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Arquivo: cumbia digital

El Remolon, “ZZK Mixtape #9″

E tome cumbia digital!

El Remolon, “ZZK Mixtape #9″:

1.El Remolón vs Sinead O´Connor – “Jah Nuh Dead”
2.El Remolón – “Mujeres” vs Daft Punk
3. Junior Boys vs Ladybox – “Tick Tock” (El Remolón cumbia mashup)
4.El Remolón feat Fantasma vs Lady Gaga – “Love Game”
5.Los Pibes Chorros vs El Remolón Jam
6.Un Mono Azul feat Lido Pimienta – “Ninfa de la mar” (El Remolón mix)
7.El Remolón feat Fantasma – “Liga del Sabor Digital”
8.Ghislain Poirier feat Boogat – “Kalima Shop Titi” (El Remolón Remix)
9.El Remolón feat Marina vs Sokio – “Vem Que Tem” (edit)
10.Los Pericos – “Me Late” (El Remolón Remix)
11.El Remolón vs Dante – “Listo Pa Gozar el Mostro”
12.El Remolón feat Boogat – “Estilo Acapulco”
13.Bomba Stereo – “Fuego” (El Remolón Remix)
14.El Remolón vs Maluca – ‘El Tigeraso” (Cumbiastep Mix)
15.l Remolón feat Lido Pimienta – “Basta Ya” (Dubstep Mix)

Read more: http://www.thefader.com/2010/04/27/premiere-el-remolon-zzk-mixtape-9/#ixzz0t313fMku

Via The Fader.

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Villa Diamante, “Cumbiastyle” – Incompleto Demo 1

O produtor argentino Villa Diamante disponibilizou o que considera um sample fundamental da nova cumbia e está convidando produtores para colaborar na mixtape “Cumbiastyle”. As músicas produzidas utilizando o trecho, que serve de ponte entre todas as faixas, serão adicionadas a seleção conforme Villa Diamante for as recebendo.

Em julho o sujeito toca na Dancing Cheetah.

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El Remolón, “ZZK Mixtape Vol. 9″

Absurda essa seleção do El Remolón, “ZZK Mixtape Vol. 9″. É o pop em câmera lenta.

1. El Remolón vs Sinead O´Connor – “Jah Nuh Dead”
2. El Remolón – “Mujeres vs Daft Punk”
3. Junior Boys vs Ladybox – “Tick Tock” (El Remolón cumbia mashup)
4. El Remolón feat Fantasma vs Lady Gaga – “Love Game”
5. Los Pibes Chorros vs El Remolón Jam
6. Un Mono Azul feat Lido Pimienta – “Ninfa de la mar” (El Remolón mix)
7. El Remolón feat Fantasma – “Liga del Sabor Digital”
8. Ghislain Poirier feat Boogat – “Kalima Shop Titi” (El Remolón Remix)
9. El Remolón feat Marina vs Sokio – “Vem Que Tem” (edit)
10. Los Pericos – “Me Late” (El Remolón Remix)
11. El Remolón vs Dante – “Listo Pa Gozar el Mostro”
12. El Remolón feat Boogat – “Estilo Acapulco”
13. Bomba Stereo – “Fuego” (El Remolón Remix)
14. El Remolón vs Maluca – “El Tigeraso” (Cumbiastep Mix)
15. El Remolón feat Lido Pimienta – “Basta” Ya (Dubstep Mix)

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Cumbia mix

A cumbia digital argentina se envereda pelos remixes de hits do pop dos EUA, um dos atalhos mais fácil para qualquer estilo se tornar conhecido:


Lil Wayne, “Lollipop” (cumbia mix)


Beyoncé, “Single Ladies” (cumbia mix)


Britney Spears, “Oops” (cumbia mix)


Lil Wayne, “El Milli” (Toy Selectah cumbia mix)

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O Globo, Maio/2009

Nesse domingo tem cumbia digital no Rio, na festa Dancing Cheetah, a cargo do argentino El Remolon.

A matéria abaixo sobre cumbia digital foi escrita para o Rio Fanzine (O Globo).

Pra fechar a tampa, a assessoria de imprensa do sujeito mandou uns links de MP3 pra botar na roda:

Matias Aguayo – “Minimal” (El Remolón Remix)

El Remolón – “Veridis Quo” (Daft Punk reprise) vs De La Soul

Animal Collective – “My Girls” (El Remolón Cumbia Mix)

Alcides – “Violeta” (El Remolón Remix)

Vou perder porque estou em Londres, para festa de lançamento do DVD do “Dub Echoes”. Mas como queria conferir isso de perto…

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¡Tiempo de cumbia digital!

Existe uma barreira invisível separando o Brasil de nuestros hermanos quando o assunto é música. Embora a língua atrapalhe a comunicação, o maior obstáculo é o estigma de cafonice associado a letras cantadas em espanhol. Grande engano.

Embora o sucesso de Manu Chao (ou mesmo os fãs que Café Tacuba e Ozomatli colecionam no Brasil), ainda tem muita coisa pra passar por essa ponte. Felizmente, como tudo atualmente, as coisas começam a se misturar.

Não por acaso, essa ligação tem se reforçado através dos ritmos eletrônicos produzidos nas periferias. O produtor argentino El Remolon – que toca no domingo na festa Dancing Cheetah no 69 –  por exemplo, juntou duas das mais conhecidas batidas terceiro mundistas quando convidou a ex-vocalista dos funkeiros Bonde do Rolê, Marina, para cantar sobre uma base de cumbia digital na sua “Vem que tem”.

Cubia o quê? Explica aí, Remolon.

- A cumbia digital é uma mistura de sons e culturas, não tem uma característica única, com influências de minimal, hip hop, IDM, dancehall, dubstep, electro, dub e, claro, a cumbia tradicional. A palavra cumbia era praticamente proibida na cena eletrônica. Começou a mudar lentamente, há uns cinco anos, com produtores como Fauna e Marcelo Fabian tocando em eventos alternativos.

O preconceito com esse ritmo tradicional (nascido na Colômbia e hoje presente em diversos países latinos, cada um com sua leitura própria) era tanto que até El Remolon já olhou torto pro gênero popular.

–  Se escuta cumbia em toda parte da cidade, de maneira que sempre se é ao menos um “ouvinte passivo”. Quando me pediam pra tocar cumbia comercial, me recusava. Mas percebia que havia algo de interessante, hipnótico ali e passei a incorporar samples em minhas produções de electro, minimal e IDM pra ver no que dava.

Deu no som que está se espalhando pelo mundo. Foi nas favelas de Buenos Aires que surgiu a cumbia villera, versão eletrônica do gênero, capitaneada pelo Damas Grátis e Pibes Chorros. O catalisador dessa cena foi a festa do selo Zizek na capital argentina, fundado pelos argentinos Villa Diamante e Nim e pelo americano El G, o ZZK foi se expandindo até encontrar ecos no exterior, tendo se apresentado no badalado festival californiano Coachella desse ano.

O alemão radicado no chile Señor Coconut, sempre ligado, também embarcou, os holandeses Sonido del Príncipe e Dick el Demasiado também, assim como Toy Selectah, membro do grupo de hip hop Control Machete, responsável pelo primeiro hit a fazer barulho fora da cena, “Cumbia sobre el rio”, incluída na trilha do filme “Babel”.

Um dos DJs da Dancing Cheetah, junto com João Brasil e Pedro Seiler, Chicodub é um apaixonado pelas batidas latinas e um dos pioneiros no som por aqui. Ele define a cumbia digital como “super tropical, meio reggae, meio forró, meio lambada, meio tecnobrega, com sintetizadores irados e um grave poderoso”. Para ele, o incipiente fenômeno musical pode se tornar ainda maior que o baile funk que dominou a Europa.

- O momento é favorável para os gêneros latinos em geral e de outros lugares ditos periféricos. O mundo está mais aberto nesse sentido. A cumbia já é ouvida em toda a América Latina e evidentemente os latinos estão em todos os cantos do mundo, se você renova o gênero com um namoro super esperto com a eletrônica, as chances de emplacar ficam ainda maiores.

Enquanto a explosão não vem, El Remolon vem quente pra tocar no Rio.

- Toco com um laptop e um teclado, fazendo versões ao vivo do meu disco “Pibe Cosmo” e alguns remixes e mashups. A idéia é botar o pessoal pra bailar introduzindo o groove da cumbia. As relações musicais entre Argentina e Brasil sempre foram distantes demais para o meu gosto. O que estamos fazendo com a cumbia e os brasileiros com o baile funk abre uma porta de diálogo. Espero que as relações se estreitem.

Ojala. Quer dizer, tomara.

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