OEsquema

Arquivo: gogol bordello

Gogol Bordello no Indie Rock Festival, Rio


“Start Wearing Purple”

Quem pensou que o festival Indie Rock não contava com uma grande atração, capaz de arrastar público para encarar a desesperadora acústica da Fundição Progresso, foi surpreendido, duas vezes quase.

Mas só quase, porque o som da Fundição continua ruim, porém melhorou um bocado com algumas reformas acústica. Quem sabe um dia acerta.

Gogol Bordello estava em casa em sua segunda apresentação no Rio, provavelmente ajudado pela catequização Lapa afora feita pelo vocalista Eugene Hutz durante a longa temporada que passou na cidade.

Seriam os ciganos o novo Manu Chao? JP Cuenca arriscou um “The Clash com Chiclete Com Banana”. A comparação logo começou a ser repetida, com maldade. Um engano. Não apenas é uma boa combinação, como o Gogol Bordello prova que daria certo, se esse for o caso.

As cerca de 2 mil pessoas presentes pularam sem parar e pareciam ter ido lá mesmo para assistir mais uma apresentação teatral do grupo, deixando o resto da escalação (Holger, Super Furry Animals e El Mató A Un Polizia Motorizado) como abertura de luxo.

3 Comentários

Hoje tem: Festival Indie Rock no Rio (sorteio de ingressos)

+ infos: www.indierockfestival.com.br

SORTEIO: os três primeiros a gritar “MENGO!” nos comentários ganham um par de ingressos cada (três ganhadores, total de seis ingressos) para os shows no Rio.

25 Comentários

Hoje tem: Festival Indie Rock em SP (sorteio de ingressos)

+ infos: www.indierockfestival.com.br

SORTEIO: os três primeiros a falar “quero ir!” nos comentários ganham um par de ingressos cada (três ganhadores, total de seis ingressos) para os shows em São Paulo.

14 Comentários

Folêgo


URBe TV: Gogol Bordello, “Morena tropicana”

Os shows do Gogol Bordello exigem folêgo. Não apenas do elétrico vocalista, Eugene Hütz, mas também do público. Pulando sem parar, o ucraniano e sua banda mantém o show inteiro lá em cima, sem pausas pra respirar. O público foi junto, resultando na única catarse coletiva duradoura do festival. Um show com a cara do Rio, fanfarrão, animado e alegre.

3 Comentários

Super Taranta

Puxados pela energia infinita do amigo da Madonna, o violonista e vocalista Eugene Hütz, o Gogol Bordello fez uma apresentação tão bombástica quanto a de dezembro passado — novamente com ingressos esgotados — em Londres, dessa vez na Brixton Academy.

Comece a vestir roxo.

Comente

Punk Cigano


URBe Fotos

Numa época que bandas inexperientes, ou pior que isso, sem a menor idéia do que se fazer ao vivo em cima de um palco (o que, em muitos casos, poderia resolver o problema), sob a justificativa da “revolução da internet” apresentam porcamente seus MP3s nas principais cidades do planeta, um SHOW, com letras maiúsculas, como o do Gogol Bordello colocam as coisas em perspectiva.

Houve um tempo — não tão distante — em que não bastava aparecer igualzinho ao fotolog debaixo dos holofotes para se protagonizar um espetáculo. Era preciso, no mínimo, um pouco mais de carisma e talento — coisa que muitos nomes dessa geração possuem, somente não se dão o tempo de desenvolvê-lo antes de se profissionalizar virtualmente.

Diferente do batalhão que têm o Coachella, a maior concentração de bandas pequenas do planeta, como olimpo e objetivo final (sem saber o que fazer depois que, rapidamente, chegam lá; vide Clap Your Hands Say Yeah, Peter, Bjorn & John e outros tantos), o Gogol Bordello, que já passou pelo deserto californiano sem que isso tenha significado seu auge, tem um plano mais bem traçado.


Gogol Bordello

Pode ser que o fato de assistir ao show sentado num teatro (Hammersmith Apollo) influencie na leitura de que a performance é metade da apresentação, como no caso dos brasileiros do Brasov, Móveis Coloniais de Acaju ou Cordel do Fogo Encantado.

Seja como for, a mistura de sonoridades do leste europeu, acordeon, punk, dub via The Clash, dançarinas, coreografias e a figura central do vocalista/violonista Eugene Hütz, cantando, pulando, brincando com os roadies em cena ou dando esporro no segurança que tenta o impedir de pular na platéia, atrai muito mais que os frequentadores do MySpace.

Famílias inteiras assistiam ao show, como se fosse uma ida ao teatro, em vez de um show de punk. Gente que não conhecia nada da banda, se divertia tanto quanto os fãs vestidos a caráter, com camisetas rasgadas e com desenhos de estiligues, o logo do Gogol, feitos a mão.

Na banquinha, os discos eram vendidos a 10 pounds, metade do preço da camiseta. O grande produto do Gogol Bordello é o seu show. Como andam repetindo muito por aí, a grande saída para crise no mercado.

A diferença é que eles, de fato, tem um para vender.

Comente