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Arquivo: disco

Millos Kaiser, “Espasmodisco mixtape”


capa: Antonio Simas

Millos Kaiser mandou essa sequência pra chacoalhar a carne:

Espasmodisco by milloskaiser

01. Cole Medina – “Red Hot”
02. Soft Rocks – “Leave Your Earth Behind”
03. Dancing in Outer Space – “Atmosfear” (The Revenge Rework)
04. Ytre Rymden Danskolla – “U Sving”
05. Lindstrom & Christabelle – “Baby Can`t Stop”
06. Marius – “Disco Drummer” (Pete Herbert Version)
07. Amplified Orquestra – “Arpeggio”
08. Ali Love – “Diminishing Returns” (Luca C. & Brigante Remix)
09. 2020 Soundsystem – “Broken” (Uner & Coyu Remix)
10. Eddie Kendricks – “Thank You For The Memories” (Edit)

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Brega S/A

Os produtores do documentário sobre a cena tecnobrega  do Pará, “Brega S/A”, dos diretores Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, lançaram o filme para baixar sem custo no saite oficial do filme. Imperdível é pouco. Corre, corre, corre!

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Caxsio, “Seventeen”

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Ameaça disco

foto: Kyle Dean Reinford



Cut Copy“Sands of Time”

Essa “Sands of Time” foi a faixa inédita incluída no EP de “Far Away”, lançado no final do ano passado, com remixes do Aeroplane, Golden Filter, Damn Arms e Hercules & Love Affair.

É um belo passeio do Cut Copy pelo universos disco, pena que a música seja curta demais pra terminar de acontecer. Mais ou  menos como o show, que ameaça e não decola.

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Música brasileira 2009

Mombojó, Do Amor, Móveis Colonias de Acaju, Nina Becker… O Bloodypop listou alguns dos discos prometidos para 2009, com detalhes como previsão de lançamento, links para baixar ou escutar o que já vazou e um apanhado sobre cada trabalho. Não estão la lista, mas esse ano ainda tem os novos do Cidadão Instigado e Lucas Santtana.

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Nervoso vem aí

Sumido há um tempo, Nervoso prepara o lançamento do novo disco. Enquanto não sai, solta entrevistas e algumas imagens de bastidores.

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Alegriazinha

O Lucas avisa: vazou o disco inteiro do Little Joy, novo projeto do hermano Rodrigo Amarante com Frabrizio Moretti, do Strokes.

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Dance

O MGMT dá um susto nos fãs ao escrever em seu blogue, essa semana, que se o baterista (que nem membro oficial da banda é) não se recuperar totalmente do tornozelo machucado, a banda acaba de vez. Sei.

Chegando a hora da passagem deles pelo Brasil, vale dizer que os shows podem ser frustrantes para quem é atraído apenas pelas músicas de pegada eletrônica e dançantes, como “Kids” e “Electric feel”, e não estiver disposto a ouvir algo que não seja isso. O negócio deles rock psicodélico.

Agora que os boatos de que o segundo disco seria produzido pelo Chemical Brothers foram negados (parece que ao menos uma faixa sai dessa dobradinha), esfriando a idéia de que o MGMT poderia trilhar caminhos mais próximos da pista, restam os remixes.

O Soulwax (sempre eles) mostra como seria esse caminho, ao entortar “Kids”. Sente a pressão.

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Jam

Antigo percussionista da Orchestra Santa Massa (do DJ Dolores) e do F.UR.T.O. (de Marcelo Yuka), Mr. Jam, agora  Jam da Silva, prepara seu primeiro disco, após algumas temporadas fora do país (as infos no MySpace estão todas em francês, para se ter uma idéia).

“Dia santo” sai pelo mesmo selo que botou a estréia do Quito Ribeiro na rua, o 304, do Chico Neves, produtor que costuma participar dos melhores discos de alguns artistas: “Lado B Lado A” do Rappa, o “Bloco do eu sozinho” do Los Hermanos, membro do Chelpa Ferro e a lista segue.

Do que já dá pra ouvir, as músicas tem poucos vocais, referências setentistas, de afrobeat a tecladões abrasileirado. A onda é bem calminha, bom pra beira da praia ou pra jogar os pés pro alto em casa mesmo.

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Bloco

O Bloc Party agradou com o disco de estréia, “Silent alarm”, decepcionou bastante gente com a sequência, o introspectivo e arrastado “A weekend in the city” e agora muda os caminhos novamente com o terceiro, “Intimacy” (senha: blackpearl).

Dessa vez, os elementos eletrônicos saltaram a frente das guitarras, a voz de Kele Okereke chega a aparecer toda picotada, como num funk, na primeira música de trabalho, a pesada “Mercury”. Contrastando, as delicadas “Signs” e seus sininhos e os dedilhados de “Biko”.

Sem ter sido concebido para circular na internet — graves pesadões fazem a cama para boa parte das músicas, sons que uma audição nas caixinhas magrinhas de um computador não dão conta de reproduzir — programado para sair no final de outubro, o disco acabou sendo oficialmente lançado em formato digital no final de agosto.

Em tempos de uma mesmice insuportável dessas bandas de MySpace, só a ousadia de se reformatar a cada disco já merece atenção, independente do resultado final as vezes não agradar. No caso de “Intimacy”, como o próprio nome sugere, é pra ouvir de fone.

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FF

Cai na rede a belezura de estréia do Friendly Fires, simplesmente intitulada “Friendly Fires” e lançada pela bacanuda XL Recordings (não por acaso a gravadora escolhida pelo Radiohead para lançar a cópia física de “In rainbowns”).

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Vazou


Camelo e Mallu

O disco solo do Marcelo Camelo só sai na segunda, dia 08, mas é claro que “Sou” já vazou.

O Matias fez um apanhado, com links e algumas faixas pra escutar. Não concordo exatamente com tudo o que ele falou do disco, mas pra simplificar, dá um pulo lá enquanto eu não cozinho uma resenha aqui.

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João Brasil – “8 hits”

Abaixo, o texto para imprensa que escrevi para o lançamento do disco do orgeiro da porra, João Brasil.

João Brasil“8 Hits” (zShare)

Nesses tempos de interatividade total, João Brasil enfileira dez músicas em seu disco de estréia, mas deixa para o ouvinte escolher quais são os “8 hits” que dão nome a bolacha. Modesto, o rapaz.

Pra desfazer qualquer desconfiança, o disco abre logo com o maior deles, aquele que estará em qualquer lista dos tais oito hits e será tocado em casamentos, batizados e churrascos por anos e anos: “Baranga”.

O swing eletrônico e apelo pop da declaração de amor à marra das meninas de “cintura de ovo” e que parecem “uma empadinha”, primeira composição do hitmaker, catapultou o nome de João Brasil.

Como não poderia deixar de ser, primeiro a música se espalhou por blogues. Depois, João ganhou o mundo “real”. Foi parar nas páginas da revista Rolling Stone e do jornal O Globo, fez várias participações nos programas do apresentador Marcos Mion na MTV, cantou no Domingão do Faustão e, por fim, fechou a distribuição do seu disco pela Som Livre.

O próprio João produz todas as bases, toca os instrumentos e canta em todas as faixas. É, portanto, um gênio, uma lenda, um mito. Fortemente inspirado pelo universo dos bailes funk, a influência é escancarada nas batidas de “Quero fazer amor” e “Cobrinha fanfarrona”, que já entrou nos sets do DJ Sany Pitbull.

O forte do compositor são mesmo as letras auto-biográficas.

Da sádica prostituta “Elisa” ao encontro apaixonado com a jornalista “Mônica Valvogeu” (escrito errado mesmo e aprovada pela musa inspiradora), passando pela dor de cotovelo “Don’t go to Austrália” (com a participação da amiga e atriz Maria Flor), as mulheres são tema recorrente.

Ele sabe também fazer graça de si mesmo. Da épica “O carnaval acabou com o meu fígado” e sua explosão de bumbos e pratos, à gafe num show do Mr. Catra em um inferninho em Copacabana na auto-explicativa “Pau-molão” (campeã de clipes caseiros no YouTube), João Brasil também descreve (ridiculariza?) seu próprio círculo de amigos em “Supercool”.

A confissão “Mamãe, virei capitalista” conta com a única parceria do disco. O rapper niteroiense De Leve duela com João num encontro que, depois de pronto, soa como se fosse a coisa mais lógica do mundo.

A parte gráfica do disco foi feita pelo diretor de arte Felipe Raposo, da Mustache Design, o mesmo que faz as elogiadas filipetas da festa carioca CALZONE, núcleo do qual também fazem parte o fotógrafo Lucas Bori, autor dos cliques do encarte, Pedro Seiler (produtor do João Brasil) e esse escriba. Ou seja, está tudo em casa.

Os oito hits cabe a cada um escolher, mas talvez seja melhor refazer as contas. Na verdade, são dez.

Bruno Natal
Março/2008

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O sinal

Tida como atual grande revelação do circuito independente, com um hit virtual circulando há um ano na rede e escalados para o TIM Festival 2007, o Vanguart lança seu disco de estréia, homônimo, encartado na revista OutraCoisa.

A inclinação pouco filtrada ao folk de Bob Dylan e as emulações dos vocais de Thom Yorke, duas referências imediatas (ou, juntando as duas coisas, um Radiohead fase “Pablo honey”/”The bends”), somadas a postura um tanto universitária “uhú, tô de saia na capa” que se espalha pelas letras, atrapalham o andamento de um disco com bons momentos.

Houve um tempo em que toda banda independente brasileira cantava em inglês, sem nenhum propósito além de imitar os gringos ou esconder letras ruins sob a desculpa esfarrapada de que “compor em inglês é mais fácil”.

Nos anos 90, uma leva de grupos (formada por Raimundos, Planet Hemp, Skank, Rappa e outros) se estabeleceu cantando em português, facilitando a comunicação e (re)estabelecendo outro padrão. De lá pra cá, a “regra” (ainda bem) é as bandas cantarem em português.

Com o mundo a poucos cliques de distância, ultimamente alguns grupos voltaram a cantar em inglês, de olho no mercado exterior (salve Tom Jobim!), no rastro do sucesso do Cansei de Ser Sexy (muito embora o Bonde do Rolê tenha chegado lá sem utilizar desse artifício).

O Vanguart, por sua vez, divide suas composições entre três idiomas: português, inglês e espanhol. Se o objetivo do grupo não for o sucesso internacional, não fica claro o porquê dessa opção. Sobretudo por um pequeno detalhe.

Os três grandes momentos do disco são “Semáforo” (o tal hit virtual), “Cachaça” e “Para abrir os olhos”. Não por coincidência, todas elas em português. Faz pensar que belo disco não seria se as outras músicas não tivessem seguido o mesmo caminho. Não por xenofobia, mas pelo simples fato de as composições em português serem muito superiores as outras.

Por enquanto, vale o refrão do sucesso do grupo: Só acredito no “Semáforo”.

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