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A matinê do URBe

Com muito atraso, lá foi mais uma festa de aniversário do URBe. Oito anos e a beira de completar nove, em abril de 2012. Ano que vem acerto a data.

Foi uma noite animada, principalmente pela apresentação do Autoramas. Uma honra comemorar com uma das bandas mais legais do Brasil. A casa não estava lotada, a chuva mais uma vez atrapalhou, mas quem foi, viu um showzão. As 22h40 a banda já estava no palco, obedecendo o horário restrito do Studio RJ.


Autoramas

Também não sei se foi só a chuva… Lembro da festa de 2009, primeiro ano do Facebook forte no Brasil, o estrago que a divulgação pela rede social fez. 700 pessoas do lado de dentro, outras 700 de fora. Tem andado muito difícil divulgar eventos sem parecer uma mala (e como eu tenho divulgado eventos…), o Facebook está saturado, tanto de convites quanto os murais, ninguém está mais respondendo a nada. É complicado fazer as pessoas saberem do que está acontecendo quando todas estão sendo bombardeadas o dia inteiro, por coisa que interessa e coisa que não interessa.

O momento  mais inusitado da noite ficou por conta da advogada do Autoramas subindo ao palco para entregar ao grupo o documento que encerra a pendenga jurídica da banda com a fabricante de brinquedos Estrela, dona da marca Autorama, dos carrinhos de corrida. O Autoramas agora tem seu nome registrado e está devidamente autorizado a explorar a marca como quiser.


Sany Pitbull

Infelizmente, por limitações de som da casa, questões técnicas que os proprietários prometem solucionar definitivamente nas próximas semanas, as apresentações do Sany Pitubull e do Strausz foram prejudicadas e não teve pista.

Estava muito amarradão de finalmente receber o Sany e estrear o novo projeto do Strausz numa festa do URBe. Não deu nem tempo de tirar foto do Strausz, logo encerrei a pista com a chapação do Lone, quando ainda era 1h30. Foi uma pena, fico devendo um set para cada um deles, numa pista cheia.


Febre

Por conta disso, a festa terminou cedo. Uma turma grande rumou pra Matriz, onde estava rolando uma edição da agora esporádica Febre, a primeira festa de drum n bass do Brasil. A pista tava cheia, os hits estão voltando, o terreno se desenhando pro retorno triunfal das batidas quebradas.

Vai saber… De repente ano que vem, a festa de nove anos tem Marky, Patife, Koloral e Andy. ;)

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Sany Pitbull

Troquei uma ideia com Sany Pitbull, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

DJ, em que pé anda o funk hoje? O que você tem visto de mais legal por aí?

Sany Pitbull – O Funk vive em constante mutação, misturas e encontros dos mais inusitados acontecem dentro do universo funk. O que o mundo chama de mashup por exemplo, nós funkeiros já fazemos há 20 anos com nossas montagens e hoje a coisa estrapolou a mesa dos DJs e produtores, a coisa agora é na dança, o funk se mistura com samba, frevo e até balé classico. A Batalha do Passinho é a síntese do poder do funk como manifestação cultural.

E lá fora, você que viaja bastante pode falar, como andam as coisas? O funk ainda está quente ou esfriou?

Sany Pitbull – Hoje o mundo conhece e reconhece o nosso funk. Antigamente existia só funk ( James Brown, Afrika Bambaata e etc), hoje existe o “Baile Funk Carioca” feito no Brasil e exportado pro mundo todo. A coisa não esfriou, continua quente, nós aqui no Brasil que parece que já nos acostumamos e não damos mais notícias sobre as conquistas do funk mundo à fora. Hoje o beat do tambor ja é encontrado em artistas e produtores internacionais, sem falar que todos os dias um DJ/artista de funk embarca para alguma apresentação fora do país. É um caminho sem volta, o funk ja conquistou seu espaço além favelas. Temos o filme “Favela on Blast”, do Leandro HBL e Diplo, que vem ganhando muitos prêmios nos festivais por onde passa até hoje, um deles foi o prêmio de melhor tilha sonora original do Festival de Cinema de Miami-USA. E por falar em Miami, está sendo rodado um documentario nos EUA sobre o Miami Bass, ritmo que deu origem ao Baile Funk, e o Rio de Janeiro e sua música estão presentes no documentario, isso mostra como ainda estamos crescendo lá fora.

E fora do funk, o que você tem visto de interessante na produção eletrônica aqui do Brasil?

Sany Pitbull – O Tecno-Brega é muito legal, me lembra o funk carioca na sua consistencia e produção, são fragmentos de outras musicas e culturas que formam o ritmo, gosto muito.

O que você tem vontade de fazer e ainda não conseguiu no funk?

Sany Pitbull – Mesmo dormindo 4 horas por dia, isso quando durmo, me falta tempo pra encarar muitos projetos e botar ideias em prática, mas uma orquestra de MPCs seria incrível … a Orquestra Filarmônica da Favela.

O que você está preparando para festa do URBe?

Sany Pitbull – Muitas surpresas musicais boas. É uma festa de aniversário, não é ? Em festa de aniversário vale tudo… Vamos nos divertir muito, garanto.

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Strausz

Um papo com Diogo, o menino multi-tarefas responsável pelo Strausz, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

Você faz parte da nova leva de músicos, produtores de festas e agitadores do Rio. Qual o diferencial dessa geração para a anterior?

Diogo Strausz – Acho que a nossa geração cultua mais o marketing e o empreendedorismo. Vejo muitos amigos e conhecidos prosperando em seus empreendimentos e vejo isso como ponto positivo para nós. Também sinto que somos bastante unidos e isso gera uma concorrência extremamente saudável. Infelizmente, a princípio, minha geração também parece cultuar mais o comportamento do que a cultura e essa vontade de agradar talvez afrouxe um pouco os filtros.

Agora você aparece com mais um projeto, o Strausz. Fale um pouco dos seus outros trabalhos, como DJ, produtor, no R. Sigma… Tem mais coisa?

Diogo Strausz – O R.Sigma é a minha escola e a matriz de tudo isso. Começamos a produzir festas porque o R.Sigma precisava de dinheiro, aprendemos a vender as nossas ideias porque ninguém comprava a ideia do R.Sigma no começo. Eu acho que se dedicar a uma banda pode ser uma boa escola de empreendedorismo, já estamos há 7 anos juntos, com a mesma formação e sempre aprendendo um bocado. Também produzo a Chocolat Party há 3 anos e meio, era tudo o que eu e meus amigos queríamos de uma festa aos 18 anos e fico feliz por ainda ser o que as pessoas de 18 querem da noite delas. E vou começar a SSS em dezembro em parceria com a EPA! e o Urbanik, significa Super-Sentai c/ Sintetizador, é uma festa que mistura a estética de desenhos/filmes japoneses mais retro-futurísticos através de vídeo mapping com a proposta sonora do House, Disco, Glitchy Disco, Nu Techno etc.

Qual as vantagens e dificuldades de ter tantos projetos paralelos?

Diogo Strausz – A dificuldade certamente está na gerência de tudo, aprender a me organizar está sendo doloroso. Parece que não existe um caminho “traçado” como na vida acadêmica/institucional/corporativa etc. Se eu não trabalhar, certamente nada acontecerá. A vantagem é que todas essas frentes dão na mesma matriz, que sou eu. E todas elas tecem uma teia e uma sempre agrega a outra. As vezes um contato que fiz através do R.Sigma ouve o Strausz e me chama para discotecar em outra cidade, ou um DJ que tocou na Chocolat ou em outras festas recomenda o R.Sigma para tocar em algum lugar, coisas assim. A vantagem é ter o que oferecer aos outros, não ser um “taker”.

Qual a diferença do Strausz ao vivo e sozinho, como DJ?

Diogo Strausz – Como DJ eu misturo produções dos outros com as minhas e faço um set de música eletrônica, misturo Nu Techno, Glitchy Disco e produções que eu julgo criativas e me ajudem a levar o público para fora do ponto comum e da zona de conforto. O live é um set 100% autoral, todos os detalhes compostos por mim, cada transição, cada tema, cada pingo no i. É como compor uma faixa de 40 minutos e executá-la ao vivo, com todos os canais abertos, um para o bumbo, outro para um synth, outro para uma voz etc, etc… diferente do DJ set, onde você joga uma faixa inteira em cada canal do mixer.

E o que você está preparando para festa do URBe?

Diogo Strausz – Na festa do URBe vou estrear meu live set novo, o 2012. Conta a história de que no dia do juízo final, Deus resolveu recomeçar a raça humana deixando apenas 2 humanos vivos e mandou o resto pra pista de dança. A sonoridade é meio house / breakbeat / sci fi.

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Autoramas

Uma conversa com o Gabriel Thomaz, do Autoramas, grande atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ, apresentando o recém-lançado “Música Crocante”. Como disse antes, Autoramas é Autoramas, não tem erro.

Vocês acabaram de lançar “Música Crocante”. Como está indo a repercussão?

Gabriel Thomaz – Está supimpa, melhor q nunca…A primeira prensagem já esgotou, depois de 10 dias de lançado, nunca tínhamos conseguido fazer isso. Os comentários tem sido muito legais, as músicas novas nos shows tem funcionado maravilha. Geralmente tínhamos q esperar uns meses pros discos começarem a pegar de verdade, agora tem sido diferente. O próprio lance do crowdfunding teve um papel legal nisso, pq já tinha gente falando no disco sem nem ele estar gravado ainda. Vamos em frente! :)

E como foi o processo de gravação? O que mudou do disco anterior para esse?

Gabriel Thomaz – Bom, a entrada da Flavinha mudou bastante a banda de lá pra cá… E o “Desplugado” foi o primeiro disco que lançamos com ela e q consideramos um disco de carreira, já que a maior parte do repertório ou é inédita ou é de coisas que nunca havíamos gravado. De certa forma, essa novidade pra gente não é tão novidade assim. Na realidade, a gente quis nesse novo disco reafirmar nosso estilo. Os shows que começamos a fazer fora do Brasil aumentaram muito a auto-estima da banda, já que os comentários da gringaiada eram sempre que tínhamos um estilo próprio e um som único, então a vontade de reafirmar nosso próprio estilo foi gigantesca. Sou da época que dizer que alguém tem estilo era um elogio (acho q ainda estamos nessa época heheheheh).

Você é tido como o operário do rock brasileiro. As coisas facilitaram ultimamente ou a luta é a mesma?

Gabriel Thomaz – Cara, não concordo quando falam isso, tô nessa esse tempo todo me divertindo pra caramba, se não fôr divertido eu tô fora. O q fazemos é não faltar aos compromissos e realizar nossas ideias malucas. Tem gente q acha estranho pq nossa história não é aquela roteiro de filme, da banda q começa, lança um disco e conquista o mundo imediatamente. Se fosse assim não teria gente pra construir esse cenário que existe no Brasil da música independente. O Autoramas foi ponta de lança dessa história toda, quando artista independente era sinônimo de banda iniciante. E hoje a história é outra.

Pra você, o que falta para a cena independente brasileira se tornar de fato sustentável?

Gabriel Thomaz – Nada. Os principais artistas se sustentam com facilidade. Assim como acontecia na época das gravadoras. Só alguns artistas contratados conseguiam viver de música. E tem gente q ainda tá no caminho e vai chegar lá.

O que vocês estão preparando para festa do URBe?

Gabriel Thomaz – Vamos tocar músicas de todos os discos, mas priorizando o disco novo. Vejo artistas q estão lançando disco novo, mas vão a tv e tocam músicas antigas. Graças a Deus com a gente isso não acontece. É Música Crocante na cabeça.

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Bota Pra F*der, “Sextape #003″

Esquentando pra festa desse domingo (perde não!), olha aê a terceira mixtape da Bota Pra F*der, músicas para fazer amor. A trilha está garantida com a “Sextape #003″, só baixar, o resto é com você.

As “Sextape #001″ e “Sextape #002″ continuam pra jogo, baixar.

AS MÚSICAS:

ANTES

00:00 – Kevin Drew, “Gang Bang Suicide”
06:15 – The Strokes, “I’ll Try Anything Once” (You Only Live Once Demo)
09:24 – Girls, “Love Like A River”

DURANTE

12:59 – Ducktails, “Hamilton Road”
15:19 – AM, “It’s Been So Long”
18:08 – Hype Williams, “The Throne”
22:13 – Youth Lagoon, “Cannons”
25:51 – SILVA, “Imergir”
30:39 – The Radio Dept, “It’s Personal”
34:05 – Com Truise, “Brokendate”

DEPOIS

38:41 – Danger Mouse & Sparklehorse, “Revenge” (feat. Wayne Coyne)

COMEMORAÇÃO

43:30 – Etta James, “At Last”

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URBe, 8 anos: a festa!

Anota a data na agenda, confirma presença no FB e no ListaAmiga, espalhe a filipeta mais feia da cidade pela rede, enfim, prepare-se para mais um aniversário do URBe comemorado com atraso (sim, a festa de 7 anos, atrasadíssima, foi em 2011 mesmo). Um dia faço a festa em abril, no dia exato. Um dia.

Muitas atrações bacanas e um horário humano para uma quinta-feira. Imperdível. Logo vem as mini-entrevistas com os artistas, falando do que estão preparando para festa.

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Doc trailer: “Low End Theory”

Trailer do doc da festa central da beat scene angelina, “Low End Theory”.

Via Rio Fanzine.

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Bicicleta sound system

Curioso esse projeto Nuvem Som Sistema. Os organizadores vão gostar desse doc sobre bicicletas sonorizadas, “Made In Queens”.

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Transcultura # 051: Turntable.FM, Nicolas Jaar

Meu texto da semana retrasada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Uma festa cheia de social
por Bruno Natal

Está para surgir uma proposta com mais pinta de fracasso do que a do Turntable.fm: uma página em que os usuários podem realizar uma festa virtual. Soa como uma desgraça até você entrar e entender o funcionamento dos mecanismos que estão fazendo o serviço ser apontado nos meios digitais como potencial novo sucesso das redes sociais.

Uma vez cadastrado, o usuário pode entrar numa das salas disponíveis, onde vai encontrar uma mesa com cinco toca-discos e muitas pessoas ouvindo a mesma música. Os DJs tocam alternadamente, cada um escolhendo uma música, e todos ouvem a mesma, ao mesmo tempo. Se todos os espaços para tocar estiverem tomados, o usuário ouve o som e conversa no chat com as outras pessoas presentes na festa. Sim, chat. Os anos 1990 estão voltando mesmo.

As músicas podem ser escolhidas numa busca pelo arquivo do Turntable.fm ou, se não encontrar o que queria, há a opção de subir suas faixas, aumentando o acervo da página. As questões de direitos autorais, se já não estiverem resolvidas, certamente serão o principal entrave ao crescimento do serviço.
Ainda em lançamento, por enquanto o acesso é limitado via Facebook Connect, e, mesmo assim, você precisa ter ao menos um amigo já cadastrado no Turntable.fm (com o volume de gente falando sobre o serviço, provavelmente você tem algum amigo bancando o DJ).

O motivo do sucesso é a facilidade oferecida para compartilhar uma música com um grande número de pessoas, em tempo real e de forma interativa, como um Instagram de músicas. Por mais simplório que pareça, não havia ainda um serviço assim. Qualquer usuário pode também criar sua própria sala e convidar os amigos. Fiz exatamente isso no domingo passado, quando soube do serviço. Divulguei pelo Twitter e rapidamente havia cerca de 30 pessoas na festa, que foi até as 4h. Todo dia têm surgido salas de blogues, festas conhecidas, funcionando como uma prévia do que se pode encontrar no ambiente real.

Há muitas possibilidades à vista, como um aplicativo de celular que permita a uma festa caseira ter o som alimentado pelos convidados, sem ninguém precisar ficar na função de tomar conta da seleção (é, em plena era do “todo mundo é DJ”, ainda existem momentos assim). O receio de que a maior parte das pessoas vá estar simplesmente aguardando sua vez de colocar sua música – muita gente querendo tocar, poucas querendo ouvir – não se confirmou. O fato é que a música pode nem ser o foco principal do usuário. A graça está no rodízio, e a maior atração é o bate-papo.

ATUALIZAÇÃO: Agora o serviço está disponível apenas nos EUA, tendo sido bloqueado no resto do mundo.

Tchequirau

CSP04 ∆ NICOLAS JAAR for XLR8R by Clown and Sunset

O set que o Nicolas Jaar preparou para revista XLR8R, parte da sua série de podcasts do seu selo Clown & Sunset, é ótima trilha pra descansar no feriado. Uma atualização do downtempo, principalmente através dos remixes do próprio Jaar.

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A volta da Dablio

Ícone da geração imediatamente abaixo da minha, a festa Dablio está de volta. Como eu mesmo nunca fui, pedi para o Yugo, um dos criadores, contar um pouco sobre o retorno da festa, dia 09 de julho:

>> from Rafael Salim on Vimeo.

Em 2007, alguns jovens amigos (na faixa dos 21 anos) viram-se confrontados com a falta de opções da noite carioca. Dessa insatisfação, surgiu a Dablio, “a nossa festa”. Modéstia a parte, talvez a primeira de toda uma avalanche de “festas da nova geração” nos últimos anos

Desde o início a Dablio se propôs a ser uma experiência singular, um evento itinerante com temáticas desenvolvidas para cada edição. Campanhas virais, vídeo arte, intervenções, ambientação do espaço. Chega a ser engraçado ver as fotos no I Hate Flash (que surgia, como um “brincadeira”, também nessa época) e ver um monte de gente “novinha”. Tem a Cix e a Yasmin lá no bolo, só procurar, hahaha.

A primeira edição foi realizada de forma despretensiosa, na cobertura do meu prédio, no Leblon. A lista de convidados era para 80 pessoas: apareceram 350 e uma multa de R$2.000 do meu condomínio.

A W2 foi pra rua e a rua foi pra W. O tema da festa baseava-se no urbano, e levou 600 pessoas para o Clube Santa Luzia, que agora serve de sede pra volta da festa. A W3 fez uma ode às tecnologias ultrapassadas. O tema escolhido foi o Colorbar. Mais de 600 pessoas preencheram cada metro quadrado da casa em Botafogo (onde, parece, era o “Calzone Palace”). Do lado de fora, uma fila que cruzava dois quarteirões.

A W4 reacendeu a Guerra Fria. Reanimou a extinta U.R.S.S. e toda a paranóia por trás do antigo conflito. Espionagem, corrida espacial, o mundo à beira da extinção, tudo devidamente representado num casarão, ou melhor, num bunker no Catete.

A W5 levantou acampamento e rumou com sua caravana até Mumbai, direto para o estrelato em Bollywood. Montando o set na Casa Rosa, em Laranjeiras, com a máquina de fumaça ligada e a bilheteria esgotada, a ação ficou por conta das mais de 800 pessoas que lotaram a casa.

A W6 comemorou um ano de existência, antecipou-se a 2012 e vislumbrou o fim do mundo enquanto celebrava o seu fim. Repetiu a dose que deu certo na edição passada, lotando mais uma vez a Casa Rosa e encerrando sua temporada no auge.

Depois de 6 edições num intervalo de 1 ano e do sucesso consecutivo de público, a Dablio resolveu debandar. Os nove amigos envolvidos na empreitada seguiram seus projetos pessoais, como DJ’s, produtores, designers, e mais.

Foi daí que surgiu: Os Ritmos Digitais, aquele coletivo formado pelos DJs Yugo, Salim e Millos e a PALAFLOU, um mixto de bar, cozinha, happening e festa na casa do amigo (agora de férias pela falta de lugar, esse RJ sem alvará que alguém inventou).

Três anos depois, agora em 2011 surgiu a vontade de fazer a Dablio novamente, e ver em que ponto dessa jornada sem fim estamos. O tema: Jardim Elétrico

Dessa vez, buscamos inspiração na geometria das formas naturais e na beleza das paisagens manipuladas, transmutadas e vivas, representadas em nosso jardim elétrico. Manipular elementos naturais, recodificá-los em processos análogos ou digitais. Basicamente, a estética dessa “intervenção” – desde florestas virtuais a experimentações geométricas, imagéticas e físicas.

Fomos pro meio do mato filmar. Depois o Salim e o Duda (ou So&So, outra cria da Dablio – daquela música que eu canto) liberou um trecho de uma próxima música e eu editei o vídeo, que está no nosso site.

Estamos portanto todos apresentados. Festinha promete. Curioso pra ver o retorno da molecada as suas origens, após circularem um bocado.

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Hoje tem: URBe, 7 anos!

É hoje! Deixe seu nome no ListaAmiga ou confirme seua presença no Facebook. Só não deixe de ir.

Aproveitando o aniversário do URBe, o Party Busters me entrevistou pra falar dos primórdios dessa página de internet, a grande rede mundial de computadores.

00
URBe, 7 anos
23h mario maria (ao vivo)
0h João Brasil x MC Aori (“Rap Nacional” ao vivo)
1h Bruno Natal
2h Ajax (Filipe Raposo + Gustavo MM)
3h Nepal
Expo: Leonardo Uzai
10 de fevereiro
23h
R$ 20 (na lista amiga, até 0h), R$ 30 (na lista amiga, após 0h), R$ 40 (penetra)

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Ice Cream, “Meltin’ Up mixtape”

Esquentando pra festa de sexta, Yugo e Andre, da festa Ice Cream, fizeram essa mixtape:

1. Louis La Roche – Michael & Me
2. Morcheeba – Even Though (Mustang Remix)
3. Matthew Dear – Pom Pom (The Juan Maclean Remix)
4. Robyn – We Dance To The Beat
5. Annie – Songs Remind Me Of You (The Swiss & Donnie Sloan Remix)
6. Monarchy – Love Get Out Of My Way (Holy Ghost! Remix)
7. Voltage – All Night
8. Jamaica – I Think I Like U 2 (Database Remix)
9. Duck Sauce – Barbra Streisand
10. Mr Oizo – Two Takes It feat Carmen Castro
11. Miami Horror – Holidays (DCUP Remix)
12. Jamiroquai – Feel So Good

Meltin’ Up by ineedicecream

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Bastidores no URBe

A cobertura do programa “Bastidores”, do Multishow, da festa de seis anos do URBe — captado toscamente filmando a tela da TVcom a câmera fotográfica, a maneira mais rápida de digitalizar qualquer coisa.

A entrevista foi feita durante o show do Lettuce, quando muita coisa ainda estava dando errado em termos de produção, faltando equipamento… Atenção para minha expressão bién relaxada, hahaha!

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URBe, 6 anos


fotos e vídeos: URBe

Um mês antes da festa, olhando a escalação fechada, bateu uma paranóia de esse ano ter misturado coisa demais. O pop do Boss in Drama com o terror do Apavoramento, os agitados Os Ritmos Digitais e o show calmo do Letuce.

Sem falar que o Cine Glória é tão novo que as pessoas mal sabem onde fica. Ou não desconfiam que embaixo da cabeça do Getúlio, na antiga praça do Russel existe um espaço subterrâneo, com cinema e bar. Pra muita gente a ilustração da filipeta (feita pela Arterial) só deve ter feito sentido uma vez lá.

Porém bastou lembrar que é justamente a mistura o sistema nervoso central do URBe. “Tem regra não, lesque”, diria o poeta. É um saite sobre qualquer coisa que seja interessante, e disso a festa estava abarrotada.

E exatametne por isso a festa deu muito certo, sem dúvidas a melhor edição até aqui. Mais de 500 pessoas passaram pela festa e, com a casa lotada, as três horas da manhã ainda havia uma fila gigante de pessoas aguardando, no esquema sai-um-entra-um.

Foi uma pena ver tantos amigos e colaboradores ficarem de fora. Quem esteve do lado de dentro viu uma bela festa.


A instalação da L’Phant

Se tudo deu certo no final, o começo foi caótico. Um festival de lambanças quase botou tudo a perder. A passagem de som estava marcada para as 21h, mas as 21h40 ainda havia uma sessão rolando no cinema, o que atrasou tudo.

Fosse só esse o problema, tudo bem. O lance foi que as três listas de equipamento solicitadas pela atração enviada com antecedência para produção da  Matriz (responsável pela casa) foram solenemente ignoradas. Faltando uma hora pra hora marcada pra festa começar, não tinha sub-woofer ou mesmo cabos para ligar os equipamentos na casa!

Por sorte, se ninguém trabalha no escritório, a galera do pesado deu um gás absurdo e conseguimos colocar tudo em pé, minimizando o atraso para 40 minutos — o que é pésssimo e pelo o qual peço desculpas.

Fica o MUITO obrigado ao Pedro Seiler (que esse ano produziu a festa comigo), João Brasil emprestando equipamentos, a Ana e ao Leandro (da Matriz), ao Flavio (chamado na última hora pra resolver galhos), a rapaziada que montou o som e aos funcionários do CIne Glória. Vocês salvaram a festa.

E chega de pitanga que eu prometi que só escreveria um parágrafo sobre isso e já passei da conta.


Projeção da L’Phante na nuca  do Getúlio

Montada na entrada, do lado de fora, a exposição da L’Phante pode ser visitada até por aqueles que não conseguiram entrar na festa. Antonio Bokel e Peu Mello montaram uma instalação, composta por um casinha de madeira repleta de trabalhos de novos artistas e uma projeção de fotos.

O espaço fez sucesso e ficou cheio a noite toda. Enquanto em Londres a equipe de remoção de pichações tem aula para reconhecer um Banksy e não fazer besteira, por aqui a Guarda Municipal não entendeu o espírito da coisa e ameaçou remover o “barraco” algumas vezes. Conquistar o respeito e entendimento dos trabalhos de novos artistas é um dos principais objetivos da L’Phante.

A casinha é um aperitivo do que vem por aí. O saite está no ar, a revista impressa é o próximo passo, finalizando com uma galeria para poder expor os trabalhos de maneira permanente.


Lettuce

Marcado para as 23h, o show do Letuce começou pouco depois da meia-noite. A princípio o horário preocupou, pois as músicas da banda são calmas e a apresentação no cinema, com o público assistindo sentado. Pra mim, depois de tanta confusão, foi até bom dar uma parada pra respirar.

A carismática Letícia Novaes e parceiro e namorado Lucas Vasconcellos, acompanhados por uma boa banda, resolveram a questão. A decoração com luzes e as trocas de olhares e carícias dos dois no palco foram dando o clima.


LETTUCE

O LETTUCE é uma declaração de amor do casal feita em cima de um palco. Performática, Letícia levou a platéia no bico, lendo seus poemas, interagindo com o divertido telão, apagando as luzes e atuando em frente a uma luz negra.

Deu gosto ver a Letícia tão a vontade . Seus muitos projetos anteriores não refletiam sua criatividade com exatidão. Tentando fazer letras de uma maneira formal, as loucuras escritas e postadas em seu fotolog continuavam melhor que as bandas. Essa equação começa a ser solucionada com o LETTUCE.


Os Ritmos Digitais

Acabado o show, o trio responsável pela festa Os Ritmos Digitais abriu a pista e imediatamente o lugar começou a sacudir. Variando entre 20 e 22 anos, os rapazes tem feito os sets mais bacana que tenho escutado pelo Rio em bastante tempo.

Sem se prender a nenhum gênero, tocam de baile funk a disco music, de remixes da vez a clássicos da música eletrônica — o que não exclusividade deles. O diferencial aqui, como em tudo que presta, é o bom gosto e a capacidade de contextualizar as músicas sem que fique parecendo um balaio de gato.


Milos, Salim e Yugo: Os Ritmos Digitais

É característica dessa geração, que já cresceu na internet. Tem gente que chama de geração DDA, prefiro ver como pessoas que tem capacidade de enxergar em 360 graus. Gente boas demais, Millos Kaiser, Rafael Salim e Yugo são a ponta de uma turma que inclui cineastas, fotógrafos e designers. Todos começando, sim, mas bastante promissores.

Com a pista do jeito que ia, deu trabalho tirar os três dos toca-discos. Vinda de longe, a atração seguinte estava seca pra tocar e já montava os equipamentos.


Boss in Drama

O paranaense Péricles Martins vem chamando atenção com suas produções pop há algum tempo. Recentemente foi citado por Justin Timberlake em seu blogue, com direito até a vídeo do hit “My Favourite Song”. O momento é do Boss in Drama.


Boss in Drama: a pista pega fogo

Péricles já havia tocado por aqui duas vezes, ambas no Dama de Ferro, uma como DJ e outra com o rascunho do seu projeto ao vivo. Essa foi a primeira apresentação oficial do Boss in Drama no Rio e, como pedia a ocasião, ele veio com tudo.

Além do laptop e dos controladores Midi, Péricles canta ao vivo, toca baixo e o também o zaralho, jogando confete, spray de espuma, estourando serpentinas, acendendo velas faíscantes e passando boa parte do set dançando no meio da pista.

O som funkeado, dançante e pop agradou em cheio, sobretudo as meninas, soltando as cinturinhas. Devido as mudanças de horário, coube a mim  a ingrata tarefa de tocar em seguida.


Bruno Natal

O aniversário do URBe tem um elemento mágico, que faz com que tudo dê certo. Como tenho tocado mais com os parceiros da CALZONE na própria festa ou em eventos com dois ou três deles junto, fazia tempo que não tocava tanto tempo.


A pista

Ando meio cansado desses sets de revezamento, porque não dá tempo de evoluir muito. Dessa vez, com tempo, lembrei inclusive que sei mixar. Há bastante tempo não saia das carrapetas tão satisfeito. Como em uma hora ninguém veio pedir nenhuma música, imagino que a pista se agradou também.


Apavoramento Sound System

O gran finale da noite ficou por conta do Apavoramento Sound System, parceiros de longa data e sempre presentes nas celebrações do saite. Integrantes do ASS já tocaram com seus diversos projetos paralelos em várias festas.

Dessa vez eles vieram com o projeto oficial, o live mais aterrorizante do planeta. Só faltou o DJ Nepal, tocando em outra festa, mas fora ele, o ASS veio com tudo: dançarinas, MC, telão, o kit completo.


Blunt e John Woo aka Juan Wooles

Infelizmente, o ASS foi o mais prejudicado com os problemas de produção da festa. Tocando dentro do cinema sem um PA de apoio decente, o som não saiu com a pressão de costume, e também não estava sendo reproduzido na pista de dança.

Isso atrapalhou um pouco o começo da apresentação, mas rapidamente as pessoas perceberam que era pra entrar na sala e o baile começou.

Foi uma espécie de ensaio aberto do novo show do grupo. De dentro da cabine de projeção, John Woo e Blunt comandavam o telão e os graves, enquanto no palco o MC Neurose e as dançarinas faziam a frente, interagindo com a platéia.

O set foi curto (e encurtado pelos próprios), então logo depois a festa foi entregue novametne aos Ritmos Digitias. As 4 e blau eles começaram tudo outra vez, enchendo a pista e dando continuidade a festa, que foi até, veja só que emblemático, as 6h.


Isabel entrevista Woo

Pra quem perdeu, há ainda uma chance de ao menos ver como foi. A equipe do programa “Bastidores” do Multishow, apresentado pela Isabel Wilker, passou por lá pra fazer uma matéria, entrevistando os artistas e contando um pouco da história da festa. Quando for ao ar eu aviso.

Do lado de cá, em meio a correria e diversão, tirei poucas fotos e, obedecendo ao ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”, mais uma vez não produzi um vídeo decente da festa. Seis festas, sei lá quantas atrações e pouquíssimos registros oficiais. Péssima visão comercial…

Tudo certo, o intuito não é mesmo esse. Quem estava lá curtiu, vai lembrar e contar para os amigos. Como sabemos, o que vale é o boca-a-boca. E ano que vem tem mais.

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Que festa!

Ainda me recuperando da festa sábado, logo mais subo a resenha. Enquanto isso, vai vendo umas fotocas.

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Cruzes e listras

A Adidas emitiu um comunicado oficial (publicado por JP Cuenca em seu blogue) posicionando-se sobre a questão de ter promovido uma festa numa casa com memorabilia nazista.

Basicamente, a marca esquivou-se da polêmica, transferindo a culpa para produção do evento e para o dono do imóvel.

Realmente, o principal personagem nisso tudo é quem coleciona esse tipo de coisa. No entanto, isso não exime a empresa que ofereceu o evento de responsabilidade. Pode não ser apenas deles, mas é também deles.

Trata- se de uma gafe. Gigantesca, é verdade, porém é improvável que a marca alemã tenha propositadamente buscado um lugar com esse tipo de decoração para sua festa.

Qualquer um com o mínimo de bom senso há de concordar que buscar por sinais nazistas não é algo que cruze a mente de quem está procurando locação. Imagine o telefonema:

Produtor – Achei o lugar da festa! Conferi e não tem nenhuma memorabilia nazista.

Cliente – Boa! Estava preocupado com isso.

Quer dizer, a partir de agora o diálogo é até bem provável. Não era antes.

O assunto poderia ter sido tratado de maneira muito mais elegante, admitindo-se a infeliz confusão e pedindo desculpas. Mesmo que isso não diminuísse a gravidade dos fatos.

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Suástica FAIL


foto: JP Cuenca/Michel Melamed

Recebi um e-mail do JP Cuenca relatando descobertas estranhas feitas na badalada festa da Adidas, no Rio:

“Os azulejos da piscina, que você vê abaixo [NE: no caso, acima], levam o que parecem ser suásticas nazi (estão orientadas no sentido dos ponteiros do relógio, ainda que não estejam inclinadas). Poderia ser apenas um detalhe que geraria comentários ambíguos se, num dos bares onde foram servidas bebidas, não pudesse se ver uma águia com a inscrição “Hamburg Kriegsmarine” por trás das pilhas de copos da Adidas”

O texto completo e mais fotos estão no blogue do Cuenca no Globo On Line.

Os organizadores devem estar se lamentando de ter convidado gente tão atenta.

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Baile Curinga (já foi)

Hoje (16/Jan) toco no Baile Curinga, graças a um convite irresponsável dos organizadores da festa. Vou gastar o eject do CD-J.

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I Love Cafusú


As Rariús falam da festa durante a passagem de som

Hoje no Claro Cine tem a festa pernambucana I Love Cafusú, que começou como um bloco de carnaval e foi uma das inspirações para criação da CALZONE.

Buscando algo diferente de noites eletrônicas dedicadas a um só gênero, já existia entre nós a idéia de fazer algo mais bagunçado quando o Pedro Seiler voltou do Recife falando de uma festa que tocava de Gretchen a Daft Punk, de Roberto Carlos a MC Leozinho e decorações bizarras.

Chegou a hora de conferir a zorra recifo-olindense, pela primeira vez no Rio.

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Hoje tem

Lounge 69  (Rua Farme de Amoedo, 50)
ComboThe Glimmers, Gustavo MM, Badenov e Rafael RM2
31 de outubro (sexta-feira)
23h30
R$ 45, R$ 15 (lista-amiga)

Os dois primeiros a disparar um e-mail para disalvo@segundomundo.com recebem um par de convites para festa.

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Discoland

Discoland
James Murphy & Pat Mahoney
Glass Candy
Ewan Pearson
Efdemin
Badenov & Gustavo MM
04 de outubro (sábado), Rio de Janeiro

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Festa estranha, com gente esquisita


Durrr e Boys Noize
URBe Fotos

Segunda, feriado em Londres, foi um dia estranho.

Começou com a organização confusa do Notting Hill Carnival, praticamente impedindo a circulação das pessoas pelas áreas que interessavam, e continuou com um quase-confronto com Tricky (irritado por ter que dividir uma mesa num restaurante em que não há outra maneira de sentar, sendo que foi ele quem chegou depois).

Já de madrugada, enquanto Andrew VanWyngarden, do MGMT, circulava pelas redondezas como se estivesse vestido para um show, uma das festas mais comentadas de Londres, a Durrr estava começando.

Surgida após o fim da Trash, a qual muitos creditam o “renascimento” do rock e o “fim” da ditadura eletrônica nos clubes, ambas foram concebidas por Erol Alkan, dessa vez um pouco mais distante, sem ocupar o posto de residente dos embalos de segunda a noite na The End.

Misturando os tais “novos sons” com pepitas da antiguidade, aparentemente foram absolvidas pela passagem do tempo, toca um pouco de tudo.

Na pista 1, o convidado da noite, Boys Noize, mostrava um techno com influências de electro, retão, sem melodias, pálido em comparação as seus remixes distorcidos. Apesar de misturar os mesmos dois estilos, não teve um pingo da elegância do eletechno de sua conterrânea, Ellen Allien.

Na pista 2, “Electric feel” (MGMT) e “Sensual seduction” (Snoop Dogg) revezavam-se a “Papa don’t preach” (Madonna) a “Buffalo stance” (Neneh Cherry), algumas das músicas em versões remixadas, com graves lá em cima e batidas quebradas e secas.

A Durrr é a única festa que acontece na The End que tem um código de vestimenta, apesar de nunca ser esclarecido exatamente que código é esse. Com isso, muita gente é barrada na porta, perguntando, um tanto humilhados, “o que está errado comigo?”.

Por algum motivo, a festa não pega. Parte da culpa é do público, posudo e preocupado demais em chocar, fantasiados de assaltei-o-armário-da-minha-avó. A outra parte pode ser creditada a produção da festa e da boate.

Na entrada, uma menina levou um belo esporro por ter ousado pagar a entrada de 6 libras em moedas (a caixa argumentava que não podia perder tempo contando moeda, pois queria dançar).

Na pista de dança, duas meninas tomaram uma chamada do segurança ao dar um pulinho para se abraçarem quando se encontraram. Na área de descanso, quem tirar um cochilo é acordado com uma faixo de luz na cara.

Nesse clima, realmente é difícil qualquer festa empolgar Pode ter sido só essa noite, mas que foi estranho, foi.

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Saideira

Como toda boa festa, a promovida semanalmente há quatro anos pelo Digitaldubs Sound System na Casa da Matriz também chega ao fim.

A despedida será nessa quarta, 13 de agosto. Abaixo, o MPC explica a decisão de desligar o som.

URBe – Que papo é esse de última festa?

MPC – Depois de quatro anos tocando toda quarta-feira, sentimos a necessidade de
tirar umas férias da festa e ter mais tempo pra nos dedicar a outras coisas. O Digitaldubs não é só uma festa, temos um estúdio onde produzimos nosso som e também outros artistas, temos um selo, distribuição, etc. As vezes fica coisa demais pra gente fazer, chegou a hora de mudar o foco.

O fim da festa deixara um vazio na cena reggae carioca. Essa esfriada da cena não pode ser prejudicial para o próprio DD?

Com certeza vai deixar um vazio, pois atualmente éramos o único ponto semanal da cultura sound system no Rio. Mas espero que seja por pouco tempo. Hoje, diferente de quando começamos, existem vários outros grupos se movimentando por aqui. Espero que apareçam mais festas pra que o povo (e eu tambem!) possa curtir com frequência.

Você acha que com as festas semanais tava rolando uma super-exposicao, é hora de se esconder um pouco?

Pode ser que, depois de quatro anos, tenha ficado fácil demais pra ver o Digitaldubs no Rio. Tem aquela velha estória que “o jardim do vizinho é sempre mais bonito” ou que “queremos sempre o que não temos”. Talvez com a falta da festa toda semana, role uma saudade da galera.

Qual o balanço desses anos da festa na Matriz?

Muita coisa rolou mesmo. A festa semanal foi muito importate pra nossa evolução e também a evolução da cena do Rio, e talvez do Brasil mesmo.

Recebemos muita gente pra tocar na nossa festa, vários cantores, DJs, sound systems… Artistas da nossa cidade, de outros estados, de outros países… Muitos DJs, cantores e MCs se influenciaram pelo nosso trabalho e muitos também tiveram suas primeiras chances na nossa festa.

Muitas músicas foram compostas nas festa, de improviso, e depois foram gravadas no estúdio. Outras ficaram conhecidas na festa bem antes de serem lançadas.

Algumas ediçoes historicas tiveram como convidados Tippa Irie, Dj Perch (Zion Train), Mr. Catra, Black Alien, BNegão, WordSound (NY), Buguinha Dub, teve o sound clash contra o Moa Ambessa… Muita coisa pra listar aqui…

Quem quiser ver o Digitaldubs a partir de agora faz como?

O Digitaldubs está lançando disco novo em setembro (Funk Milk Riddim). Em breve vamos divulgar as datas da turnê que vai rolar em várias cidades do Brasil e também Chile, Argentina e México. Na volta, em novembro, deve rolar o lançamento no Rio.

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