OEsquema

Arquivo: curumin

Hoje tem: Curumin e General Electriks

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Cinco dias em SP

Fazia um bocado que não passava “tanto tempo” em São Paulo, cinco dias. Horas preenchidas com muitos shows (Planeta Terra, Paul McCartney, Martina Topley-Bird), reuniões, restaurantes e balões de taxistas (sério, recorde pessoal).

Mesmo com tantos eventos, o assunto que dominava os papos eram os boatos de que o Daft Punk estaria na cidade (1) e tocaria no Bar Secreto na sexta (2), no sábado faria um repeteco da sua participação no show do Phoenix em NY mês passado (3). Nada se confirmou, muito menos se consumou.

Estreando no Planeta Terra, confirmei o que se fala há tanto tempo: é o melhor festival do Brasil. O que não sabia é que isso, nem de longe, significa perfeição.

A circulação entre os dois palcos no Playcenter é caótica, só tem porcaria pra comer, as fichas não valem para pegar bebida fora dos bares, filas quilométricas nos banheiros e, o mais grave, o som baixo do palco principal clipava direto.

Um festival agradável é metade mérito de uma produção bem feita, metade do bom comportamento do público. E isso o Planeta Terra tem de sobra. Pessoas tranquilas, sem se espremer para ver shows shows, tratando uns aos outros com respeito, shows começando pontualmente e banheiros limpos (sempre com papel, informaram as mulheres).

A escalação não era exatamente empolgante, porém os bons shows do Phoenix, Yeasayer e Pavement fizeram valer a pena. Por outro lado, o Empire Of The Sun fez uma das apresentações mais constrangedoras já vistas.

No palco principal, o Of Montreal estava mais preocupado em chamar atenção com fantasias e aloprações do que com o som. Os hits foram bem, as menos conhecidas flutuaram num rock genérico, embora os fãs tenham saído satisfeitos.

No palco menor, onde mais cedo tocou o Holger, o Yeasayer fez um dos melhores shows do festival. As experimentações rítmicas e sonoras do grupo não sofrem ao vivo. É um show mais viajante, contemplativo, mas nem por isso menos interessante.

Uma das atrações mais aguardadas, o Phoenix fez um show correto, demonstrando algum cansaço de um ano e meio de turnê. Apesar de ter ficado lotado, a maior parte das pessoas conhecia e aguardava apenas os sucessos de “Wolfgang Amadeus Phoenix”, respondendo sem muita empolgação as músicas dos discos anteriores ou mesmo as menos pop do disco atual. Pulação mesmo só em “Liztomania” e “1901″.

Uma pena, pois o Phoenix é melhor justamente quando se distancia do “rock dançante” (ô termo…) e se aproxima mais do house francês do Daft Punk ou da eletrônica relaxada dos parceiros do Air, com camadas de sintetizadores e pulsações graves. Ainda assim, a sequência de duas partes de “Love Like a Sunset” foi tida como pausa para conversar.

Tudo bem que em alguns momentos a banda não coopera. Se levando a sério demais, na própria “Love Like…” a parada para o guitarrista tocar a frase lentamente, nota por nota, colabora com a dispersão.

Quando o vocalista Thomas Mars se jogou na galera o povo acordou. No geral, um bom show, mesmo que não muito empolgante para os que foram apenas pra conhecer.

Do Empire of The Sun não tem muito o que dizer. Batidas pré-gravadas, repetitivas e pouco criativas, serviam de fundo para um bando fantasiado com as roupas da abertura do Fantástico dançarem ao som de uma guitarra terrivelmente tocada pelo líder da banda.

O Girl Talk encheu o palco de amigos e fez uma apresentação morna, baseada no novo disco, “All Day”, lançado dias antes. O lugar muito grande, com pessoas espalhadas, não foi a ideal para o rei do mashup de hits do passado com sucessos do hip hop.

Billy Corgan tem muito o que aprender com o Pavement, que ele tanto odeia, apresentando-se imediatamente antes do Smashing Pumpkins (ou o que restou dele). Deu gosto ouvir “Shady Lane”, “In The Mouth a Desert” e “Cut Your Hair” sendo tocadas com sinceridade, agradando a multidão indie (e curiosamente indie era o nome do outro palco…) que esperou muito tempo para ver a banda.

“Tonight, Tonight”, do Smashing Pumpkins, foi a trilha da saída. Preferi não assistir o show pra não repetir a decepção da turnê do “Adore”, em 1998, borrando as boas lembranças de 1996, com a banda no auge, no Hollywood Rock.

Uma pena que a saída do festival foi tumultuada, um salve-se quem puder atrás de um táxi. A confusão foi repetida no final do show do Paul McCartney, no Morumbi no dia seguinte, quando as pessoas foram obrigadas a andar quilômetros até encontrar um carro disponível, e mesmo assim cobrando preços astronômicos e roubando os passageiros.

Dentro do estádio lotado, quem mandava era o Paul e com isso tudo estava garantido. Mesmo que as cordas e metais sintetizados, a farofice dos integrantes da banda de apoio se esforçassem, muito, para colocar tudo a perder.

O show é ótimo, porém muito longo para quem não é um fã obcecado. E mesmo para esses, muitas das músicas poderiam não estar ali, ou ao menos serem substituídas por outras melhores. Nada disso importa. O que interessa é estar no mesmo lugar que uma lenda e ter a oportunidade de ouvir algumas da canções mais bonitas já compostas.

A verdade é que fui até lá corrigir um erro histórico, quando tentando fugir do tumulto da saída do show do Paul no Coachella ano passado, perdi o segundo bis e a chuva de clássicos enquanto andava pro estacionamento dando socos na própria cabeça. Missão cumprida.

São Paulo está fervendo e na segunda-feira, no Comitê Club, Martina Topley-Bird, cantora do Massive Attack, se apresentou acompanhada do Curumin e da CéU. O lugar é muito legal, pequeno, lembrando bastante um Ballroom melhorado. O show foi bom, um pouco prejudicado pela ausência do Ninja, multi-instrumentista que acompanha Martina.

Na terça tinha Hallogallo 2010, projeto de Michael Rother (ex- Kraftwerk), relendo músicas do Neu!, acompanhado por Steve Shelley (Sonic Youth) e Aaron Mullan (Tall Firs), mas já estava de volta ao Rio. Bom pra descansar, porque se deixar, em São Paulo toda noite tem algum programa.

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OEsquema apresenta: “OViolão”


foto: Caroline Bittencourt / design: Dimáquina

O pacote com a coletânea completinha: OEsquema apresenta: “OViolão”.

Pra saber mais detalhes do projeto é só ler os dois textos de apresentação escritos por mim e pelo Matias no dia que as músicas começaram a pingar por aqui.

1. Lulina – “Mentirinhas de Verão”
2. AVA – “Filha da Ira”
3. Lucas Santtana – “Nighttime In The Backyard”
4. Wado – “Frágil”
5. João Brasil – “Orgasmadance”
6. Burro Morto – “Navalha Cega (Violas)”
7. Frank Jorge – “São Tantas Tendências”
8. Momo – “Mas É o Fim”
9. Curumin – “Solidão Gasolina”
10. Kassin – “Pra Lembrar”
11. Nina Becker – “Polyester Tropical”
12. Gabriel Thomaz – “248-6279″
13. CéU – “Cangote”
14. Do Amor – “Mindingo”

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OViolão: Curumin, “Solidão Gasolina”


Curumin, “Solidão Gasolina” (OViolão)

Como disse, “OViolão” era para ter sido lançado há um ano atrás. Tendo participado do disco “Sem Nostalgia”, do Lucas Santtana nessa época e estando por dentro desse papo de reconstruir o formato voz e violão, Curumim foi um dos primeiros nomes que pensei pra essa coletânea.

O que o Curumin fez nessa versão de “Solidão Gasolina” só confirma que ele tinha mesmo que estar.  Uma reconstrução musical, onde não faltou disposição pra explorar o violão inteiramente.

Visite o Trabalho Sujo para baixar a outra música do dia: Kassin, “Pra Lembrar” (OViolão).

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Melhores shows de 2009

Esse deve ter sido o ano em que menos fui a shows em muito, muito tempo. Culpa do cronograma de gravações mais cruel que já enfrentei (sempre noturnas, sempre em dias de bons shows). Ainda assim, teve MUITA coisa boa. Segue a lista, em nenhuma ordem específica.

Paul McCartney (Coachella, EUA)

“John Lennon também foi  homenageado com “Here Today”. Obviamente, as músicas dos Beatles (”The Long and Winding Road”, “Blackbird”, “Eleanor Rigby”) causavam comoção. George Harrison também foi lembrado quando Paul tocou “Something” em um ukulele presenteado pelo próprio, seguida por “I’ve got a feeling”.”


Phoenix (Central Park, EUA)

“Lá pela metade da apresentação dos franceses no Rumsey Playfield, parte do Central Park Summerstage, pintou uma questão: como resenhar algo tão perfeito? Diante de tanto acerto, resta muito pouco além de elogios.”

Curumin (Cinemateque, Rio)

“Veio 2008 e Curumin lançou um dos melhores discos do ano. Ao filtrar melhor suas influências, “Japan pop show” acerta onde errou na estréia. O que antes era uma coleção de referências bem marcadas — seja samba-rock, afrobeat, dub — misturou-se com classe, começando a formar uma sonoridade própria, resultado da colisão disso tudo.”

TV On The Radio (Coachella, EUA)

“Cada vez que Kyp Malone dedilhava o baixo os sub-graves pareciam estar saindo de algum equipamento digital de tão fortes. Era cada catranco no peito que não era brincadeira. A densa massa servia de base para camadas e mais camadas de guitarra, num som que tinha que ser decifrado antes de fazer sentido.”

Lucas Santtana & Seleção Natural (Vale Open Air, Rio)

“Transpor essas músicas para o palco é complicado. Ainda mais porque algumas delas são bastante delicadas e bem resolvidas. Nesse sentido, Lucas Vasconcellos conseguiu uma façanha ao adicionar uma cama de teclados na balada “Nightime In The Backyard”, umas das melhores do disco, fazendo a canção crescer no palco.”

Radiohead (Apoteose, Rio)

“’Bom pra caralho’, como disse a banda em bom português ao final do show. Foi mesmo.”

Kraftwerk (Apoteose, Rio)

“Seja como for, toda vez que se assiste ao Kraftwerk o embasbacamento é o mesmo. É como se eles tivessem apertado e girado todos os botões de sintetizadores possíveis e imagináveis antes de todo o mundo.”

Franz Ferdinand (The Week, SP)

“Uma das poucas bandas de sua geração que não apenas conseguiram se estabelecer, mas também crescer, o Franz Ferdinand tem como trunfo um excelentes shows. Mostraram isso em suas visitas anteriores ao Brasil e dessa vez não foi diferente.”

Siba e a Fuloresta (Teatro Rival, Rio)

“O trabalho de Siba só surpreende dessa maneira aqueles que pouco conhecem o resto da história musical da região. Pasmos com a “modernidade”, a “contemporaneidade” do que lá se produz. É um tapa na cara, um belo “acorda aê”.”

Late Of The Pier (Coachella, EUA)

“Como se estivessem tocando num pub em Londres, fizeram o mesmo show de sempre, com as danças e roupas esquisitas, a gritaria, a quebra de andamento, as camadas de sintetizador e a programações esquisítissimas.”

M.I.A. (Coachella, EUA)

“O trabalho de pesquisa da estética dos países em desenvolvimento de M.I.A., tanto a visual quanto a musical, cresceu bastante em “Kala”. Provavelmente ciente de que sem o visual seu show não passava totalmente sua mensagem, M.I.A. se transformou numa Madonna do terceiro mundo.”

Dirty projectors (Teatro Odisséia, Rio)

“Quem lá esteve, no entanto, se encantou com a banda. Até os integrantes, conhecidos por sua postura fechada tanto no palco quanto fora dele, estavam soltinhos, fazendo piadas e rindo sem parar. É raro ter a chance de ver uma banda tão pouco preocupada com fórmulas pop tocando por aqui, ainda mais num lugar pequeno. Quando pinta, tem que aproveitar, inclusive para possibilitar novos eventos.”


Friendly Fires (Circo Voador, Rio)

“Se baixas expectativas são o combustível para uma grande surpresa, os ingleses fizeram sua parte. Confirmando a fama de bons de palco, os ingleses sacudiram a tenda sem parar com ótima presença de palco, principalmente do vocalista Ed MacFarlane, requebrando sem parar.”

Lykke Li (Coachella, EUA)

“a loirinha sentou a puia na galera que tostava sob o sol. Toda de preto e pulando sem parar, Lykke Li mostrou um show ainda melhor do que o usual, utilizando suas mil traquitanas e sem se preocupar em posar de gatinha.”

Little Joy (Circo Voador, Rio)

“Feliz, depois de tanto tempo sem tocar no Brasil, Amarante estava visivelmente contente e não cansava de agradecer, cumprimentar rostos conhecidos na platéia e dizer como era bom estar de volta em casa. No entanto, era Fabrizio Moretti, aparentemente doidaralhaço, quem ganhava os holofotes.”

Faith No More (Metropolitan, Rio)

“Quando um show dessas bandas parecem perder o sentido e essas reuniões ressoam como meros caça-níqueis, surge um outro fator. Servem também pra lembrar que um dia também fomos novos. E tome air-guitar (para os que já tinham parado, né), sacudida de cabeça e soco no ar.”

Skatalites (Circo Voador, Rio)

“Sempre exaltando Coxsone Dodd e o Studio One, casa da banda, os jamaicanos fizeram um show preciso, sem uma nota fora do lugar, perfeito, mesmo com arranjos complicados, viradas e quebras de andamento de entortar as costas.”

Nação Zumbi (Circo Voador, Rio)



“De uma tenda na Lapa, o Circo passou a melhor casa do Rio, com direito a uma longa crise, quando a casa foi fechada. De uma novidade em “Da Lama Ao Caos”, a Nação tem hoje o show mais poderoso do Brasil, sem esquecer do baque que foi a perda de Chico Science.”

Mexican Institute of Sound (Coachella, EUA)

“Os mexicanos presentes lotaram o segundo palco ao ar livre pra balançar ao som de cumbia digital, tirações de onda com “Macarena” e hip hop temperado com tequila.”

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Hoje tem

Curumin e Guizado no Circo Voador.

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Cocar


Curumin
foto: URBe Fotos (no celular)

Que diferença dois anos podem fazer na carreira de um sujeito. Pode ser pouco, porém nesse meio tempo o trabalho do Curumin deu um belo salto.

Numa das últimas vezes que esteve por aqui, no HPP de 2007, ainda a bordo do seu regular e único disco “Achados e perdidos”, o paulistano era um ex-baterista em seu primeiro trabalho como homem de frente. As referências samba-rock eram escancaradas demais e, apesar de bem feito, faltava personalidade.

Veio 2008 e Curumin lançou um dos melhores discos do ano. Ao filtrar melhor suas influências, “Japan pop show” acerta onde errou na estréia. O que antes era uma coleção de referências bem marcadas — seja samba-rock, afrobeat, dub — misturou-se com classe, começando a formar uma sonoridade própria, resultado da colisão disso tudo.

Faltava o bom e velho teste do palco. Disco bom é uma coisa, agora disco bom que melhora ao vivo é oooutro papo. Coisa que pouca gente dá conta de fazer. Curumin, novamente, se renovou também nesse sentido.

Ao reduzir sua banda ao mínimo — agora um trio, formado por ele na bateria/vocal/MPC, um baixista/MPC e mais uma pessoa operando somente uma MPC — Curumin transformou também o seu som.

Hoje em dia, quando artista nenhum pode depender da venda de discos para sobreviver, o sujeito tem que fazer shows. Muitos shows. Para conseguir fazer muitos shows num país grande como o Brasil, ajuda muito ter uma banda enxuta.

Além das praticidades econômicas, o novo formato revela também outras facetas do trabalho do Curumin, como a queda para o lado eletrônico, utilizado de uma maneira diferenciada, aproximando seu trabalho do parceiro Lucas Santtana (artistas que sempre colaboram entre si).

Dessa maneira, enquanto a parte rítmica (baixo e bateria) surgem ao vivo, todo os outros elementos das canções (violões, teclados, vocais de apoio, efeitos, etc) se fazem presente via recortes e colagens. Muito além de simplesmente soltar bases pré-gravadas, o que se ouve é uma reinterpretação do que foi gravado para o disco.


Curumin com sua nova formação, numa gravação em estúdio para
um programa de TV e, portanto, um pouquinho sem graça

“Vem menina” emenda em “Turn your lights down low” (Bob Marley), uma versão de “Como é grande o meu amor por você” (Roberto Carlos) quase traz o Cinematéque abaixo, “Japanpopshow” vem inna dancehall style e “Kyoto” vira um hip hop pesadão.

Sem saber o quanto o assunto funk divide opiniões no Rio, Curumin apostou que a pegada Miami de “Caixa preta” iria pegar no Rio e achou graça quando o público riu do seu sotaque (“vocês tiram onda de tudo”, disse).

É verdade, carioca tira onda de tudo, frequentemente até do que não deve. São resquícios de quando isso aqui tinha mais relevância cultural e o sotaque local (não apenas o falado, mas o modo de vida) dominava o cenário.

Aos poucos vai se aprendendo a receber o que vem de fora um pouco melhor, para absorver, reinterpretar e — arrá! — dominar a cena novamente (delírios de grandeza…).

A favor da carioquice, enquanto Jorge Ben pode cantar sobre o Mengo e ser aplaudido em qualquer lugar do Brasil, quando Curumin puxou um Corinthians foi logo vaiado. Os risos voltaram ao som de “Magrela Fever” e “Compacto”, música que é o hit que “Vem menina” prometia ser.

Com apenas dois discos, Curumin vai se transformando em Cacique.

E foi só o primeiro show de 2009. Esse ano promete.

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Os melhores discos de 2008


Late of the Pier“Fantasy black channel”: Rock e eletrônica em simbiose perfeita, chacoalhando referências de maneira inovadora, somado a melhor programação de bases do ano, há quilômetros de distância do segundo colocado (seja lá qual ele for). Pra não falar das letras alopradas.


Friendly Fires“Friendly Fires”: Alguns dos grooves mais ganchudos do ano, de fazer frente a clássicos da disco music, rock-eletrônica  em embalagem pop para as massas. Só falta multidão ser avisada para os estádios lotarem.


Vampire Weekend“Vampire Weekend”: A bateria mais criativa em muito tempo faz valer cada segundo desse disco, assim como frases de guitarra pegajosas e camadas de teclado bagaceira. Ao vivo as músicas crescem tanto que levantam o próprio disco.


MGMT“Oracular spetacular”: Paradoxalmente, a psicodelia retrô dá um passo a frente com um dos nomes mais comentados de 2008, num disco viajandão e coeso, ao mesmo tempo conservador (nas referências), inovador (na forma) e doidão (na musicalidade).


Lykke Li“Youth novels”: É música de menina para as garotas e para os rapazes. A sueca Lykke Li atualiza o formato diva para geração 2000, recheanto a performance clássica de chanteuse com atitudes e elementos estranhos ao meio, seja na escolha dos instrumentos, no formato das cancões ou na personalidade carimbada nas músicas pela intérprete.


Studio“Yearbook 2″: O remix em sua melhor forma. O segundo disco da dupla sueca reúne trabalhos com tanta personalidade que não apenas ultrapassa as versões originais, como também fazem o conjunto soar como um álbum autoral. Não é pouca coisa.


Beyond the Wizards Sleeve“Ark1″: Constantemente envolvido na produção de alguns dos melhores lançamentos de rock e eletrônica (Late of the Pier nesse ano, por exemplo), Erol Alkan esconde-se sob o pseudônimo para experimentar em um projeto prório.


Little Joy“Little Joy”: Como diversos bons discos, a estréia do Little Joy desce quadrado nas primeiras audições. Normal. Ultimamente anda tudo tão parecido que quando algo se distancia, pouco que seja, causa estranhamento. E estranhamento é bom demais.


Wado“Terceiro mundo festivo”: Chegará o dia que um disco do Wado terá a repercussão que um dos melhores compositores de sua geração merece. Pena que isso acontecerá já após esse excelente “Terceiro Mundo festivo”, onde Wado passeou com muita manha pelo universo da eletrônica, transformando beats em canções.


Curumin“Japan pop show”: O primeiro disco era legal, só que não decolava. Nesse segundo, Curumin solta o freio e desce a ladeira samba-rock, esquina com dub, quase em frente ao afrobeat. Endereço complicado, mas fácil de encontrar se o motorista for bom.


Guizado“Punx”: Instrumental cabeçudão, esquisitão, bem tocadão, bem gravadão e bonzão.

Orquestra Contemporânea de Olinda“Orquestra Contemporânea de Olinda”: O mangue bit encontra os blocos de frevo. Pernambuco pulsa, como sempre.

Kings of Leon“Only by the night”: Em seu quarto disco, o KoL quebra a linha ascendente que vinha fazendo, sem no entanto cair, faz uma curva e adentra outro terreno. Menos country rock e mais pop, os elementos caipiras deixam de ser o elemento principal, sentam no banco de trás e enfeitam a paisagem, sem perder a essência rancheira. Pode ser a pressão para estourar em casa, já que “só” fazem sucesso na Europa.

Essa é a lista, sem nenhum ordem específica além da imposta pela minha memória. Se for lembrando de outros discos (cite os seus favoritos nos comentários), adiciono.

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Japão pop

Esbarrei por acaso com esse clipe alternativo que a Dúnia Quiroga fez para “Japan pop show”, do disco homônimo do multi-instrumentista Curumin.

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Curumin – “Japan pop show”

Essa tava lá no Diginóis: “Japan Pop Show”, nova bolacha do Curumin está pra jogo.

O disco está cheio de participações bacanas. O multiistrumentista pede a benção a Marku Ribas (“Dançando no escuro”), recebe os rappers Blackalicious e Lateef (“Kyoto”), Christopher “fique tranquilo” Lover (“Mal estar card”), a combinação inusitada de Lucas Santtana e BNegão (“Caixa preta”) e seu melhor parceiro, Tommy Guerrero (“Sambito”).

Dando continuidade em suas misturas de samba, funk e hip-hop, desde que fechou a ponte São Paulo-São Francisco e se aproximou da turma da Quannum, Curumin tem cavado seu lugar no exterior.

Atualmente excursionando com a cantora CéU, o paulistano teve até faixa selecionada por Natalie Portman para coletânea do iTunes.

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