OEsquema

Arquivo: cinema

2zin

Os maiores maconheiros do cinema.

Comente

Woody no Rio

Tinha visto no Matias e esqueci de comentar essa história de que o Woody Allen pode vir filmar no Rio. Sensacional.

Hoje em dia, só dois cineastas me tiram de casa e fazem abrir a carteira para despejar mais de R$20 num ingresso para ver seus filmes no cinema: Woody Allen e os Coen (tudo bem, são três então). “Vicky Cristina Barcelona” é bom demais.

Como em “Match point”, um espírito turista toma conta de Allen na hora de escolher os cenários clichê e certamente isso acontecerá se ele vier no Rio. É coisa que incomoda mais os locais do que as platéias pelo mundo.

Será bom demais ver o Rio através do olhar neurótico de Allen.

5 Comentários

Terror

“Fear(s) of the Dark”, seis animações de terror sobre um medo comum: o escuro.

Comente

Dance


Stiffler, em “American Wedding”: inclusão injusta :)

As dez mais constrangedoras cenas danças do cinema. Dica do Rod.

1 Comentário

Filme cult

Comente

Os devidos créditos

O saite Art of the Title reúne animações de abertura de filmes. Só coisa boa.

Comente

Aula de interpretação

Irritado com um diretor dando pitacos na sua interpretação durante a gravação de uma peça publicitária não estava suficientemente energética, De Niro responde curto e grosso que “não está vendendo carros”.

Se ele estivesse, seria mais ou menos assim:

2 Comentários

Manhattan


Versão cinematográfica do Dr. Manhattan


O r. Manhattan original

Alguns jornalistas foram convidados para assistir os primeiros minutos da adaptação do quadrinho “Watchmen” para o cinema e confirma-se as expectativas de uma versão bem fiel a original.

Comente

Sarah Palin, uma piada

O trailer do que seria um filme da Disney com um roteiro igualzinho a vida da senadora Sarah Palin.

Comente

Ecos


Mad Professor entorta “Lively up yourself” (Bob Marley)

Muita coisa aconteceu desde a última vez que falei do “Dub Echoes” (documentário inicidado em 2004 e só concluído em 2008) por aqui.

O filme rodou o mundo, em festivais na Dinamarca, Suécia, Espanha, Jamaica, EUA, Portugal, Inglaterra e até no Brasil, com México, Irlanda, Finlândia, República Tcheca e Canadá pela frente.

Finalizando essa temporada acompanhando o doc pela Europa, o filme foi exibido em Amsterdã, no cinema da nova biblioteca pública da cidade, num prédio muito futurista, dentro do festival B-oost.


Don Letts se diverte tocando “Rebel” (Morgan Heritage)

Como se isso não fosse o suficiente, após a sessão, teve uma bela festa, com o som a cargo dos entrevistados do filme Don Letts e Mad Professor (ao vivo).

Guardando a melhor notícia para o final, antes do final do ano, “Dub Echoes” será lançado em DVD (com distribuição mundial, exceto no Brasil) pela inglesa Soul Jazz Records.

3 Comentários

Chefão

No lugar do usual “Cidadão Kane”, “O poderoso chefão” encabeça a lista de 500 melhores filmes da história, compilada pela Empire.

Os dez primeiros, segundo a lista:

1 – “O poderoso chefão”
2 – “Indiana Jones e os caçadores da arca perdida”
3 – “Guerra das estrelas: O império contra-ataca”
4 – “Sonho de liberdade”
5 – “Tubarão”
6 – “Os bons companheiros”
7 – “Apocalypse now”
8 – “Cantando na chuva”
9 – “Pulp fiction”
10 – “Clube da luta”
Goodfellas, , Singin’ in the Rain, Pulp Fiction and Fight Club,

1 Comentário

Manel

Estréia no Festival do Rio “Só dez por cento é mentira”, documentário descrito pelos autores como a “desbiografia oficial do poeta Manoel de Barros”.

A montagem é de Julio Adler e o design em movimento é da Mar e da Brabo, todos parte da equipe do “Dub Echoes”. Falando no dub doc, o lançamento em DVD, com distribuição mundial, será em novembro. Novidades a caminho.

5 Comentários

Kauffman

Saiu o trailer do “Synecdoche, New York”, primeiro filme dirigido por Charlie Kauffman, roteirista de “Quero ser John Malkovich”, “Adaptação” e “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, entre outros.

1 Comentário

White, Jack White

Surgiu um trecho do comentado tema do novo filme do James Bond, “Quantum of Solace”, que era pra ter sido da Amy Whinehouse mas terminou sendo feito por Jack White e Alicia Keys, numa propaganda de refrigerante (que parece muito o clipe de “Go with the flow”, do Queens of the Stone Age).

Por enquanto só dá pra ouvir a guitarra de White. Dá pra conferir em melhor qualidade aqui.

1 Comentário

O que você vai fazer?

“Ghostbusters 3″.

Comente

Rock Totem

Os informativos da marca carioca Totem sempre vem recheados de boas dicas de discos e filmes do dono da marca, Fred D’Orey. Esse ano ele organiza a 2ª mostra de cinema Rock & Totem, no auditório do Senac Rio.

1 Comentário

1994

Premiado pela audiência na edição de 2008 do festival de Sundance, “The Wackness” é um filme sobre um garoto (virgem) no último ano antes faculdade, levantando uma grana vendendo bagulho, que troca por sessões de terapia.

O interessante do filme é que uma dos principais eixos condutores é o ano de 1994, especificamente em Nova York, quando o rap passou o que (para alguns) foi seu último período relevante, pré-bundalização, enquanto o então prefeito Giuliani começava a implementar sua política careta, fechando clubes, perseguindo o hip hop e o grafite, etc.

Foi em 1994 que Kurt Cobain morreu, “Pulp Fiction” e “Forrest gump” (ambos com trilhas sonoras tão importantes quanto o filme) saíram, o Weezer lançou seu primeiro disco e que estreiaram nomes que viriam a dominar o cenário, como Notorious B.I.G., Outkast, Method Man e Nas, juntando-se a Snoop Dogg, A Trible Called Quest, De La Soul e outros.

No Brasil, 1994 também foi um ano importante, um ano chave até.

Tivemos a primeira eleição após o impeachment de Collor, o começo do Real, a morte do Senna, o tetra da Seleção, Chico Science & Nação Zumbi, O Rappa e Raimundos surgindo com seus primeiros discos e o Planet Hemp começando a dar bandeira…

Sempre tive interesse em 1994, especificamente no Brasil, por isso é interessante ver um filme feito sobre a época, ainda mais porque não faz tanto tempo assim (ou faz?). Coincidentemente, passei metade desse ano no Rio e a outra na Califórnia, pescando referências de lá e de cá.

Voltando ao filme, dizer que algo é wack, significa que é fraco, ruim. Wackness, portanto é a capacidade de produzir porcarias, numa tradução longa. A descrição do personagem principal talvez explique melhor o sentido do título.

Numa entrevista que começa com Method Man, parte do elenco, dando uma aula de falsa modéstia, o rapper fala algumas coisas interessantes — e numa boa — sobre o estado atual do hip hop nos EUA. O saite do filme tem uma rádio com uma bela seleção de clássicos da época.

Comente

Tropical

Com um elenco formado por Robert Downey Jr., Jack Black e Ben Stiller (também dirigindo, o primeiro desde “Zoolander”), “Tropic Thunder” é uma comédia de metalinguagem, fazendo graça com “Apocalypse now” e, sobretudo, com o documentário “Heart of darkness”.

No filme, três atores são contratados para a maior produção já feita sobre a guerra no Vietnã, filmada no local. Lá pelas tantas, o conflito se torna verdadeiro, mas as estrelas não se dão conta.

“Tropic thunder” está causando alguma polêmica, não apenas por fazer piada com um assunto tão delicado, mas principalmente pelo momento em que é lançado.

uma pequena entrevista de divulgação em que o elenco fala um pouco sobre seus personagens.

1 Comentário

171?


“Última parada 174″

Estreiando no Festival do Rio 2008, o filme “Última parada 174″, de Bruno Barreto. A premissa do filme é de que a história de Sandro Nascimento, protagonista do sequestro do ônibus 174, em 2000, não foi contada.

Interessante. O único detalhe é que foi sim contada, em fatos reais, no documentário “Ônibus 174″.


“Ônibus 174″

Trata-se de um dos mais celebrados docs brasileiros, em casa e no exterior, vencedor desse mesmo Festival do Rio, onde também estreiou. Não é exatamente como se o assunto não tivesse repercutido.

Difícil entender a relevância de se contar essa história novamente. Será que, por se tratar de ficção, vai atingir um público maior? Ou pura exploração do tema da vez, violência urbana?

Comente

De trás pra frente

O assunto é velho: “Braveheart” é lotado de incongruências históricas. Sabe-se lá porque estão ressucitando isso.

Do ponto de vista de roteiro, a brincadeira pode ser interessante.

Com os fatos históricos a mão, é possível analisar a construção do roteiro de trás pra frente, iluminando questões de estrutura e narrativa. Uma boa dica de como amarrar uma história.

Isso é, se você estiver lidando com ficção, não com dados históricos.

Comente

Segredo

Uma linha de telefônica e um anúncio no jornal divulgando o número para quem quisesse desabafar e pedir desculpas por alguma coisa, com a garantia de anonimato.

A idéia é MUITO parecida com a do ótimo blog PostSecret, porém o resultado do documentário “The apology line” (curta-metragem que vem participando de diversos festivais e sendo indicado para vários prêmios) é bem menos impactante.

Nem tudo pode virar filme.

Comente

Operação padrão

Essa semana finalmente estréia (em Londres) “Standard Operating Procedure”, novo filme de um dos mestres do documentário, Errol Morris, o primeiro desde “Fog of war”, de 2003, premiado com o Oscar.

Dessa vez, através de entrevistas com as chamadas “maçãs podres”, famosas pelas fotos que correram o mundo, Morris explora os abusos cometido pelo exército americano contra os prisioneiros de Abu Ghraib, no Iraque.

O assunto já foi bem explorado no“Taxi to the dark side”, vencedor do Oscar na categoria esse ano. O grande diferencial é o fator Errol Morris.

Um filme dirigido por Errol Morris contém, basicamente, tudo que os puristas não admitem num documentário.

Seu filme mais emblemático, “The thin blue line”, de 1988, é um marco nesse sentido, pelo uso pesado de reconstruções de cenas, da trilha sonora (a cargo de Philip Glass) e pelo impacto no mundo real, tirando um acusado inocente do corredor da morte.

Uma das característica mais marcantes de seus filmes é o formato das entrevistas, onde as pessoas estão sempre olhando diretamente para lente, simulando um contato visual com a platéia.

Para atingir esse efeito, Errol desenvolveu um equipamento chamado Interrotron, que permite que o entrevistado veja o entrevistador num monitor a frente da câmera (como um teleprompter) e olhe no seu olho.

Parece pouca coisa, mas qualquer um que já conversou por vídeo via Skype sabe como é bizarro a impossibilidade de se olhar no olho da outra pessoa.

Dessa vez, já com o careca dourado no bolso e provavelmente mais dinheiro pra produzir, Morris abusou. Chamou Danny Elfmann para trilha e chegou ao requinte de utilizar câmeras capazes de produzir imagens em super câmera-lenta, filmando a mais de 6 mil quadros por segundo. Pelos clipes disponíveis até agora, é o seu trabalho mais bem acabado visualmente até aqui.

Um filme de Errol Morris é sempre uma chance de testar até onde vão os limites do documentário. Uma aula, por si só, imperdível.

2 Comentários

Dimensões

Assistir ao filme U23D na tela gigantesca do IMAX, apesar dos muitos defeitos (um deles a chatice da banda e as malices do Bono, mas isso é outro assunto), é impressionante.

Antes do início da sessão, a caprichada apresentação do equipamento do cinema, uma tiração de onda com o sistema de som, como num baile funk , ainda é a melhor parte. Lá está o melhor que a tecnologia pode produzir, abusando de imagens geradas por computação gráfica, como “Sea Monsters”.

As pessoas riem sem parar, tentam tocar nos peixes nadando a sua frente e se abaixam quando um dinossauro passa por cima de suas cabeças. Uma ingenuidade que lembra os relatos das primeiras sessões de cinema, promovidas pelos irmãos Lumiére no século retrasado, quando as pessoas corriam do trem que vinha na direção da câmera.

Nos primeiros minutos, nos planos feito do meio da platéia, tem-se a nítida impressão de que as pessoas estão levantando o braço na sua frente, fazendo você mexer a cabeça pra desviar, como se estivesse num show. Produzir um efeito assim no espectador não é pouca coisa.

A massa pulando filmada de cima, a profundidade dos planos, o volume da luz, os closes, as novas possibilidades de se utlizar fusões (algo que, normalmente, pode cair na cafonice facilmente), tudo isso conta a favor.

Nos melhores momentos, é sim como se estivesse vendo ao vivo, principalmente nos enquadramentos mais próximos ao tamanho real das pessoas e objetos, como os feitos das laterais do palco.

Muitas vezes em um show “de verdade”, quando se está assistindo de longe, parece mesmo que se está vendo uma tela. Nesse sentido, o efeito 3D é parecido, pois as imagens tem profundidade que emulam essa sensação. Replica algo que está acontecendo “lá”.

A estrada até algo menos artificial ainda é longa. Os movimentos de câmera atrapalham o efeito, closes não funcionam bem e gráficos vetoriais ainda produzem um resultado mais realista.

Atualmente, o desconforto causado pelos óculos não é maior do que o fato de que você não pode mover a cabeça e ver o que quiser. É preciso manter o olhar fixo no centro da tela e permanecer passivo, recebendo as imagens como e na ordem em que são apresentadas.

Para tornar a experiência mais ativa, seria preciso inserir o expectador num verdadeiro ambiente de três dimensões, com visão 360°, podendo ficar no meio do palco e escolher o que ver. Virar para trâs para ver o baterista, para o lado e ver o guitarrista, editando nós mesmo, pelo olhar, o filme que assistimos.

Isso aplicado a filmes de ficção pode revolucionar a maneira de se fazer e se atuar para o cinema. Em vez do telespectador ser guiado, ele mesmo escolherá o que acompanhar, gerando conversas depois de um filme como :

– Você viu a cara do assassino na hora do tiro?

– Não, eu estava virado para refém, atrás da prateleira.

– Caramba, nem vi que ela estava lá também!

Voltando a música, no dia que essa tecnologia estiver suficientemente disseminada, nenhuma apresentação será realmente exclusiva. Se a cópia será tão boa quanto o original é outra história, pra fazer Walter Benjamin querer escrever outro ensaio direto do seu túmulo.

Integrante do System of a Down, Serj Tankian falou recentemente sobre shows holográficos, turnês mundiais feitas em um dia.

Hoje as pessoas chamam de papo de maluco. Amanhã podem estar assistindo um desses shows.

Comente

Trilogias

1%20Real.jpg

Não vou dar detalhes para não estragar a surpresa, podem ficar traquilos. Assisiti Matrix Reloaded ontem e saí sem gostar do filme. Tem ação pacas. Depois de um bom papo percebi que, felizmente, as mensagens nem tão subjetivas assim continuam ali. O final da trilogia, Matrix Revolutions, deve ser fiel ao título e apresentar o resultado da revolução proposta desde o primeiro capítulo.

Lembrei então de indicar uma trilogia que pode ser chamada de “bem-vindo ao mundo real”: os filmes Matrix, Clube da Luta e todos os discos do Rage Against the Machine, uma trilogia dentro da trilogia.

A imagem que ilustra o texto é uma adaptação/tradução da que acompanha o poema do encarte de um disco do RATM, “Renegades”, lançado após o fim da banda, só com versões de músicas que inspiraram a banda, como “Maggie’s farm”, do Bob Dylan, e “Street fighting man”, dos Rolling Stones.

Copie e mande a imagem para quem você achar que precisa desta mensagem.

1 Comentário
Página 6 de 6123456