URBeTV: Gilsinho, da OCO, e as expectativas da banda
Misturar a tradição com o novo já virou… tradição em Pernambuco. A Orquestra Contemporânea de Olinda segue por esse caminho, unindo frevo, afrobeat, ska, dub, ciranda e samba.
Com dez integrantes (entre eles o rabequeiro Maciel Salú, fiho do Mestre Salustiano e ex-integrante de outra orquestra, a Santa Massa do DJ Dolores), a Orquestra Contemporânea de Olinda é daquelas banda que, se passarem na sua cidade, não é pra perder, porque com tanta gente envolvida é sempre complicado viajar muito.
Os arranjos de metal da turam do Grêmio Musical Henrique Dias são peça central nos arranjos, assim como a percussão do fundador do grupo, Gilsinho. Fazendo releituras de clássicos e apresentando repertório prórprio consistente
O show foi um pouco irregular, por conta dos momentos “pra turista”, em que a banda esquece de mesclar e toca apenas frevos. Nada contra — nada mesmo — o frevo. É que a sonoridade proposta pela OCO é tão amarradinha, que perde o foco.
Certamente, quando tocam numa festa longa e tem mais tempo para passear por todas suas influências, isso faz mais sentido. Num show curto, fica vontade de ouvir mais coisas com a cara deles (e uma pressãozinha um poquinho maior nas linhas de baixo).
Sinal de que estão no caminho certo.
A chuva roxa cai fininha, ao final da CALZONE, semana passada.
URBeTV: Rabotnik
Focado em fazer trilhas sonoras para cinema, tv, teatro, dança e moda, o Rabotnik não é de fazer muitas apresentações ao vivo. Talvez você já tenha visto alguns deles tocando por aí, com o Binário ou com o Ordinário Groove Trio.
Agora que gravaram o primeiro disco (homônimo, lançado pel Bolacha Discos), Eduardo Manso, Estevão Casé, Bruno Di Lullo, Rafael Rocha e Daniel Romano em tocando mais como Rabotnik e fizeram um belo show no Claro Cine.
URBeTV: The Twelves tocando seus remixes para
“Heartbreaker” (Metronomy) + “Rich girls” (The Virgins)
Os remixes que os niteroienses do The Twelves tem feito (oficial e não-oficialmente) para M.I.A., Black Kids, New Young Pony Club, Kylie Minogue são indiscutivelmente muito bem produzidos, mesmo que possam ser acusados de ser um tanto derivativos de tantas outras coisas que tem rolado no sub-gênero música-eletrônica-de-blogues.
Transpor essa produções para uma apresentação ao vivo é uma outra história. É uma transição complicada e, normalmente, o caminho preferido de vários artistas (e não apenas o Twelves) é simplesmente desmontar as produções, separar os elementos no computador e remontá-los ao vivo.
É o caminho mais fácil e também o mais sem graça. Fica faltando muito pra justificar tocar num palco, ainda que que para uma pista de dança possa ser o suficiente. Um DJ set, tendo que combinar elementos fixos de diversas músicas, acaba sendo até mais divertido.
A chuva que não pára de cair a 938 dias no Rio, o público pequeno (umas 100 pessoas) e um pau no computador no meio da apresentação não ajudaram a dupla. Não foi uma boa noite.
URBeTV: Do Amor, “Pepeu baixou em mim”
(sem o primeiro verso da letra, justamente o título…)
Só a formação do Do Amor , (Ricardo Dias Gomes, Marcelo Callado, Benjão e Bubu, músicos que tocam com Lucas Santtana, Caetano Veloso, Los Hermanos, Carne de Segunda, etc) já faz ter vontade de gostar da banda. A idéia de brincar com axé e outros balaços aumenta essa vontade. E uma música como “Pepeu baixou em mim”, ainda mais com um título desses, consolida.
Infelizmente, ao vivo a coisa não vinga, muito pelos excessos cometidos pela banda, forçando a piada um pouco além do ponto. O que poderia ser um show da boa e bela bagaceira, beira a tortura quando gritos e barulhos desnecessários tomam conta do palco.
Cara, o que foi a CALZONE Topa Tudo, sexta-feira passada, no Claro Cine…
Quase 2.000 pessoas, só gente tranquila (o público foi elogiado pela produção do evento, como sendo muito educado), todo mundo topando tudo, de Kaoma a Soulwax, de Guns n’ Roses e Lionel Richie a Friendly Fires, Hot Chip, Kanye West e Justice.
Sem falar na apresentação ao vivo avassaladora do João Brasil e no coro GIGANTESCO de “Purple Rain” fechando a noite.
É complicado fazer uma festa desse tamanho mantendo essa onda, mas cercado de amigos — maior parte do público — fica sempre mais fácil. O negócio é manter assim.
Ou seja, se você quiser pleiboisar, pertubar as meninas que estão dançando numa boa (a distribuição de tocos CALZÔNICOS nos pela sacos é cruel) ou fazer carão, não precisa aparecer! Hahaha!
Fotos e vídeo pescados no blog oficial do evento, atualizado, alimentado e gerido pelos grandes Gabriel Lupi e Bruno “Segundona, tô chegando!” Maia.
URBeTV: Wando e Pepeu falam da participação no show do Brasov
e trechos de “Fogo e Paixão” e “Raio Laser”
Numa noite de gala, o Brasov recebeu a ilustre participação de Pepeu Gomes e Wando. O descontrole causado por Wando ao mandar “Fogo e paixão” deve se firmar como um dos grandes momentos de todo o evento. Sente a pressão no vídeo.
Móveis Coloniais de Acaju, “Como vovó já dizia”
+ entrevista sobre o novo disco, “Complete”
Num show do Móveis Coloniais de Acaju, por mais estranho que possa soar, a música acaba assumindo um papel secundário.
Pode parecer esquisito falar isso de uma banda de 10 integrantes. Quer dizer, até você testemunhar a presença de palco do grupo, tranformando um mero show numa performance interativa onde as músicas são apenas um elemento da equação.
Preparando o segundo disco, “Complete”, produzido por Carlos Eduardo Miranda, os brasilienses mostraram algumas músicas novas, misturadas as certeiras de sempre “Copacabana” e “Seria o Rolex?”.
Espremido entre metais, bateria, guitarra, teclado e baixo, o vocalista André Gonzales consegue encontrar espaço para pular e dançar como se estivesse sozinho no palco.
O resultado fica escrachado na cara do público e dos integrantes: a troca de energia gera sorrisos e mais sorrisos, no palco e na platéia, daqueles que só vem de quem está realmente se divertindo. Esse é o segredo.
Cidadão Instigado - “Minha imagem roubada”: atenção
aos metais tocados através da guitarra.
obs: o iMovie gerou automaticamente uma tarja 16:9,
resultando nesses enquadramentos de bêbado
Um dos mais talentosos compositores de sua geração, Fernando Catatau e seu Cidadão Instigado chaparam a tenda do Claro Cine com sua psicodelia, a base de Jovem Guarda, Santana, guitarrada, bagaceiras eletrônicas e letras insanas. Algumas músicas chegaram aos dez minutos de duração.
Já se vão três anos e pouco desde o lançamento de “O método túfo de experiência”, um clássico (”O tempo”, “Pinto de peitos” e “Os urubus só pensam em te comer” e “Te encontra logo” são desse disco).
Produzindo o novo disco de Arnaldo Antunes, Catatau promete para ano que vem o terceiro do Cidadão Instigado e vem mostrando algumas músicas nos shows.
Tinha tudo pra espantar os desavisados, só que a estranheza é tão boa e tão criativa que conquista até quem não nunca ouviu falar. O tempo há de fazer justiça ao trabalho do Catatau.
Circulando pelo local após a apresentação, foi grande a quantidade de gente que veio cumprimentar Catatau. O resto da banda é um esculhacho. É sempre um bom show. Sempre. Tem pouca coisa no mesmo nível.
A festa continuou até tarde com os pernambucanos da I Love Cafusú.
Nação Zumbi, “No olimpo”
Começou a sequência de shows do Claro Cine no Rio e, com isso, a chance de assistir tantos bons shows brasileiros que apareceram pela cidade espalhados durante o ano.
Pra começar, na primeira noite, a Nação Zumbi destroçou o palco, como de habitual, ainda que as músicas do último disco, “Fome de tudo”, não tenham a mesma força do anterior, “Futura”. A excessão é a excelente “No olimpo”, que entra direto pro repertório de clássicos da banda.
Na mesa de som, Buguinha Dub entortava tudo, fazendo dub mixes ao vivo e sendo co-responsável por uma versão assassina de “Coco dub”.
Moptop, “Aonde quer chegar”
O Moptop fez um de seus melhores shows. Já que passavam de uma da manhã quando os cariocas começaram o show e a tenda permaneceu cheia e atenta até o final.
A banda está melhor no palco e a boa qualidade do som do evento (uma surpresa e tanto) ajudou bastante. Ouvia-se tudo, bem equalizado e sem distorções em todos os shows até aqui (tirando o da Ana Cañas, mas nesse caso, definitivamente não foiculpa do equipamento). Bem que podia ser assim sempre.
Tem gente que implica com o Moptop, por achar derivativo de outras tantas bandas gringas (o que de fato é, muito bem feito por sinal), porém o mais legal ali fica escondido entre as guitarras, baixo e bateria.
As letras de Gabriel Marques estão acima da média, mesmo que as vezes tanto papo de coração partido possa ser cansativo. É o segundo disco e a banda vai crescendo, tomara que tenham tempo de evoluir ainda mais.
Canastra: “Sociedade alternativa” + “Dois dedos de conhaque”
Antes do Moptop, tocou o Canastra . Atendendo ao clássico pedido da platéia, o grupo mandou “Sociedade alternativa”, do Raul Seixa, e seguiu com a sua própria “Dois dedos de conhaque”.
As Rariús falam da festa durante a passagem de som
Hoje no Claro Cine tem a festa pernambucana I Love Cafusú, que começou como um bloco de carnaval e foi uma das inspirações para criação da CALZONE.
Buscando algo diferente de noites eletrônicas dedicadas a um só gênero, já existia entre nós a idéia de fazer algo mais bagunçado quando o Pedro Seiler voltou do Recife falando de uma festa que tocava de Gretchen a Daft Punk, de Roberto Carlos a MC Leozinho e decorações bizarras.
Chegou a hora de conferir a zorra recifo-olindense, pela primeira vez no Rio.
Saiu a programação do Claro Cine 2008, no Jockey Club, Rio de Janeiro:
Shows:
19/11 - Nação Zumbi
20/11 - Canastra / Moptop
21/11 - Cidadão Instigado / festa: I love cafusu
22/11 - festa: Moo
23/11 - Móveis Coloniais de Acaju
25/11 - Wilson das neves convida Marcelo D2
26/11 - Brasov convida Wando e Pepeu Gomes
27/11 - Vanguart / DJs Rumeinge e Loktibrada
28/11 - festa: CALZONE + João Brasil
29/11 - Do Amor / festa: Gente Bonita Clima de Paquera
30/11 - Rabotnik / The Twelves
02/12 - DJ Mary Zander / DJ Vivie Ann
03/12 - Orquestra Contemporânea de Olinda
04/12 - Lafayette e os Tremendões
05/12 - Phunk + live Davi Moraes
06/12 - Casuarina convida Teresa Cristina + Ana Costa
07/12 - Aliados / The Silvas + Paulo Miklos
DJs Nado Leal, Marcelinho da Lua, Tati da Vila, Chicodub e Satta antes e depois dos shows.
Filmes:
19/11 - Max Payne
20/11 - Queime depois de ler
21/11 - Rede de mentiras
22/11 - Wall-E / Rebobine por favor
23/11 - Planeta terror
25/11 - Pinneapple express
26/11 - Entre lençois
27/11 - Um homem bom
28/11 - Quarentena
29/11 - Ratatouille / Mamma mia
30/11 - Appaloosa
02/12 - Sin city
03/12 - Batman - cavaleiro das trevas
04/12 - Roberto Carlos em ritmo de aventura
05/12 - Rolling Stones - Shine a light
06/12 - Kung Fu panda / Estômago
07/12 - Bustin down the door
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