Até bem pouco tempo, ter tocado guitarra eventualmente no Creaky Boards, aquela banda que acusou o Coldplay de plágio ano passado, foi o mais perto do sucesso que o Darwin Deez esteve.
Ainda em nenhuma canção gravada adequadamente, a banda figurou na sessão New Band Of The Day do saite do jornal inglês Guardian e nas páginas da NME. Não demorou e o punhado de registros caseiros chamou atenção da inglesa Rough Trade, que em dezembro lança o compacto de “Constellations”.
Sem se levar muito a sério, desde que formou sua própria banda o nova-iorquino de cabelos encaracolados e faixinha na testa vem chamando atenção com apresentações performáticas e uma guitarra de quatro cordas com uma “afinação secreta”.
A sonoridade lo-fi cai bem na banda, dá pra arriscar dizer que uma produção mais rebuscada pode acabar com a graça do negócio. Com uma guitarrinha dançante empurrando a música, “Radar Detector” é uma belezura.
“Radar Detector”
“Constellations”
Para gravar o novo disco, “Love 2″, o Air construiu seu próprio estúdio e o Guardian te leva pra dar uma volta nele.
Com o lançamento oficial, começam a sair as resenhas do Dub Echoes. E está indo muito bem!
Guardian, Fact Magazine (4 estrelas e meia em cinco) e a francesa 90BMP comentaram o filme. Don Letts mencionou o documentário no seu programa de rádio na BBC.
O Observer Music Monthly, a Time Out e a Wire deram destaque, anexados abaixo.
Conforme for chegando mais resenhas, subo aqui. Clique nas fotos para ampliar e ler.

TIme Out London, 4 estrelas em 6

Obsever Music Monthly, 3 estrelas em 5
Consegui rodar o Spotify por aqui e é espetacular, tão bom quanto propagandeado.
Fácil de usar, rápido e abrangente. Com acordo assinado com as principais gravadoras e selos do planeta, dá pra encontrar quase tudo. Não é difícil imaginar que com tanta praticidade exista bastante gente disposta a cair dentro.
Claro que coisas independentes muito obscuras ainda estão de fora, mas não deve demorar até serem incluídas.
O serviço já se destacou, criando uma onda de otimismo na indústria, embora alguns velhos tubarões questionam se o valor que será gerado pelos anúncios (um a cada 20 minutos para os usuários gratuitos, zero para os pagos, a 9,99 libras por mês) será o suficiente para a indústria.
Como é que é? Suficiente? Bom, compara com ZERO que é o que está se tornando a regra das pessoas pagarem e me diz se 1 centavo te adianta. É essa arrogância que faz as coisas andarem tão devagar.
A brutalidade com que a polícia londrina combateu as manifestacões durante o encontro do G20 na cidade gerou protestos e agora ganha contornos trágicos com o surgimento de um vídeo comprometedor.
As imagens mostram Ian Tomlinson, morto na confusão e apontado como baderneiro, afastando-se tranquilamente, alheio ao tumulto, e ainda assim sendo violentamente atacado por policiais, minutos antes da sua morte.
Por aqui, gente chocada aponta que lá também ocorre violência policial. Como se pode ver, é claro que sim. A diferença é que lá não vai acabar em pizza (principalmente pela vítima não ser um estrangeiro, como o brasileiro Jean Charles).
A possibilidade de se filmar uma cena dessas no Rio, sem ter que se esconder e voltar vivo pra casa pra contar — e divulgar — a história é uma outra grande diferença.
Bruno invade a passeata contra os gays, na Califórnia
Após o sucesso de Borat, Sacha Baron Cohen prepara o lançamento do filme “The Bruno Movie”, baseado no repórter de moda gay chamado Bruno, personagem mais antigo que o do repórter trapalhão. Do pouco que saiu até agora, quem assistiu os trechos exibidos no SXSW gostou.
Esses dias soube-se que a produtora de Sacha mantinha diversos saites com empresas de fachada para iludir potenciais entrevistados que resolvessem pesquisar as produtoras que sua equipe dizia estar representando.
Descobertas como essa põe em questão os métodos do humorista. O fato é que de qualquer maneira, pela visa que forem, Sacha consegue mostrar o pior das pessoas. E é isso o que incomoda.
Surge o primeiro queridinho da imprensa inglesa de 2009, o disco solo de estréia do sueco Fever Ray.
O projeto solo de Dreijer Andersson, metade do The Knife, arrancou cinco estrelas do Guardian, uma bela façanha, visto que o jornal tem como padrão dar três pra quase tudo, bom ou ruim.
O que seriam os últimos 10 shows de Michael Jackson em Londres se transformaram em 50. Mesmo assim, os aproximadamente 1 milhão de ingressos esgotaram-se durante a pré-venda, cujos códigos foram sorteados entre usuários cadastrados, como ingresso de Copa do Mundo.
A velocidade com que as entradas evaporaram do mercado e foram parar em saites de cambistas levanta suspeitas sobre o quão lícito são os métodos de venda. A discussão vai além dos shows do Jacko, visto que em Londres é praticamente impossível se comprar um bom ingresso sem ser via cambistas.
A desconfiança aumenta pelo fato de que recentemente a Ticket Master foi pega envolvida num golpe, quando foi descoberto que a empresa era dona de um desses saites de venda direta de ingressos.
Um dos pilares do universo das comunicações, o mercado publicitário está tão perdido quanto o resto em relação as mudanças provocadas pela revolução digital.
Veja esses dois exemplos recentes — e totalmente diferentes — de posturas e soluções para anunciar no mundo virtual.
Enquanto 27 editores gigantes dos EUA (responsáveis por 66% do tráfego de internet nos país) demonstram preguiça e falta de visão ao pretender extinguir os banners e substituí-los por formatos mais intrusivos de anúncio (como é na TV), o jornal inglês Guardian sai na frente e estréia uma plataforma open source.
Em vez de trancar o seu conteúdo, o jornal permitirá os usuários criar aplicativos e ferramentas explorando o mesmo para ser utilizados em outros saites, com inclusão automática de publicidade. Com isso o jornal aumenta o seu alcance e se valoriza como veículo frente aos anunciantes.
Massive Attack, “Safe from harm”
Billy Cobham, “Stratus”
Aproveitando o lançamento de “Massive Samples”, uma coletânea de músicas sampleadas pelo Massive Attack, Simon Reynolds, autor de “Rip It Up and Start Again”, escreveu uma coluna para o Guardian falando daquela estranha sensação de quando sem querer descobrimos a fonte original de alguma música da qual gostamos. Boa leitura.
O fotógrafo Michel Bosanko é adepto da técnica de light painting. Todas as imagens são feitas utlizando os recursos de longa exposição da câmera e objetos luminosos, como lanternas, sem photoshop.
Só não entendi como os movimentos dele na frente da câmera não vazam nem um tiquinho.
Via Guardian.
A meu ver, existem poucas alegrias maiores do que encontrar uma música boa de uma banda que você não conhecia. Ontem foi um desses dias, ao ler no Guardian sobre o Death.
A banda virou assunto por conta do lançamento das músicas perdidas da banda, no disco chamado “For the whole world do see” (Drag City). As músicas não chegaram a sair na época porque o Death recusou-se a mudar o nome para algo mais palatável quando foram procurados pela Columbia Records, que financiou uma sessão de gravação.
Fora um EP independente lançado pela própria banda após o rompimento com a gravadora, o material permaneceu inédito. Isso até o filho de um dos integrantes desencavar as fitas master, após ouvir que os originais da época estavam valendo pequenas fortunas.
O barato é que as músicas, compostas entre audições de “Stooges, Black Sabath, The Who e Alice Cooper”, de acordo com o filho de um dos integrantes, foram são de 74. São portanto proto-punks, ainda que “Politicians in my eyes” passe dos cinco minutos. Vai saber o que o Death poderia ter virado.
O vocalista, Bobby Hackney, morreu em 2000, então infelizmente (ou felizmente?) não há chance de se ouvir isso ao vivo.
Death - “Politicians in my eyes”

foto: URBe
Acabou a novela. O Astoria, tradicional casa de shows de Londres, encerrou oficialmente as atividades com um show do fraco Get Cape.Wear Cape.Fly. Uma pena.
Tá vendo, não é só por aqui que aprontam essas cagadas em nome do “progresso”.


ilustração: Schubart
O jornal inglês Guardian disseca o legado musical deixado por George W. Bush.

foto: Ricardo Azoury/ Ricardo Azoury/CORBIS
A discussão sobre o projeto de lei que pretende oficializar o funk como manifestação cultural (como se fosse necessário um decreto para isso) repercutiu no jornal inglês The Guardian.
Nada de Late of the Pier, Friendly Fires ou Fuck Buttons, alguns dos mais cotados na lista de pré-seleção. Quem faturou o prêmio de melhor disco de estréia de 2008, promovido pelo jornal inglês Guardian, foi o chato The Courtneers
Entres o filmes, Joanna Hogg e seu “Unrelated”, desbancou o favorito “Control”, biografia do líder do Joy Division, Ian Curtis , de Anton Cobijns.
Os votos foram dados pelos leitores e pelos críticos do jornal, Para evitar fraudes, cada categoria de voto teve o mesmo peso no resultado final (visto que, obviamente, há muito mais leitores do que jornalistas).
Semana passada Lily Allen esteve na capa da revista mensal Observer Music Monthly (Observer é o nome do Guardian aos domingos), pela primeira vez desde que saiu na mesma revista, dois anos atrás.
Revendo sua trajetória, a menina diz que não é a exibida que aparenta ser e chega a dar pena quando ela descreve a pressão que sente para emagrecer toda vez que é chamada de baranga nos jornais.
Não por acaso, a primeira música e clipe do novo disco a ser jogada na rede chama-se “The fear”.
Coldplay sendo acusado de plágio, de novo. Só que dessa vez tem processo e o envolvido é um peixe grande, Joe Satriani.
Invertendo o fluxo normal da informação, Squarepusher entrevista os críticos de música do Guardian.
O primeiro clipe do Little Joy, “Next time around”.
Por falar em little, a palavra é citada na lista negra de nomes de bandas atuais pouco criativos compilada pelo Guardian (Little Jackie, Little Boots, Little Ones), junto com black (Black Lips, Black Affair, Black Mountain, Black Kids, Black Tide, Black Acid, Black Angels), white (White Lies, White Denim e White Rainbow) crystal (Crystal Castles, Crystal Antlers, Crystal Stilts), wolf (Wolfmother, Wolf Parade, We are Wolves, Wolf & Cub) , disco (Simian Mobile Disco, Shitdisco, Dead Disco) e as desbocadas (Holy Fuck, Fuck Buttons, Fucked Up, Jackie O Motherfucker).
Dizze Rascal se candidata a Primeiro Ministro
- O jornal encomenda versões “Nude”, do Radiohead, a diversos jazzistas enquanto um repórter tenta descobrir se o jazz pode ser compreensível
- Late of the Pier, Friendly Fires e Fuck Buttons estão entre os dez finalistas da votação de melhor disco de estréia de 2008
- Dave Grohl toca no novo disco do Prodigy
- A volta dos que não foram: Damon Albarn fala de um reunião do Blur
foto: Tim Jonze/Guardian
Guitar Hero? Rock Band? Que nada, os Beatles terão seu próprio videogame.
Listas, sempre elas. O Guardian listou 1000 discos para NÃO ouvir e 1000 peças de arte para se admirar antes de morrer. Abra seu caderninho.
“Nascidos em toda parte, criados na Grã-Bretanha”, esse é o lema do levantamento feito pelo Guardian, ouvindo uma criança de (quase) todos os países do mundo (apenas seis ficram de fora) que trocaram sua terra Natal pelas terras da Rainha.

foto: Getty
O vocalista do Bloc Pary, Kele Okereke, tira onda de conselheiro sentimental. Eu hein.
Agora o Keane é legal. Sei. Eu hein.
Sobra de estúdio das gravações de “Time out of mind”, Bob Dylan bota uma versão crua de “Mississippi” pra jogo no saite do Guardian.
Coltrane, “My Favorite Things”, 1961
O jornal Observer (nome do Guardian nas edições dominicais) listou (e linkou) os 50 melhores vídeos de arte do YouTube.
Saem os virais e besteiróis comuns nesse tipo de lista, entram clássicos como Jack Kerouac recitando “On the road”, Nirvana ensaiando numa garagem, um trabalho seminal do vídeo-artista Bill Viola e por aí vai.
O conglomerado de mídia inglês Guardian Media Group (dono do jornal de mesmo nome) está de mudança para um impressionante prédio, em Kings Cross. Além da arquitetura moderna, a nova casa tem duas galerias de arte e uma sala de concertos.
Para quem está desesperado atrás de informações sobre o aguardado terceiro disco do Franz Ferdinand, o jornal Guardian organizou uma lista com links para vídeos e trechos de todas músicas que vazaram até agora.
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