomes começam a surgir no Rio. Fazendo sons pouco convencionais, grupos como Dorgas, doo doo doo, Sobre a Máquina e Labrador vão dando uma clareada no horizonte, trazendo referências pouco presentes por aqui e, principalmente, experimentando. Em comum entre elas, mesmo com as diferenças de sonoridade, está a busca por um novo caminho. Tem sons diferentes vindos do Rio.


doo doo doo

Citando como influência tUnE-YarDs, Toro y Moi, Sany Pitbull, Radiohead e Youssou N’Dour, o doo doo doo ecoa trip hop, White Stripes, Nirvana, Zero, chillwave e pagode numa mesma faixa, caso da boa “Maré Exquizita”. Por volta dos 30 anos, os integrantes vem de outras bandas (Cabaret Cru, Bloco Cru, Aquaria, Sala do Sino).

- O Alberto Kury é maestro, com formação academica da pesada e escolado no heavy metal, o Pablo Lisboa puxa pro popular e progressivo, até que o Marcelo Renovato, também guitarrista e geek, descolou uma MPC e completou o grupo. Começamos a ensaiar em meados de 2010. Piramos no pedal de loop da Merril Garbus, compramos um, rearranjamos algumas musicas que o Dudu estava compondo numa vibe meio fim de festa – explica o Eduardo Guedes.


Dorgas

Com amplo acesso a rede, e mais recentemente também a equipamentos, as referências se ampliaram. É o caso da molecada do Dorgas, próxims do oitentismo lo-fi do chillwave. Formada em 2009 depois de todos fracassarem em bandas de rock (“nenhum de nós teve potencial pra isso”, diz um dos integrantes) e com integrantes na faixa dos 20 anos. Soar diferente não é a preocupação principal.

- Nossa “proposta” é ser uma banda de “garotos jovens com instrumentação simples” com um som que não soe que nem um soco na cara, nem como uma versão cartunesca de algo lá de fora e nem como alguma espécie de regionalismo barato. Gosto mais de Smokey Robinson e Marvin Gaye, além de clássicos da house como DJ Sprinkles e Theo Parrish. Eduardo Verdeja curte John Scofield e Steely Dan, o Cassius prefire Joni Mitchell e Lucas Lacs fica feliz ouvindo Tony Allen. Mas todos nós podemos considerar Stevie Wonder como deus supremo – fala Gabriel Guerra.

Para Eduardo Guedes, do doo doo doo, a influência estrangeira é determinante. Com mais gente fazendo música, aumenta também a busca por sons diferentes, o que pode explicar as preferências estéticsa de parte da atual safra de bandas.

- Pode ser uma tentativa de expansão de timbres e climas sonoros, uma tentativa de fugir de uma onda retrô e olhar mais pra frente. A canção nunca vai morrer, esse elemento “voz acompanhada”, isso é recorrente, mesmo nos sons mais malucos. Os anseios mudam, a música também. Vem novos instrumentos, novas possibilidades, novos afetos – diz ele.

O ponto sobre o fim da canção e a continuidade da “voz acompanhada”, assunto recorrente nas discussões sobre o futuro da música, é relevante quando se fala dessas bandas. Em português, inglês ou línguas inventadas, os vocais soam sempre saturados, filtrados, tornando difícil a compreensão das letras. Isso quando não são totalmente nonsense. Os vocais servem mais como um elemento sonoro do que como mensagem.

- Vocais em segundo plano faz com que a pessoa que escuta a música preste atenção na dimensão dela. Quando estão no primeiro plano, acaba ofuscando outros elementos, porque a música trabalha em função da voz. Queríamos que a voz esteja em função da música, até porque nós geralmente compomos o instrumental antes da linha melódica. Pra mim, faz muito mais sentido um garoto de 18 anos escrever uma letra como a nossa do que dizer “quero transar com você” ou “eu te amo” direto, de uma vez – explica Guerra, do Dorgas.

O doo doo doo pensa de maneira semelhante:

- Damos muita importância para as letras, mesmo embaladas nos reverbs e nos delays, elas são a própria musica, estão em total sintonia com os timbres e as levadas. Talvez seja uma coisa mais fragmentada, irracional, de sentidos e sensações. A coerência aprisiona em algum sentido os sentidos. Mas isso não quer dizer uma ausência de discurso. E nem tudo é tão abstrato. Tem baião, tem funk carioca. Tem paisagem também. Nebulosas, mas tem – diz Guedes.


Labrador

Formado por uma turma entre 17 e 19 anos e juntos desde 2006, o Labrador segue por um caminho viajante, dizendo-se influenciados por Gilberto Gil, Beach Boys, The Strokes, Animal Collective e Beatles, além de fãs dos cariocas Marcelo Camelo e R. Sigma.

- Começamos a fazer letras ou poesia porque fazíamos música, e não o contrário. Então, o propósito fonético das palavras acaba sendo mais importante do que o significado, na maioria das vezes. É uma idéia absurda se pensar que tudo d interessante e criativo já foi (ou será) feito no mundo da musica. As possibilidades crescem a cada momento. Hoje retro é a psicodelia – Antonio Pedro Ferraz, ex-integrante aqui da Transcultura.

Internet, equipamentos, influências… Parece fácil fazer um som doidão nos tempos atuais, principalmente agora que eles vão se tornando regra. Certo? Gabriel, do Dorgas, discorda.

- É muito facil ser “esquisito e viajante” com os recursos oferecidos atualmente, mas eu não creio que as pessoas que tenham sido influenciadas por bandas precursoras desses dois adjetivos tenha um pingo de talento que elas tem. O que é fazer som esquisito e viajante, botar reverb, delay e outros efeitos no máximo, esquecer a dinâmica de uma canção e se achar o novo Animal Collective? Pra isso não precisa ter talento, basta o sujeito baixar alguns plug-ins ou comprar alguns pedalzinhos de efeitos mixuruca. Nunca esquecemos de que estamos escrevendo uma canção, com uma boa melodia, um bom gancho e um balanço legal, e não uma parede de efeitos etérea e inócua.


Sobre a Máquina

Esses artistas não estão sozinhos na cena do Rio. Os integrantes do doo doo doo citam Mary Fê e João Brasil, os do Dorgas falam do Chinese Cookie Poets e Sobre a Máquina, que por sua vez cita Terrorims in Tundra. Formado em 2009 com integrantes entre 23 e 26 anos, o Sobre a Máquina se inspira no caos urbano para criar paisagens instrumentais incorporando elementos sonoros como obras, freadas de carro, buzinas, multidões, barcos e todo tipo de ruído que é abafado pelos fones de ouvido.

- Ainda em 1975, Miles Davis disse que o jazz morreu. O rock também morreu e não sabemos porque ver problemas nisso. Na nossa concepção tudo possui um ciclo e o que era chamado de rock hoje em dia é outra coisa. Ver bandas como Radiohead e Nine Inch Nails quebrando certos paradigmas e ainda assim atingindo o “grande público” certamente contribui para o surgimento dessas bandas com propostas diferentes – define Cadu T, do Sobre a Máquina.

Como em qualquer outro caso, encontrar público é uma questão central. Com propostas radicais, esse trabalho pode ficar mais complicado, algo que não chega a incomodar ou balizar as decisões criativas das bandas.

- Quisemos experimentar e nos expressar, só isso. É sentimento. Como usamos uma MPC e não temos bateria, somos quase portáteis. Acho que encontraremos um público, as respostas tem sido boas – Eduardo Guedes, do doo doo doo.

Para Cadu T, a falta de espaço para divulgar, tanto na mídia quando nas casas de show, dificulta o trabalho. – A impressão é de que as pessoas criam barreiras ao que é novo e preferem o caminho mais fácil – diz. Cassius, do Dorgas, contemporiza.

- Como ninguém ganha um centavo pra fazer música hoje em dia, abre-se espaço para as pessoas fazerem o que querem. Com a quantidade de música solta por aí, acaba abrindo a mente das pessoas e acaba facilitando uma banda com um som realmente esquisito conseguir público. Por outro lado, toda semana surgem milhões de novos artistas, gerando preguiça e desatenção com o novo. Caminho tem e sempre terá, mas não sei se tem folêgo para andar muito tempo nele.

São tempos confusos. Natural que a música reflita isso.

Tchequirau

Primeiro disco do Boss In Drama, “Pure Gold” está disponível na página do curitibano. Para escutar o lado A basta um “curtir” no Facebook, para o Lado B uma tuitada garante a audição.

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Boss in Drama, “Pure Gold”

“Vazou” o primeiro disco do Boss in Drama, que tocou na festa de 6 anos do URBe, “Pure Gold”. Na página do Boss in Drama, dá para escutar o lado A dando um curtir no Facebook e o B com uma tuitada. Ou dá play no Soundcloud do Péricles, o Champignon eletrônico.

PURE GOLD (DEBUT ALBUM – 2011) by Boss in Drama

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Boss in Drama, “Pure Gold”

Dois anos depois do EP, o primeiro disco do Boss in Drama está na agulha pra sair. Por enquanto, só surgiu essa “Pure Gold”, de pegada disco setentista

Pure Gold by Boss in Drama

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Boss In Drama, “I’ve Got Tonight”

Lado B de “Favorite Song”, a nova do Boss in Drama, “I’ve Got Tonight”, foi lançada pelo novo selo da Deck Disc, Vigilante.

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Hoje tem: N.A.S.A., The Twelves, Boss In Drama e Moist

N.A.S.A. (part. especial: Fat Lip, do Pharcyde)
The Twelves
Boss In Drama
+ festa Moist com Get Bvzy (o filho do Jorge Ben) OsRitmosDigitais

Escrevendo para moistparty@gmail.com você paga R$ 40 pra entrar.

Outras infos no saite do Circo Voador.

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Hoje tem

+ infos: Moist

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Apostas

Além da matéria de capa sobre o NASA, do brasileiro Zé Gonzales, a edição anual Next 100 da revista americana Urb faz suas apostas para temporada 2009/2010.

Depois de ser citado no blogue do Justin Timberlake, a lista que inclui Passion PitVV Brown, Golden Filter, Buraka Som Sistema e Breakbot, traz o paranaense Boss in Drama (atração da festa de seis anos do URBe).

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Bastidores no URBe

A cobertura do programa “Bastidores”, do Multishow, da festa de seis anos do URBe — captado toscamente filmando a tela da TVcom a câmera fotográfica, a maneira mais rápida de digitalizar qualquer coisa.

A entrevista foi feita durante o show do Lettuce, quando muita coisa ainda estava dando errado em termos de produção, faltando equipamento… Atenção para minha expressão bién relaxada, hahaha!

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Um grito de liberdade

Mais um vídeo da festa de 6 anos do URBe, com trechos das apresentações do Boss in Drama, meu set, Apavoramento e um grito de liberdade. Presente do Millos.

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URBe, 6 anos


fotos e vídeos: URBe

Um mês antes da festa, olhando a escalação fechada, bateu uma paranóia de esse ano ter misturado coisa demais. O pop do Boss in Drama com o terror do Apavoramento, os agitados Os Ritmos Digitais e o show calmo do Letuce.

Sem falar que o Cine Glória é tão novo que as pessoas mal sabem onde fica. Ou não desconfiam que embaixo da cabeça do Getúlio, na antiga praça do Russel existe um espaço subterrâneo, com cinema e bar. Pra muita gente a ilustração da filipeta (feita pela Arterial) só deve ter feito sentido uma vez lá.

Porém bastou lembrar que é justamente a mistura o sistema nervoso central do URBe. “Tem regra não, lesque”, diria o poeta. É um saite sobre qualquer coisa que seja interessante, e disso a festa estava abarrotada.

E exatametne por isso a festa deu muito certo, sem dúvidas a melhor edição até aqui. Mais de 500 pessoas passaram pela festa e, com a casa lotada, as três horas da manhã ainda havia uma fila gigante de pessoas aguardando, no esquema sai-um-entra-um.

Foi uma pena ver tantos amigos e colaboradores ficarem de fora. Quem esteve do lado de dentro viu uma bela festa.


A instalação da L’Phant

Se tudo deu certo no final, o começo foi caótico. Um festival de lambanças quase botou tudo a perder. A passagem de som estava marcada para as 21h, mas as 21h40 ainda havia uma sessão rolando no cinema, o que atrasou tudo.

Fosse só esse o problema, tudo bem. O lance foi que as três listas de equipamento solicitadas pela atração enviada com antecedência para produção da  Matriz (responsável pela casa) foram solenemente ignoradas. Faltando uma hora pra hora marcada pra festa começar, não tinha sub-woofer ou mesmo cabos para ligar os equipamentos na casa!

Por sorte, se ninguém trabalha no escritório, a galera do pesado deu um gás absurdo e conseguimos colocar tudo em pé, minimizando o atraso para 40 minutos — o que é pésssimo e pelo o qual peço desculpas.

Fica o MUITO obrigado ao Pedro Seiler (que esse ano produziu a festa comigo), João Brasil emprestando equipamentos, a Ana e ao Leandro (da Matriz), ao Flavio (chamado na última hora pra resolver galhos), a rapaziada que montou o som e aos funcionários do CIne Glória. Vocês salvaram a festa.

E chega de pitanga que eu prometi que só escreveria um parágrafo sobre isso e já passei da conta.


Projeção da L’Phante na nuca  do Getúlio

Montada na entrada, do lado de fora, a exposição da L’Phante pode ser visitada até por aqueles que não conseguiram entrar na festa. Antonio Bokel e Peu Mello montaram uma instalação, composta por um casinha de madeira repleta de trabalhos de novos artistas e uma projeção de fotos.

O espaço fez sucesso e ficou cheio a noite toda. Enquanto em Londres a equipe de remoção de pichações tem aula para reconhecer um Banksy e não fazer besteira, por aqui a Guarda Municipal não entendeu o espírito da coisa e ameaçou remover o “barraco” algumas vezes. Conquistar o respeito e entendimento dos trabalhos de novos artistas é um dos principais objetivos da L’Phante.

A casinha é um aperitivo do que vem por aí. O saite está no ar, a revista impressa é o próximo passo, finalizando com uma galeria para poder expor os trabalhos de maneira permanente.


Lettuce

Marcado para as 23h, o show do Letuce começou pouco depois da meia-noite. A princípio o horário preocupou, pois as músicas da banda são calmas e a apresentação no cinema, com o público assistindo sentado. Pra mim, depois de tanta confusão, foi até bom dar uma parada pra respirar.

A carismática Letícia Novaes e parceiro e namorado Lucas Vasconcellos, acompanhados por uma boa banda, resolveram a questão. A decoração com luzes e as trocas de olhares e carícias dos dois no palco foram dando o clima.


LETTUCE

O LETTUCE é uma declaração de amor do casal feita em cima de um palco. Performática, Letícia levou a platéia no bico, lendo seus poemas, interagindo com o divertido telão, apagando as luzes e atuando em frente a uma luz negra.

Deu gosto ver a Letícia tão a vontade . Seus muitos projetos anteriores não refletiam sua criatividade com exatidão. Tentando fazer letras de uma maneira formal, as loucuras escritas e postadas em seu fotolog continuavam melhor que as bandas. Essa equação começa a ser solucionada com o LETTUCE.


Os Ritmos Digitais

Acabado o show, o trio responsável pela festa Os Ritmos Digitais abriu a pista e imediatamente o lugar começou a sacudir. Variando entre 20 e 22 anos, os rapazes tem feito os sets mais bacana que tenho escutado pelo Rio em bastante tempo.

Sem se prender a nenhum gênero, tocam de baile funk a disco music, de remixes da vez a clássicos da música eletrônica — o que não exclusividade deles. O diferencial aqui, como em tudo que presta, é o bom gosto e a capacidade de contextualizar as músicas sem que fique parecendo um balaio de gato.


Milos, Salim e Yugo: Os Ritmos Digitais

É característica dessa geração, que já cresceu na internet. Tem gente que chama de geração DDA, prefiro ver como pessoas que tem capacidade de enxergar em 360 graus. Gente boas demais, Millos Kaiser, Rafael Salim e Yugo são a ponta de uma turma que inclui cineastas, fotógrafos e designers. Todos começando, sim, mas bastante promissores.

Com a pista do jeito que ia, deu trabalho tirar os três dos toca-discos. Vinda de longe, a atração seguinte estava seca pra tocar e já montava os equipamentos.


Boss in Drama

O paranaense Péricles Martins vem chamando atenção com suas produções pop há algum tempo. Recentemente foi citado por Justin Timberlake em seu blogue, com direito até a vídeo do hit “My Favourite Song”. O momento é do Boss in Drama.


Boss in Drama: a pista pega fogo

Péricles já havia tocado por aqui duas vezes, ambas no Dama de Ferro, uma como DJ e outra com o rascunho do seu projeto ao vivo. Essa foi a primeira apresentação oficial do Boss in Drama no Rio e, como pedia a ocasião, ele veio com tudo.

Além do laptop e dos controladores Midi, Péricles canta ao vivo, toca baixo e o também o zaralho, jogando confete, spray de espuma, estourando serpentinas, acendendo velas faíscantes e passando boa parte do set dançando no meio da pista.

O som funkeado, dançante e pop agradou em cheio, sobretudo as meninas, soltando as cinturinhas. Devido as mudanças de horário, coube a mim  a ingrata tarefa de tocar em seguida.


Bruno Natal

O aniversário do URBe tem um elemento mágico, que faz com que tudo dê certo. Como tenho tocado mais com os parceiros da CALZONE na própria festa ou em eventos com dois ou três deles junto, fazia tempo que não tocava tanto tempo.


A pista

Ando meio cansado desses sets de revezamento, porque não dá tempo de evoluir muito. Dessa vez, com tempo, lembrei inclusive que sei mixar. Há bastante tempo não saia das carrapetas tão satisfeito. Como em uma hora ninguém veio pedir nenhuma música, imagino que a pista se agradou também.


Apavoramento Sound System

O gran finale da noite ficou por conta do Apavoramento Sound System, parceiros de longa data e sempre presentes nas celebrações do saite. Integrantes do ASS já tocaram com seus diversos projetos paralelos em várias festas.

Dessa vez eles vieram com o projeto oficial, o live mais aterrorizante do planeta. Só faltou o DJ Nepal, tocando em outra festa, mas fora ele, o ASS veio com tudo: dançarinas, MC, telão, o kit completo.


Blunt e John Woo aka Juan Wooles

Infelizmente, o ASS foi o mais prejudicado com os problemas de produção da festa. Tocando dentro do cinema sem um PA de apoio decente, o som não saiu com a pressão de costume, e também não estava sendo reproduzido na pista de dança.

Isso atrapalhou um pouco o começo da apresentação, mas rapidamente as pessoas perceberam que era pra entrar na sala e o baile começou.

Foi uma espécie de ensaio aberto do novo show do grupo. De dentro da cabine de projeção, John Woo e Blunt comandavam o telão e os graves, enquanto no palco o MC Neurose e as dançarinas faziam a frente, interagindo com a platéia.

O set foi curto (e encurtado pelos próprios), então logo depois a festa foi entregue novametne aos Ritmos Digitias. As 4 e blau eles começaram tudo outra vez, enchendo a pista e dando continuidade a festa, que foi até, veja só que emblemático, as 6h.


Isabel entrevista Woo

Pra quem perdeu, há ainda uma chance de ao menos ver como foi. A equipe do programa “Bastidores” do Multishow, apresentado pela Isabel Wilker, passou por lá pra fazer uma matéria, entrevistando os artistas e contando um pouco da história da festa. Quando for ao ar eu aviso.

Do lado de cá, em meio a correria e diversão, tirei poucas fotos e, obedecendo ao ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”, mais uma vez não produzi um vídeo decente da festa. Seis festas, sei lá quantas atrações e pouquíssimos registros oficiais. Péssima visão comercial…

Tudo certo, o intuito não é mesmo esse. Quem estava lá curtiu, vai lembrar e contar para os amigos. Como sabemos, o que vale é o boca-a-boca. E ano que vem tem mais.

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5 perguntas – Boss in Drama

Com apenas 22 anos o curitibano Péricles Martins viu seu projeto de música eletrônica crescer além do que havia esperado, obrigando-o a levar a brincadeira a sério. Com o seu Boss in Drama já fez turnê na Europa, foi citado por Justin Timberlake e no dia 20 de junho vem ao Rio tocar na festa de 6 anos do URBe.

Nesse papo por e-mail Péricles fala um pouco do seu projeto antes de chegar a Cidade Maravilhosa.

*** PROMO: O que não tem no URBe que você gostaria que tivesse? A terceira pessoa a responder nos comentários ganha um ingresso individual para festa (lembrando que os comentários só serão publicados no final do dia, então é na sorte mesmo). E o décimo a mandar um RT no assunto quando postar no Twitter também leva um ingresso individual.

Como surgiu o Boss in Drama? Quais suas influências?

Boss in Drama – O projeto surgiu em 2007, e ainda estou gravando meu album (só um ep foi lançado independente começo do ano, tá na revista Vice como album do mês

Acredito que o LP vai estar pronto até agosto. Boss in Drama é um projeto de música pop, acima de tudo. A maioria das influências do projeto vem da disco music, tanto na parte estética quando sonora. E o motivo de eu fazer musica eletronica com esse apelo pop é porque gosto quando a música soa dançante mas não enche o saco quando ouvida fora da balada.

Como o som se espalhou?

Boss in Drama – Internet é tudo! Como não tenho gravadora ainda, toda divulgação é feita pela net, das pessoas que gostam do som ou da parte da mídia ou blogs.

Te surpreendeu  a repercussão disso tudo?

Boss in Drama – Quando fiz turnê na Alemanha pouco tempo atrás, tinha bastante gente que conhecia as músicas, os remixes, o projeto em si.. É bem bizarro o fato de você não ter nenhum album oficialmente lançado e gente de lugares diferentes no mundo te conhecer.

Você é bem novo, tem 22 anos. O Boss in Drama é a sua principal ocupação? Se não, o que mais você faz?

Boss in Drama – Até quatro meses atrás eu fazia faculdade, mas tive que trancar pra viajar pro exterior.

Quais outros projetos você curte aqui do Brasil? A música eletrônica feita aqui tem sido bem recebida lá fora, por sua experiência em viagens, etc?

Boss in Drama – Tem um produtor prodígio chamado Lucas Khamei, acredito que logo as pessoas vão começar a ouvir falar bastante nele. O menino é super talentoso e tem só 14 anos!

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Batidas brasileiras

Em seu blogue, Justin Timberlake comenta a cena eletrônica brasileira, com destaque para Boss in Drama (olha ele aí de novo…), Bonde do Rolê, CSS e Montage.

Via INMWT.

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Boss in Drama x Superpose

Falou o Matias sobre o Boss in Drama (agora sem os cifrões no lugar da letra “S”):

“A nova cena eletrônica do Sul aos poucos começa a dar as mãos – saca esse remix que os catarinas do Superpose fizeram pro curitibano Bo$$ in Drama. Vi lá no INMWT. Isso me lembra de falar dessa cena de Floripa, que anda esquentando cada vez mais…”

A tungada do texto do meu vizinho tem motivo e a explicação vem logo mais. Lembra que tem festa do URBe no dia 20 de junho, no Cine Glória? Pois então, as peças começam a se encaixar.


Bo$$ in Drama – “Favorite Song (Superpose Remix)

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