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Arquivo: dancing cheetah

Hoje tem: Dancing Cheetah

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Sábado tem: 2 anos da Dancing Cheetah

Sábado a macaca comemora aniversário. São dois anos de Dancing Cheetah, a qual chamo carinhosamente de Dancing Chata (perco os amigos, mas não a piada), com a presença de Gaby Amarantos (a Beyoncé do Pará) e o DJ Waldo Squash.

Abaixo, os três bananas para respondem a mesma pergunta: qual é a a sua memória mais profunda e amorosa sobre a Dancing Cheetah?

Pedro Seiler:

São tantas memórias…
- Infinitas madrugadas vendo a pista da Matriz lotada e pulando numa terça feira

- Sany Pitbull duelando com João Brasil e o Carlos Malta fazendo intervenções no sax

- Shows incriveis de Lucas Santtana e Bomba Estereo

-Constantes ousadias sonoras, vendo ao longo de dois anos um estranhamento inicial do público se transformar em gritos de comemoração ao ouvir a mesma música que antes era considerada esquisita.

- Trenzinhos de lambada, gringos sem camisa em cima das caixas de som, uma mistura incrível de pessoas [N.E. - adjetivo vetado pelo manual de redação do URBe], muitos amigos, só sorrisos!

Chico Dub:

Não conseguiria lembrar de uma coisa só! Em relação à Macaca, sou coruja.

- A primeira vez que trouxemos um argentino do ZZK pra tocar com a gente foi sensacional, no caso o El Remolón, quase ninguém foi, porque choveu um dos maiores dilúvios da história recente do Rio

- A vez que tocamos no Vale Open Air, no Jockey, foiabsurdamente insana, com invasão no palco, dançarinos fantasiados de gorila e tudo o mais.

- Os duelos do Sany com o João na 1º temporada. Quem viu, viu.

- O show do Bomba Estereo no Teatro Rival. Lindo de morrer.

- Reparar que começamos uma história aqui no Brasil. Basta ver as novas festas, os novos Djs… Tenho muito orgulho disso.

João Brasil:

O que falar sobre a Macaca? A festa mais anárquica, democrática e alegre que conheço. É um prazer para mim fazer parte dessa alegria. Foi nela que me conectei com o mundo, com os ritmos globais, com o pessoal do ZZK, com o Edu K, com DJ Chernobyl, com o Daniel Haaksman, com tanta gente boa…

Foi na Cheetah que meu aniversário foi celebrado por anões e cavalos-de-pau, foi por causa dela que andei de roda gigante vestido de gorila. Quantas vezes tivemos que acender as luzes da pista de dança as cinco e meia da manhã e pedir para o povo ir embora… As pessoas se acabavam naquelas terças-feiras, era bom demais.

Espero celebrar ainda muitos aniversários da Macaca. Chico e Pedro, amo vocês. Vocês e a macaca fazem muita falta na minha vida. Saudades.

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Hoje tem: Dancing Cheetah

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Bomba Estéreo taca fuego

Quem esteve no Teatro Rival na última quinta-feira e viu o show do o Bomba Estéreo, promovido pela Dancing Cheetah, tem certeza de que quem perdeu, perdeu feio. Um dos principais grupos da cena latina de música pop, com os dois pés nas nas sonoridades terceiro-mundistas, os colombianos mostraram porque são um dos nomes mais comentados da “cena latino-americana” (uma generalização perigosa).

Ligado no 440 volts, a vocalista Liliana Saumet toma conta do palco com uma segurança que Lily Allen ou M.I.A. (a colombiana fica em algum lugar entre as duas) apenas sonham. Cuspindo letras agressivas enquanto faz charminho, a menina desembesta e toma a frente da banda, que começou como um projeto solo de Simón Meíja.

Fazendo jus ao termo “cumbia psicodélica” com o qual definem a própria música, a banda faz bom uso de efeitos e do poder dos graves, sem deixá-los alterar totalmente a essência das influências folclóricas/tradicionais colombianas, as frases de guitarra sempre lembrando a nossa guitarrada.

Foi a segunda vez que o Bomba Estéro tocou no Brasil (estiveram aqui dois anos atrás no RecBeat, em Recife). Mesmo com passagens elogiadas por festivais como SXSW, Summer Stage (NY), Sónar (Barcelona), Roskilde (Dinamarca) e Lovebox (Londres), a barreira das letras em espanhol ainda parece sólida por aqui.

É uma pena a casa não ter ficado lotada. Mas o público vai crescendo. Se houver terceira vez, não perca. Tem poucas banda voltadas para pista como o Bomba Estéreo.

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Hoje tem: Bomba Estereo

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+ infos no blogue da macaca.

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Hoje tem: Lemonade na Dancing Cheetah nessa SEXTA (sorteio de ingressos)

Quatro ingressos individuais, com entrada até meia-noite, para os quatro primeiros (um ingresso pra cada) que disserem com quantas caipirinhas se faz um limão.

Teatro Odisséia
Lemonade (EUA) & Dancing Cheetah
10 de setembro
23h
R$15 (lista amiga até 0h), R$ 20 (com nome na lista amiga), R$ 30
dancingcheetah09@gmail.com

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Hoje tem (temporada): Dancing Cheetah

Os cinco primeiros a perguntarem nos comentários se a macaca quer banana levam um ingresso cada para o baile.

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Villa Diamante, “Cumbiastyle” – Incompleto Demo 1

O produtor argentino Villa Diamante disponibilizou o que considera um sample fundamental da nova cumbia e está convidando produtores para colaborar na mixtape “Cumbiastyle”. As músicas produzidas utilizando o trecho, que serve de ponte entre todas as faixas, serão adicionadas a seleção conforme Villa Diamante for as recebendo.

Em julho o sujeito toca na Dancing Cheetah.

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Hoje tem (sábado): Lucas Santtana e Dancing Cheetah

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Hoje tem: Dancing Cheetah

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Hoje tem: Clap + Tecla + CALZONE + Dancing Cheetah

Hoje boto som na festa de lançamento do novo saite da Tecla Music, com direito a encontro dos blocos CALZONE e Dancing Cheetah.

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Hoje tem: Dancing Cheetah (sorteio de ingressos)

Os três primeiros a pedir banana nos comentários levam um par de convites cada (total de seis convites).

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Red Stripe presents “It Was Written”

Bancado pela cerveja mais tradicional da Jamaica, a Red Stripe, vem o EP “It Was Written”, com cinco faixas de uma parceria entre a queridinha da ilha Terry  Lynn e Johan Hugo (uma das metades do Radioclit) celebrando a influência da música jamaicana no mundo. Belezura.

“JAMAICAN GIRLS” TERRY LYNN & JOHAN HUGO of RADIOCLIT from phred on Vimeo.

Via Dancing Cheetah.

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Hoje tem: Dancing Cheetah especial

Entrevistas com os DJs e outros detalhes no blogue da macaca.

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Hoje tem

Clique na imagem para ver os detalhes. A festa de um ano do Agemda é o verdadeiro “encontro dos trios” carioca.

Toco as 2h, com os meus companheiros da CA-CA-CA-CALZONE.

Os cinco (05) primeiros a deixar comentário ganham um convite.

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Hoje tem

Dancing Cheetah e Calypso!

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Vai entender a macaca…


João Brasil ladeado pelos anões que levaram seu bolo de aniversário
+ fotos da festa no Flickr

Existem coisas que são inexplicáveis. O recente sucesso da Dancing Cheetah é uma delas. Complicado entender como uma noitada dedicada aos sons mais esquisitos do planeta conseguir ter conseguido fazer sucesso.

Turbinada pelo efeito “férias escolares”, a atual temporada da festa tem levado em média 350 pessoas para bailar ao som do global ghettotech, as batidas eletrônicas terceiro mundistas. O encerramento é hoje, na Casa da Matriz.

O começo foi difícil. Quem esteve na temporada na Matriz viu muita gente perdida pelas duas pistas, curiosa, mas sem realmente entrar numa com o som. O baile funk do João Brasil e Sany Pitbull enchia a pista 1, mas o tecnobrega do Pedro Seiler e as cumbias do Chicodub na pista 2 causavam estranhamento.,

Some a isso a infeliz idéia de fazer uma segunda temporada no horripilante 69 e a festa parecia fadada a acabar, mesmo com a boa recepção do convidado argentino El Remolón.

Eis que em sua terceira e atual temporada uma combinação de fatores jogou a favor da macaca. As já citadas férias e até mesmo a falta de opções as terças feiras fizeram com que muita gente resolvesse dar uma chance para festa esquisita. O boca-a-boca fez o resto.

O convidado  da abertura Edu K não agradou quase ninguém com um som passando do limite da farofa (house com apitos de samba não era bom nos anos 90, certamente não melhorou com o tempo), na semana seguinte o La Rica levou público próprio e o Chernobyl arregaçou a pista semana passada.

Um pequeno detalhe fez a diferença: as esquisitices da pista 2 começaram a cair no gosto da rapaziada. Ao menos as terças na Matriz, é possível ouvir gente comemorando quando ouve cumbia e até mesmo pedidos de tecnobrega para os DJs.

Por mais que se fale que a noite no Rio está morta, ou no mínimo bem devagar, a Dancing Cheetah mostra que com um pouco de insistência e paciência se pode encontrar um público curioso e disposto a experimentar.

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Cheetah na MTV

Materinha da MTV sobre cumbia com depoimentos de Chicodub e Camilo Rocha.

Nessa terça tem Dancing Cheetah, com o convidado DJ Chernobyl, festa que se transformou no melhor lugar para conferir novidades latinas (e de outras partes do mundo). A outra opção é ouvir a San Juan Sounds, rádio comandada por Daddy Yankee no GTA IV.

É a penúltima edição dessa temporada, aproveitando pra comemorar o aniversário do lendário João Brasil, de malas prontas pra abandonar temporariamente o país que lhe dá nome.

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Hoje tem

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Hoje tem

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Ela voltou

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A Cheetah dança

Se aprontando apra uma nova temporada todas as terças de julho na Casa da Matriz, a Dancing Cheetah põe pra jogo segunda mixtape da festa,  “Tropicaliente”.

A capa foi feita pelo Breno Pineschi e sua Hardcuore.

Anote as datas:

7 de julho – Edu K
14 de julho – Marcelinho da Lua / La Rica
21 de julho – DJ Chernobyl
28 de julho – Go East/ Dj Vivi Caccuri

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ComFusões

Bonga – “Kapakiao” (Kassin e Berna Ceppas rmx)

“Muito interessante esse disco que acabou de sair, o Comfusões. Projeto do Maurício Pacheco (Stereo Maracanã) com lançamento pela Out/Here, da Alemanha, Comfusões reúne o melhor do pop angolano dos anos 60 e 70 remixado por alguns dos mais renomados produtores Brasileiros, como Mario Caldato, Berna & Kassin, DJ Dolores e Rica Amabis.”

O resto você lê no blogue da Dancing Cheetah.

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Hoje tem (domingo)

Lounge 69 (Prudente de Moraes, 416 – Ipanema)
Dancing Cheetah
Lucas Santtana + João Brasil, Chicodub e Pedro Seiler
20h
R$30, R$ 15 (com filipeta ou lista amiga)

O convidado da semana, Lucas Santtana, preparou uma mixtape. Baixa lá.

Os três primeiros a comentar aqui levam um par de ingressos cada.

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O Globo, Maio/2009

Nesse domingo tem cumbia digital no Rio, na festa Dancing Cheetah, a cargo do argentino El Remolon.

A matéria abaixo sobre cumbia digital foi escrita para o Rio Fanzine (O Globo).

Pra fechar a tampa, a assessoria de imprensa do sujeito mandou uns links de MP3 pra botar na roda:

Matias Aguayo – “Minimal” (El Remolón Remix)

El Remolón – “Veridis Quo” (Daft Punk reprise) vs De La Soul

Animal Collective – “My Girls” (El Remolón Cumbia Mix)

Alcides – “Violeta” (El Remolón Remix)

Vou perder porque estou em Londres, para festa de lançamento do DVD do “Dub Echoes”. Mas como queria conferir isso de perto…

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¡Tiempo de cumbia digital!

Existe uma barreira invisível separando o Brasil de nuestros hermanos quando o assunto é música. Embora a língua atrapalhe a comunicação, o maior obstáculo é o estigma de cafonice associado a letras cantadas em espanhol. Grande engano.

Embora o sucesso de Manu Chao (ou mesmo os fãs que Café Tacuba e Ozomatli colecionam no Brasil), ainda tem muita coisa pra passar por essa ponte. Felizmente, como tudo atualmente, as coisas começam a se misturar.

Não por acaso, essa ligação tem se reforçado através dos ritmos eletrônicos produzidos nas periferias. O produtor argentino El Remolon – que toca no domingo na festa Dancing Cheetah no 69 –  por exemplo, juntou duas das mais conhecidas batidas terceiro mundistas quando convidou a ex-vocalista dos funkeiros Bonde do Rolê, Marina, para cantar sobre uma base de cumbia digital na sua “Vem que tem”.

Cubia o quê? Explica aí, Remolon.

- A cumbia digital é uma mistura de sons e culturas, não tem uma característica única, com influências de minimal, hip hop, IDM, dancehall, dubstep, electro, dub e, claro, a cumbia tradicional. A palavra cumbia era praticamente proibida na cena eletrônica. Começou a mudar lentamente, há uns cinco anos, com produtores como Fauna e Marcelo Fabian tocando em eventos alternativos.

O preconceito com esse ritmo tradicional (nascido na Colômbia e hoje presente em diversos países latinos, cada um com sua leitura própria) era tanto que até El Remolon já olhou torto pro gênero popular.

–  Se escuta cumbia em toda parte da cidade, de maneira que sempre se é ao menos um “ouvinte passivo”. Quando me pediam pra tocar cumbia comercial, me recusava. Mas percebia que havia algo de interessante, hipnótico ali e passei a incorporar samples em minhas produções de electro, minimal e IDM pra ver no que dava.

Deu no som que está se espalhando pelo mundo. Foi nas favelas de Buenos Aires que surgiu a cumbia villera, versão eletrônica do gênero, capitaneada pelo Damas Grátis e Pibes Chorros. O catalisador dessa cena foi a festa do selo Zizek na capital argentina, fundado pelos argentinos Villa Diamante e Nim e pelo americano El G, o ZZK foi se expandindo até encontrar ecos no exterior, tendo se apresentado no badalado festival californiano Coachella desse ano.

O alemão radicado no chile Señor Coconut, sempre ligado, também embarcou, os holandeses Sonido del Príncipe e Dick el Demasiado também, assim como Toy Selectah, membro do grupo de hip hop Control Machete, responsável pelo primeiro hit a fazer barulho fora da cena, “Cumbia sobre el rio”, incluída na trilha do filme “Babel”.

Um dos DJs da Dancing Cheetah, junto com João Brasil e Pedro Seiler, Chicodub é um apaixonado pelas batidas latinas e um dos pioneiros no som por aqui. Ele define a cumbia digital como “super tropical, meio reggae, meio forró, meio lambada, meio tecnobrega, com sintetizadores irados e um grave poderoso”. Para ele, o incipiente fenômeno musical pode se tornar ainda maior que o baile funk que dominou a Europa.

- O momento é favorável para os gêneros latinos em geral e de outros lugares ditos periféricos. O mundo está mais aberto nesse sentido. A cumbia já é ouvida em toda a América Latina e evidentemente os latinos estão em todos os cantos do mundo, se você renova o gênero com um namoro super esperto com a eletrônica, as chances de emplacar ficam ainda maiores.

Enquanto a explosão não vem, El Remolon vem quente pra tocar no Rio.

- Toco com um laptop e um teclado, fazendo versões ao vivo do meu disco “Pibe Cosmo” e alguns remixes e mashups. A idéia é botar o pessoal pra bailar introduzindo o groove da cumbia. As relações musicais entre Argentina e Brasil sempre foram distantes demais para o meu gosto. O que estamos fazendo com a cumbia e os brasileiros com o baile funk abre uma porta de diálogo. Espero que as relações se estreitem.

Ojala. Quer dizer, tomara.

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