A bacanuda Waxpoetics lança a sua primeira “Brazil issue”, com Gilberto Gil na capa (em matéria assinada por um dos entrevistados do Dub Echoes, David Katz), CéU, Tim Maia, Bertrame e outros medalhões. Pena ter deixado de fora tanta coisa boa contemporânea, como Lucas Santtana, Curumin, Wado…
Nesse episódio de “Locked up Abroad”, programa da National Geographic que conta histórias de estrangeiros presos em outros países, dois sujeitos contam sua bela experiência no Carandirú depois de serem pegos traficando cocaína por aqui.
O Bruno Aleixo está vindo para o Brasil!
A zoação com as fontes e artes da Globo estão impagáveis.

foto: Marcelo Valle
Se você tem uma conta de e-mail já deve ter recebido umas 20 vezes uma mensagem indignada de alguém pedindo apoio ao Projeto de Lei do Senador Cristovão Buarque, determinando a “obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014″.
Não sei você, mas pra mim isso soa um bocado estranho.
Em vez de brigarmos por uma escola pública melhor para todos, vamos sedimentar o ensino público como uma sucursal do inferno, um castigo medonho, perfeito para os filhos dos políticos corruptos.
Embora não tenha dúvidas da boa intenção do Senador, essa lógica não parece fazer muito sentido.
Fala-se muito da qualidade do ensino público nos países do primeiro mundo, porém fala-se pouco de como nesses lugares a comunidade toda se envolve nas questões da escola.
Em vez de esperarmos esse problema afetar os políticos e desejar que eles resolvam a questão, seria mais sensato a própria população matricular seus filhos nas escolas públicas e brigar por melhoras.
Não? Idealista demais? O que você acha?
“Climb up the walls” chapadaça, no Rock Werchter 2008, Bélgica.
O Radiohead já chegou ao Brasil, de madrugada, e não saiu do hotel.
Faltam dois dias para o primeiro show, no Rio. “E é tão bom quanto falam, Bruno?”, você me pergunta. Te respondo que sim, é bom demais.
Em São Paulo, Jurerê Internacional (olha o nome dessa joça…) ou em diversos outros lugares, a pleiboisada não tem limites. Que vergonha.
Guitarrista e fundador do politizado Asian Dub Foundation, Chandrasonic está apresentando uma série de documentários, chamada Music of Resistance. Os programas estãos sendo exibidos na Al Jazeera internacional e mostram bandas engajadas socialmente no Rio de Janeiro, Lisboa, Moçambique e Nigéria
Assista o vídeo e veja o embate entre o De Leve e um grupo de nerds, na Campus Party.
É impressionante como brasileiro gosta de posar de correto. Hoje saiu uma matéria falando da proibição da venda de bebidas alcoólicas no entorno do Maracanã em dias de jogo e tá cheio de gente batendo palma nos comentários.
Claro, em vez de ordenar a bagunça, é muito mais fácil baixar uma lei (que não será cumprida, obviamente) e proibir o que quer que seja.
Avante, Brasil!
Surgiram as primeiras cenas do filme “Besouro”, uma super-produção brasileira sobre o mitológico capoeirista baiano dos anos 20.
Preste bem atenção ao nome e responda: onde fica a Anomalia do Atlântico Sul?
É isso aí, as datas do Radiohead no Brasil, em 2009, estão confirmadas: 20/03 (Rio) e 22/03 (SP), podendo pintar uma segunda data em Sampa.
As apresentações acontecem dentro de um festival chamado Just a Fest, organizado pela Planmusic, e entrada inteira custará R$200.
O que eu posso dizer… Começa a economizar que a parada é foda!
“There there”, no Victoria Park, Londres: a meia dúzia de
quarteirões da minha antiga casa…
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“Reckoner”, no Rock Werchter, Bélgica: abarrotado, chovendo e
ainda assim, antológico
Recentemente, o artista plástico e fotógrafo francês JR fez uma de suas intervenções na comunidade da Providência, a primeira favela do Rio.
JR — que também participou da mostra de street art na Tate Modern — teve sua primeira exposição solo, na Lazarides, em Londres, misto de galeria e panelinha que cuida dos trabalhos de Banksy e Space Invaders.
Como seus trabalhos normalmente são grande demais para uma galeria (ele envelopa prédios inteiros com suas fotos), do lado de dentro está sendo exibido um documentário feito por JR durante o trabalho na Providência.
As imagens dos moradores da favela, em condições precárias, eram recebidas com “how beautiful” e “amazing” pelos que visitavam a exibição.
Nada como a distância.
Arnaldo, como sempre, na mosca.
A Veja produziu um teste interativo para o eleitor descobrir qual candidato tem mais a ver com ele próprio. Além do Rio, tem também questionários relativos a São Paulo e Belo Horizonte.
Enquanto isso, tem gente mandando recados diretamente para o Gabeira nos comentários do texto com os 10 motivos para votar no candidato do PV para prefeito do Rio. A população anda sedenta pra conseguir se fazer ouvir pelos políticos.

foto: holgalicious
Quando o avião pousou no Brasil, imediatamente tocou “Copacabana”, seguida de “Chega de saudade”. Só faltou mesmo o “Samba do avião”, mas seria esticar demais o conceito. Afinal estávamos em São Paulo, escala hoje obrigatória antes de se chegar ao Rio, suposto cartão postal do país.
Nesse ano na Europa, todas as vezes (não é figura de linguagem, realmente foram TODAS AS VEZES) que falei que era do Brasil, a inevitável pergunta era “from San Paolo?”. Nunca tinha visto isso antes, o Rio costumava ser a primeira cidade citada pelos estrangeiros.
Antes que algum paulista se sinta agredido, não tenho nada contra a cidade, onde tenho vários amigos, um sócio, visito frequentemente e elogio sempre, principalmente na questão dos serviços, o que faz qualquer estadia parecer uma viagem para o exterior.
Simplesmente não consigo me ver morando em São Paulo (e olha que a pressão tá grande), gosto demais do Rio, da geografia da cidade principalmente, mas isso é outra história.
Claro que, como carioca, dá uma pontada de ciúme ver essa mudança acontecendo, seria hipócrita negar. Porém, simplesmente substituir Rio por São Paulo no imaginário internacional não é uma virada suficiente para solucionar um dos grandes problemas que temos por aqui.
Poucas coisas podem ser melhores para o Brasil do que mais cidades se destacando, espero que isso vá muito além do Rio-São Paulo de sempre. É justamente essa concentração — de renda, de população, política, de oportunidades, de eventos — em apenas duas cidades que atrapalha um país tão grande a crescer.
De toda forma, buscando explicações para essa nova (nova?) associação do Brasil com São Paulo, encontrei ao menos três, bem simples:
- a quantidade de imigrantes do estado na Europa (o sotaque paulista domina, junto com o mineiro e o goiano) fortalecendo o nome de São Paulo no imaginário local;
- o nível de desenvolvimento econômico de São Paulo, milhas a frente do resto do país, inevitavelmente chamando atenção para o estado;
- e, claro, o limbo político-cultural que o Rio se meteu na última década, principalmente nos anos Garotinho-Rosinha, fazendo a cidade sumir do mapa e perder importância e relevância a galope.
A filmografia atual (e factual) da cidade que tem chegado na Europa também não ajuda a vender a imagem de um lugar vencedor (”Cidade de Deus”, “Ônibus 174″, “Tropa de elite”) — não é pra entender como “São Paulo só tem vez porque o Rio baixou a guarda, blá, blá, blá”, esse antagonismo não é necessário.
Dos três, apenas um dos motivos está ao alcance imediato dos cariocas para tentar fazer o Rio se reerguer. Você sabe bem do que estou falando.

foto: GettyImages/AFP
Atualmente, estão presos em Bangu 8 os seguintes elementos: o delegado e ex-deputado estadual Álvaro Lins, o ex-chefe de Polícia Civil, Ricardo Hallak, os deputados Natalino Guimarães, o vereador Jerônimo Guimarães, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola e alguns policiais civis e federais.
É um bom sinal dos novos tempos, é preciso ressaltar. Um micro-cosmo das mudanças pelo qual o Brasil está passando, começando a finalmente a amadurecer, para poder crescer. Um Brasil para o futuro.
Porém, Brasil é Brasil. Eis que surgem restos de lagosta na quentinha do Cacciola, fora do dia de visitas, indicando que o preso privilegiado tem recebido mordomias, o que é ilegal.
Belo retrato do Brasil. Do atual, é claro.
Cada senador custa 33 milhões de reais por ano, um deputado custa 6 milhões.
Numa boa, pense BEM antes de escolher quem você vai escolher para te representar. Isso é pago com o seu imposto.

Especializado em materiais relativos a shows antigos (pôsters, camisetas, etc), especialmente da década de 70, o portal Wolfgang’s Vault comprou em 2003 as fitas originais, gravadas direto da mesa de som, dos shows produzidos entre 1965 e o final dos anos 80 pela Bill Graham Presents, responsável por muitas apresentações clássicas nos EUA, em casas como o Fillmore East.
A boa notícia é que tudo está sendo disponibilizado para audição on line, grátis, no saite. Tem Bob Marley, Sly & The Family Stone, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Grateful Dead, Miles Davis, BB King, Santana, The Clash, a lista é gigantesca e promete crescer, já que nem tudo está digitalizado ainda.
Claro que tem gente que não está gostando da idéia e algumas bandas, como o The Doors, estão processando o Wolfgang’s Vault. O problema é que, embora tenha o direito de propriedade sobre as gravações, o saite não tem controle sobre os direitos autorais.
Enquanto isso, via YouTube, os arquivos da música brasileira também vão se tornando públicos. Procurando, você encontra:
Gilberto Gil e Os Mutantes, “Domingo no Parque”
Roberto Carlos e Bethânia, “Fera ferida”
Roberto Carlos e MC Leozinho, “Se ela dança, eu danço”
Jorge Ben, “Mas que nada” e “Rita Jeep”, ao vivo em 1972
Jorge Ben, “Bebete Vambora”
Jorge Ben e Caetano, “Ive Brussel”
Caetano Veloso e seu discurso em “É Proibido Proibir” no FIC 1968
Tim Maia, Pout-Pourri em 1971
Gerson King Combo e Funk como le Gusta, “Funk brother soul”
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