
foto:Daniela Dacorso
“Seria o cúmulo da vergonha considerar um tipo de música tão vulgar e ridícula como forma de manifestação popular. É forma de manifestação do mau gosto. Isso sem falar que os bailes funk servem para ajudar a financiar o tráfico de drogas, coisa que todos sabem, com letras que fazem apologia à violência, ao crime e à prostituição” (grifo meu)
Como previsto, o projeto de lei do deputado Chico Alencar que define o funk como “forma de manifestação cultural popular” vai indignando a classe média, ao menos a parcela que vibra lendo colunas sobre gatos no Segundo Caderno — e sabe de tudo.
Violenta são essas generalizações, coisas que “todo mundo sabe”.
Não sei o que é pior, a necessidade de um canetaço para estabelecer algo óbvio ou gente esperneando, resistindo a lógica.

foto: Daniela Dacorso
De autoria do deputado Chico Alencar, está tramitando na Câmara um projeto que define funk como expressão da cultura popular brasileira, visando que sua produção e promoção não sejam tão perseguidas como ainda é.
É inacreditável que uma lei dessa se faça necessária. Porém, as coisas são como são. Tomara que vingue.

foto: aliciarenovato
Assinada em conjunto por por diversas associações e sindicatos do setor, foi distribuída (via assessoria de imprensa) um documento entitulado “carta aberta dos artistas e entidades - se posicionando em relação a questão da lei da meia-entrada.
O resumo das idéias do grupo são os seguintes pontos:
- Somos a favor da meia entrada , o que é urgente e necessário é sua regulamentação .
- Moralização da emissão das carteiras com controle pelo Estado e a criação de um Conselho formado por entidades da Sociedade Civil e Governo .
- Estabelecimento de uma porcentagem de 30% das lotações como limite para o benefício – este modelo já funciona com sucesso em Minas Gerais e Sta Catarina .
- Ressarcimento pelo Estado do subsídio dado pelos artistas produtores e exibidores , pois em nenhum outro setor da economia existe prática semelhante – como exemplo, para que o taxista possa adquirir seu veículo a preço mais baixo, o Estado oferece a isenção dos impostos , não cabendo ônus à montadora.
As conseqüências desta regulamentação trarão benefícios a toda a sociedade :
- Aos artistas e profissionais de cultura e entretenimento que não mais terão sucateada sua principal fonte de custeio , as bilheterias .
- Aos beneficiários da meia-entrada tendo em vista que a redução do preço dos ingressos se tornará real.
- Ao cidadão comum que terá a redução do valor dos ingressos permitindo assim seu acesso à cultura e lazer , hoje inviabilizado pelas situação reinante.
E aí, faz sentido pra você?

O Brasil está pretendendo entrar nessa lista medonha?
Pedro Doria discute os pontos da lei propostas pelo senador mineiro Eduardo Azeredo para regulamenter os crimes on line. O troço é tão mal feito que, se aprovada, praticamente torna o uso da internet ilegal no Brasil.
Desculpe o título alarmista do texto, mas sem brincadeira, é pra prestar MUITA atenção nisso.
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