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Finalzinho Chegando, “#4″ (2012)

Mantendo o prometido, pintou o segundo lançamento da série Finalzinho Chegando, do Gabriel, do Dorgas.

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Finalzinho Chegando, “#1″ (EP, 2012)


Integrante do Dorgas, o Guerra está com um projeto solo, Finalzinho Chegando.

“[Esse] é o primeiro lançamento da série Finalzinho Chegando, lançado em 12 de janeiro de 2012. É basicamente eu, meus sintetizadores, samples e sequenciadores, lindão.”

Ele ainda diz que o plano é soltar duas músicas por mês.

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Festival Carirocka

De uma ideia aparentemente boba, como costumam ser as boas ideias, surgiu quase um manifesto: as bandas cariocas Dorgas, Suncore Project, Tipo Uísque, Rockz e R.Sigma juntaram-se em um festival auto-produzido com o intuito de ocupar um dos melhores palcos da cidade, o Circo Voador. Surgiu assim o Festival Carirocka.

Sempre admirado com quem tira a bunda da cadeira e toma atitudes, o URBe está apoiando o evento. Abaixo, uma rápida conversa com um dos produtores da noitadas, Diogo Strausz, sobre como isso tudo começou e para onde vai.

URBe – Como surgiu a ideia do festival, qual foi a motivação?

Diogo Strausz – Todas as bandas independentes visam tocar no Circo Voador, por ser uma casa de peso cultural, boa infraestrutura e de médio porte, aonde podemos dar o melhor show possível para o nosso público e mostrarmos o nosso trabalho com o mínimo de ruídos possível.

Qual o objetivo maior, o que vocês querem demonstrar ou conquistar com isso?

DS – O Rio tem muitas bandas de qualidade e que precisam buscar espaço em outras cidades, como São Paulo, para crescerem. A maior conquista seria fazer da nossa cidade um catalisador de artistas e não um refletor.

Por que você acha que o público não comparece a esses shows normalmente?

DS – Talvez porque a grama do vizinho seja mais verde, pelo comodismo de sempre poder ir ao próximo, talvez mesmo gostando da banda, o público esteja esperando há muito tempo por algum resultado. De qualquer forma, o Rio passou em 2006 por uma fase aonde um excesso de bandas “pentelhava” muito os amigos para irem a shows ou “comprarem ingressos antecipados” ou “encher um show para ter votos e a banda ter uma oportunidade em um festival”, isso na minha opinião desvalorizou o músico. O que temos agora é uma oportunidade de reverter esse cenário e reerguer o estigma de banda.

E por que as bandas não se juntam mais para ações desse tipo?

DS – Primeiro porque conseguir uma data no Circo Voador não é algo fácil, todas as bandas envolvidas neste festival já possuem alguma credibilidade através de anos conquistando seu espaço, e segundo porque, afinal, quem arriscaria essa ideia?

Porque essas bandas? Como vocês se juntaram?

DS – Todos nos conhecemos há anos, compartilhamos das mesmas alegrias, dificuldades e crescemos muito pessoalmente através do empreendimento que é ter uma banda. Nos identificamos e admiramos os sons uns dos outros e sabemos que não existe cena de um artista só.

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O vídeo oficial do Ariel Pink’s Haunted Graffiti & The Pains Of Being Pure At Heart & Dorgas

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Tudo rosa: Ariel Pink e Pains no Circo Voador


Ariel Pink
fotos: URBe Fotos (via Instagram)

“Esse Ariel Pink é maluco”. Essa deve ter sido a frase mais repetida na noite de sexta por quem viu o sujeito no palco do Circo Voador a frente da sua banda de apoio, o Haunted Graffiti. Líder da banda e tido com um dos precursores da onda lo-fi, Ariel vive no seu próprio mundo. Diz que não ouve música e que pouco se importa em ser referência.

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Transcultura # 061: Dorgas, doo doo doo, Sobre a Máquina, Labrador, Boss in Drama

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O rock numa batida diferente
Uma nova geração de bandas começa a surgir no Rio, fazendo sons pouco convencionais
por Bruno Natal

Depois de uma longa seca e de muitas bandas no mesmo formato “rock”, novos nomes começam a surgir no Rio. Fazendo sons pouco convencionais, grupos como Dorgas, doo doo doo, Sobre a Máquina e Labrador vão dando uma clareada no horizonte, trazendo referências pouco presentes por aqui e, principalmente, experimentando. Em comum entre elas, mesmo com as diferenças de sonoridade, está a busca por um novo caminho. Tem sons diferentes vindos do Rio.


doo doo doo

Citando como influência tUnE-YarDs, Toro y Moi, Sany Pitbull, Radiohead e Youssou N’Dour, o doo doo doo ecoa trip hop, White Stripes, Nirvana, Zero, chillwave e pagode numa mesma faixa, caso da boa “Maré Exquizita”. Por volta dos 30 anos, os integrantes vem de outras bandas (Cabaret Cru, Bloco Cru, Aquaria, Sala do Sino).

- O Alberto Kury é maestro, com formação academica da pesada e escolado no heavy metal, o Pablo Lisboa puxa pro popular e progressivo, até que o Marcelo Renovato, também guitarrista e geek, descolou uma MPC e completou o grupo. Começamos a ensaiar em meados de 2010. Piramos no pedal de loop da Merril Garbus, compramos um, rearranjamos algumas musicas que o Dudu estava compondo numa vibe meio fim de festa – explica o Eduardo Guedes.


Dorgas

Com amplo acesso a rede, e mais recentemente também a equipamentos, as referências se ampliaram. É o caso da molecada do Dorgas, próxims do oitentismo lo-fi do chillwave. Formada em 2009 depois de todos fracassarem em bandas de rock (“nenhum de nós teve potencial pra isso”, diz um dos integrantes) e com integrantes na faixa dos 20 anos. Soar diferente não é a preocupação principal.

- Nossa “proposta” é ser uma banda de “garotos jovens com instrumentação simples” com um som que não soe que nem um soco na cara, nem como uma versão cartunesca de algo lá de fora e nem como alguma espécie de regionalismo barato. Gosto mais de Smokey Robinson e Marvin Gaye, além de clássicos da house como DJ Sprinkles e Theo Parrish. Eduardo Verdeja curte John Scofield e Steely Dan, o Cassius prefire Joni Mitchell e Lucas Lacs fica feliz ouvindo Tony Allen. Mas todos nós podemos considerar Stevie Wonder como deus supremo – fala Gabriel Guerra.

Para Eduardo Guedes, do doo doo doo, a influência estrangeira é determinante. Com mais gente fazendo música, aumenta também a busca por sons diferentes, o que pode explicar as preferências estéticsa de parte da atual safra de bandas.

- Pode ser uma tentativa de expansão de timbres e climas sonoros, uma tentativa de fugir de uma onda retrô e olhar mais pra frente. A canção nunca vai morrer, esse elemento “voz acompanhada”, isso é recorrente, mesmo nos sons mais malucos. Os anseios mudam, a música também. Vem novos instrumentos, novas possibilidades, novos afetos – diz ele.

O ponto sobre o fim da canção e a continuidade da “voz acompanhada”, assunto recorrente nas discussões sobre o futuro da música, é relevante quando se fala dessas bandas. Em português, inglês ou línguas inventadas, os vocais soam sempre saturados, filtrados, tornando difícil a compreensão das letras. Isso quando não são totalmente nonsense. Os vocais servem mais como um elemento sonoro do que como mensagem.

- Vocais em segundo plano faz com que a pessoa que escuta a música preste atenção na dimensão dela. Quando estão no primeiro plano, acaba ofuscando outros elementos, porque a música trabalha em função da voz. Queríamos que a voz esteja em função da música, até porque nós geralmente compomos o instrumental antes da linha melódica. Pra mim, faz muito mais sentido um garoto de 18 anos escrever uma letra como a nossa do que dizer “quero transar com você” ou “eu te amo” direto, de uma vez – explica Guerra, do Dorgas.

O doo doo doo pensa de maneira semelhante:

- Damos muita importância para as letras, mesmo embaladas nos reverbs e nos delays, elas são a própria musica, estão em total sintonia com os timbres e as levadas. Talvez seja uma coisa mais fragmentada, irracional, de sentidos e sensações. A coerência aprisiona em algum sentido os sentidos. Mas isso não quer dizer uma ausência de discurso. E nem tudo é tão abstrato. Tem baião, tem funk carioca. Tem paisagem também. Nebulosas, mas tem – diz Guedes.


Labrador

Formado por uma turma entre 17 e 19 anos e juntos desde 2006, o Labrador segue por um caminho viajante, dizendo-se influenciados por Gilberto Gil, Beach Boys, The Strokes, Animal Collective e Beatles, além de fãs dos cariocas Marcelo Camelo e R. Sigma.

- Começamos a fazer letras ou poesia porque fazíamos música, e não o contrário. Então, o propósito fonético das palavras acaba sendo mais importante do que o significado, na maioria das vezes. É uma idéia absurda se pensar que tudo d interessante e criativo já foi (ou será) feito no mundo da musica. As possibilidades crescem a cada momento. Hoje retro é a psicodelia – Antonio Pedro Ferraz, ex-integrante aqui da Transcultura.

Internet, equipamentos, influências… Parece fácil fazer um som doidão nos tempos atuais, principalmente agora que eles vão se tornando regra. Certo? Gabriel, do Dorgas, discorda.

- É muito facil ser “esquisito e viajante” com os recursos oferecidos atualmente, mas eu não creio que as pessoas que tenham sido influenciadas por bandas precursoras desses dois adjetivos tenha um pingo de talento que elas tem. O que é fazer som esquisito e viajante, botar reverb, delay e outros efeitos no máximo, esquecer a dinâmica de uma canção e se achar o novo Animal Collective? Pra isso não precisa ter talento, basta o sujeito baixar alguns plug-ins ou comprar alguns pedalzinhos de efeitos mixuruca. Nunca esquecemos de que estamos escrevendo uma canção, com uma boa melodia, um bom gancho e um balanço legal, e não uma parede de efeitos etérea e inócua.


Sobre a Máquina

Esses artistas não estão sozinhos na cena do Rio. Os integrantes do doo doo doo citam Mary Fê e João Brasil, os do Dorgas falam do Chinese Cookie Poets e Sobre a Máquina, que por sua vez cita Terrorims in Tundra. Formado em 2009 com integrantes entre 23 e 26 anos, o Sobre a Máquina se inspira no caos urbano para criar paisagens instrumentais incorporando elementos sonoros como obras, freadas de carro, buzinas, multidões, barcos e todo tipo de ruído que é abafado pelos fones de ouvido.

- Ainda em 1975, Miles Davis disse que o jazz morreu. O rock também morreu e não sabemos porque ver problemas nisso. Na nossa concepção tudo possui um ciclo e o que era chamado de rock hoje em dia é outra coisa. Ver bandas como Radiohead e Nine Inch Nails quebrando certos paradigmas e ainda assim atingindo o “grande público” certamente contribui para o surgimento dessas bandas com propostas diferentes – define Cadu T, do Sobre a Máquina.

Como em qualquer outro caso, encontrar público é uma questão central. Com propostas radicais, esse trabalho pode ficar mais complicado, algo que não chega a incomodar ou balizar as decisões criativas das bandas.

- Quisemos experimentar e nos expressar, só isso. É sentimento. Como usamos uma MPC e não temos bateria, somos quase portáteis. Acho que encontraremos um público, as respostas tem sido boas – Eduardo Guedes, do doo doo doo.

Para Cadu T, a falta de espaço para divulgar, tanto na mídia quando nas casas de show, dificulta o trabalho. – A impressão é de que as pessoas criam barreiras ao que é novo e preferem o caminho mais fácil – diz. Cassius, do Dorgas, contemporiza.

- Como ninguém ganha um centavo pra fazer música hoje em dia, abre-se espaço para as pessoas fazerem o que querem. Com a quantidade de música solta por aí, acaba abrindo a mente das pessoas e acaba facilitando uma banda com um som realmente esquisito conseguir público. Por outro lado, toda semana surgem milhões de novos artistas, gerando preguiça e desatenção com o novo. Caminho tem e sempre terá, mas não sei se tem folêgo para andar muito tempo nele.

São tempos confusos. Natural que a música reflita isso.

Tchequirau

Primeiro disco do Boss In Drama, “Pure Gold” está disponível na página do curitibano. Para escutar o lado A basta um “curtir” no Facebook, para o Lado B uma tuitada garante a audição.

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Aquecimento Ariel Pink’s + Pains + Dorgas 04: “Bright Lit Blue Skies”


Ariel Pink’s Haunted Graffiti, “Bright Lit Blue Skies”

Circo Voador
Ariel Pink’s Haunted Graffiti + The Pains of Being Pure at Heart + Dorgas
+ DJ Gordinho na festa pós-show
16 de setembro (sexta)
22h
R$ 70 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que levarem doações, confirmarem presença no Facebook ou no nome na listaamiga)

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Aquecimento Ariel Pink’s + Pains + Dorgas 03: “The Body”


The Pains Of Being Pure At Heart, “The Body”

Circo Voador
Ariel Pink’s Haunted Graffiti + The Pains of Being Pure at Heart + Dorgas
+ DJ Gordinho na festa pós-show
16 de setembro (sexta)
22h
R$ 70 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que levarem doações, confirmarem presença no Facebook ou no nome na listaamiga)

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Aquecimento Ariel Pink’s + Pains + Dorgas 02: “Loxhanxha”

Loxhanxha by dorgas

Circo Voador
Ariel Pink’s Haunted Graffiti + The Pains of Being Pure at Heart + Dorgas
+ DJ Gordinho na festa pós-show
16 de setembro (sexta)
22h
R$ 70 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que levarem doações, confirmarem presença no Facebook ou no nome na listaamiga)

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Aquecimento Ariel Pink’s + Pains + Dorgas 01: “Round and Round”

Botando bastante fé no show do Ariel Pink’s e na abertura do Dorgas. Noite boa.

Circo Voador
Ariel Pink’s Haunted Graffiti + The Pains of Being Pure at Heart + Dorgas
+ DJ Gordinho na festa pós-show
16 de setembro (sexta)
22h
R$ 70 (meia-entrada e também o preço promocional para TODOS que levarem doações, confirmarem presença no Facebook ou no nome na listaamiga)

Ariel Pink’s Haunted Graffiti, “Round and Round”

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Transcultura # 055: Dorgas, Faria & Mori, Pélico, indie deals

Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Três artistas, três novas histórias pra contar
Conheça as bandas Pélico, Dorgas e Faria & Mori
por Bruno Natal

A indústria do disco pode definhar, a disputa por atenção pode ficar mais difícil na infinita discoteca on-line, e ainda assim haverá gente querendo montar uma banda. Com o sonho de riqueza e fama cada vez menos provável, abrem-se as portas da criatividade e da experimentação. Assim, todo dia pinta um artista novo que vale a atenção, entortando o samba, o rock ou o que seja. Sem a preocupação de falar com muita gente, os papos ficam mais interessantes. Não por acaso, Pélico e Faria & Mori, de São Paulo, e Dorgas, do Rio, citam suas cidades como influência. Todo mundo tem uma história para contar.

Dorgas:

O que são Dorgas?

Dorgas - É a gente. Somos quatro garotos do Rio que se juntam para fazer música, e o que sai é o esforço coletivo de nossas cabeças.

Defina como quiser, pra quem nunca ouviu o som ficar curioso.

Trilha sonora de filme pornô, música para fazer amor sem camisinha, e acima de tudo, É CLIMA.

Quem são os pares do Dorgas?

Não pensamos em pares, pensamos em amigos. O pessoal do Inverness e do Holger, de São Paulo, são os nossos mais próximos. E tem toda essa galera boa aqui do Rio e do resto do Brasil, e todas aquelas bandas que já se foram e que nos inspiram. Acho que é aí que nos encaixamos, no meio de nossos amigos.

Vocês pretendem viver de música?

Comercial é um conceito variável. Cada época tem a sua noção de comercialidade, e não é tão simples e direto dizer qual é. Acho que cada banda tem o seu público. Não pretendemos viver de música, mas com certeza gostaríamos.

Se qualquer coisa fosse possível, qual seria o projeto mais ambicioso do Dorgas?

Tocar no Madison Square Garden junto com o Stevie Wonder.

Pélico:

Pélico por Pélico.

Pélico – Paulistano da Zona Leste, filho de uma costureira e um contador. Mas fiquem tranquilos, não vou levantar aquela bandeira da origem pobre, infância cheia de privações, adolescência incompreendida e um suposto futuro de glória.

Onde você estava, porque só agora um disco?

Estava por aí me divertindo, ouvindo causos, discutindo filosofia de balcão e cantando uns versos. Então resolvi parar e gravar um disco. Em 2008 “O Último Dia De Um Homem Sem Juízo” saiu, quem quiser pode baixar. Agora um novo disco, “Que Isso Fique Entre Nós”. Novas quadras, novas melodias e um pouco mais de amores mal resolvidos.

Qual a novidade?

Nunca pensei que pudesse me expor de tal forma como faço nesse novo disco. Confesso, perdi o medo do ridículo e fiz 16 confissões em cinquenta e dois minutos.

Quem é sua banda e de que maneira eles participam e influenciam o resultado final do disco?

Minha banda é: no baixo Jesus Sanchez (Los Pirata), na guitarra Régis Damasceno (Cidadão Instigado), na bateria Richard Ribeiro (SP Underground) e na sanfona e piano elétrico Tony Berchmans. Quando posso, tenho o auxílio luxuoso de uma tuba, fagote, clarinete, trombone e trompete. A influencia é total. Meus discos seriam bem sem graça sem a contribuição deles. Especificamente neste novo disco, o maestro Bruno Bonaventure foi primoroso nos arranjos de sopros e violino.

No texto de divulgação escrito pela Tulipa, a cantora define sua amplitude de vozes como uma esquizofrenia. Que papo é esse?

A Tulipa entendeu minha história. Não dá pra cantar o amor de salto alto.

Onde o Pélico se encaixa?

Eu me encaixo onde há canção. Divido meus passos com Rafael Castro & Os Monumentais, Bazar Pamplona, Tulipa Ruiz, Tatá Aeroplano, Lulina, Apanhador Só, Marcelo Jeneci, Juliano Gauche, Trupe Chá de Boldo e o poeta Paulo César de Carvalho.

Faria & Mori:

O que é o Faria & Mori?

Faria& Mori – É um projeto independente de rock alternativo cantado em português, liderado por mim, André Faria.

Onde você estava esse tempo todo, porque só agora um disco?

Numa sala de reunião, tentando me convencer que conseguiria viver sem tocar. Fiquei 10 anos sem compor, fazendo apenas participações/gravações em bandas de amigos, tipo Tchucbandionis (Recohead), Labo e Burt (projeto punk junto com o baterista Daniel Setti). Mas a música foi mais forte do que eu. Uma quarta-feira, larguei tudo, parcelei uma passagem, fui até Nova York, na Rivington Guitars, comprei um violão Martin 76, voltei na sexta-feira já escrevendo no avião. Compus e toquei o disco em 6 meses, junto com alguns amigos.

Qual foi o resultado?

Faria & Mori são de São Paulo, sua maior influência, e acreditam na língua portuguesa. Acreditam que é sim possível fazer rock nacional sem soar brega, morno ou datado. Acreditam em uma música orgânica e autoral, acreditam e investem em distorção, texturas e pegada. Faria & Mori adoram Yo La Tengo, Sonic Youth, Sebadoh e Tom Jobim. Acreditam que a beleza está nos olhos de quem vê, e nos ouvidos de quem ouve. E amam São Paulo.

Qual sua ocupação e como a música se encaixa nisso?

Eu não sou músico profissional, mas toco desde os 12 anos de idade. Toquei com muita gente em São Paulo. Atualmente trabalho em uma agência de propaganda. E muito dos filmes publicitários que eu crio, eu mesmo faço a trilha.

Quem são os contemporâneos do Faria & Mori?

Gosto e acredito no som do Fábio Goes. É um dos poucos caras que dão a cara para bater, com coragem, talento, postura e sensibilidade. Hoje existe uma invasão de fofura nas bandas/projetos de rock-pop nacional. Aqui no Faria & Mori a gente tenta fazer algo diferente, um pouco mais coerente com a nossa realidade. Aqui em São Paulo não vejo ninguém feliz, fofo ou de bem com a vida. Vejo as pessoas mais introspectivas, reclusas, ou simplesmente conformadas. Outro dia um cara puxou uma arma e ameaçou me matar no trânsito. Não tem como ser muito fofo.

Tchequirau

Sob o nome “Indie Music Deals”, está rolando uma promoção violenta de discos na Amazon. O melhor é que pra divulgar os descontos, tem várias coletâneas pra baixar de graça, com músicas do Yeasayer, Beady Eye, TV on The Radio, Nortec Collective, Ariel Pink, El Perro Del Mar, Memory Tapes, Light Pollution, Toro Y Moi, Dan Deacon… Puro garimpo digital.

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Para todos meus amigos

Recados para rapaziada dourada desse Rio de Janeiro:

- A campanha do Queremos pra trazer o Primal Scream e a histórica turnê de 20 anos do “Screamadelica” (no Rio o show será no aniversário exato) está em andamento. Falta você – e o prazo está acabando.

- A noite com Ariel Pink’s Haunted Graffiti + Pains of Being Pure at Heart + Dorgas foi confirmada (também através do Queremos) e os ingressos estão a venda, R$ 70.

- Dia 12 de agosto tem CALZONE, a festa que tem tudo pra dar errado, no Morro da Urca. Os ingressos já estão a venda e a primeira leva, com bondinho incluído, custa R$ 62 (meia-entrada, para todos).

*** final das mensagens publicitárias ***

Voltando a programação normal, fique com o clipe da semana: a versão Lego de “All My Friends”, do LCD Soundsystem.

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O pôster do show do The Pains of Being Pure at Heart & Ariel Pink’s Haunted Graffiti + Dorgas no Rio

Dia 16 de setembro tem Ariel Pink’s Haunted Graffiti + Pains of Being Pure at Heart + Dorgas no Circo Voador, possível através do Queremos.

Ingressos a venda nas bilheterias do Circo e na ingresso.com.

Arte feita pelo Rodrigo Curi.

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