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Arquivo: casa da matriz

UNDERmeSENSI no Mad Professor

É com muito orgulho que o URBe apresenta a resenha exclusiva do UNDERmeSENSI, mantendo sua diagramação característica (valeu, Marcio!), da apresentação do Mad Professor na Casa da Matriz, na quarta feira. Como previsto, o sound system do Digitaldubs quase bota a casa abaixo:


Mad Professor y MC Gra Poetisa
foto: Marcelinho da Lua anda dizendo que é dele mesmo… Sei não.
-UNDERMESENSI?
-SIM SENHOR, VERY WELL…..
ISSO AÊ,  NA NOSSA URBe, O NOSSO GOLE DE DRAMATICIDADE JAMAICANA
SMASH POTATO BOM mesmo, TEM QUE AMASSAR COM A MÃO, ENTÃO A PRIMEIRA  PRESSÃO A QUE FICA*……JAH ONTEM! *( no Marrocos se chama  zero zero e em Portugal um bom azeite)
CAPITLO 2 VERSIC⁄LO 22
… hoje que eu perco o alvará……
Cena 1
Ontem a casa da matriz, foi tomada de assalto pelo motim do Digitaldubs e sua barca sonora, isso mesmo caro ouvinte uma barca….atracou na pista principal o sistema sonoro que agrupa suas caixas de som numa formação que tem o poder e o mistério do Monolito de 2001 uma odisséia no espaço.
Pouca luz, muita fumaça (eu nunca vi tanta) onde estavamos mesmo…..ah….Eu lembro que cheguei cedo e já movido pelas baixas frequências, iniciei os meus primeiros passos de dança na pista ainda em evolução, com a chegada do meu amigo BernardoeróticoNegão ja havia tanto fumaça no ar quanto o fogo que acompanha os barcos do sec XIII nos portos do Rio Tâmisa, era a chegada de Neil Fraser, o nosso professor insano sendo anunciada, este arrivou com uma equipa pra ajudar nas suas mixagens e dubs, nunca vi uma administração de delays, echos e efx tão perfeita e musicalBernardo El Negrón e seu parceiro PedroTrumpete Selecta passearam na seara jamaicana com Mad Professor de Tiono estilo mão dada voltando da escola sob as nuvens de ganja, o astral se manteve muito bom, mesmo com a casa embotellada,não tensa, mas densa…..passa o cartão.
cena 2
Encontro o conterrâneo dj Nepal no andar de cima, assim como eu,  curtindo e pagando um ventilador de padaria no corredor, depois de descorrer, “e aí, beleza etc e tal” entre os vai e vens , veio o comentário:
- Cara ta todo mundo aí, Dalua, acho que a cidade toda, maior climão, tirando o Daniel*, que ta boladão.
-Uái?
-Bichoooooooo tá tremendo tudo, o vizinho caiu da cama, police inna helicopter e tudo mais…. falta o BOPE

Quando me dirijo pro andar inferior , orientado pela CET Rio, encontro o “mulão” , gente pelos cotovelos e o Daniel , boladão com o som, “ ja falei com todo mundo que está tremendo a casa do visinho, hoje cheguei do tribunal por causa de altura de som, ninguém respeita ….È hoje que eu perco meu alvará” , enquanto ele fala, ao nosso lado pessoas incineram os mais variados tipos de paraísos artificiais, pedem invólucros pro bigode do Sarney, bem, a noção ja tinha ido por água abaixo. Nao havia mais como proibir nada, a casa estava mais que completa e tomada pelo clima quintal em Trenchtown.
MPC, no mais rudeboy style, incitava a galera “Vocês acham que o som ta baixo?”, galera na negativa em alto e bom som e o dj mandou ”então quem está achando alto, por favor se afasta um pouco das caixas” e o grave fazia soltar a obturação da boca da moçada……
Apesar da “peleja”  entre a tripulação do Barco rub-a-dub e a alta cúpula da Casa, a música, nossos amigos da noite, a excelência da segurança da casa e a tolerância do Daniel ganharam na noite que entrou pra história do Dig-Itals Dubs….
Foi um milagre dos peixes do dub carioca…….seria a noite ideal para os Colírios Moura Brasil patrocinarem “guardar na geladeira é legal, pinga refrescando”
Nós vota mas é boladão
Criado, assinado e esmerilhado por:
Dolce & Bagana
………essa ordem tá invertida
-ta pesado?
-sÛ falta vc me pedir nota fiscal!!!!
* Daniel Koslinski dono e guerreiro da casa da Matriz….a  e meu amigo!
KD MINHA CARTELA

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Adeus, Cinematheque

A Casa da Matriz, responsável também pelo Cinematheque, divulgou no Facebook fotos do local sendo desmontado. Tristeza…

Tudo bem que não era o ideal, mas era um dos poucos palcos pequenos na Zona Sul. Agora nem esse. No lugar, dizem, vem mais um prédio para enfeitar a segunda cidade mais verticalizada do Brasil.

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Hoje tem: Expo Leonardo Uzai e Felipe Barsuglia

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Domingueira

Nesse domingo tomo conta da pista 2 da Casa da Matriz, na Sundae Tracks, festinha do Melvin, dividindo as carrapetas com o Lucas Santtana. O bicho vai pegar, vou logo avisando.

Casa da Matriz

Sundae Tracks – encerramento da temporada de verão
pista 1 – DJ Melvin
pista 2 – Bruno Natal (URBe) e Lucas Santtana
22h
R$ 20, R$ 12 (lista amiga até meia-noite), R$ 16 (após meia-noite com a filipeta virtual impressa)

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Hoje tem

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Matriz a perigo

A Casa da Matriz está sob ameaça de fechamento, supostamente após seu dono, Léo Feijó, ter feito críticas a prefeitura em uma coluna no jornal O Globo.

Já pintou uma abaixo-assinado a favor do estabelecimento.

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A batalha campal do reggae

Digitaldubs tocando.jpg
Digitaldubs
fotos: Jaqueline Felicíssimo
* Esse texto foi republicado no Rio Fanzine, do jornal O Globo

Ao contrário do que a maior parte das bandas de reggae iô iô que dominam a cena no Brasil faz parecer, a música jamaicana não é (apenas) paz e amor ou aquele ritmo pra ouvir na queda de uma cachoeira, cercado de amigos numa roda de violão.

Prova disso é que o Bukowski e a Casa da Matriz se tornaram campos de batalha quando as principais equipes de som dedicadas ao gênero no Rio, o Digitaldubs Sound System e o Urcasonica Sound System, se enfrentaram, terça e quarta passadas.

Calma, calma. Não houve pancadaria nem nada parecido, a camaradagem imperou nas duas noites. O que aconteceu foi o primeiro sound clash do Rio – talvez do Brasil – um acontecimento histórico.

Sound clashes são disputas entre equipes de som (os sound systems), uma tradição jamaicana que se espalhou pelo mundo e que só agora desembarca por aqui. Como nas batalhas de MCs, tradição do hip hop em que rappers competem para ver quem rima melhor, as equipes de som ficam frente a frente com um objetivo simples: descobrir quem tem a melhor seleção musical pra sacudir a pista. A decisão, claro, é do público.

O que muda são as armas. Ao invés de palavras, cacetadas de grave. Quer dizer, as palavras também fazem parte da disputa, através de músicas feitas especialmente para a competição, conhecidas como specials. As equipes de som convidam ou contratam um cantor/MC (geralmente um nome conhecido) para gravar faixas exclusivas exaltando a própria equipe ou, no caso dos clashes, atacar os rivais.

Os dois principais clashes atualmente são o World Cup Clash, que acontece anualmente em Nova York, e o UK Cup Clash, em Londres. Desafiando a lógica, as grandes sensações desses eventos não são sound systems jamaicanos, mesmo com o bom desempenho do Black Kat ou do Bass Odissey nessas competições. Quem tem levado tudo são os japoneses do Mighty Crown e o atual campeão mundial, o Sentinel, da Alemanha.

Alinhados com as novas sonoridades de reggae, tanto o Digitaldubs quanto o Urcasônica passam longe de discos manjados de Bob Marley. Claro que clássicos de produtores como Bunny Lee, King Tubby e Lee Perry têm espaço – e muito. Mas Sizzla, Burro Banton e Buju Banton, Capleton e Morgan Heritage e outros destaques do reggae contemporâneo também tem vez.

Felipe DB e Ivan Cozac, Urcasonica.jpg
Felipe DB e Ivan Cozac

O primeiro round foi na casa do Urcasônica, no Bukowski, na terça. Após um aquecimento de 30 minutos, cada equipe teve 15 minutos pra mostrar seu repertório e o Urcasônica levou.

No dia seguinte, o Digitaldubs recebeu o adversário na Casa da Matriz para o segundo round e dessa vez eles ganharam. O 1×1 no placar forçou o desempate, disputado imediatamente.

Lencinho, DJ da equipe Solzales Dub, cumpriu bem o papel de apresentador e juiz, explicando as regras, domando as torcidas organizadas que lotaram a Casa da Matriz e apurando os votos entre muitos gritos e braços levantados. Apesar do ineditismo do evento, o público entrou no clima e participou bastante.

No desempate, cada equipe tinha direito a tocar uma música de até 3 minutos, alternadamente. Ambas equipes foram preparadas para o combate. O Urcasônica mostrou seus specials com a participação do Manu Chao (“Resistência”) e a dobradinha Don Negrone e Mario Z em “Campeão”.

Digitaldubs escolhe.jpg
Qual vai ser a próxima?

O Digitaldubs tocou praticamente apenas faixas exclusivas e specials do seu sound system, contando com participações de respeito. Teve BNegão (num remix dubwise de “Prioridades”), Mr. Catra (“Lucro”), M7 (“Pretinho babylon”) Pato Banton (uma versão de “No worries”), Stranjah (“Soundclash part 2″, sobre o riddim “Ali Baba”), Sylvia Tella (versão de “Brothers unite”) e Jeru Banto, exaltando a equipe sobre outro riddim clássico, o “Stalag”.

Na última música, o Urcasônica cometeu um erro fatal. Em dúvida sobre qual seria a melhor música pra encerrar sua apresentação, Ivan Cozac, Bruno LT, Javier Posada e Felipe DB deixaram a pista quase dois minutos em silêncio e passaram mais 30 segundos pedindo barulho, restando apenas outros 30 segundos pra soltar o som.

Não deu. Vitória do Digitaldubs de MPC, Nelson Meirelles e Cristiano Dubmaster, os campeões do primeiro sound clash carioca. Falta agora um evento que reúna outros sound systems, como DubVersão (SP), Bumba Beat (SP) e Echo Sound System (SP), Confronto (Brasília), Solzales (RJ), Calminho (RJ) e Sensorial Sistema de Som (RJ).

DigitalUrca2.jpg
Na amizade

Na comemoração, o Digital soltou um special que dizia que “o Urcasônica já era!”. Será? Literalmente batalhando por seu espaço, o Urcasônica pediu revanche, dessa vez em campo neutro, o Digital aceitou. O bicho vai pegar.

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