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Mixagem

MPC mandou esse vídeo que ele fez do Jonah Dan fazendo um dub mix exclusivo de uma faixa do Digitaldubs. Classe.

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Baile – dancehall – dubstep – mashup – dubplate

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À frente da nova festa Baile-Dancehall, unindo “o dancehall jamaicano com a parte ‘séria’ do funk carioca” (seja lá o que isso quer dizer), com participações ao vivo de MCs, no Bola Preta, MPC organizou uma seleção do que toca na festa.

A “The baile-dancehall mixtape” é mais chapada do que o título pode fazer parecer. Confira as faixas (e as fontes):

1. Duda do Borel – “Collie dance riddim” (mashup exclusivo)
2. Mr. Catra – “Curimba riddim” (Digitaldubs, “Brasil riddims Vol. 1″)
3. Jimmy Luv – “Curimba riddim”
4. B Negão – “Curimba riddim”
5. Biguli – “Curimba riddim”
6. MC Sabrina e DJ Junior (“Baile da Provi”, CD-R)
7. Biggaton – “Caan draw me out” (remix)
8. MPC – “Tamborzão rock” (“Word Sound in Brazil”)
9. MC Sabrina e DJ Junior (“Baile da Provi”, CD-R)
10. Capleton – “Funk milk riddim” (mashup exclusivo)
11. Funk Buia – “Funk milk riddim” (inédita)
12. Cris Dubmaster – “Funk fat style” (inédita)
13. MPC – “Rio-a-dub style” (inédita)
14. MIA – “Rio-a-dub style” (mashup exclusivo)
15. Jimmy Luv – “XP riddim” (inédita)
16. Mr. Catra – “XP riddim” (Digitaldubs, “Brasil riddims Vol. 1″)
17. Sistah Wolff – “XP riddim” (inédita)
18. M7 – “XP riddim” (inédita)
19. MPC – “Django riddim” (inédita)
20. Sizzla – “Django riddim” (mashup exclusivo)
21. Cris Dubmaster – “Old ‘n’ new” (inédita)
22. Elephant Man – “Old ‘n’ new” (mashup exclusivo)
23. Buju Banton – “Diwali riddim”
24. Mack Diamond – Diplo’s “jungle fever riddim”
25. MPC – “Bouncezão” (inédita)
26. MPC – “Bambamzão” (inédita)

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A batalha campal do reggae

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Digitaldubs
fotos: Jaqueline Felicíssimo
* Esse texto foi republicado no Rio Fanzine, do jornal O Globo

Ao contrário do que a maior parte das bandas de reggae iô iô que dominam a cena no Brasil faz parecer, a música jamaicana não é (apenas) paz e amor ou aquele ritmo pra ouvir na queda de uma cachoeira, cercado de amigos numa roda de violão.

Prova disso é que o Bukowski e a Casa da Matriz se tornaram campos de batalha quando as principais equipes de som dedicadas ao gênero no Rio, o Digitaldubs Sound System e o Urcasonica Sound System, se enfrentaram, terça e quarta passadas.

Calma, calma. Não houve pancadaria nem nada parecido, a camaradagem imperou nas duas noites. O que aconteceu foi o primeiro sound clash do Rio – talvez do Brasil – um acontecimento histórico.

Sound clashes são disputas entre equipes de som (os sound systems), uma tradição jamaicana que se espalhou pelo mundo e que só agora desembarca por aqui. Como nas batalhas de MCs, tradição do hip hop em que rappers competem para ver quem rima melhor, as equipes de som ficam frente a frente com um objetivo simples: descobrir quem tem a melhor seleção musical pra sacudir a pista. A decisão, claro, é do público.

O que muda são as armas. Ao invés de palavras, cacetadas de grave. Quer dizer, as palavras também fazem parte da disputa, através de músicas feitas especialmente para a competição, conhecidas como specials. As equipes de som convidam ou contratam um cantor/MC (geralmente um nome conhecido) para gravar faixas exclusivas exaltando a própria equipe ou, no caso dos clashes, atacar os rivais.

Os dois principais clashes atualmente são o World Cup Clash, que acontece anualmente em Nova York, e o UK Cup Clash, em Londres. Desafiando a lógica, as grandes sensações desses eventos não são sound systems jamaicanos, mesmo com o bom desempenho do Black Kat ou do Bass Odissey nessas competições. Quem tem levado tudo são os japoneses do Mighty Crown e o atual campeão mundial, o Sentinel, da Alemanha.

Alinhados com as novas sonoridades de reggae, tanto o Digitaldubs quanto o Urcasônica passam longe de discos manjados de Bob Marley. Claro que clássicos de produtores como Bunny Lee, King Tubby e Lee Perry têm espaço – e muito. Mas Sizzla, Burro Banton e Buju Banton, Capleton e Morgan Heritage e outros destaques do reggae contemporâneo também tem vez.

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Felipe DB e Ivan Cozac

O primeiro round foi na casa do Urcasônica, no Bukowski, na terça. Após um aquecimento de 30 minutos, cada equipe teve 15 minutos pra mostrar seu repertório e o Urcasônica levou.

No dia seguinte, o Digitaldubs recebeu o adversário na Casa da Matriz para o segundo round e dessa vez eles ganharam. O 1×1 no placar forçou o desempate, disputado imediatamente.

Lencinho, DJ da equipe Solzales Dub, cumpriu bem o papel de apresentador e juiz, explicando as regras, domando as torcidas organizadas que lotaram a Casa da Matriz e apurando os votos entre muitos gritos e braços levantados. Apesar do ineditismo do evento, o público entrou no clima e participou bastante.

No desempate, cada equipe tinha direito a tocar uma música de até 3 minutos, alternadamente. Ambas equipes foram preparadas para o combate. O Urcasônica mostrou seus specials com a participação do Manu Chao (“Resistência”) e a dobradinha Don Negrone e Mario Z em “Campeão”.

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Qual vai ser a próxima?

O Digitaldubs tocou praticamente apenas faixas exclusivas e specials do seu sound system, contando com participações de respeito. Teve BNegão (num remix dubwise de “Prioridades”), Mr. Catra (“Lucro”), M7 (“Pretinho babylon”) Pato Banton (uma versão de “No worries”), Stranjah (“Soundclash part 2″, sobre o riddim “Ali Baba”), Sylvia Tella (versão de “Brothers unite”) e Jeru Banto, exaltando a equipe sobre outro riddim clássico, o “Stalag”.

Na última música, o Urcasônica cometeu um erro fatal. Em dúvida sobre qual seria a melhor música pra encerrar sua apresentação, Ivan Cozac, Bruno LT, Javier Posada e Felipe DB deixaram a pista quase dois minutos em silêncio e passaram mais 30 segundos pedindo barulho, restando apenas outros 30 segundos pra soltar o som.

Não deu. Vitória do Digitaldubs de MPC, Nelson Meirelles e Cristiano Dubmaster, os campeões do primeiro sound clash carioca. Falta agora um evento que reúna outros sound systems, como DubVersão (SP), Bumba Beat (SP) e Echo Sound System (SP), Confronto (Brasília), Solzales (RJ), Calminho (RJ) e Sensorial Sistema de Som (RJ).

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Na amizade

Na comemoração, o Digital soltou um special que dizia que “o Urcasônica já era!”. Será? Literalmente batalhando por seu espaço, o Urcasônica pediu revanche, dessa vez em campo neutro, o Digital aceitou. O bicho vai pegar.

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2 anos, a festa

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A escalação

Demorou mais saiu. O aniversário “oficial” é dia 28 de abril, mas a festa de 2 anos do URBe só aconteceu na quarta passada. No entanto, a escalação caprichada fez a espera valer a pena. Mais diversificada do que em 2004, misturou show de rock, live pa de breakbeat, sets the tech-house e reggae e uma exposição de arte.

Bastante gente, entre leitores, coleguinhas, amigos e até alguns perdidos passaram pelo 00 para conferir as atrações, dar os parabéns, tomar uma cerveja, trocar idéias ou fatura um adesivo do URBe (aliás, quem quiser um, dá um toque por e-mail). É sempre bom sair do mundo virtual e encontrar pessoas no plano físico. Só por esse motivo já valeria a pena fazer a festa, mas teve muito mais.

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Yeah rock!

A tarefa de abrir as comemorações ficou para o Moptop, às 22h30. Gabriel Marques (voz e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mario Mamede (bateria) fizeram uma apresentação enxuta e precisa, de apenas 40 minutos.

Apesar do lugar não possuir estrutura para shows, a qualidade do som estava boa (um obrigado à Lontra Music pelo PA e mesa de som!), o que ajudou bastante. No repertório, músicas da demo “Yeah rock!” (disponível para baixar no saite) e covers de White Stripes (“Seven Nation Army”) e Kinks (“You really got me”).

Após o show, foi minha vez de dar aquela tapeada no som. O set teve de tudo: Radio 4 (“Party crashers”), Bloc Party (“Banquet”), Les Rythmes Digitales (“What’s that sound”), Technotronic (“Pump up the jam”), Daddy Yankee (“Gasolina”), Chemical Brothers (Believe”), M.I.A. (“Galang”)… A mistureba segurou a pista direitinho por uma hora.

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Exposição “Vice Versa”

A essa altura, meia-noite, a festa já estava cheia e bastante gente ficou do lado de fora batendo papo e conferindo a exposição conjunta de telas de Antonio Bokel e TOZ, intitulada “Vice-versa”. Amigos desde os tempos de faculdade, a dupla exibe trabalhos complementares em sua simbiose.

Enquanto TOZ aproxima o grafite do universo das galerias, Antonio leva suas telas para respirar o ar das ruas. A exposição foi o encontro de dois caminhos, duas respostas para a mesma questão: como enxergar a cidade através da arte.

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Muchachas na pista

Enquanto isso, do lado de dentro, Spark, destaque da primeira festa e único repeteco desse ano, não decepcionou. O catarinense mandou um set irretocável de tech-house, breaks e electro. Classudo demais.

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Nepal entrando, Spark saindo

No auge da festa, 1h30, Nepal assumiu o comando. Era a estréia do Neskal, live pa da dupla Nepal e Fiskal. Infelizmente, por problemas pessoais, Fiskal não pôde se apresentar, deixando tudo a cargo do Nepal. O novo projeto com a marca do Apavoramento Sound System promete breakbeat com influências do funk de George Clinton e companhia. Promete e cumpre. Cheias de balanço, as produções agradaram em cheio, congestionando a pista quase imediatamente.

O Neskal mal começou e já está dando resultados. A primeira música de trabalho, “Don’t push”, recém-lançada pelo selo Groovemasters, do DJ espanhol Nitro, e está figurando no top 10 da Streetwise Music, uma das principais lojas do estilo.

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MPC e Cristiano Dubmaster

Finalizando a festa, MPC e Cristiano Dubmaster (Nelson Meirelles faltou), mais conhecidos como Digitaldubs, purificaram o ambiente alternando graves chapados do reggae setentista e pedradas de dancehall e ragga. Deve ser a tal chave de ouro.

Rumo ao ano 3!

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5 perguntas – MPC (Digitaldubs)

Não faz muito tempo, pouca gente tinha ouvido falar de dub no Rio. Marcos Paulo, o MPC, é um dos responsáveis por uma lenta mudança nessa situação. Com os parceiros Nelson Meirelles (fundador do Rappa, produtor do Cidade Negra) e Cristiano Dubmaster, ele formou o Digitaldubs Sound System, equipe que está se tornando referência em reggae.

Abaixo, MPC fala do DD, do trabalho com Yuka e dá uma dica de para onde o reggae deve caminhar no Brasil.

———–

Como surgiu o Digitaldubs?

Surgiu porque eu queria ouvir dub em algum lugar aqui no Rio. Como não tinha nenhuma festa que tocasse, resolvi começar a fazer uma.
Eu já tinha o nome e tinha começado minhas esperiências de produção no computador, isso em 2001. Logo conheci o Nelson Meirelles e o convidei pra reforçar a idéia. Pouco depois chamei o Cristiano Dubmaster e agora estamos aí.

A festa de vocês está completando um ano na Casa da Matriz. Como é que está indo?

A cada edição a festa está mais legal, sempre em evolução, tanto da gente, quanto do público. Sempre tem uma surpresa, nunca uma é igual a outra. Acho que ja virou tradição ouvir reggae quarta-feira no Rio, né não?

Além do DD, você tem tocado também com o F.UR.T.O. Como surgiu o convite e como é trabalhar com o Yuka?

O Yuka ligou pro Nelson falando que precisava de alguém pra disparar as bases e fazer dub ao vivo na mesa, e que tinha pensado em alguém do Digital, eu ou cris. Acabou sendo eu, pois é isso que eu já fazia no Digital também. Agora fiquei só no dub e é o Damien que lança as bases. Trabalhar com o Yuka é um processo caótico, nunca lógico, em direção a evolução.

Quem mais está se destacando no reggae no Brasil e no Rio especificamente?

O que está se destacando é a cultura dos sound systems. E já era a
hora. Aqui havia se criado uma crença de que reggae não tem nada a ver com tecnologia, o que é total ignorância. Na Jamaica, na Inglaterra e no mundo todo foi assim. As bases do reggae vêm do sound system, tudo começou no sound sytem e por causa dele.

Tem o Dubversão(SP), Bumba Beat (SP), Urcasônica (RJ), Sensorial Sistema de Som (RJ), Echo Sound System (SP)… Cada um encontrando seus caminhos, isso é legal. O pessoal do 7 velas tamabém faz um trabalho legal no desenvolvimento dos cantores e MCs.

Vejo que aqui no Rio cada vez mais gente fala de dub, ragga, sound system. Ninguém precisa ser especialista, só basta curtir, ir nos bailes e dançar. Já temos uma festa periodica estabelecida, agora começou outra, do pessoal do Urcasônica junto com o Sozales. Isso é ótimo! Agora a luta é pra conquistar a Zona Norte, Oeste, Baixada, o
subúrbio, entende? Isso é bem difícil, muitas barreiras pra quebrar.
Se ficar só na Zona Sul a tendência é ser só uma moda e depois sumir.

Quais são os planos para o futuro do DD?

Estamos terminando um disco, em breve, produzido e mixado por nós mesmos no nosso estúdio [Muzambinho]. Não é um disco do Digitaldubs, mas uma coletânea com os cantores que vêm trabalhando com a gente.
Outras coisinhas estão vindo, mas é melhor estar mais concreto pra
poder falar.

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hip hop x dub

Encerrando a mini-temporada do Digital Dubs na Matriz, ontem foi a vez do Quinto Andar fazer sua participação. Ao invés da tradicional trupe, o grupo se apresentou em versão reduzida; apenas Shawlin, De Leve, o trompetista Pedro e o DJ Castro.

Antes e depois do show, Nelson Meirelles e MPC mandaram ver num set com músicas como “Happiness”, do Black Uhuru (em versão produzida por Gussie P.), “Baby I love you so”, do Jacob Miller e “Liberation dub”, do Groove Corporation. O DJ Castro também botou som antes de tocar com o Quinto Andar, abrindo o set com a bambástica “Bam bam”, da Sister Nancy.

A exemplo do Echo SS, o destaque do show foi mesmo o instrumental. Até porque na Matriz o som na ajuda e, quem não conhecia as letras de “Largado” ou “Babilônia Teima”, continuou sem conhecer. As bases estão bem chapadas, com graves pesadões escancarado as sutis inclinações jamaicanas do grupo, principalmente em direção ao nu roots e ao dancehall. Em algumas músicas, as bases eram de discos de reggae mesmo, como o riddim “Stalag” (o mesmo de “Bam Bam”).

A pista balançou a noite inteira, o que leva a pergunta: quando teremos uma noite semanal dedicada aos ritmos jamaicanos na cidade!? Tá cheio de dj bacana pra tocar e — a julgar pela quantidade de gente presente nos eventos da maratona regueira dessa semana — tem público também.

O Quinto Andar promete disco para outubro, dizem por aí que sai pela OutraCoisa, do Lobão. Segundo De Leve, no repertório estão incluídos dois funk, dois raggas e até um dub. Deve vir coisa boa.
Posted by bnatal at 04:54 PM | Comments

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