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Curta: “La Saidèrre”

Du Carraille.

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Transcultura #024 (O Globo): Vincent Moon, Lil’ Wayne

Texto da semana passada da coluna “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O antidiretor de clipes
Vincent Moon faz vídeos inovadores para nomes como Phoenix, Arcade Fire e The National
por Bruno Natal

O primeiro contato com Vincent Moon foi estranho. Responsável pelo início (e por boa parte do acervo) da elogiada série de vídeos “Take Away Shows” do saite francês La Blogotèque, iniciada em 2006 e com a qual ainda colabora esporadicamente, o sujeito recusou a entrevista por e-mail, pedindo para procurar as respostas “pela rede”, antes de propor um papo via Skype pra falar da sua visita ao Brasil para ministrar oficinas em São Paulo, conhecer o Rio e viajar pelo nordeste por dois meses. Enquanto falava, era possível escutar do outro lado o estalar do seu teclado, respondendo emails e conversando ao mesmo tempo, sem perder a atenção.

A hiperatividade ajuda a explicar como esse francês conseguiu, em poucos anos, realizar vídeos com alguns dos principais nomes do pop contemporâneo, numa lista de respeito: Phoenix, Yo La Tengo, Fleet Foxes, Yeasayer, Animal Collective, Tom Jones, Sigur Ros, The National, Arcade Fire, The Shins, Of Montreal, Sufjan Stevens, Bon Iver… Iniciada por acaso, a série já retratou mais de 100 artistas mostrando suas músicas em situações intimistas e pouco usuais, como o Phoenix tocando num ônibus de turistas por Paris ou os artistas da argentina ZZK Records se apresentando em sequência nos cômodos de um casebre em Buenos Aires, realizando uma mixtape visual.

- Não gosto de vídeoclipes, a interação com a banda não é interessante – explica Vincent.

Falando sobre o mais recente projeto da Blogotèque, “Le Soirés de Poche”, do qual também participou no início, Vincent não demonstra muita empolgação:

- É muito ruim, totalmente oposto a filosofia do que eu que gosto, é muito formal, um formato muito parecido com o da TV. Não tenho falado mais muito com eles, não estou focado em indie rock e folk, não quero ficar preso a isso, quero mudar. Estou fazendo coisas com outras pessoas. Ainda envio alguns filmes para eles, mas vou parar em breve. É bom demais para eles.

Mudanças parecem mesmo fazer parte do processo de Vincent. Em sua página no Vimeo vai publicando os filmetes com os artistas que conhece nos países que visita. Falando do Brooklyn, em Nova York, a caminho do país para a série de oficinas na Academia Internacional de Cinema, o cineasta não faz planos. Adepto do improviso, nem mesmo o que vai filmar no Brasil está definido. Utilizando a rede de contatos construída com a exposição de seus vídeos na rede, a forma de trabalho tem tudo a ver com a própria internet, onde a informação circula livre, sem fronteiras ou impeditivos comerciais.

- Trabalho na base da troca com os artistas. Estou há dois anos viajando pelo mundo a convite de festivais e oficinas, não tenho casa. As pessoas me convidam para comer ou beber porque são minha amigas, basicamente, dinheiro não está envolvido. Embora as vezes receba por palestras e exibições, pra mim não é trabalho, é diversão, aprendo muito nesses eventos. Tento manter meus filmes longe dessas questões financeiras, trabalho com poucas pessoas, não preciso de muito. Dinheiro é um pé no saco. Mas se eu for pago, melhor, pois me possibilita realizar mais coisas.

Fissurado na Tropicália, Vincent quer filmar Tom Zé, Caetano e também Hermeto Paschoal. De novos nomes, citou Kassin +2, Garotas Suecas, Orquestra Imperial e Holger. Ao ouvir que um encontro com Caetano não era algo impossível, ficou empolgado:

- Sério? Cara, se você conseguir armar essa podemos fazer esse filme juntos!

É o método de Vincent em resumo, agregando colaboradores oferecendo participação em suas ideias. Funciona que é uma beleza.

Tchequirau

Chamado pela revista Variety de “‘Don’t Look Back’ do rap”, em referência ao clássico do cinema direto de D.A. Pennebaker sobre Bob Dylan, o documentarário “The Carter”, de Adam Bhala Lough, esmiuça o rapper Lil Wayne, um dos principais nomes do gênero.

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Noitada de bolso

Soirées de Poche, o novo programa do La Blogotèque (o mesmo do “Les Concerts à Emporter”), apresenta bandas ao vivo numa festinha fechada.

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Casa de ferreiro…

Faltando apenas algumas semanas para a votação de uma lei contra o compartilhamento de arquivos on line na França, apresentada pelo partido do presidente francês UMP, Nicolas Sarkozy, surge a notícia que o próprio partido de centro-direita utilizou um música do MGMT em suas campanhas e saite sem pedir autorização e sem pagar.

Belo de um FAIL.

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Neón

O processo dos franceses do Clan du Néon é silencioso. O grupo vaga pela noite parisiense desligando os luminosos que, ao mesmo tempo, desperdiçam energia e emporcalham a cidade mais bonita do mundo. Aos poucos a brincadeira vai se espalhando pelo mundo.

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Kitsuné Maison 6

Kitsuné Masion Compilation 6 – “The melodic one” (pass: Schopenhauer)

As músicas:

1. Lo-Fi-Fnk – “Want U”
2. La Roux – “Quicksand”
3. Pnau – “With You Forever”
4. You Love Her Coz She’s Dead – “Superheroes”
5. Ted & Francis – “I Wish I Was A Polar Bear” (Arctic Urgency Edit)
6. Digitalism – “Taken Away” (Instrumental)
7. Autokratz – “Stay The Same” (Edit)
8. Beni – “My Love Sees You”
9. Fischerspooner – “Danse En France” (D.I.M. Remix)
10. Etienne De Crecy Et Monsieur Jo – “Hanukkah”
11. Streetlife DJs – “We Love the Disco Sound” (Radio Edit)
12. A-Trak – “Say Whoa”
13. We Have Band – “Hear It in the Cans” (DIY Version)
14. Heartsrevolution – “Ultraviolence”
15. Grovesnor – “Drive Your Car “(Hot Chip Remix)
16. David E Sugar – “Although You May Laugh”
17. Appaloosa – “The Day We Fell In Love”
18. Piste Presque Fantome – “Piste Presque Fantome”
19. The Shoes – “Let’s Go”

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Rio de Janeiro forever

Não sou eu que estou dizendo, são os franceses do New Waive Beaters, desse clipe simples e eficiente acima, em outra de suas músicas, simplesmente chamada “Janeiro”.

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Allez le bleu

Um rápido passeio pelo catálogo da Ed Banger Records, gravadora comandada pelo empresário do Daft Punk (Pedro Winter, também conhecido como Busy P) e porta de saída de boa parte da nova produção francesa, de Justice à Uffie (uma americana produzida por lá).

Também da França, a Kitsuné é casa do Digitalism e do Simian Mobile Disco.

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