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Arquivo: jornalismo

Os bastidores do fotojornalismo de guerra

Cobrindo os conflitos no Oriente Médio, o italiano Rubem Salvadori decidiu apontar sua câmera para os coleguinhas, expondo os bastidores do fotojornalismo de conflitos, onde muitas vezes as imagens que circulam o mundo não são exatamente o que parecem. Os fotógrafos têm que atender as demandas da mídia se quiserem vender suas imagens.

Dica do Gustavo.

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Agora em português: os “faça” e “não-faça” das assessorias de imprensa

Atendendo ao pedido, o @EduAzedo fez a gentileza de traduzir (valeu!) o texto em inglês sobre a, por vezes, difícil relação entre assessorias de imprensa e jornalistas.

Um festival de obviedades para quem está do lado de cá de um blogue, uma aula indispensável para quem está do lado de lá. Assessoria de imprensa não é mole não.

Cansada de ser bombardeada por mensagens indesejadas enviadadas por assessores preguiçosos, a jornalista Lindsay Robertson escreveu um pequeno guia, um manual de comportamento para o relacionamento dos divulgadores com jornalistas.

O que fazer e o que não fazer na divulgação online, por alguma razão

[Isto é longo e óbvio, mas tem me deixado louca por anos. Então aqui está meu Guia Para Publicidade Online (para novatos)]

Há uma questão que me incomoda por anos: por que 99% dos jornalistas e pessoas relacionadas a promoção/marketing são completamente inúteis quando se diz respeito a blogues e ferramentas online? Eu sigo esperando que a indústria perceba as coisas e se toque, mas isso não parece acontecer nunca. Então eu estou gastando um pouco do meu tempo para escrever este guia. Se você trabalha com relações públicas online ou conhece quem trabalhe, deve ler isto – NÃO porque minhas observações aqui não são outra coisa que óbvias para blogueiros e editores que você está visando, mas porque elas claramente não são óbvias, ou sequer conhecidas, para aparentemente grande parte da sua indústria. Então aqui estão algumas coisas que são verdade, pelo menos neste momento, e se você incorporar estes conceitos ao seu trabalho, eu prometo, você terá bem mais sucesso. E nós iremos parar de rir de você e de encaminhar seus e-mails por aí embasbacados com sua competa falta de aptidão (sim.)

(Nota: como alguém que posta em blogue na maioria das vezes sobre cultura pop, este guia provavelmente possui um forte viés para esta área, mas a maior parte des conselhos é, de novo, óbvia para blogueiros e isso vale para todos os tópicos. Além disso, eu uso minha própria experiência como exemplos, não porque eu ache que seja uma expert – estes conselhos são algo em nome de todos os blogueiros.)

Primeiro, o que NÃO fazer:

1. PARA PUBLICAÇÃO IMEDIATA significa PARA DELETAR IMEDIATAMENTE para qualquer blogeiro.

Ponto.

2. Não divulgar o conteúdo errado

Eu recebo no mínimo 40 emails por dia me pedindo para escutar uma banda, ou anunciar um álbum ou uma turnê. Estes emails frequentemente são escritos em uma maneira convincente e pessoal. A despeito de alguns posts pessoais no blog sobre Neutral Milk Hotel e Mountain Goats e a banda do meu ex-namorado, eu nunca escrevi sobre música nem trabalhei para um blogue sobre música. Só porque você me viu na lista de blogs do Stereogum não significa que eu escreva sobre música, e a pesquisa mais simples já faria isso óbvio. Abuse desta lição para todos os assuntos, por favor, especialmente se sua empresa publica coisas sobre as quais o blogueiro REALMENTE se interessa. Coloquei várias empresas de promoção em um filtro do Gmail “direto para a lixeira” por causa deste erro. Prefiro perder um item por ano a ter minha caixa de emails lotada de coisas que não me interessam.

3. Não Mentir, Parte 1

De modo semelhante, este tipo de coisa (que eu recebi ontem de uma companhia genuína de assessoria de imprensa) não deveria jamais ser feita. É uma porcaria, claro, mas eu destaquei as mais flagrantes mentiras:

Olá Lindsay! Como você está? Eu conferi seu site e adoro tudo o você tem colocado lá. Eu também conferi os outros sites onde você postou. Você tem muito das minhas bandas favoritas e até algumas que eu não conheço, mas descobri graças a você. Eu tenho um artista que eu espero que VOCÊ curta…”

Quando fingir que está escrevendo um e-mail pessoal é melhor que não se revele um completo farsante. (Além disso, mesmo que eu goste dessas coisas num sentido de FAIL, por favor não mande emails que comecem com “Cara Perez.”)

4. Não Minta Parte 2

Pare fazer anúncios atrasados e não tente encobrir esse fatoNão espere para anunciar algo novo – a blogosfera irá encontrá-lo por conta própria (nós temos estas coisas chamadas google alerts). Ou pior, pelo amor de deus, NUNCA nos mande um e-mail dizendo que algo acabou de ser postado (como um trailer de um filme, por exemplo – isto acontece diariamente), quando isto está na internet por mais de, digamos, uma hora. Se você manda isso para qualquer um com alguma idéia do que eles estão fazendo eles viram seu trailer (e, frequentemente, postaram no blog que você está tentando flertar) DIAS ATRÁS. E por alguma razão eles, eu não sei, tiraram um dia de folga da internet e de fato ACREDITAM em você que algo é novo e postam quando não é, eles irão odiar você e sua empresa para sempre. Para sempre.

5. Emails em Massa

Má idéia. Emails em massa em geral, EXCETO quando são do próprio artista ou são mandados para uma lista de pessoas cuidadosamente escolhidas com ambos interesse demonstrado no assunto e uma aparente falta de conhecimento prévio sobre a notícia em questão (e sim, você tem como checar), são recebidos com desaprovação. O fato de isto não ser óbvio é triste.

Então agora que isto se refere àquilo que 99% dos assessores de imprensa fazem todo dia – e agora que elas têm que parar com isso, o que eles deveriam fazer? Há alguém fazendo assessoria online do jeito certo? Posso pensar em várias pessoas que sim – e elas têm os seguintes “Faça” em comum. Uma profissional em particular me impressonou a ponto de ser a completa inspiração deste post. Não usarei o nome dela pois eu suspeito que muito do que ela faz em nome de seus clientes provavelmente quebra as duras “regras de encheção de saco institucionalizadas” que a maioria das grandes empresas obrigam em seu detrimento, mas ao longo dos anos eu vi esta pessoa fazer nada menos que mágica em assessoria de imprensa, em geral ela tem muito pouco para trabalhar, e ela tem sido promovida apropriadamente. Aqui está o que aprendi com ela.

O que fazer:

1. Pesquisar vale a pena

Um saite que demonstra interesse, ou sensibilidade parecida, com seu tópico é bem mais importante que o tráfego do site. Obivamente, isto tem mais a ver com uma fórmula (o site que ter uma certa quantidade de tráfego, obviamente, até para valer o tempo) do que com uma regra estrita, mas não saber sobre o site que você está mirando é pura perda de tempo, seu e dos outros: pode afetar sensivelmente sua credibilidade e a da sua empresa Se você seguir ignorando a necessidade deles e enviar falsos alarmes, eventualmente seus editores e blogueiros alvo irão simplesmente lhe ignorar.

2. Escolha oito blogs

Fui tomar uns drinks com a Brilhante Assessora Online uma noite, e perguntei como ela fazia um trabalho tão bom enquanto todo mundo mais falhava. Eu também estava curiosa sobre porque ela escolheu investir tanto tento no novíssimo saite focado (em parte) em TV que eu co-editava – frequentemente me mandando e-mails sobre o que estava acontecendo em um dos programas de um dos clientes dela naquele exato instante, e me perguntando se eu estava interessada em um clipe. Provavelmente na maior parte dos casos, ela cravou coisas que realmente me interessavam, mas não tinha visto, pois eu estava blogando constantemente e não poderia assistir a todo santo programa de TV. Comigo, esta assessora teve um índice de sucesso de provavelmente 60%, pois ela escolhia seu conteúdo cuidadosamente e se assegurava que ele se encaixava em minhas necessidades. Tenho certeza que ela tinha uma taxa de sucesso parecida como seus outros sete blogues. Ela era uma vidente? Não: ela simplesmente LIA MEU BLOG e sabia sobre que tipos de coisa eu gosto de escrever. Como ela tinha tempo para para dar tanta atenção às necessidades de um então relativamente pequeno saite? Ela me contou seu segredo: ela fazia serviço para somente oito blogues. Ela selecionou oito blogues que cobriam o assunto de seu cliente, TV, que ela gosta em um nível pessoal e lê religiosamente, e somente lhes mandava conteúdo que ela pensava interessar a cada blogue. Enquanto o resto dos colegas de trabalho dela estavam mandando e-mails em massa para todo mundo, esperando cativarem gente como Perez Hilton, Gawker, Huffpo, ou o que quer que seja, esta assessora se focava em um nicho com tráfego menor com a (correta) compreensão que nestes dias o conteúdo tanto é filtrado dos grandes veículos para os menores, quanto dos menores para os maiores e frequentemente saites menores, com sua habilidade de fuçar mais fundo na internet e de serem mais ágeis e agirem como referência de conteúdo para saites maiores. Um saite pode ser bastante influente sem ter visitas estratosféricas, pois nem todo par de olhos não são iguais. MUITAS vezes – eu diria quase sempre, que eu postava um item do cliente dela no meu saite, eles eram linkados de volta em horas pelos grandes veículos, que provavelmente a teriam ignorado em outro caso. Apesar disso parecer contra-intuitivo para assessores, a estratégia “dos oito blogs” é muito mais eficiente do que a teoria do “jogar tudo pro alto e ver o que cola”. Isto também dá o benefício de fazer com o que profissional se sinta útil, e que seu sucesso não seja sorte.

3. A resistência de um blogueiro a marketing/publicidade é diretamente proporcional à sua influência como blogueiro.

Blogueiros dependem da confiança de seus leitores. Assessores dependem da confiança de seus blogueiros. Se alguém publica tudo aquilo que você manda, aquele blogeiro provavelmente tem influência zero (e deve ser um spambot.)

4. Um macaco pode mandar um e-mail em massa: construa relações e compreenda o seu trabalho

Não sei porque um dos jargões mais antigos da publicidade, marketing, vendas e basicamente qualquer outro campo é ignorado pelos assessores online: o que conta são os relacionamentos! Não falo que blogueiros tenham egos frágeis – não fere meu ego quando um assessor erra a grafia do meu nome ou me escreve uma carta padrão ou cometa a gafe do “Cara Perez”. Posso encontrar meu próprio conteúdo sem a ajuda de um assessor – qualquer blogeiro que mereça sua atenção pode fazer isso. Só me irrita que meu tempo tenha sido perdido. Se um assessor mostra que sabe o que está fazendo, a surpresa do blogeiro/repórter/editor resultará em mais atenção para as ofertas do assessor. Duh. Eu não posso acreditar que eu tenha que ressaltar isso, mas assessoria de imprensa e blogues tem (ou podem ter, de modo ideal) relações simbióticas, que só serão bem sucedidas se o assessor considerar as necessidades da outra parte bem como as próprias. Um assessor não deveria se perguntar “como eu posso ter meu conteúdo em um blogue?” mas “que notícias/conteúdo eu tenho que este blogeiro irá querer, mas ainda não sabe?”. E, em especial: “O que eu tenho que é melhor que o que este blogueiro já encontrou por conta própria?”. Para parafrasear a famosa citação de Dale Carnegie: quando você vai pescar, você não coloca o que quer (peixes) no anzol, você fisga o peixe com o que ele quer (minhocas). Duh pra isso. Duh pra toda essa coisa, mesmo, mas precisa ser dita.

Se você for jornalista, espalhe. Se for assessor, leia com atenção e espalhe também.

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Os “faça” e “não-faça” das assessorias de imprensa

Um festival de obviedades para quem está do lado de cá de um blogue, uma aula indispensável para quem está do lado de lá. Assessoria de imprensa não é mole não.

Cansada de ser bombardeada por mensagens indesejadas enviadadas por assessores preguiçosos, a jornalista Lindsay Robertson escreveu um pequeno guia, um manual de comportamento para o relacionamento dos divulgadores com jornalistas.

Se alguém quiser prestar um serviço ao jornalismo nacional e se dispuser a traduzir esse texto essencial, avisa que publico aqui.

The Do’s and Don’ts of Online Publicity, For Some Reason

[This is long and obvious, but it’s been driving me nuts for years. So here is my Guide to Online Publicity (For Dummies).]

There’s a question that has been bugging me for years: why are 99% of publicists and promotion/marketing people complete useless failures when it comes to blogs and online outlets? I keep waiting for the industry to figure things out and catch up, but it never seems to happen. So I’m taking the time to write this guide. If you work in online PR or know someone who does, this is a must-read — NOT because my observations here are anything other than obvious to the bloggers and editors you’re targeting, but because they’re clearly not obvious, or even known, to seemingly most of your industry. So here are some things that are true, at least right now, and if you incorporate these concepts into your work, I promise, you will have far greater success. And also we will stop laughing at you and forwarding your emails around to each other in awe of your complete ineptitude (yep.) (Note: as someone who blogs mostly about pop culture, this guide is probably very skewed toward that field, but most of this advice is, again, so obvious to bloggers that it will probably ring true for all topics. Also, I use my own experience as examples, but not because I think I’m some sort of expert – this advice is pretty much on behalf of all bloggers.)

First, the Don’ts:

1. FOR IMMEDIATE RELEASE means FOR IMMEDIATE DELETE to any blogger with any influence. Period.

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As fotos do Khadaffi (Gadaffi, Qaddafi, Ghadafi, Kadafi… como ficou afinal?)


Imagem do News Museum

 

As fotos do Khadaffi morto estamparam boa parte das capas de jornais pelo mundo. Até bem pouco tempo, publicar fotos desse teor era uma prática rara no jornalismo. Mudou. E como.

O artigo de Tom Heneghan (traduzido e republicado pelo Globo) fala da participação da rede nessa mudança de comportamento das redações:

“No passado, mostrar imagens de uma pessoa nos estertores da morte era um tabu nas redações de jornais, mas agora até mesmo essa reserva vem cedendo diante da pressão da divulgação instantânea na Internet e, graças às imagens feitas por celulares, a disponibilidade crescente de imagens noticiosas fortes.”

o Guardian questiona justamente o fato das redações terem se dobrado:

(…) the risk is the development of a culture of death porn. For me, as a simple moral position, Gaddafi merits as much privacy in his final extremities as did his victims in the Lockerbie bombing: a germane example from the past of a time when the media by common consent suppressed horrific images in the cause of taste and privacy.”

Sem falar na velocidade e necessidade da confirmação desse tipo de informação por fontes oficiais, sem teatros,  já que cada vez circulam de maneira mais imediata.

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Revolução no dos outros é refresco


fotos: El Pais

Ao contrário das revoluções por democracia no norte da África e nos países arábes que receberam ampla cobertura da imprensa mundial, as manifestações em Madri são tratadas como nota de rodapé nos veículos de comunicação, mesmo com o hashtag #spanishrevolution frequentando os TTs do Twitter sem parar.

Revolução boa é lá longe. Quem tem medo do que? De quem?

Chamado Democracia Real, a mobilização é apolítica apartidária, capitaneada por jovens em busca de melhores condições de vida – a Espanha anda numa pindaíba braba, com 45% dos jovens desempregados em algumas regiões. As manifestações se espalham pela Espanha (praça Catalunya tomada) e pelo mundo, com espanhóis se juntando em frente as embaixadas.

A ocupação da praça (sempre a praça) Puerta del Sol, em Madri, iniciou-se dia 15 e não tem hora pra acabar. Ou melhor, tem: domingo tem eleições na Espanha e por lei manifestações são proibidas a partir desse sábado. Vem coisa quente por aí.

Enquanto isso, aqui no Brasil, confunde-se crescimento econômico – acesso ao crédito e posterior escravização pelos bancos – com crescimento social – educação, cultura, que poderiam gerar movimentos como o espanhol.

A estrada é longa, e como é. E esse silêncio todo é inspirador.


Live TV : Ustream

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Bullying no dos outros…

Além do salário de senador, Roberto Requião recebe uma pensão por ter sido governador do Paraná. Salários de cargos públicos cumulativos. Perguntado sobre isso, arrancou o gravador da mão do repórter.

Mesmo utilizando o termo pentelho da moda de maneira errada, igual o ignorante, fica a pergunta: e a vítima de bullying é ele?

Políticos que legislam em causa própria, só pode dar nisso. Ninguém faz nada, assistimos TV e escrevemos textos enfurecidos – como esse. A situação pede algo mais. Isso precisa mudar, a realidade atual do país não comporta mais essas aberrações.

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Wikileaks e cablegate num rap

O Rap News explica a crise causada pelo Wikileaks nos EUA.

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Rio, violência e imprensa


Luis Eduardo Soares no Roda Viva: indispensável assistir
assista os blocos 2, 3 e 4.

Não se discute que a expulsão de traficantes do Complexo do Alemão é um fato positivo. É uma parte do problema que precisa ser resolvida, em todas as comunidades.

Outro fato positivo foi não tido um banho de sangue, embora tivesse sido o desejo de muita gente, inspirando até jogos online. Mesmo assim, houve acusações gravíssimas de moradores achacados pela polícia.

Tomada pela euforia, a cobertura da grande imprensa se absteve de dar espaço a uma série de questões que são fundamentais e inerentes ao problemática da violência urbana.

O problema é muito maior do que uma mera polarização entre policiais e bandidos. Quem dera fosse tão simples.

Por isso, compartilho aqui alguns textos que considero de leitura fundamental, mesmo para quem não é do Rio, para o entendimento do que está de fato está em curso — e em jogo.

Luis Eduardo Soares, “A crise no Rio e o pastiche midiático” (blogue pessoal)

Luiz Cláudio Souza Alves, “Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime” (Correio do Brasil)

Antonio Engelke, “O capitão Nascimento e o advogado John Adams” (Carta Capital)

Muniz Sodré, “Reality show em tempo real” (Observatório da Imprensa)

Sem debater e encarar essas questões, não vamos sair do lugar. Não tem jeito.


Tirinha de Andre Dahmer

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A Folha e a Falha de S.Paulo


Reprodução do logo do saite retirado do ar

“Em 30 de setembro, o jornal [Folha de S.Paulo] conseguiu uma liminar que obrigava os irmãos Lino e Mario Bocchini a tirar do ar o conteúdo da Falha de S. Paulo, um site de humor que tirava um barato do indisfarçável viés pró-tucano que aterrissou com mais força do que nunca na Barão de Limeira dos últimos tempos. Os dois foram obrigados a remover do ar todo o conteúdo do site, sob pena de pagar multa diária de R$ 1.000. Segundo Lino, a empresa nem chegou a enviar uma notificação extrajudicial ou um pedido por e-mail: já foi logo apelando para o processo. Assim, a seco, sem KY nem piedade.

“(…) Censura pode vir de onde menos se espera. Por isso, todo cuidado é pouco. A dita é branda? É, mas trisca pra ver se não fica dura.”

A história completa está contada no Boteco Sujo. Um dos criadores da Falha também tem se manifestado através do @linobocchini.

Logicamente, o conteúdo do saite já foi espelhado num Tumblr, num Blogspot e foi criada outra conta no Twitter – por terceiros, afirmam os criadores do original. A piada não para e a tendêcia é piorar. É internet, né, onde para o desespero de muitos a informação – ou a piada – corre solta.

Não dá pra parar.

Pra finalizar, fique com a reportagem da Folha sobre o recente protesto de humorista contra a proibição de abordar políticos na cobertura da atual eleição.

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“Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje”

A coletânea  “Novos jornalistas – para entender o jornalismo hoje” dá uma geral no panorama atual da profissão, com a participação de diversos coleguinhas.

Colaborei com alguns parágrafos sobre a importância do vídeo no jornalismo atual, no capítulo “Produção áudiovisual e jornalismo”.

O organizador e editor Gilmar Renato da Silva resumiu assim o projeto:

“Rodolfo Walsh, Ryszard Kapuściński, Joel Silveira, Gay Talese e Truman Capote que me desculpem, mas novo jornalismo mesmo é outra coisa.” Assim o jornalista André Deak abre o texto “Muito além do papel e da tinta”, escrito para a coletânea “Novos Jornalistas – Para entender o jornalismo hoje”, um e-book realizado de maneira colaborativa, licenciado em creative commons e disponibilizado para download gratuito.

A coletânea reúne trinta e oito textos de profissionais da mídia brasileira (jornalistas e não jornalistas), que apresentam de maneira descontraída as novas habilidades que os jornalistas modernos devem ter em decorrência das novas tecnologias advindas da internet e das mídias móveis.

O livro você baixa de graça no Overmundo.

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Parajuru repercutindo

As denúncias levantadas no documentário “Uma Semana Em Parajuru”, sobre o loteamento de praias e reservas ecológicas para construção de empreendimentos imobiliários estrangeiros nessa vila cearense, começam a repercutir na Áustria.

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Blog de Notícias

Para um apanhado das notícias do dia com uma boa dose de informação reprocessada, visite o Blog de Notícias.

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Newsmap

Baseado no agregador de notícias do Google, Newsmap organiza visualmente as manchetes. O mapa de notícias é totalmente customizável, permitindo selecionar o conteúdo por país, editorias e controlar o tempo de atualização da página.

Dica do Gabriel.

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Lady Gaga

“Not very long ago, the typical American newsroom had three types of jobs: reporter, editor and photographer. But lately, as newspapers have been frantically converting themselves into high-tech, 24-hour online operations, things are more complicated. Every few days at The Washington Post, staffers get a notice like this: “Please welcome Dylan Feldman-Suarez, who will be joining the fact-integration team as a multiplatform idea triage specialist, reporting to the deputy director of word-flow management and video branding strategy. Dylan comes to us from the social media utilization division of Sikorsky Helicopters.”

“Call me a grumpy old codger, but I liked the old way better. For one thing, I used to have at least a rudimentary idea of how a newspaper got produced: On deadline, drunks with cigars wrote stories that were edited by constipated but knowledgeable people, then printed on paper by enormous machines operated by people with stupid hats and dirty faces.”

Jornalista de outros tempos, Gene Wiengarten analisou as diferenças entre o passado e o presente da imprensa por conta das mudanças impostas pelos tempos digitais.

E o que o Lady Gaga tem a ver com isso? Leia o texto que você vai entender.

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A maior gafe da Copa

Via @PorcoPPC@lguimaraes.

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Simon Reynolds e a imprensa musical


foto: POD

O grande Simon Reynolds, um dos mais respeitados jornalistas de música, falou em um dos seus zilhões de blogues (que poderiam ser sessões de um único saite) sobre o estágio atual do ofício, analisando as mudanças impostas na última década pela a explosão das ferramentas online.

Parece uma auto-entrevista apressada, a pontuação está caótica. Mesmo que não seja, os pontos levantados valem a leitura:

12) Where do you see the music press going in the future?

deprofessionalised in large part, more and more fragmented,fractious…. it will follow the way music is going

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

it would be good to steer away as much as possible from the whole steady deprofessionalisation of music journalism/”what happened to it as a livelihood/career?!?!/”doomed, doomed, we’re doooomed” issue, otherwise it’ll just turn into a grim handwringing session. It’s bound to come up anyway, especially during the question time. It would be more interesting to talk about why music criticism might be worth doing even if it’s not a good career option — all the stuff about what’s it for, how does it make a contribution to music culture, how to do it well, how approaches have changed in the last decade, what motivates us, what inspires us etc etc.

As the one on the panel who’s been around since the dawn of time I’ve noticed differences from when I started, or from the first half of my career, to do with the disappearance of the magazine as a social nexus, a milieu. When I started out, email didn’t exist, fax machines were scarce and bloody expensive, so you brought your copy in personally, by hand; that meant you hung out at the magazine, so you got to know all the writers, there was a lot of socializing, drunken discussions, arguments. A thing I’ve noticed on the very rare occasions that I go to a magazine office is that they are like ghost ships. There’s hardly anybody there, absolutely no vibe. Cos everyone sends in copy by email, editors I think would actually discourage anyone from coming in person, cos theyr’e so overworked it’s a distraction. So one thing I sense is that the music writer lifestyle has become more solitary and that it is harder for a magazine to have “vibe” in the classic sense of Creem/NME/etc. Obviously writers do find each other and socialize, hang out, etc. But that’s not quite the same thing as when a magazine functions as a kind of social milieu, because you would also rub up against writers/people you don’t like and disagree with as well. Friction creates sparks. Of course there are online surrogates for writerly community like ILM etc but they have their own problems.

Another is the rise of musician-critic. Obviously there have always been super-smart, articulate, hyper-aware musicians (Eno, Green, Lunch, Malkmus, et al) but… there seems to be more of them now. I’m thinking Dirty Projectors dude, Vampire Weekend (who worship Momus who is an extreme example of musician/critic), Daniel Lopatin , Ghost Box dudes, Drew Daniels, John Darnielle, etc etc. and even in dance music you have super-eloquent types like Burial or Villalobos. I kinda half-feel like they’re encroaching on our territory! There’s a little bit of hmm what’s my role now, cos they know they’re trying to do/what they’ve achieved. At the same time these musicians have grown up reading music criticism and so you could say that it shows that what we do actually has some kind of effect. Anyway I wondered if you agreed that there’s more of these hyper-conscious musicians around now, and also if this is a development that’s been accelerated by blog culture. At times it can be a little suffocating almost, the musician presents a very well-laid out map of what their music is about.

the topic of tl; dr will have to come up at some point i expect!

speed-reading seems to be imposed by the nature of the web and data/culture overload

it is interesting how these changes in structure and reception affect the mode of writing, at one point some years ago before the web really took off it seemed like music writing in print magazines was getting more congested because word-counts were being reduced, so it was like people were trying to cram 800 words of data/argument/reference into 400 words.

on the web there’s no limit to space but there’s the different pressure of competing with all the other text and media out there, everyone being in a hurry, so maybe there is a pressure towards brevity/impact

i seem to be unconsciously resisting it by generating ever-vaster pieces

Dica do Julin.

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A reunião da primeira página do New York Times

O New York Times tomou a corajosa decisão de transmitir ao vivo as reuniões diárias para definir a primeira página do jornal. É o Timescast.

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Jornalismo musical e pirataria


Logo do Hype Machine: principal agregador de blogues de mp3

Google fecha arbitrariamente seis blogues de música hospedados no Blogger e a pergunta está no ar: o jornalismo musical é a nova pirataria?

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Blogues, assessoria de imprensa e zona de influência


imagem tungada daqui

O guia para uma boa asssessoria de imprensa online escrito por Lindsay Robertson é indispensável para quem trabalha em qualquer uma das pontas do ramo.

O tópico “escolha oito saites” foi destacado no saite Kottke e interessa a todos que trabalham com mídias digitais. Nele, Lindsay fala do método de trabalho de uma assessora de imprensa que conquistou o seu respeito:

“Ela escolheu oito blogues que cobriam o assunto relacionado ao seu cliente, TV, que ela gostava num nível  pessoal e lia religiosamente, enviando para seus editores apenas conteúdo que ela imagina que fosse os interessar. Enquanto o resto do assessores de imprensa da companhia em que ela trabalhava estavam mandando e-mails para listas enormes na esperança de conseguir um espaço no Perez Hilton, Gawker, HuffPo ou onde fosse, essa assessora focava no segmento de saites com baixo tráfego, entendendo (corretamente) que hoje em dia conteúdo vem de baixo pra cima tanto quando de cima pra baixo e que regularmente saites menores, com sua habilidade de vasculhar mais fundo na rede e de maneira mais ágil, agem como fazendeiros para os saites grandes. Um saite pode ser muito influente sem necessariamente ter um número de acesso gigantesco, porque nem todo par de olhos são iguais.”

Bingo.

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Notícias sem comentários


Haiti pós terremoto

A idéia da No Comment TV é tão simples, mas tão simples, que beira a cretinice: transmitir notícias sem nenhum comentário, apenas uma edição de imagens dos principais acontecimentos do mundo.

Assisti por acaso algumas inserções, transmitidas pela Euronews, quando estava viajando pela Ásia. O efeito é sensacional, faz qualquer um se dar conta imediatamente do blá blá excessivo dos telejornais.

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Mondo Bizarro 53: jornalismo e as raves

Tuitei isso ontem, mas a bizarrice é tão grande que merece entrar para nosso Mondo. Você espere só até 1 minuto e 35 segundos (não avance, a espera é dolorosa mas vale a pena).

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Fumaça no Senado

Nesse final de semana o Capitão Presença, personagem criado pelo meu vizinho Arnaldo Branco, invadiu o jornal O Globo, com traço do Leonardo.

Em visita ao senado, nosso herói largou uma penca de verdades por lá. E não foi uma tirinha não, foi uma página INTEIRA.

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Mondo Bizarro 51: más notícias

Outras notícias no Probably Bad News, saite que compila notícias bizonhas. Os títulos de cada foto por lá valem a visita.

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Jornalismo cidadão

No Brasil o fim da exigência do diploma de jornalismo continua gerando discussão boba. O diploma (sim, eu tenho) nunca foi de jornalismo, e sim de “Comunicação Social com ênfase em jornalismo”.  De qualquer maneira, o ensino superior é sim um diferencial positivo, na área que for.

Enquanto isso, o YouTube lançou um canal com dicas e orientações de como praticar jornalismo na era digital. Chamado Reporter’s Center, os diversos vídeos encontrados por lá são disponibilizados por profissionais do ramo, da antiga e nova geração.

Os tutoriais da Current TV são outra boa fonte de informação técnica a respeito do tema.

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Michael Jackson, hospital e notícias


Foto tungada do sensacional
Tá Preocupado Comigo?

A notícia estourou no Twitter e agora está se espalhando pelos jornais. Michael Jackson teve uma parada cardíaca, as vésperas de estreiar uma tempoada de 50 shows em Londres.

Enquanto o saite de fofocas TMZ já noticiou a morte do astro, o NYT levou mais de dez minutos pra informar sobre a hospitalização.

Nesse momento, entre os grandes grupos de comunicação, o LA Times é o mais rápido e já avisa que o Rei do Pop está em coma. Guardian, CNN, O Globo e Folha informam que está hospitalizado.

Acompanhar a evolução das notícias em tempo real é assistir a um estudo de caso de novas mídias.

Será interessante daqui algumas horas ver se os mais rápidos estão também certos, ou se apuração tradicional, lenta e responsável, vai se fazer valer.

A pressa em digitar era tanta que assim que a notícia vazou, MichEAL Jackson (escrito errado mesmo, com as vogais i nvertidas) se tornou um trending topic, o ranking de assuntos mais comentados do Twitter, atualizado segundo a segundo.

A cobertura continua no Twitter do URBe (dá pra ler sem se cadastrar), vou atualizando por lá.

ATUALIZAÇÃO:

Por volta das 18h30 começarem a circular no Twitter a notícia da morte de MJ e levou pouco mais de 15 minutos até ser confirmada no TMZ.

O LA Times foi o primeiro dos grandes veículos monitorados durante essa pesquisa a  dar a notícia, minutos depois — enquanto NYT e CNN falavam em coma e Guardian, Folha e O Globo em hospitalização.

Alguns grandes jornais demoraram até 40 minutos para fazer o mesmo. A CNN foi a última, ainda assim se resguardando até 20h25 com a adendo “não confirmado pela equipe”.

As 19h40, quando a notícia era confirmada por diversos grandes veículos o Twitter entrou em colapso com a quantidade de acessos e baleiou, como dizem os usuários. O aumento de tráfego foi sentido em toda rede.

O Guardian também analisou do furo do TMZ e o Tiago Doria conta um pouco da história do saite.

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