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Arquivo: dirty projectors

Melhores shows de 2009

Esse deve ter sido o ano em que menos fui a shows em muito, muito tempo. Culpa do cronograma de gravações mais cruel que já enfrentei (sempre noturnas, sempre em dias de bons shows). Ainda assim, teve MUITA coisa boa. Segue a lista, em nenhuma ordem específica.

Paul McCartney (Coachella, EUA)

“John Lennon também foi  homenageado com “Here Today”. Obviamente, as músicas dos Beatles (”The Long and Winding Road”, “Blackbird”, “Eleanor Rigby”) causavam comoção. George Harrison também foi lembrado quando Paul tocou “Something” em um ukulele presenteado pelo próprio, seguida por “I’ve got a feeling”.”


Phoenix (Central Park, EUA)

“Lá pela metade da apresentação dos franceses no Rumsey Playfield, parte do Central Park Summerstage, pintou uma questão: como resenhar algo tão perfeito? Diante de tanto acerto, resta muito pouco além de elogios.”

Curumin (Cinemateque, Rio)

“Veio 2008 e Curumin lançou um dos melhores discos do ano. Ao filtrar melhor suas influências, “Japan pop show” acerta onde errou na estréia. O que antes era uma coleção de referências bem marcadas — seja samba-rock, afrobeat, dub — misturou-se com classe, começando a formar uma sonoridade própria, resultado da colisão disso tudo.”

TV On The Radio (Coachella, EUA)

“Cada vez que Kyp Malone dedilhava o baixo os sub-graves pareciam estar saindo de algum equipamento digital de tão fortes. Era cada catranco no peito que não era brincadeira. A densa massa servia de base para camadas e mais camadas de guitarra, num som que tinha que ser decifrado antes de fazer sentido.”

Lucas Santtana & Seleção Natural (Vale Open Air, Rio)

“Transpor essas músicas para o palco é complicado. Ainda mais porque algumas delas são bastante delicadas e bem resolvidas. Nesse sentido, Lucas Vasconcellos conseguiu uma façanha ao adicionar uma cama de teclados na balada “Nightime In The Backyard”, umas das melhores do disco, fazendo a canção crescer no palco.”

Radiohead (Apoteose, Rio)

“’Bom pra caralho’, como disse a banda em bom português ao final do show. Foi mesmo.”

Kraftwerk (Apoteose, Rio)

“Seja como for, toda vez que se assiste ao Kraftwerk o embasbacamento é o mesmo. É como se eles tivessem apertado e girado todos os botões de sintetizadores possíveis e imagináveis antes de todo o mundo.”

Franz Ferdinand (The Week, SP)

“Uma das poucas bandas de sua geração que não apenas conseguiram se estabelecer, mas também crescer, o Franz Ferdinand tem como trunfo um excelentes shows. Mostraram isso em suas visitas anteriores ao Brasil e dessa vez não foi diferente.”

Siba e a Fuloresta (Teatro Rival, Rio)

“O trabalho de Siba só surpreende dessa maneira aqueles que pouco conhecem o resto da história musical da região. Pasmos com a “modernidade”, a “contemporaneidade” do que lá se produz. É um tapa na cara, um belo “acorda aê”.”

Late Of The Pier (Coachella, EUA)

“Como se estivessem tocando num pub em Londres, fizeram o mesmo show de sempre, com as danças e roupas esquisitas, a gritaria, a quebra de andamento, as camadas de sintetizador e a programações esquisítissimas.”

M.I.A. (Coachella, EUA)

“O trabalho de pesquisa da estética dos países em desenvolvimento de M.I.A., tanto a visual quanto a musical, cresceu bastante em “Kala”. Provavelmente ciente de que sem o visual seu show não passava totalmente sua mensagem, M.I.A. se transformou numa Madonna do terceiro mundo.”

Dirty projectors (Teatro Odisséia, Rio)

“Quem lá esteve, no entanto, se encantou com a banda. Até os integrantes, conhecidos por sua postura fechada tanto no palco quanto fora dele, estavam soltinhos, fazendo piadas e rindo sem parar. É raro ter a chance de ver uma banda tão pouco preocupada com fórmulas pop tocando por aqui, ainda mais num lugar pequeno. Quando pinta, tem que aproveitar, inclusive para possibilitar novos eventos.”


Friendly Fires (Circo Voador, Rio)

“Se baixas expectativas são o combustível para uma grande surpresa, os ingleses fizeram sua parte. Confirmando a fama de bons de palco, os ingleses sacudiram a tenda sem parar com ótima presença de palco, principalmente do vocalista Ed MacFarlane, requebrando sem parar.”

Lykke Li (Coachella, EUA)

“a loirinha sentou a puia na galera que tostava sob o sol. Toda de preto e pulando sem parar, Lykke Li mostrou um show ainda melhor do que o usual, utilizando suas mil traquitanas e sem se preocupar em posar de gatinha.”

Little Joy (Circo Voador, Rio)

“Feliz, depois de tanto tempo sem tocar no Brasil, Amarante estava visivelmente contente e não cansava de agradecer, cumprimentar rostos conhecidos na platéia e dizer como era bom estar de volta em casa. No entanto, era Fabrizio Moretti, aparentemente doidaralhaço, quem ganhava os holofotes.”

Faith No More (Metropolitan, Rio)

“Quando um show dessas bandas parecem perder o sentido e essas reuniões ressoam como meros caça-níqueis, surge um outro fator. Servem também pra lembrar que um dia também fomos novos. E tome air-guitar (para os que já tinham parado, né), sacudida de cabeça e soco no ar.”

Skatalites (Circo Voador, Rio)

“Sempre exaltando Coxsone Dodd e o Studio One, casa da banda, os jamaicanos fizeram um show preciso, sem uma nota fora do lugar, perfeito, mesmo com arranjos complicados, viradas e quebras de andamento de entortar as costas.”

Nação Zumbi (Circo Voador, Rio)



“De uma tenda na Lapa, o Circo passou a melhor casa do Rio, com direito a uma longa crise, quando a casa foi fechada. De uma novidade em “Da Lama Ao Caos”, a Nação tem hoje o show mais poderoso do Brasil, sem esquecer do baque que foi a perda de Chico Science.”

Mexican Institute of Sound (Coachella, EUA)

“Os mexicanos presentes lotaram o segundo palco ao ar livre pra balançar ao som de cumbia digital, tirações de onda com “Macarena” e hip hop temperado com tequila.”

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Dirty Projectors conquista o Teatro Odisséia

A estranheza que a sonoridade do Dirty Projectors desperta beira o desconforto. Ritmos prevalecem sobre a melodia, harmonias vocais vão pra um lado e baixo e bateria pro outro, dando apenas algumas folgas para platéia achar que entendeu e vai dar pra acompanhar o resto.

É um pique-pega em que a banda está sempre a frente. Por isso não espanta o fato do Teatro Odisséia não ter recebido um grande público, ainda que houvesse mais gente do que se esperava. Sem falar que o Fla assumiu a liderança do Brasileirão horas antes e a comemoração virou o principal programa da noite.


“Stillness Is The Move”

O show prende tanto a atenção que, quando você finalmente entra na onda, acaba. A estrutura das músicas são muito interessante e bem montadas, encaixando passagens e trechos dispersos de maneira retalhada e ainda assim fazendo sentido.

Até o som do Odisséia, um dos piores do Rio, colaborou. Infelizmente, a apresentação começou com mais de duas horas de atraso, num domingo a noite, o que não é exatamente uma novidade e certamente colaborou para ausência de muita gente.

Quem lá esteve, no entanto, se encantou com a banda. Até os integrantes, conhecidos por sua postura fechada tanto no palco quanto fora dele, estavam soltinhos, fazendo piadas e rindo sem parar.

É raro ter a chance de ver uma banda tão pouco preocupada com fórmulas pop tocando por aqui, ainda mais num lugar pequeno. Quando pinta, tem que aproveitar, inclusive para possibilitar novos eventos. É uma pena que mesmo quem curte não se dá conta da importância do apoio od público para se criar uma cena, um circuito.

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Hoje tem (domingo): Dirty Projectors

O Dirty Projectors tem uma sonoridade peculiar e faz um show tão diferente dos seus pares nova-iorquinos que chega a ser intrigante. Pra completar o quadro de improbabilidades, o show acontece no Teatro Odisséia. Tem tudo pra ser uma noite imperdível.

O primeiro a dizer o nome da sua música favorita da banda ganha um par de ingressos (2 ingressos para um ganhador). Moleza.

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Limpo

Com o disco “Bitte Orca” e, principalmente com essa “Stillness Is The Move”, o Dirty Projectors parte em direção de músicas com estrutras mais próximas do usual.

Ainda assim, continua soando torto e diferente. Ao vivo o Dirty Projectors é uma das coisas mais esquisitas da leva atual de bandas.

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De manhã


MixwitMixwit make a mixtapeMixwit mixtapes

Pra acordar devagarinho.

Fiz essa mixtape pra testar, utlizando apenas músicas já disponíveis no Mixwit, ferramenta realmente bem prática.

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New York, New York

A invasão nova-iorquina, iniciada com o show do Vampire Weekend, continou nessa quarta-feira, com a apresentação do Dirty Projectors, Battles e Fuck Buttons (esse é da Inglaterra mesmo), dentro de mais uma datas do festival All Tomorrow’s Parties.

Os anfitriões deram início a noite no Astoria (que, infelizmente, deve se demolido até o final do ano por conta das obras de expansão da estação de metrô de Tottenham Court Road). Uma ótima surpresa.

Utilizando sintetizadores, teclados e, ocasionalmente, um tambor, a dupla cria camadas e mais camadas, atmosféricas e sombrias, muitas vezes produzindo loops ao vivo, por cima dos quais adicionam ruídos e pulsações.

Acordes contínuos, semelhantes ao de uma guitarra com pedal de distorção, cortam músicas inteiras, como os choques elétricos hipnóticos de “Sweet love for planet earth”.

As músicas vão se emendando uma nas outras e só pararam de fluir porque um sujeito entrou no palco avisando que o tempo da banda havia acabado.

Um tanto agressivo para de se ouvir em casa (principalmente pelos grunhidos primais), funciona muito bem ao vivo, quando pode ser tocado bem alto, ecoando por um grande espaço.

O Dirty Projectors tem sido bastante comentado, porém as vezes chama mais atenção quando a dica vem de onde você menos espera. No caso, do Lucas Santtana, que normalmente não comenta sobre bandas com esse perfil.

Olhando a banda se ajeitar no palco, não parecia nada complicado. Duas meninas (guitarra e baixo), um baterista e um vocalista/guitarrista. A guitarra igual a do Hendrix, o baixo igual o do Paul, as belas harmonias vocais entre as meninas, eram todos falso sinais, escondendo uma esquisitice que aflora logo nas primeiras notas.

O disco já não é fácil, ao vivo a estrutura das músicas ficam ainda mais complicadas e difíceis de acompanhar. Demora-se a perceber onde começa uma parte ou onde acaba outra. Até mesmo a amigável “Rise above” surgiu totalmente torta.

Fazer comparações com outras bandas ou tentar cravar as influências é tão complicado quanto tentar seguir as melodias do Dirty Projectors.

Fazia tempo que não via um show tão estranho. Sinceramente, não entendi nada. Nem o suficiente para dizer se isso é um elogio ou uma crítica. Se alguém souber, avisa.

Desde que pintou na capa da XLR8R em abril de 2007, o Battles é um mistério. O suposto hit “Atlas” até hoje não desceu por aqui.

Na maior parte do show, o quarteto se divide entre bateria e três guitarras, com dois dos integrantes tocando, simultaneamente, teclados. Hiperatividade parece ser uma boa palavra para definir o Battles.

Um baixo também é utilizado, pouquíssimas vezes. O forte da banda é criar loops com pedais, sobrepondo um sobre o outro para construir texturas bem densas.

Com a nerdice na moda, o lance é saber apertar tantos botões quanto possível no maior número de traquitanas que aparecer pela frente. E tome blusa social pra dentro da calça.

O post-rock encontra o metal, o que é o lado interessante da banda. Pena que na maior parte do tempo, cada integrante vá pra um lado, parecendo mais preocupados com os trejeitos do que tocar juntos. A posição bizarra do prato da bateria fala por si só.

A soma de todos esses ruídos desconpassados dá caldo e rende bons momentos. É tudo muito bem executado, apenas sem graça.

Se esse é o tal do math-rock, é melhor refazerem as contas, porque não tá batendo.

Semana que vem, a Grande Maçã se faz presente em Londres na figura do aguardadíssimo show do MGMT.

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