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Arquivo: discos

Operação Peyzac: a falsa loja de discos da polícia londrina

Como disse Chico Dub ao comentar a matéria que leu na The Wire, parece coisa de filme: a polícia de Londres montou uma loja de discos no norte da cidade, chamada Boombox, e a manteve aberta por um ano, no intuito de criar um ponto de encontro de gangues e gerar flagrantes. Conseguiram 37 prisões.

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Transcultura #046 (O Globo): The Weeknd, Rome, Mayer Hawthorne & Friendly Fires, Google Music Beta

Meu texto da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo (e completou um ano essa semana!):

Trailer musical completo
Três Quatro artistas permitem audição na íntegra dos seus novos discos
por Bruno Natal

O tempo em que o lançamento de um disco era um evento exclusivo vai, ainda bem, ficando para trás. Também comem poeira o pinga-pinga de faixas avulsas e a bisonha “sacação” de liberar alguns segundos de determinada canção – algo que pode funcionar no cinema, na literatura, porém totalmente sem sentido na música. Cientes de que a audição prévia tem o poder de alavancar as vendas, cada vez mais artistas oferecem uma audição completa do disco antes do lançamento para os fãs decidirem se gostam o suficiente antes de comprar, sem a necessidade de baixar as músicas ilegalmente.

Esta semana, os novos trabalhos do Friendly Fires e do produtor Danger Mouse foram disponibilizados no Hype Machine (onde também foi lançado o segundo disco de Lykke Li) e na NRP Music, respectivamente. Além deles, há um mês o estreante The Weeknd fez o mesmo no Soundcloud, além de permitir baixar o disco todo. Também de presente para os fãs, Mayer Hawthorne lançou um EP de versões pra baixar de graça na página de sua gravadora, Stones Throw Records.

“Rome”, Danger Mouse & Danielle Luppi (participação especial de Jack White e Norah Jones): Numa época em que todo ser humano parece ter um trabalho artístico, observar o tamanho e a quantidade de projetos do Danger Mouse nos últimos anos (um produtor que chamou a atenção inicialmente com um disco de mashups de Beatles com Jay Z, montou o Gnarls Barkley e produziu o Gorillaz), é ter certeza que da quantidade pode vir qualidade. E viva as facilidades digitais. Seu mais recente projeto é uma parceria com Daniele Luppi e conta com a participação de Jack White e Norah Jones nos vocais. Produzido ao longo de cinco anos e inspirado nas trilhas de Ennio Morricone, “Rome” foi gravado em… Roma, em formato analógico, com músicos originais das trilhas de Morricone, incluindo Edda Dell’Orso, uma das cantoras prediletas do compositor, presente também nas trilhas dos três principais filmes de Sergio Leone, mestre do western spaghetti. O resultado serviria perfeitamente para uma trilha de Tarantino. Bem contemplativo, “Rome” lembra em alguns momentos “Dark night of the soul”, outro projeto de Danger Mouse, sempre em boa companhia, com David Lynch e Sparklehorse. Os músicos disseram em entrevista que uma turnê está nos planos. É aguardar pra ver se conseguem juntar tanta gente num mesmo palco.

“House of balloons”, The Weeknd: A influência da estética do dubstep, mais do que o próprio estilo surgido na Inglaterra, vai cada vez mais longe, se distorcendo e se transformando, como mostram os recentes discos de James Blake ou Mount Kimbie. No caso do novato The Weeknd, que é formado pelo cantor Abel Tesfaye e os produtores Doc McKinney and Illangelo, as pancadas graves no vazio e os reverbs secos do dubstep encontram o r&b, resultando num melado trip hop de derreter a orelha e dançar devagarinho, como sugere a psicodelia soft porn da capa.

“Pala”, Friendly Fires: O trio inglês chegou de mansinho com “Paris”, acelerou com “Skeleton boy” e explodiu com “Jump in the pool”, rapidamente passando de aposta da semana para banda da vez, título que o Friendly Fires pretende consolidar com o segundo disco. O mais próximo do que se conhecia do Friendly Fires é “True love”, dançante, com bateria “disco” e baixo pulsando. “Pull me back to earth” e “Show me lights” também não passam tão longe. De resto, “Pala” (nome da ilha utópica do livro “A ilha”, de Aldous Huxley) é muito diferente, o que é ótimo. Muito influenciado pelos anos 80, às vezes de forma direta, outras perto da releitura da década proposta pelo hypnagogic/ chill wave e seus vocais filtrados e camadas de teclado, o trio pula a furada nu-rave e vai direto de rave, acid-house e tudo mais. O clipe da música que abre o disco, “Live those days tonight”, ganhou uma versão editada pela banda só com imagens de festas na virada dos anos 1980 para os 1990 encontradas no YouTube. Como todo bom disco, cresce a cada audição.

“Impressions”, Mayer Hawthorne: Com apenas um disco, Mayer Hawthorne conseguiu uma boa base de fãs para o seu soul retrô, com uma leve atualizada via hip hop. Bom de palco, um dos seus trunfos são as versões – a interpretação de “Gangsta Love”, do Snoop Dogg, faz frente a original. Por isso, enquanto o segundo disco não vem, Mayer dá uma acalmada oferecendo de graça um EP só de covers. São seis músicas: “Work To Do” (Isley Brothers), “Don’t Turn The Lights On” (Chromeo), “You’ve Got The Makings Of A Lover” (The Festivals), “Fantasy Girl” (Jon Brion), “Little Person” (Steve Salazar) e “Mr. Blue Sky” (Electric Light Orchestra). Fino.

Tchequirau

O Google lançou seu serviço de música, no qual o usuário hospeda sua discoteca de graça e pode acessá-lo de qualquer lugar, incluindo celulares rodando o sistema Android. É basicamente um Spotify gratuito com pontencial pirata, já que aparentemente não questiona a procedência das músicas.

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Doc trailer: “Sound It Out”

Um filme sobre a última loja de discos de vinil do norte da Inglaterra. Elas estão acabando.

Muita atenção ao canto inferior esquerdo aos 2m17seg, tem um outro documentário muito especial na bancada da loja.

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?uestlove vai as compras na Amoeba

Bela seleção.

Dica do Nepal.

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Brega S/A

Os produtores do documentário sobre a cena tecnobrega  do Pará, “Brega S/A”, dos diretores Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, lançaram o filme para baixar sem custo no saite oficial do filme. Imperdível é pouco. Corre, corre, corre!

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A crise e os discos

Desde janeiro o aviso continua pregado na porta do ponto que um dia abrigou uma das mais populares(cas) lojas de discos de Londres, a Virgin/Zavvi cravada no epicentro turístico da cidade, Piccadilly Circus.

Hoje parece tudo óbvio, porém há nem tanto tempo assim coisas assim pareciam bem improváveis.

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A discoteca de 50 milhões de dólares

Depois de um leilão no eBay ter fracassado por conta de fraudes, o dono da maior coleção de discos do planeta, com 3 milhões deles e avaliada em 50 milhões de dólares, está vendendo tudo por 3 milhões.

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72

O Ronaldo organizou uma bela lista de discos (com links pra baixar), só com clássicos da música brasileira lançados em 1972. E ainda botou pra jogo “1972″, a mixtape com um pouco disso tudo.

Belo ano. Pelo amor do bom pai, que venha outro com metade disso em breve.

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17

Em seu livro “17″, o fundador do KLF, ex-executivo de gravadora e ex-empresário do Echo & The Bunnymen, Bill Drummond, defende a tese de que que música, da maneira que conhecemos, já deu o que tinha que dar.

Para ele, toda música, uma vez gravada e executada em duas dimensões, perde o sentido de existir. Convencido disso, Bill forma corais de 17 pessoas, grava, toca uma vez para os integrantes e deleta a música logo depois, para sempre.

Esse experimento serve de premissa inicial do livro. O ponto que Bill quer provar é mais radical ainda: não adianta tentar achar solucões para crise de formatos, etc, é preciso parar tudo e começar de novo, do zero.

Lembrado que Bill Drummond é o sujeito que queimou um milhão de libras, referentes a royalties do KLF, apenas para provar que não o dinheiro não o controla.

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Franz

Para quem está desesperado atrás de informações sobre o aguardado terceiro disco do Franz Ferdinand, o jornal Guardian organizou uma lista com links para vídeos e trechos de todas músicas que vazaram até agora.

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Na batida

Em novembro de 2007, a gravadora Mr. Bongo botou na rua uma caixa de oito discos chamada Brazilian Beats .

A idéia da coletânea é mostrar brasileiros tocando ritmos internacionais e estrangeiros tocando ritmos brasileiros. Vai de samba a drum ‘n’ bass, de mpb a funk. Além dos discos, tem um DVD, com clipes e documentários sobre música brasileira.

No saite especial do lançamento dá pra ouvir algumas músicas e vasculhar a lista completa.

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Poeira

Uma das metades do Thievery Corporation, atualmente Rob Garza anda ocupado com seu projeto paralelo, o Dust Galaxy.

Influenciado pelo rock psicodélico, Rob saiu detrás da mesa de som para formar uma banda. Gravado em Londres, o disco foi produzido por Brendan Lynch (que já trabalhou com o Primal Scream) e conta com participações de Darrin Mooney (Primal Scream), Adam Blake (Cornershop), Didi Gutman (Brazilian Girls), Jerry Busher (French Toast, Fugazi) e outros.

Tem um clipe aqui (fica esperto no que você anda clicando pela rede, hein).

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