OEsquema

Arquivo: cultura digital

MP3 usado

O saite Bopaboo oferece um espaço para as pessoas comprarem e venderem MP3 usados.

É justo, afinal quem compra MP3 legalmente deve ter o direito de se desfazer dos mesmos. O lance é que mesmo depois de negociado, o arquivo continua no computador do vendedor. O sujeito pode ainda vender o mesmo arquivo milhares de vezes.

Arquivar em “idéias de jerico”.

Comente

Cada um tem seu preço

Dahmer apresenta o maior blogueiro de São Paulo. Pesquei no Matias.

Comente

Bebedeira

A música é velha, mas taí. Porque lo-fi é o caminho.

Comente

Vai ser bom para você

A prática é comum e qualquer um envolvido na indústria criativa — sejam cineastas, designers, músicos, jornalistas, artistas plásticos, o que seja — já recebeu (ou vai receber, pode apostar) uma proposta para trabalhar de graça em troca de uma “boa exposição do seu nome/trabalho”.

O argumento normalmente é utilizado para convencer profissionais em início de carreira (mas não apenas a eles, a cara-de-pau está se alastrando) a fazer de graça um trabalho pelo qual deveriam estar sendo pagos.

Geralmente, envolve alguma grande marca e todas as pessoas envolvidas no projeto — inclusive aquela que te convida — estão recebendo, mas mesmo assim esperam que você aceite trabalhar sem cobrar, para “abrir portas”.

É a maior conversa pra boi dormir do mercado de trabalho. Até hoje não conheci ninguém que tenha atravessado as tais portas que supostamente se abririam — mesmo porque, o que de bom pode vir de uma relação profissional que começa dessa maneira?

O que isso costuma trazer como resultado para a carreira de alguém é essa pessoa passar a ser vista como alguém que trabalha de graça. Isso não é bom.

A situação se torna ainda mais absurda quando envolve a internet. Num mundo virtual, onde digitar nomedagrandeempresa.com e o endereço do seu saite levam o mesmo tempo, faz mais sentido você criar seu próprio espaço e firmar seu nome no mercado do esperar que façam isso por você.

Quando há uma marca envolvida, qualquer ação trata-se de publicidade ou estratégia de marketing (mesmo que disfarçada de um blogue bacana, concurso de banda ou qualquer outra coisa). E propaganda é o setor para o qual não se deve fazer nada sem pagamento. Pelo contrário, deve-se sempre ser muito bem pago.

Existem excessões, claro, situações em que vale a pena trabalhar de graça, principalmente para os iniciantes. As vezes também pode envolver uma viagem ou acesso a algo ou alguém que você julgue importante para o seu futuro.

A grande diferença é que, na maior parte dos casos em que esse tipo de coisa vale a pena, é o profissional que identifica essa chance e oferece seu trabalho. Quando é o contrário, pode apostar: é roubada.

Enquanto isso, se quiser uma boa exposição, procure um museu bacana.

Os que quiserem, deixem suas histórias mais cabeludas nos comentários. É no mínimo divertido ouvir os argumentos malucos que disparam por aí.

3 Comentários

70 neles!

Para sublinhar o quão ultrapassado é a relação da indústria musical com a questão dos samples, Johannes Kreidler compôs um música de 33 segundos utilizando a besteira de 70.200 samples.

De acordo com a lei alemã, para a música ser registrada, cada um desses samples tem que ser declarado em uma folha de papel separado. Em uma van abarrotada de papéis, Kreidler garantiu algumas horas de trabalho para os funcionários do órgão responsável pelo registro.

1 Comentário

Segredo

De acordo com os editores do Post a Secret, o saite teve o conteúdo do seu perfil censurado pelo MySpace. Se a história for essa mesmo, é sério.

Comente

Sabão

Há quase um ano, Lucio Maia tocava a real sobre as bandas de internet (a partir de 04:03).

Comente

Hello

Em 2004, após a reeleição de George W. Bush, um sujeito criou o saite Sorry Everybody. Nele, americanos que não votaram em Bush enviavam mensagens para o mundo, através de fotos, sinalizando que nem todos os americanos apoiavam a política bélica do presidente reeleito.

Pois bem, quatro anos depois o Sorry Everybody se transformou no Hello Everybody. Dessa vez os americanos perguntam: estamos numa boa?

Sim, estamos. E sempre estivemos, acredito, porque qualquer generalização é burra. Não há como negar, no entanto, que nesses oito anos os americanos aprenderam bastante sobre como o resto do mundo os vê em momentos em que sua liderança é falha.

O que nos traz as enormes celebrações pelo planeta, comemorando a chegada de Barack Obama ao poder. Todo mundo reclama, mas no fundo está louco por um salvador, um messias.

Como nos quadrinhos de super-herói, eternizados pelos próprios americanos, há um desejo de que os EUA consertem os problemas do universo e além. Não é bem assim.

2 Comentários

Barangueiros

A lenda João Brasil juntou todos os barangueiros em um só clipe. Não há prova maior de que “Baranga” é um hit do que quantidade de vídeos de fãs no YouTube (“Pau molão” também tem vários).

Depois ainda vem gente vir me encher o saco, dizendo que eu forço a barra porque o sujeito é meu amigo. Ahã.

2 Comentários

Blogue$


Perez Hilton
foto:
Wired

Duas matérias, duas realidades opostas.

Enquanto a Wired disseca o sucesso on line do americano Perez Hilton, o Martelada escancara a quantas anda a suposta profissionalização dos blogues no Brasil.

Comente

Roll


Barack Rolled

Levando na esportiva o fenômeno Rick Roll, o cantor Rick Astley comenta suas versões e usos favoritos do seu grande hit.

Comente

De 60 a 2K

Ao visitar uma exposição do Robert Altman, só com fotos tiradas para a Rolling Stone nos anos 60, dei uma cagada monumental. A mesma galeria, Idea Generation, sediaria um leilão de memorabilias do rock no dia seguinte e por sorte todos os itens estavam expostos para visitação da imprensa.

Entre o contrato original dos Beatles com Brian Epstein, discos autografdos por Elvis Presley e a partitura assinada de “We are the world” (nem tudo era interssante…) estava a guitarra incendiada por Jimi Hendrix em um show na Inglaterra, em 1967.

O instrumento estava perdido e foi reencontrado pelo antigo assessor de imprensa de Hendrix, ano passado. A estimativa era que a guitarra alcançasse um lance máximo de 1 milhão de dólares guitarra foi vendida por £ 280 mil.

Não era nem pra ter visto o troço tão de perto — no leilão, aberto ao público, os objetos ficam bem longe — muito menos botar a mão e tirar essa fotinho. Clássico.

Devidamente energizado, o passeio pelas fotos foi bacana, perdido na melancolia de observar um tempo que não vivi. Essa frustração, tão comum nas gerações vindas do final dos anos 70 pra frente (vide o caso dos hipsters), tem muitas explicações.

Uma delas é que o tempo melhora tudo através de sua memória seletiva. Visto por um ângulo específico, as coisas podem parecer melhores e maiores do que foram.

Não que os anos 60 não tenham sido o que dizem que foi. Deve realmente ter sido bem perto disso. Mas querer que as coisas se repitam da mesma maneira seria pregar um retrocesso de certo modo até desrespeitoso. Como se o que foi conquistado não tivesse vingado e fosse necessário passar por aquilo de novo (OK, em muitos casos é isso mesmo).

Do ponto de vista estético, pode-se dizer que o registro da época, feito em filme e película, é mais bem acabado e selecionado, se por nenhum outro motivo, pelo custo de produzir. Hoje em dia, com câmeras digitais bem acessíveis, mais gente tira foto, a maior parte de qualquer jeito, gerando um alto volume e dificultando encontrar o que presta entre tanta porcaria.

De todo modo, enquanto uns ficam olhando pra trás e se lamentando, uma outra transformação tão ou mais importante quanto está em curso. Nossa revolução é outra. Você sabe do que estou falando, está sentado olhando ela de frente, bem agora.

2 Comentários

Craque o Fla faz on line


A matéria do Jornal da Globo que “revelou” Maycon

Existe um velho hábito nos clubes de futebol brasileiros de contratar “craques” baseado em fitas de vídeo com os melhores momentos do atleta. Pelo Flamengo já passaram um monte desses, que sumiram sem deixar saudades ou qualquer lembrança.

O menino Maycon Santana, 16 anos, de Adustina, no sertão bahiano, fechou contrato com o Flamengo após chamar atenção com um vídeo no YouTube, sucesso amplificado por uma matéria no Jornal da Globo.

O mundo real e o virtual vão se misturando. Imagina se o garoto vinga.

Claro, já apareceu um galalau de 31 anos, auto-entitulado “primo do Maycon”.

2 Comentários

O futuro da música

Paul D. Miller, mais conhecido como DJ Spooky, manda avisar que seu novo livro, “Sound Unbound” (o primeiro foi “Rhythm Science”), está na praça.

Reunindo uma série de textos falando sobre arte, mídia, sampling e as novas estratégias de composição, o papel de Spooky é como o de um remixer, de edição e organização dos textos. Uma lista de ensaistas dá uma boa idéia do livro: Brian Eno, Steve Reich, Chuck D, Moby, Pierre Boulez, Saul Williams, Bruce Sterling, Jonathan Lethem, etc.

“Sound unbound” vem com um disco, com raridades de Allen Ginsberg, James Joyce, Ryuichi Sakamoto, Jean Cocteau,Gertrude Stein, Liam Gillick, Trilok Gurtu, Sun Ra, George E. Lewis, Aphex Twin, Sonic Youth, Philip Glass, Iggy Pop…

No saite do livro, há um link para uma entrevista connjunta, em áudio e vídeo, com Girl Talk e DJ Spooky. A entrevistadora gosta de falar, viu, mas nos espaços que restam, tem coisa interessante.

Comente

Vai vendo

- Descubra porque o lançamento do jogo Grand Theft Auto 4, amanhã, será um marco para indústria do entretenimento.

- Saiba porque torpedos são coisa do passado

- Conheça a nação Meme.

Comente

Facebook

Algumas palavras sobre o Facebook, o Orkut dos gringos.

2 Comentários

Jogada de mestre

Baseado em livros que contam a história do Google, o documentário “Masterplan” usa esses fatos pra falar do plano de dominação mundial da empresa que criou a ferramenta de busca mais usada da internet.

Com um quê de teoria da conspiração, o trailer é superficial demais para realmente saber se as informações são suficientemente relevantes ou meras interpretações.

De qualquer maneira, lembrei de um texto sobre o Google que estou pra escrever faz tempo. Semana que vem, talvez.

Comente

Infinitamente viral

googletvlogo2.jpg

No dia 26 de janeiro, surgiu um vídeo no YouTube que supostamente devendava os segredos do Google TV, ainda em versão beta, serviço que transmitiria a programação de três das maiores redes de TV americanas, gratuitamente.

Não satisfeito, o autor da façanha, Mark Erickson, ensinava como qualquer um poderia se auto-convidar para ser um dos primeiros usuários da novidade. A história está bem explicada pelo Alexandre Matias, no Trabalho Sujo.

A notícia veio em uma edição do videocast Infinite Solutions. Apresentado e dirigido pelo tal Mark Erickson, o programa dá dicas de tecnologia e soluções para problemas técnicos tão inusitados quanto como aumentar seu sinal Wi-Fi enrolando um cabo de internet em torno de um celular, como atualizar seu iPod automaticamente com conteúdo do YouTube ou recarregar pilhas.

Naturalmente, em se tratando de Google, o vídeo sobre o Google TV causou um auê e rapidamente a história foi replicada pela rede. Dois dias depois, no dia 28, o Techcrunch desmentia a história, embora com poucos argumentos. O próprio Mark fez um vídeo resposta, defendendo sua descoberta, assim como fizeram outros internautas, para confirmar a veracidade das informações. O Google TV era pra valer.

infinitesolutions.jpg

A história estava bem contada e, principalmente, bem montada. Tão bem montada, que gerou desconfianças. Uma das pistas capazes de entregar a farsa do “Infinite Solutions”, ademais do próprio histórico de vídeos absurdos do programa, foi justamente o excesso de zelo com o dizáine.

A Fatal Farm, produtora do vídeo, deve ter se empolgado com a oportunidade de criar um visual tosco, tão em voga atualmente, e exagerou na dose.

Do apresentador, um tipo que lembra um Napoleon Dynamite mais velho e de cabelo alisado, ao logo do programa, o capricho no clima retrô-tosco tem como objetivo criar uma atmosfera caseira e, com isso, imprimir credibilidade.

Essa estética está na moda e mandar um dizáine retrô bem feito assim, tão bom que parece natural, não é brincadeira. É coisa de profissional. O cuidado em cada escolha é perceptível. Ator, locação, objetos de cena, tudo milimetricamente pensado para parecer verdadeiro. Feito para se tornar — atenção, marqueteiros, para a palavra do momento em 10 entre 10 agências — viral.

Funcionou. O esquete foi assistido mais de 280 mil vezes em dez dias, mesmo com um artigo na Wikipedia sobre o Google TV mostrando, ponto por ponto, a mentira ou do Technorati explorar a mesma mídia para questionar o vídeo. A quantidade de conteúdo gerado para discutir o vídeo é espantosa.

Alguns incrédulos questionaram, “mas fazer um viral desses pra promover o que, se o serviço (ainda?) não existe?”. Ora, para promover a Fatal Farm, o ator, eles mesmos, enfim, o que não é pouca coisa. Imagina-se que tenha dado certo, um “Tapa na pantera” em proporções maiores.

viral_tira.jpg

A fixação com os virais aqueceu após a bem sucedida campanha da Virgin, “Exercise you music muscle, que escondia 75 bandas codificadas numa figura. Segundo consta, a expectativa dos criadores não era que tomasse a proporção que tomou.

Daí pra frente, toda empresa está a trás do seu viral, a ação de markteing perfeita, que se espalha sem fazer força, em alguns casos confundindo o simples ato de despejar propaganda na rede com a troca espontânea de um bom vídeo entre os usuários.

Converse com algum publicitário ou gente de departamento de marketing de alguma empresa grande e é só isso que você vai ouvir. Trazendo o exemplo pra perto, do ano passado pra cá, absolutamente todos os vídeos que venho produzindo vêm com a observação para “prestar atenção nos possíveis virais escondidos no material”.

Essa obsessão tem consequências que merecem ser discutidas. Tateando o novo caminho, agências especializadas no chamado marketing de guerrilha, vem alternando boas idéias com outras péssimas.

Os virais começaram a se tornar um festival de pegadinhas, apontada para os desavisados e, em alguns casos, abusando da boa fé das pessoas. Parte deles, hoje, consistem em mentiras bem contadas, sem um fundo de verdade sequer.

O assunto está presente também no cinema, muito antes do sucesso de Borat. De “Vérités et mensonges”, de Orson Wells, também conhecido como “F for fake – verdades e mentiras” (1974), à “Mera coincidência” (1997), o poder das verdades midiáticas é constantemente debatido.

Ou mesmo antes disso, quando em 1938 — de novo ele — Orson Welles fez uma leitura de “Guerra dos mundos” (de H.G. Wells) no rádio, apavorando os ouvintes.

É cedo pra dizer se o uso desses atalhos, pra não dizer trapaças, pode diminuir o mérito do sucesso de algumas dessas campanhas ou mesma fazê-las ter efeito contrário: repulsão no público alvo, seja por questionamentos éticos ou por sentir-se enganado.

moptop_capa.jpg

Se você acompanha o URBe regularmente, pode estar pensando, “sei, mas e o faking of?”. Salvo engano, o documentário sobre as gravações do disco do Moptop que mistura realidade e ficção, tem a função explícita de divulgar a banda. Não há nada escondido.

Enquanto o Google TV não vem pra valer (se é que já não veio), o SopCast, apoiando-se nas redes P2P, faz suas transmissões.

Complicado é conseguir alguma informação concreta sobre o saite. Na Wikipedia, por algum motivo, o verbete referente ao SopCast foi deletado pela administração do saite, que aproveitou pra imperdir que ele seja recriado.

Apesar do sucesso do YouTube, TV na internet continua um mistério.

4 Comentários
Página 10 de 101...2345678910