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Arquivo: dancing cheetah

Hoje tem (domingo)

Lounge 69 (Prudente de Moraes, 416 – Ipanema)
Dancing Cheetah, 2a temporada
João Brasil, Pedro Seiler e Chico Dub
20h
R$30, R$ 15 (com filipeta ou lista amiga)

Convidados:

03 de maio – Maurício Valladares (Ronca Ronca)
10 de maio – El Remolón (ZZK Records, Argentina)
17 de maio – Lucas Santtana
24 de maio – Marcelinho da Lua
31 de maio – FAROFF (Brasília)

Quer ir na estréia? O sexto (hein?) primeiro a deixar um comentário leva um par de ingressos!

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Dança da macaca

Aquecendo pra 2a temporada, cheia de convidados, a Dancing Cheetah lançou a mixtape Chimp Mix 01.

1 – “Baile Parangolé” – João Brasil
2 – “Kini Soni” – Ms Scandalous
3 – “Thunderstruck” (Crookers Remix) – AC/DC
4 – “La Vida Vale La Pena” – Uproot Andy
5 – “Pica-Pau” – DJ Topo
6 – “Cutuca Super Pop” – Jurandy
7 – “Nos Couleurs” – Cheb Mami & K-Maro
8 – “Balkan Qoulou” – Watcha Clan
9 – “The Magnificent Romeo” (Basement Jaxx vs. The Clash) – Soulwax
10 – “Like A Life On A Prayer” (Bon Jovi vs. Nina Simone vs. The Madonna Choir) – MadMix Mustang
11 – “Whachadoin” (João Brasil Tropical Mix) – N.A.S.A.
12 – “Left Behind” (João Brasil Tropical Mix) – CSS
13 – “La Isla Con Chicas” – Kumbia Queers
14 – “Cumbia Que Pega” – Fantasma
15 – “Caribenha” – Mestre Curica
16 – “Toca aí” – Mestre Aldo Sena
17 – “Poison Dart” (South Rakkas Crew Remix) – The Bug
18 – “Tamborzuda” feat. Mc Thiaguinho (Sin Rave Mix) – Sinden & Count of Monte Cristal
19 – “Big Lambada” – João Brasil

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Cumbia digital

Um dos produtores da Dancing Cheetah, o DJ Chicodub escreveu um texto dando uma geral na cena da cumbia digital, que vem varrendo a América Latina, para o blogue da festa.

Sem dó nem piedade, tunguei o texto inteirinho, com todos os vídeos, links, MP3s e imagens. Fala aê, Chicodub:

colombia

A cumbia nasceu na região caribenha do que hoje é a Colômbia, principalmente nas províncias de Cartagena e Barranquila, durante o período de colonização espanhola. Tentando preservar suas tradições culturais, escravos trazidos da África pelos espanhóis começaram a usar sua danças típicas e forte percussão com intuitos de flerte.

Nessa época, a cumbia (que tem seu nome derivado do termo cambé, que significa festa) era mais conhecida como dança, já que a música era apenas percussiva – tambores e clavas, Numa segunda fase, influenciados pela música dos nativos habitantes de regiões montanhosas e seus instrumentos de sopro, criou-se no início do século 19 uma mistura tal que fez surgir a figura do gaitero, o intérprete.

Posteriormente, surge o violão e o acordeón dos espanhóis, acrescentando mais um elemento numa mistura sonora que conquistou, no século 20, Panamá, Mexico, Argentina, Chile, El Salvador, Honduras, Equador, Perú, Bolívia, entre outros, cada qual com a sua versão particular do gênero.

chicha libre

No Perú, por exemplo, surgiu nos anos 60 uma variação da cumbia chamada chicha. Basicamente, uma mistura de cumbia e rock, principalmente o surf rock de Dick Dale, só que com uma pegada andina nas melodias. Seleciono aqui três clássicas cumbias colombianas dos anos 60, sonoridade tida como supra-sumo pelos críticos especializados.

Destaque também para duas chichas coletadas na obra prima “The roots of chicha: psychedelic cumbias from Peru”. Por conta dessa coletânea, vejam vocês, até mesmo os norte-americanos tem explorado a sua peculiar sonoridade. Entrem no myspace do Chicha Libre e confiram.

Armando Hernandez – “La Zenaida”

Luiz Pérez – “La morena encarnacion”

Alfredo Gutierrez – “El diario de un borracho”

Los Mirlos – “El milagro verde”

Los Mirlos – “Sonido Amazonico”

Até o século 20, a cumbia era conhecida como uma dança vulgar praticada pelas camadas economicamente mais baixas da sociedade. Isso permaneceu pelo menos até o meio do século passado, quando o termo “cumbia” passou a ser mais assossiado a música. Ainda assim, o preconceito aristocrata permanece até hoje, mesmo com a explosão popular que tomou conta do gênero na segunda fase do século 20.

Durante muito tempo, seus temas não saiam muito de histórias de amor, romances impossíveis tipo novela mexicana, experiências do cotidiano, enfim, música pop. Eis que surge na Argentina uma nova sonoridade a partir dos anos 2000 através da cumbia villera, ou a cumbia das favelas.

Cansados dos mesmos temas e sentindo falta de músicas que retratassem de fato a (dura) vida nos guetos, a cumbia villera surge, talvez incluenciada pela grave crise que assolou aquele país, e inaugura uma espécie de fase gangsta rap na cumbia. E tome música falando de armas, crime, tráfico de drogas e sexo.

é um show de rock? de hardcore?? de speed-trash-metal??? não! é um show do damas gratis!!!
É um show de rock? Hardcore?? Speed-trash-metal??? Não! É o Damas Gratis!

Pablo Lescano, do Damas Gratis, é, talvez, o grande herói da cumbia villera, o cara que moldou esse tipo de som.

Damas Gratis – “Re loco re mamado”


Damas Gratis, “Alza la manos”

Quem duela pau a pau com o Damas Gratis em termos de popularidade na Argentina é o Pibes Chorros. Reparem como cai por completo o estereótipo que temos dos argentinos – Cadê as louras com carinha de européia? E os mullets?

Pibes Chorros – “Que calor”


Pibes Chorros, “Pamela”

Abaixo, um vídeo com Pibes Chorros e Damas Gratis duelando num programa de auditório argentino!


Pibes X Damas

E duas das maiores paixões portenhas: cumbia e futebol num vídeo do Yerba Brava:


Yerba Brava, “La cumbia de los trapos”

sonidero nacional

Só que foi do México, mais precisamente de Monterrey, estado com uma cena fortíssima de artistas de cumbia, que surgiu o hit que levou a cumbia ao crossover internacional, muito por causa do filme Babel.

Com produção de Toy Selectah, membro de um dos grupos mais famosos de hip-hop da história mexicana, o Control Machete, “Cumbia sobre el rio”, de Celso Piña, é uma bomba poderosa.

Celso Piña – “Cumbia sobre el rio”


Celso Piña, “El tren”

(em ambas as músicas acima os vocais estão a cargo do venezuelano Blanquito Man, da seminal banda King Changó)

tormenta tropical

Toy Selectah, também membro do Sonidero Nacional e hoje parte do elenco da Mad Decent, do Diplo, tem presença ativa num dos discos mais sensacionais dos anos 2000 em todos os estilos, o “Mexican Sessions”, dos ingleses do Up Bustle & Out. Disco que dá um panorama muito bom da cena de Monterrey, recheada de flertes com o reggae, o hip-hop e o reggaeton.

“Mundo Insolito” (Toy Selectah/ Control Machete Remix)


Up, Bustle & Out, “Cumbion Mountain”

zzk

É também da Argentina, através do coletivo Zizek, ou ZZK, que vem uma espécie de cumbia digital que não tem medo algum de absorver outros estilos, flertando com tudo quanto é guetto music, funk carioca inclusive. Festa, selo, e agência (os três beem hypados) com vários artistas portenhos liderados por Villa Diamante, o ZZK produz os sons mais interessantes da cumbia hoje em dia.

Por conta do cruzamento colossal com outros estilos – os Zizeks também são muito bons nos mashups – a cumbia está tomando conta dos Estados Unidos na forma do label Bersa Discos e da sua festa regular em São Francisco, a Tormenta Tropical.

Mês que vem, o ZZK estará representando a cumbia no mais importante festival de música hoje, o americano Coachella. Se hoje já tem até holandês fazendo cumbia, o sensacional Sonido Del Principe, depois do Coachella el cielo es el límite.

Termino este breve panorama cumbiambero com quatro pepitas do Zizek crew (uma delas com uma certa cantora que vocês devem conhecer) e um petardo subsônico do Sonido Del Principe via Bersa Discos. Cuuuuuuuuumbia!!!

frikstailers

Frikstailers – Ta duro kuduro”

El Trip Selector – “Cumbia del piano triste”

El Remolon feat. Marina – “Vem que tem”

Sonido del Principe – “El principe”

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João Brasil vs N.A.S.A. , Tropical Mix é o canal

N.A.S.A.“Whachadoin” (João Brasil Tropical Mix)
Zégon cravou nos comentários do YouTube: “melhor remix de ‘Whachadoin?’ até hoje !!! genial!”

É, João Brasil parece mesmo disposto a ressucitar a lambada, a dança proibida.

Do jeito que vai, acaba conseguindo, até porque o momento é favorável, a julgar pela reação caliente as contantes inclusões de “Tic tic tac” (Carrapixo) e seu mashup “Over abelha luz o’mine” (Hot Chip, Guns N Roses, Luis Caldas) nos sets da melhor festa do país (a nossa CALZONE, claro) e na Dancing Cheetah (se liga na ampliação do império).

Não bastasse o “Left Behind” (João Brasil Tropical Mix), considerado o melhor remix de uma música do CSS pelo líder da banda Adriano Cintra; “We are swing da cor” (Justice, Daniela Mercury, Justin Timberlake), com vocais de Kassin; e da “Big Lambada”, do seu disco “Big Forbidden Dance”; o mito aprontou mais uma.

A vítima agora é “Whachadoin”, do N.A.S.A., projeto do brasileiro Zégon com Squeak E. Clean (irmão do diretor Spike Jonze), já confirmado no Coachella 2009. Os vocais da M.I.A., Spank Rock e Santogold foram tudo que sobrou do original. A base caliente foi toda tocada pela lenda João Brasil.

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Hoje tem

A tal da Dancing Cheetah tava com a macaca na semana passada. Essa terça tem mais. Dá uma olhada em alguns ocorridos da festa de estréia, nos vídeos abaixo.

Os dois primeiros a deixar um comentário (vale o horário gerado pelo sistema) ganham um par de convites cada para a festa desta terça (10/fev).


João Brasil (MPC ao vivo), Sany Pitbull (MC)


Sany Pitbull tocando um CD-J como se fosse uma MPC


Um grupo de argentinas ameaça suicídio após o final da festa

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