Tag: comportamento


sexta-feira, 9 de janeiro, 2009

Reentrada


clique de um adesivo revelador colado na vitrine do Cicle Leblon,
pra celebrar uma manhã ensopada do bom veneno carioca

Pouco mais de dois meses após a chegada de Londres, a impressão é de que a adaptação da volta é mais difícil do que a ida. Estranho isso.

Sensibilizado, o Matias gentilmente escreveu o roteiro de um singelo curta:

BRUNO OLHA PELA JANELA:

- O Rio já nao é mais o mesmo.

OLHA PARA SEU REFLEXO NO VIDRO:

- Eu também não sou mais o mesmo

SOBE O BG:

Postado por Bruno Natal às 10:20 | 1 Comentário | Permalink

sexta-feira, 19 de dezembro, 2008

Perigo


foto:Daniela Dacorso

“Seria o cúmulo da vergonha considerar um tipo de música tão vulgar e ridícula como forma de manifestação popular. É forma de manifestação do mau gosto. Isso sem falar que os bailes funk servem para ajudar a financiar o tráfico de drogas, coisa que todos sabem, com letras que fazem apologia à violência, ao crime e à prostituição” (grifo meu)

Como previsto, o projeto de lei do deputado Chico Alencar que define o funk como “forma de manifestação cultural popular” vai indignando a classe média, ao menos a parcela que vibra lendo colunas sobre gatos no Segundo Caderno — e sabe de tudo.

Violenta são essas generalizações, coisas que “todo mundo sabe”.

Não sei o que é pior, a necessidade de um canetaço para estabelecer algo óbvio ou gente esperneando, resistindo a lógica.

Postado por Bruno Natal às 14:22 | 10 Comentários | Permalink

terça-feira, 25 de novembro, 2008

Vai ser bom para você

A prática é comum e qualquer um envolvido na indústria criativa — sejam cineastas, designers, músicos, jornalistas, artistas plásticos, o que seja — já recebeu (ou vai receber, pode apostar) uma proposta para trabalhar de graça em troca de uma “boa exposição do seu nome/trabalho”.

O argumento normalmente é utilizado para convencer profissionais em início de carreira (mas não apenas a eles, a cara-de-pau está se alastrando) a fazer de graça um trabalho pelo qual deveriam estar sendo pagos.

Geralmente, envolve alguma grande marca e todas as pessoas envolvidas no projeto — inclusive aquela que te convida — estão recebendo, mas mesmo assim esperam que você aceite trabalhar sem cobrar, para “abrir portas”.

É a maior conversa pra boi dormir do mercado de trabalho. Até hoje não conheci ninguém que tenha atravessado as tais portas que supostamente se abririam — mesmo porque, o que de bom pode vir de uma relação profissional que começa dessa maneira?

O que isso costuma trazer como resultado para a carreira de alguém é essa pessoa passar a ser vista como alguém que trabalha de graça. Isso não é bom.

A situação se torna ainda mais absurda quando envolve a internet. Num mundo virtual, onde digitar nomedagrandeempresa.com e o endereço do seu saite levam o mesmo tempo, faz mais sentido você criar seu próprio espaço e firmar seu nome no mercado do esperar que façam isso por você.

Quando há uma marca envolvida, qualquer ação trata-se de publicidade ou estratégia de marketing (mesmo que disfarçada de um blogue bacana, concurso de banda ou qualquer outra coisa). E propaganda é o setor para o qual não se deve fazer nada sem pagamento. Pelo contrário, deve-se sempre ser muito bem pago.

Existem excessões, claro, situações em que vale a pena trabalhar de graça, principalmente para os iniciantes. As vezes também pode envolver uma viagem ou acesso a algo ou alguém que você julgue importante para o seu futuro.

A grande diferença é que, na maior parte dos casos em que esse tipo de coisa vale a pena, é o profissional que identifica essa chance e oferece seu trabalho. Quando é o contrário, pode apostar: é roubada.

Enquanto isso, se quiser uma boa exposição, procure um museu bacana.

Os que quiserem, deixem suas histórias mais cabeludas nos comentários. É no mínimo divertido ouvir os argumentos malucos que disparam por aí.

Postado por Bruno Natal às 13:44 | 3 Comentários | Permalink

quarta-feira, 19 de novembro, 2008

Na moda

Ninguém mais aguenta os hipsters.

Postado por Bruno Natal às 14:18 | 1 Comentário | Permalink




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