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Driving Music e as versões


Driving Music, “True Love Will Find You In The End” (Daniel Johnston)

Iniciado como um projeto solo do Fábio Andrade (Invisibles), o Driving Music se transformou numa banda, contando ainda com Raphael Erichsen (Ack, Discoteque, Samba Concorrência), Daniel Develly (PELVs) e Melvin (Carbona, Tremendões, Hill Valleys).

Embarcados na onda folk e chegados num ukulele, lançaram um EP de músicas próprias, mas tem começado a chamar atenção mesmo com algumas versões. O Fábio falou mais sobre a banda, por e-mail:

“O Driving Music começou como um projeto solo, em 2007, com o fim da minha banda de punk rock da adolescência, Invisibles. Gravei algumas coisas sozinho, e fiz shows solo só voz e violão. O repertório combinava músicas novas, alguns covers e canções da minha banda anterior, tudo rearranjado para o novo formato. Quando o Raphael voltou pro Brasil, logo percebemos que não só vínhamos de um lugar musical muito parecido, mas também compartilhávamos a vontade de explorar sonoridades e instrumentos diferentes. Mudamos a cara da banda, escrevemos músicas novas e rearranjamos algumas antigas, convidamos mais gente e só mantivemos o nome.”


Driving Music, “Love Vigilantes” (New Order)

Sobre as versões, Fábio continua:

Apartment Story”, do National, entrou no primeiro EP, e é tão diferente da original que consideramos quase como uma música nossa. “True Love Will Find You In The End”, do Daniel Johnston, já estava no meu repertório solo, e acabou lançada em um vídeo, filmado pelo Mario Cascardo no primeiro dia que tocamos essa canção juntos. E “Love Vigilantes” foi a primeira versão pensada em conjunto, toda desenhada nos ensaios, e ela ajudou muito a definir a cara que o Driving Music viria a ter. São três canções muito especiais de artistas que admiramos por motivos bastante distintos, mas que resumem como nós tentamos sempre extrair o que há de semelhante em nossas diferenças.”

As versões e o EP de músicas próprias pode ser baixado no saite da banda.

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Daniel Johnston ao vivo em Amsterdã

O Vitor Peixoto, o mesmo do excepcional registro do The xx em Amsterdã, enviou outra belo e triste momento, dessa vez do Daniel Johnston, na mesma cidade, em 2008.

O compositor favorito do Kurt Cobain bate um papo com a platéia antes de rasgar o coração (o dele e o de todos) com “True Love Will Find You In The End”. No meio da música, ao ver Johnston tremendo devido ao Mal de Parkinson, uma mulher na primeira fila segura segura o pedestal do microfone até o fima da música.

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As letras de Daniel Johnston

Se você tiver que ouvir apenas duas músicas do Daniel Johnston, com a atenção devida, que sejam essas aqui:

“True Love Will Find You The End”, Daniel Johnston

True love will find you in the end
You’ll find out just who was your friend
Don’t be sad, I know you will
But don’t give up until
True love will find you in the end

This is a promise with a catch
Only if you’re looking can it find you
‘Cause true love is searching too
But how can it recognize you
Unless you step out into the light?

Don’t be sad, I know you will
But don’t give up until
True love will find you in the end

“Silly Love”, Daniel Johnston

I’ve come this far and I now I can make it
I’ve got a broken heart and you can’t break a broken heart

I come knocking at your door
You don’t love me anymore
But I just can’t give up
‘Cause I don’t know what to do about it

You must be wrong if you think you don’t love me
You could smile down on and put an happy ending to my song

I come knocking at your door
You don’t live there anymore
Is it just a memory
Or am I a little crazy for you

If there’s no love I just can’t believe it
I’ve got a broken mind and only you can relieve it

I don’t remember who you are
Are you someone that I saw
‘Cause I really am confused
But I think that I still love you

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Chegando atrasado 08: “The Devil And Daniel Johnston”

Desde que Kurt Cobain surgiu num VMA da MTV com uma camiseta estampada com a capa de um dos seus discos, o nome de Daniel Johnston e sua história tornaram-se mundialmente conhecidos, mesmo que reduzido a um artista-com-distúrbio-mental-compõe-lindas-canções.

Apesar de chamativa, a definição preguiçosa nunca foi motivo suficiente para se aprofundar no som. A qualidade das gravações, a maior parte caseiras, também não eram exatamente um grande atrativo.

Todas essas resistências se dissolveram após finalmente assistir “The Devil and Daniel Johnston”.

Ao apresentar de maneira cuidadosa detalhes da trajetória tortuosa e sombria do compositor, o documentário de Jeff Feuerzeig revela outra dimensão das letras e músicas de Johnston, mostrando como sua genialidade tumultuou vidas por onde passou.

O filme faz ótimo uso do material de arquivo gerado pelo próprio Johnston, principalmente fitas cassete com gravações de seus pensamentos as broncas da mãe e imagens em super-8, com curtas e registros documentais do seu dia-a-dia.

Há diversas imagens de cobertura filmadas para ilustrar histórias contadas no filme. A citação a “2001″ na sequência do parque de diversões sobre a barraquinha de comida que ele trabalhava, que Johnston comparava a uma nave espacial, é especialmente boa.

Em menos de duas horas, as gravações mal acabadas e as letras piradas e doídas sobre desencontros, busca da felicidade e aceitação passam a fazer sentido.

Abaixo, o clipe de “I Had Lost My Mind”, retirado do filme:

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Yo La Tengo, “Did I Tell You”

Enquanto ouvia a coletânea “Prisoners of Love: A Smattering of Scintillating Senescent Songs 1985-2003″, do Yo La Tengo, acessei o verbete da banda na wikipedia pra tirar uma dúvida sobre o disco. Gosto muito do YLT, mas não sou um fã de carteirinha. Não conheço todos os discos, nem sei detalhes de sua história. Lá havia essa explicação para o nome do grupo:

O nome veio de uma anedota do baseball. Durante a temporada de 1962, os jogadores Richie Ashburn e o venezuelano Elio Chacón, do New York Mets, estavam se trombando no campo. Quando Ashburn ia apanhar uma bola, ele gritava, em inglês, “É minha! É minha!”, e acabava trombando com Chacón, que falava apenas espanhol. Então, Ashburn aprendeu a gritar “¡Yo la tengo! ¡Yo la tengo!”. Num jogo seguinte, Ashburn viu Chacón se afastar ao ouvir os gritos. Ele relaxou, se posicionou para pegar a bola e foi atropelado por outro jogador, Frank Thomas, que não entendi nada de espanhol e havia perdido uma reunião do time propondo o uso do “¡Yo la tengo!” para evitar colisões no campo. Após se levantar, Thomas perguntou para Ashburn: “Mas que diabos é um Yellow Tango”?

Falava também das parcerias com o Daniel Johnston. O artista, que é maníaco depressivo, tornou-se mundialmente conhecido após Kurt Cobain encasquetar em usar uma blusa com a capa de um dos seus discos, desenhada pelo prórpio Johnston. Presente na lista de 25 melhores documentários da década da revista Paste, o filme “The Devil And Daniel Johnston” era um dos que não havia visto ainda. Como o nome de Johnston surgiu aleatoriamente duas vezes na mesma semana, era hora de assistir.

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