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Transcultura # 066: Anna-Anna // “Adress Is Approximate”

Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”,que publico todas as sextas no jornal O Globo:

As muitas faces de Anna-Anna
Artista plástica e designer, a brasileira Manuela Leal investe em projeto musical que já foi notícia no Guardian e na i-D
por Bruno Natal

De volta ao Rio após alguns anos em Nova York, a artista plástica e designer Manuela Leal, 32, não tem vergonha. Pra divulgar o seu projeto musical Anna-Anna, ela não pensa duas vezes antes de contactar os veículos de imprensa que ela lê e acredita estarem alinhados com a sua sonoridade. Foi assim que ela conseguiu espaço na badalada coluna “New band of the day” (Banda nova do dia), do jornal inglês Guardian, e na cultuada revista de cultura pop i-D. Foi assim que ela chegou até a Transcultura também. O resultado de suas práticas atestam velocidade com que conteúdo trafega hoje em dia.

- Hoje qualquer um é uma gravadora independente. Amava capas de discos e achei uma boa idéia realmente fazer música para a entidade e  identidade visual que estava criando, tinha um sonho de “gravar um disco”. Coloquei na rede e uma semana depois mandei pros blogues da vida e recebi a resposta do Guardian.  Os ingleses realmente são abertos e procuram músicas mais experimentais. Depois recebi um email da BBC, e um email da i-D. É claro que eu não fui mandando cegamente, já lia as colunas obsessivamente e conhecia o perfil – explica Manuela, detalhando um processo muitas vezes ignorado por quem quer divulgar algo.

Os sons fantasmagóricos, espaciais e sem batidas do Anna-Anna surpreendem, principalmente por se tratar do seu primeiro projeto musical. Atuando como artista plástica e designer no mundo corporativo, Manuela estudou moda e belas artes na Parsons e fez mestrado em Yale, antes de decidir voltar ao Brasil para conhecer melhor o país onde nasceu, já que não havia morado por aqui depois de adulta – e para retomar a música, que estudou na adolescência.

- Usar o seu próprio nome tem um ar assim de verdade naturalesca que é o oposto do que procuro.  Prefiro a ideia da ficção, onde tudo é possível, onde se pode construir um mundo a parte.  A ideia de que a gente é o que a gente escolhe, não o que se nasce.  Sabia que escreveria em inglês e sabia que com o nome que tenho seria enquadrada no ângulo “cantora latina”, com a  expectativa de uma sonoridade específica. Anna-Anna é um nome comum  e neutro que funciona em qualquer idioma.  É o nome duplo, o nome da Anna Magnani, é qualquer uma e todas ao mesmo tempo – fala Manuela.

As influências citadas  vão de pós-punk, Nick Cave, Scott Walker, Lee Hazlewood a Serge Gainsbourg e Nico. As produções abusam de efeitos como eco e delay. Instrumentos tradicionais não tem vez e Manuela produz no computador, utilizando sintetizadores e o programa Ableton Live. Tudo a serviço das letras.

- Comecei obcecada por letras.  Queria escrever sobre esses eventos sobrenaturais, um mundo onde tudo é possível, super-poderes, viagem ao tempo, coisas assim. Gravei os vocais e fui fazendo o resto em volta disso.  Batidas não foram a prioridade, mas no momento estou incorporando-as.  Com tudo isso, me apaixonei pelo Clams Casino e essa coisa mais psicodélica que está rolando com as produções de hip-hop, tipo ASAP Rocky.

O Anna-Anna é tão novo que ainda não se apresentou ao vivo. Antes disso, Manuela pretende gravar mais coisas e elaborar uma maneira de integrar seus trabalhos de arte visual e suas virtudes poliglotas com o resto do projeto.

- Estou gravando, em inglês,  o equivalente a um LP e vou lançar no primeiro trimestre de 2012; Vou escrever também em português, um disco sobre o país que me alimentou no “exílio”, um oásis de ficção, o “Brasil” de um passado congelado que carreguei comigo enquanto morei fora.  E, finalmente, um faixa em francês, uma carta a Paul Valéry e Baudelaire sobre o estado da vida de espírito, hoje.

Ao que parece, a volta ao Brasil foi inspiradora. Manuela concorda.

- Sempre quis voltar, mas é recomeçar quase do zero, retomando antigos sonhos. Voltei em março de 2010, não sei  dimensionar ainda exatamente o campo de trabalho aqui (risos). Acho que tenho campo maior para esse tipo de  trabalho no exterior, onde tenho tido mais respostas e onde estou planejando fazer shows em 2012.

Tchequirau

Projeto pessoal do diretor Tom Jenkins (não é publicidade, segundo a produtora), o curta “Adress Is Approximate” mostra um robô de brinquedo fazendo uma viagem de carro a partir da mesa de escritório através do Google Street View. Belezura.

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Curta: “Address Is Approximate (a Google Street View/Robot inspired stop motion short)

De chorar.

Dica do @lucasbori.

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Ecos dos próprios pensamentos: o mais do mesmo online


Outro dia James Murphy  falava sobre a fragilidade dos sistemas automatizados de recomendação de música de lojas online como Amazon que, ao sugerir apenas coisas similares ao que você já conhece, não dá chance de algo diferente aparecer no seu radar. Normalmente esse tipo de dica, algo que você jamais pensaria em escutar, vem de um bom vendedor de uma boa loja de discos.

Em redes sociais, o consenso se sobrepõe ao senso crítico e logo estamos conversando apenas com quem pensa exatamente como nós. Isso é um retrocesso. Ao nos fecharmos para vozes dissonantes ficamos restritos a aos ecos dos nossos próprios pensamentos, sem sair do lugar.

Os fabulosos algorítimos do Google e do Facebook trabalham em cima de te apresentar justamente o que sabe que você aceitará com menos resistência, como explica o vídeo acima. Perigosíssimo. Se a inércia é a chave da estagnação, o desconforto produz movimento. Saber aprender com opiniões contrárias  é indispensável.

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Google+: Circles, Sparks e Hangout

Começa o Google+, a rede social do Google, com as funcionalidades Circles, Hangouts e Sparks. Ao contrário dos flops do Wave e do Buzz, dessa vez tá com cara de acerto.

O mote principal é oferecer categorização dos seus contatos (amigos, família, trabalho) e o controle sobre qual informação você compartilha com cada grupo, um ponto no qual o Facebook, com sua política de identidade única, se recusa a ceder.

Vem briga boa pela frente.

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O que você ama?

Com essa pergunta simples, o Google inaugura mais um formato de busca: What Do You Love?, ou wdyl. A apresentação dos resultados das buscas é bem interessante.

Via @dudufraga.

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Catapapo x Google

O Catapapo, muito parecido com “aquele outro que não sei falar o nome”, ama vocês também Google.

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Nova punição do YouTube: “escola” de direitos autorais

Atenção para o desespero de tentar fazer essa baboseira parecer interessante com a ajuda do Happy Tree Friends. A escolha de um personagens tão antigos (a proporção entre um ano no mundo virtual e “real” é maior que a idade de homens e cachorros) é condizente com a visão retrógrada.

A adaptação aos novos tempos precisa ser tão radical e veloz quanto as mudanças que a provocam.

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Google +1

O Google prepara o lançamento do botão +1, um sistema de recomendação de resultados de busca que combina o “curtir” do Facebook e as dicas deixadas para os amigos por usuários do FourSquare quando visitam um lugar. Tem potencial para se tornar algo interessante, recomendações de amigos sempre foi a forma mais confiável de se escolher algo, até mesmo onde clicar.

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Epic Docs Animation

Uma animação feita inteiramente utilizando apenas o Google Docs, parte do concurso Demo Slam, promovido pela Google para divulgar as funcionalidades dos seus produtos.

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Whale fail

A homenagem do Google Books a Fail Whale do Twitter na sua página de erro.

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Papelada

Propaganda do Google Street View alemão. Muito bonita, apesar de andar saturado dessa estética analógica pra representar produtos digitais.

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Lennon 70 e o doodle

A homenagem do Google a John Lennon, que completaria 70 anos amanhã. Ver no saite é mais legal.

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E por isso minha cabeça frita…

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Google e a privacidade

O Facebook tem sido o alvo preferencial nas discussões sobre (a falta de) privacidade online. O Google, no entanto, não fica muito atrás e tem tido suas práticas combatidas pela campanha Inside Google, da Consumer Watchdog. O vídeo acima foi exibido num telão em Times Square, em Nova York, recentemente.

Via O Globo Digital.

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Google, a besta faminta

A fome do Google, um apanhado de infos na mesma linha daquele vídeo sobre o Facebook de uns anos atrás.

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“Parisian Love”, a primeira propaganda de TV do Google

Demais, demais. Um portifólio completo de funcionalidades do saite.

Obviamente, já pintaram diversas paródias. Abaixo, a melhor, sobre a geração DDA:

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A sabedoria do Google

Quando você digita algo no Google o saite faz sugestões em cima das buscas mais feitas com as palavras sendo escritas. O tumblr Bidu, aberto para contribuição dos leitores, reúne alguma das mais reveladoras. Simples e genial.

Via @malvados.

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I/O

Lá vem o Google.

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Os pirata


foto: graphicalstatus

O resultado do julgamento do caso do Pirate Bay na Suécia está previsto para sair no dia 17 de abril. Antes disso saiu um outro veredito, no Guardian, num artigo espinafrando o saite.

A argumentação começa pelo fato do Pirate Bay vender espaço para anúncios (e portanto lucrar diretamente com o alto número de acessos do saite de buscas de arquivos compartilhados de maneira considerada ilegal).

A crítica avança citando o recém-lançado serviço pago para mascarar as atividades dos usuários, chamado IPREDator. O nome é uma brincadeira com o nome de uma nova lei de direitos autorias sueca, chamada IPRED, que entrou em vigor no dia 1º de abril.

A discussão é parecida com a que cerca o conflito do YouTube com algumas sociedades de coleta de direitos autorias, que se consideram lesadas por não serem remuneradas a contento de acordo com o tráfego que clipes e músicas geram para o saite.

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Papelaria

Mais uma vez, achei que já tivesse publicado isso. Então, pra garantir, segue outra vez o vídeo com o Google Maps de papel:

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O Google é real

Mais uma brincadeira de analogisar o processo digital, nesse projeto de Filippo Minelli.

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GVoice

O Google agora quer cuidar do seu telefone, transcrevendo até suas mensagens de voz para armazenamento. Onde isso vai parar…

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2001

Comemorando dez anos de atividades, o Google criou um saite com a base de dados mais antiga que eles tem arquivada, de 2001. É a máquina do tempo.

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Jogada de mestre

Baseado em livros que contam a história do Google, o documentário “Masterplan” usa esses fatos pra falar do plano de dominação mundial da empresa que criou a ferramenta de busca mais usada da internet.

Com um quê de teoria da conspiração, o trailer é superficial demais para realmente saber se as informações são suficientemente relevantes ou meras interpretações.

De qualquer maneira, lembrei de um texto sobre o Google que estou pra escrever faz tempo. Semana que vem, talvez.

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