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Arquivo: dj

Da David Guetização do mundo

Mais um capítulo da David Guetização do mundo:

“DJs discovered by TV show will be as worthless and vapid as all reality TV stars, successful due to a slick haircut or by default as being the least annoying person on the screen at the time.

“It’d be nice to think that this won’t really affect any of us, that we could just watch it all on TV and smirk smugly at the X Factor awfulness of it all. But think about this for a moment…who will be getting the big bookings in a year’s time, pricing others out of the market place and restricting the “real” artists in the industry in a similar way to the acting, pop music or modelling industry before us?

“The celebrity DJ of course.”

É, Simon Cowell, sujeito com participação decisiva nos programas American Idol e The X-Factor, mira a música eletrônica. Isso não pode ser bom, como explica o Club Tickets.

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“Pop moderno” e a maldição das sirenes

Faltando dois dias para o final do ano, lá fui eu dividir os toca-discos com o Bori em uma última festa. A missão era arriscada: tocar por duas horas numa boate em Búzios, na boca da Rua das Pedras, em plena férias de verão.

Pode ser difícil agradar um público tão heterogêneo (ou nem tanto, bastava hip hop farofinha, como descobri depois), porém é também uma chance de tocar umas boas músicas pop que o público de muita festa não permite.

Certamente, seria o mais perto que chegaria da atmosfera de Ibiza. Nos parênteses após nossos nomes lia-se “pop moderno”, indicando problemas. O DJ que tocava antes se dividia entre os CD-Js, iPad e controle do Wii. Enquanto nos ajeitávamos para começar, um assistente pedia “vamos lá, DJs, dancem aê”. Complicado. E piora.

Tentando lentamente fazer a transição do poperô para algo mais legal, passei por “Sou Foda” vs. “One More Time”, The xx vs  MC Fl (“Basic Amante”) e Lil Jon vs Mr. Catra (“Machuka”). Veio recado pra tocar “mais pop”. Hmmm… Bom, vai ver era algo macio, pra fazer pista, então lá foram Fligh Facilities (“Crave You”),  Phonique (“You That I’m With”), Black Joy (“Djomani”), The Rapture (“How Deep Is You Love”)… Nada pegava.

Com pouco mais de meia-hora de set, veio o pedido pra encerrar e deixar o DJ da casa pilotar. Totalmente deslocados, fomos ejetados (Bori nem tocou). A gritaria de felicidade que veio da pista assim que o DJ substituiu músicas marcadas pelo grave pela gritação de sirene e agudos das “músicas de pista” da atualidade só demonstra o quanto o processo de DavidGuettatização da música eletrônica atual está avançado.

Tem volta não, parece. Até o Justice entrou nessa. Tá na hora de uma campanha pelo retorno da chapação.

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Vai, A-Trak!

O DJ do Kanye West e metade do Duck Sauce esculhambando na festa de despedida da loja de discos nova iorquina Fat Beats.

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Rehab no toca-discos

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Dj, modelo, ator e apresentador

Que vergonha, hein, Jesus Luz…

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Transcultura # 051: Turntable.FM, Nicolas Jaar

Meu texto da semana retrasada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Uma festa cheia de social
por Bruno Natal

Está para surgir uma proposta com mais pinta de fracasso do que a do Turntable.fm: uma página em que os usuários podem realizar uma festa virtual. Soa como uma desgraça até você entrar e entender o funcionamento dos mecanismos que estão fazendo o serviço ser apontado nos meios digitais como potencial novo sucesso das redes sociais.

Uma vez cadastrado, o usuário pode entrar numa das salas disponíveis, onde vai encontrar uma mesa com cinco toca-discos e muitas pessoas ouvindo a mesma música. Os DJs tocam alternadamente, cada um escolhendo uma música, e todos ouvem a mesma, ao mesmo tempo. Se todos os espaços para tocar estiverem tomados, o usuário ouve o som e conversa no chat com as outras pessoas presentes na festa. Sim, chat. Os anos 1990 estão voltando mesmo.

As músicas podem ser escolhidas numa busca pelo arquivo do Turntable.fm ou, se não encontrar o que queria, há a opção de subir suas faixas, aumentando o acervo da página. As questões de direitos autorais, se já não estiverem resolvidas, certamente serão o principal entrave ao crescimento do serviço.
Ainda em lançamento, por enquanto o acesso é limitado via Facebook Connect, e, mesmo assim, você precisa ter ao menos um amigo já cadastrado no Turntable.fm (com o volume de gente falando sobre o serviço, provavelmente você tem algum amigo bancando o DJ).

O motivo do sucesso é a facilidade oferecida para compartilhar uma música com um grande número de pessoas, em tempo real e de forma interativa, como um Instagram de músicas. Por mais simplório que pareça, não havia ainda um serviço assim. Qualquer usuário pode também criar sua própria sala e convidar os amigos. Fiz exatamente isso no domingo passado, quando soube do serviço. Divulguei pelo Twitter e rapidamente havia cerca de 30 pessoas na festa, que foi até as 4h. Todo dia têm surgido salas de blogues, festas conhecidas, funcionando como uma prévia do que se pode encontrar no ambiente real.

Há muitas possibilidades à vista, como um aplicativo de celular que permita a uma festa caseira ter o som alimentado pelos convidados, sem ninguém precisar ficar na função de tomar conta da seleção (é, em plena era do “todo mundo é DJ”, ainda existem momentos assim). O receio de que a maior parte das pessoas vá estar simplesmente aguardando sua vez de colocar sua música – muita gente querendo tocar, poucas querendo ouvir – não se confirmou. O fato é que a música pode nem ser o foco principal do usuário. A graça está no rodízio, e a maior atração é o bate-papo.

ATUALIZAÇÃO: Agora o serviço está disponível apenas nos EUA, tendo sido bloqueado no resto do mundo.

Tchequirau

CSP04 ∆ NICOLAS JAAR for XLR8R by Clown and Sunset

O set que o Nicolas Jaar preparou para revista XLR8R, parte da sua série de podcasts do seu selo Clown & Sunset, é ótima trilha pra descansar no feriado. Uma atualização do downtempo, principalmente através dos remixes do próprio Jaar.

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Turntable.fm, sua nova festa favorita


Festinha do URBe bombando ontem, as 2h da manhã

Como vem sendo repeito, o Turntable.fm é o Instagram da música.

Você cria um quarto ou entra em um já existente e dá expediente como DJ, através das  músicas do catálogo do saite ou upando as suas próprias. Cinco DJs podem tocar simultaneamente num quarto, em esquema de rodízio (como nas mais tumultuadas noites da CALZONE).

Quem não está tocando fica de papo no CHAT. É, os anos 90 estão de volta mesmo.

É uma mixtape ao vivo, cheia de ferramentas sociais, acúmulo de pontos e etc. Por enquanto só dá pra logar através do Facebook Connect e se algum amigo seu já tiver logado.

Nem saiu do forno ainda e uma coisa é certa: esse troço vai explodir.

Dica do Rodrigo.

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Hoje tem: lançamento do livro “DJs”

Aproveitando o lançamento do livro, uma entrevista com os autores Frederico Coelho e Joca Vidal:

URBe – Como surgiu a ideia desse livro? Qual a motivação?

Fred - A ideia do livro surgiu quando a Fernada Gentil, editora, me procurou para pensar em uma série del ivros sobre música para sua nova editora, a Circuito. Sugeri três títulos e o escolhido para iniciar essa coleção musical foram as entrevistas com DJs cariocas.

Joca – O Fred chegou com a idéia e o projeto em andamento. Eu produzi as entrevistas que estavam faltando e sugeri nomes, como o do David. A motivação principal foi fazer um registro da história de cinco DJs que começaram há alguns anos e que ainda continuam na ativa.

Qual o objetivo do livro? Iluminar a profissão ou discutir aspectos específicos?

Fred - O objetivo do livro foi um pouco dos dois: iluminar o trabalho de DJs (principalmente mostrar como se trata de um ofício nos dias de hoje, como qualquer outro) e trazer para o público alguns aspectos específicos desse cotidiano, como a questão das condições de trabalho para quem vive de festas no Rio de Janeiro, a formação da carreira e as alternativas profissionais do Dj (produção, trilha sonora, discos).

Joca - O bacana foi ter a possibilidade de eternizar o trabalho destes cinco DJs. Mostrar até mesmo para a nova geração quais as maiores dificuldades da carreira de DJ e ter um exemplo prático de como é ainda ser DJ depois de tantos anos nesta profissão.

Como foi feita escolha dos entrevistados?

Fred – A escolha se deu através de um recorte entre inúmeros possíveis que dê conta de um panorama amplo dos Djs cariocas. Nado Leal, Maurício Lopes, Marcelinho da Lua, Nepal e David Tabalipa não só representam quase todos os gêneros possíveis na pista (faltou um Dj especializado em reggae, por exemplo), mas suas próprias trajetórias, de certa forma, contam a trajetória da noite carioca desde que o Dj tornou-se personagem principal das festas e da cultura noturna carioca. Poderiam ser muitos outros, porém o grupo reunido tem história e, de certa forma, fez história nesses últimos vinte anos.

Joca - Esse grupo tem muito em comum, como a amizade, o público, a pista de danca, o profissionalismo. Se pegássemos um outro DJ aleatório e que não conhecesse muito bem os outros DJs acho que não daria o mesmo impacto. Um DJ que ficou faltando nesse livro foi o Markinhos Meskita, que também faz parte dessa turma, mas que atualmente mora em Brasília, o que dificultou a entrevista.

Como anda a profissão atualmente?

Fred – Pela minha perspectiva pessoal, acho que a profissão vai muito bem, tem status, todas as festas e eventos precisam de ou demandam DJs, os equipamentos estão cada vez mais acessíveis etc. Porém, por isso mesmo, criou-se uma incrível disputa por espaço em que o DJ não precisa mais ser um profissional reconhecido pelo mercado de festas. Criam-se festas diariamente, com Ipods e softwares de mixagem. Todos, de certa forma, podem ocupar o espaço do DJ de festa. Por isso que a profissão talvez tenha que cada vez mais investir na polêmica dupla repertório/técnica para se diferenciar dos que tem repertório porém tocam de forma precária ou os que ficam treinando em casas por meses técnicas de mixagem, porém não tem cultura musical. Creio que todos podem ser DJs, sem problemas, mas nem todos podem exercer a profissão do DJ de forma completa, trabalhando diariamente com as demandas da área. Uma coisa é você tocar no fim de semana com os amigos, outra coisa é você viver disso, ter que ocupar toda sua semana com festas e eventos para ter um salário legal no fim do mês.

Joca – Acho que essa ‘banalização’ da profissão tirou o espaço de muitos DJs que tocavam profissionalmente, não só aqueles que trabalhavam em clubs, mas os que também ganhavam a vida tocando em festas particulares. Hoje em dia todo mundo conhece algum DJ e o ‘preço de tabela’ acabou desabando, já que muitos tocam de graça ou por merreca. Teve também a troca de geração , que veio com tudo e a noite carioca mudou muito nos últimos anos, dificultando ainda mais.

Qual futuro da profissão atualmente, quando qualquer um com um iPod se acha um DJ? As pessoas tem percepção de são coisas diferentes?

Fred – Citando a resposta anterior, acho que o ponto é exatamente esse: quem toca músicas em sequência numa festa é DJ? Ou DJ é uma profissão definida pelo uso técnico de equipamento musicais na construção de uma dinâmica sonora? Uma coisa é ter bom gosto musical e tocar músicas em festas sem compromisso com o dia-a-dia da profissão do DJ, outra é você viver 24 horas batalhando por espaços, produzindo faixas, fazendo remixes, conversando com produtores etc. No caso de caras como o Da Lua, ele ainda tem a carreira musical, produz seus discos, faz turnês etc. O DJ de Ipod (e não vejo nenhum problema em quem é DJ assim, acho que tudo é valido) não é DJ no sentido profissional do termo. Aliás, o debate entre técnica e repertório é intenso entre os próprios DJs. Talvez o futuro da profissão seja uma maior especialização técnica do DJ, deixando de ser menos glamour (que faz com que nomes famosos queiram ser DJs eventuais) e tornando-se mais profissional no sentido de carteira assinada, garantias sociais etc. Mas nas festas sempre vai ter lugar para tudo, já que a organização e a escalação de quem toca nelas são feitas quase sempre de forma amadora, entre amigos. O problema para o DJ, como os que foram entrevistados, é justamente serem nivelados por baixo junto aos Djs de fim de semana. E isso quer dizer perder espaço para concorrentes midiáticos ou perder valor de mercado – leia-se cachê. Mas isso é um debate longo entre os próprios DJs e o acesso cada vez maior que a tecnologia dá para as pessoas sempre renovará esse debate.

Joca - Eu acho que essa nova geração não dá o mesmo valor para DJs mais antigos, que estão na cena há muito tempo. Hoje em dia o hype é ter uma amigo da mesma idade que é DJ for fun. Se ele toca com ipod ou cd ou disco, tanto faz. O lance é que a pista “bombe” e a galera saia satisfeita. Eu acho que o futuro da profissão pode ser cada vez mais sombrio para a maioria dos DJs das antigas, que vão se fechar em seus nichos ou parar de tocar. O grande lance será buscar novos meios de renda e/ou se especializar cada vez mais. O que vai prevalecer é um mercado mais informal, quase de gueto mesmo, e cada vez mais festinhas particulares para pouca gente.

Quais os proximos planos? Podemos esperar um “DJs” vol. 2?

Fred – Acho que sim. Eu e Joca achamos que um DJ merece um livro só dele, com longas entrevistas: Maurício Valadares. Quem sabe não convencemos a editora?

Joca – O Edinho daria um bom papo. Eu gostei da experiência e tô pronto para novos desafios. Eu e Fred vamos nos reunir depois do lançamento para discutir os próximos passos. Tenho vontade de fazer um documentário também.

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DJ Derek, o reggaeman

Clique para assistir a segunda parte do documentário sobre esse DJ de reggae sessentão.

Via @rafamrocha.

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Doc trailer: “Eu, o Vinil e o Resto do Mundo”

Três trechos do doc “Eu, o Vinil e o Resto do Mundo”, de Lila Rodrigues e Karina Ades, recentemente exibido no festival É Tudo Verdade e comentado pelo DJ Fábio Maia.

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Deejay

Trailer do documentário “Return of the Rub-a-Dub Style”, dedicado exclusivamente dos deejays jamaicanos.

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DJ Thom Yorke


“TY pilotando o Final Scratch. Não tá igualzinho ao Bon Jovi?”
foto: Rolinha

O Rolinha, produtor do Circo Voador, continua mandando notícias de suas andanças pelo mundo, dessa vez presenciando Thom Yorke como DJ:

“Fui pro Chile ver o encerramento da tour Radiowerk. No final rolou uma festinha de despedida no Cienfuegos e quem se revezou nas carrapetas foram o Thom Yorke, o Nigel Godrich e um maluco que eles trouxeram de L.A.

Rolou de Mutantes a Talking Heads e mais umas paradas eletrônicas que o TY tocou muito boas. Perguntei o que era e só consegui entender que era da islandia. O guitarrista Ed O’Brien se amarra em Roberto Carlos, tu acredita? Falei que o Rei ia ficar muito honrado se ele fizessem um cover.

Te mando uma foto do TY pilotando Final Scratch. Ele não tá igualzinho ao Bon Jovi?

No final ainda troquei idéia com a Debbie Harry, que assitiu o show do Radiohead do house mix, e fui a um show fuderoso do Sonic Youth. Chuif!”

De quebra, Rolinha viu o show do Sonic Youth no Chile.

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Toca-discos virtual

Depois de migrarem dos vinis para CDs para laptops, os DJs devem estar novamente de mudança, dessa vez de interface.

Se liga no toca-discos digital ATTIGO, funcionando com touchscreen. Não se anime muito, ainda é um protótipo.

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Domingueira

Nesse domingo tomo conta da pista 2 da Casa da Matriz, na Sundae Tracks, festinha do Melvin, dividindo as carrapetas com o Lucas Santtana. O bicho vai pegar, vou logo avisando.

Casa da Matriz

Sundae Tracks – encerramento da temporada de verão
pista 1 – DJ Melvin
pista 2 – Bruno Natal (URBe) e Lucas Santtana
22h
R$ 20, R$ 12 (lista amiga até meia-noite), R$ 16 (após meia-noite com a filipeta virtual impressa)

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Baile Curinga (já foi)

Hoje (16/Jan) toco no Baile Curinga, graças a um convite irresponsável dos organizadores da festa. Vou gastar o eject do CD-J.

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DVJ

Nessa materinha da XLR8R TV, E*Rock fala sobre seu trabalho como produtor, VJ (entortando o Flash até onde dá), diretor de videoclipes e administrando dois selos. Figura interessante.

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